Sociedade brasileira de terapia intensiva



Baixar 274.8 Kb.
Página1/3
Encontro11.06.2018
Tamanho274.8 Kb.
  1   2   3



SOCIEDADE BRASILEIRA DE TERAPIA INTENSIVA
ANDRÉIA REIS MARQUES DO CARMO

NÃO CONFORMIDADE DE administração de MEDICAMENTOS pela enfermagem em uti:

UM ESTUDO DE CASO

sÃO pAULO

2011

ANDRÉIA REIS MARQUES DO CARMO

NÃO CONFORMIDADE DE administração de MEDICAMENTOS pela enfermagem em uti: UM ESTUDO DE CASO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para obtenção de Titulação Profissionalizante de Mestre do Instituto Brasileiro de Terapia Intensiva.

Orientadora Me. Lourdes Margareth Leite Pizzoli
sÃO pAULO

2011

ANDRÉIA REIS MARQUES DO CARMO




NÃO CONFORMIDADE DE administração de MEDICAMENTOS pela enfermagem em uti: UM ESTUDO DE CASO

Aprovado em: ___/___/___.

Nota:_________________
BANCA EXAMINADORA
_________________________________

Prof.
_________________________________

Prof.
_________________________________

Prof.


S

ÃO PAULO



2011












AGRADECIMENTOS
Á Deus...

E as pessoas que sempre estão ao meu lado nos momentos bons e difíceis da minha vida.

Muito obrigada !!!!





O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.



Albert Einstein

R



ESUMO

Trata-se de uma pesquisa de campo para verificar a incidência de não conformidade de administração de medicamentos pela equipe de enfermagem de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em uma Instituição Hospitalar Pública de São Paulo. Na primeira etapa se efetuou o levantamento de dados obtidos por meio de notificação espontânea e revisão de prontuários que mostraram 168 eventos adversos de erros de medicação, no período de junho de 2009 a outubro de 2010. Considerando que houve implementação de estratégias preventivas durante o levantamento referente a 2009, obteve-se um comparativo em relação a 2010, destacando-se redução dos índices de ocorrência de não conformidade em todos os aspectos considerados: administração de medicamentos não prescritos, administração de medicamento errado, via errada, dose errada, tempo de infusão errado, troca de medicação entre paciente, aprazamento de horário errado. Exceção quanto a não conformidade de não administração e omissão, que apresentou aumento de 0,22% em fatores diversos não pontuais, 0,21% de não checagem e 0,18% referente a não colocação de horário na prescrição médica. Dessa forma, considera-se que medidas preventivas foram eficazes; porém, ainda se verifica necessidade de reforço nas estratégias técnicas e gerenciais, para reduzir ou eliminar ao máximo as fragilidades referentes à segurança do paciente em relação à medicação.

Descritores: Enfermagem; Erros de medicação; Medicação / Prevenção de Erros.
A



BSTRACT

The present study is a field research to determine the incidence of non-compliance medication administration by a nursing staff of an intensive care unit (ICU) in a public hospital of São Paulo. In the first phase, the data was obtained through spontaneous reporting and review of medical records. These documents showed 168 different adverse events of medication errors in the period from June 2009 to October 2010. Considering that there has been implementation of preventive strategies during the 2009 survey, we obtained a comparison with 2010, highlighting a reduction in the rates of non-compliance events in all aspects considered: management of non-prescribed medicine, wrong drug delivery, wrong route of administration, wrong dose, wrong time of infusion, medication switching between patients, regarding to not mentioning the right time in the medical prescription. Except for non-compliance and omission of non-administration, which increased by 0.22% in non-punctual several factors, 0.21% of none checking and 0.18% regarding to not mentioning the time in the medical prescription. Thus, it is considered that preventive measures were effective, but there is still need to strengthen technical and managerial strategies to reduce or eliminate the most weaknesses related to patient safety in regarding to medication.
Descriptors: Nursing; Medication Errors; Medication, Prevention Errors.

L



ISTA DE GRÁFICOS E TABELAS

Gráfico 1 – Distribuição comparativa percentual de incidência de não conformidade de administração de medicamentos pela enfermagem, em relação ao gênero dos pacientes durante os anos de 2009 e 2010, São Paulo, SP 22

Gráfico 2 – Distribuição comparativa percentual de incidência de não conformidade de administração de medicamentos pela enfermagem, em relação à faixa etária dos pacientes do gênero masculino, durante os anos de 2009 e 2010, São Paulo, SP 23

Gráfico 3 – Distribuição comparativa percentual de incidência de não conformidade de administração de medicamentos pela enfermagem, em relação à faixa etária dos pacientes do gênero feminino, durante os anos de 2009 e 2010, São Paulo, SP 23

Gráfico 4 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de medicamento não prescrito durante os meses do ano de 2009, São Paulo, SP 26

Gráfico 5 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de medicamento não prescrito durante os meses do ano de 2010, São Paulo, SP 27

Gráfico 6 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de medicamento errado durante os meses do ano de 2009, São Paulo, SP 28

Gráfico 7 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de medicamento errado durante os meses do ano de 2010, São Paulo, SP 28

Gráfico 8 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de medicamento por via incorreta durante os meses do ano de 2009, São Paulo, SP 29

Gráfico 9 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de dose errada de medicamento durante os meses do ano de 2009, São Paulo, SP 30

Gráfico 1 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de medicamento não prescrito durante os meses do ano de 2009, São Paulo, SP 22

Gráfico 10 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de dose errada de medicamento durante os meses do ano de 2010, São Paulo, SP 31

Gráfico 11 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de medicamento em incorreto tempo de infusão durante os meses do ano de 2009, São Paulo, SP 32

Gráfico 12 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de medicamento em incorreto tempo de infusão durante os meses do ano de 2010, São Paulo, SP 33

Gráfico 13 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por administração de medicamento por troca de paciente durante os meses do ano de 2009, São Paulo, SP 34

Gráfico 14– Distribuição percentual de incidência de não conformidade por não administração de medicamento ou omissão de administração de medicamento durante os meses do ano de 2009, São Paulo, SP 35

Gráfico 15 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por não administração de medicamento ou omissão de administração de medicamento durante os meses do ano de 2010, São Paulo, SP 35

Gráfico 16 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por não administração de medicamento por fatores diversos nos meses do ano de 2009, São Paulo, SP 36

Gráfico 17 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por não administração de medicamento por fatores diversos nos meses do ano de 2010, São Paulo, SP 36

Gráfico 18 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por não checagem de administração de medicamentos nos meses do ano de 2009, São Paulo, SP 37

Gráfico 19 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por não checagem de administração de medicamentos nos meses do ano de 2010, São Paulo, SP 38

Gráfico 20 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por não colocação e aprazamento de horário na administração de medicamentos nos meses do ano de 2009, São Paulo, SP 40

Gráfico 21 – Distribuição percentual de incidência de não conformidade por não colocação e aprazamento de horário na administração de medicamentos nos meses do ano de 2010, São Paulo, SP 40

Tabela 1 – Distribuição da frequência absoluta e percentual de incidência de não conformidade de administração de medicamentos no período de junho a dezembro de 2009, São Paulo, SP 42

Tabela 2 – Distribuição da frequência absoluta e percentual de incidência de não conformidade de administração de medicamentos no período de janeiro a outubro de 2010, São Paulo, SP 43

Tabela 3 – Distribuição comparativa da frequência percentual de incidência de não conformidade de administração de medicamentos entre o período de junho a dezembro de 2009 e o período de janeiro a outubro de 2010, São Paulo, SP 43




SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 11

2 NÃO CONFORMIDADE DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 12

3 Objetivos 17

3.1 GERAL 17

3.2 ESPECÍFICOS 17

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 18



4.1 Tipo dE Estudo 18

4.2 Local e Período 18

4.3 POPULAÇÃO 19

4.4 Critérios de inclusão 19

4.5 Instrumento da Coleta de Dados 19

4.6 Método de Notificação 20

4.7 Análise dos Dados 20

5 Resultados e Discussão 21

5.1 PERFIL DA UNIDADE 21

5.2 ESPECÍFICAS 25

6 Conclusão 45

REFERÊNCIAS 46

ANEXO 1 – INSTRUMENTO DE NOTIFICAÇÃO DE INTERCORRÊNCIAS COM MEDICAÇÕES 49


1 INTRODUÇÃO

Desde a Antiguidade os medicamentos foram procurados e desenvolvidos com a intenção de aliviar, combater a dor ou curar doenças; no entanto, nos últimos anos estudos têm evidenciado a presença de não conformidade no tratamento medicamentoso recebido pelos pacientes.

Algumas não conformidades na administração de medicamentos, às vezes, podem não trazer conseqüências ou complicações sérias aos pacientes; porém, outras podem ocasionar desde o aumento do tempo de permanência hospitalar, custos ao sistema de saúde, necessidade de intervenções diagnósticas e terapêuticas e até mesmo conseqüências trágicas, como a morte (1-4).

Em novembro de 1999, o National Center for Health Statistics publicou um relatório, intitulado To error is human: building a safer health system, que apontou que das 33,6 milhões de internações realizadas no ano de 1997, em hospitais dos EUA, por volta de 44.000 a 98.000 americanos morreram devido eventos iatrogênicos, o que excede as mortes por veículos motorizados, câncer de mama e AIDS (1-2,4,5-6).

Este estudo é de grande relevância para a enfermagem, pois permite identificar as possíveis fragilidades e falhas e propor medidas para sua prevenção e aumentar a segurança do paciente.
2 NÃO CONFORMIDADE DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Lesões não intencionais associadas à terapia medicamentosa têm afetados milhões de americanos, sendo que 30% dos pacientes vivenciam durante a hospitalização eventos adversos ao medicamento, o que dá uma média de 6,5 eventos por 100 internações, 28% destes poderiam ser evitados e 0,31% apresentam eventos adversos fatais. Entre 1983 a 1993, as mortes relacionadas à medicação cresceram na ordem de 257% (1,3,6-8).

A National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention (NCC-MERP) define como um erro de medicação qualquer evento evitável que pode ser causado ou surgir do uso inconveniente ou falta de uma medicação, ou causar dano ao paciente, enquanto a medicação está sob o controle dos profissionais da saúde, pacientes ou consumidores; tais eventos podem estar relacionados à prática profissional, aos produtos para o cuidado à saúde, procedimentos e sistemas, incluindo a prescrição, a comunicação da prescrição, o rótulo e a embalagem do produto, a nomenclatura, a composição, a distribuição, a administração, a educação dos usuários, a supervisão e o uso (6,9,11,13).

É importante incluir na documentação de enfermagem o planejamento da administração da terapia medicamentosa, a fim de prevenir eventos adversos e erros de medicação. Vimos à necessidade de padronização nas instituições de saúde de nomenclaturas, símbolos e métodos de anotação do processo de consecução da terapia, de forma que tal prática seja exercida de modo adequado e seguro aos pacientes, tanto na prevenção de erros como na identificação precoce de iatrogenia e minimização de seus efeitos adversos.

A administração de medicamento é uma das maiores responsabilidades da equipe de enfermagem, tendo o amparo legal e formação curricular para a realização desta. No entanto, verifica-se que muitas vezes há despreparo do profissional para fazê-lo. São várias as causas que podem levar aos erros de medicação, que podem estar relacionadas a fatores individuais como falta de atenção, lapsos de memória, negligência, deficiências da formação acadêmica, inexperiência, desatualização quanto aos avanços tecnológicos e científicos (1,6,8,10).

Outros problemas no sistema de medicação também podem ser considerados como causa de erro, quais sejam: interrupções freqüentes, falta de treinamento e de profissionais, iluminação inadequada, nível alto de barulho, políticas e procedimentos ineficientes ou mesmo problemas com os produtos utilizados na medicação do paciente (1,8).

Estudo realizado em relação a problemas na administração de medicações em quatro hospitais brasileiros identificou que 39,7% ocorriam por falhas na técnica e segurança no Hospital A, 14,7% devido à interação do profissional com o paciente ser falha (não orientam sobre o medicamento) no Hospital B, 31,9% ocorriam, pois executavam atividades concomitantes, como verificação de sinais vitais no Hospital C, sendo que o mesmo problema ocorreu no Hospital D (8). E em relação ao preparo das medicações, nas quatro instituições se constatou que o local era inadequado, por aspectos relacionados à área física como falta de iluminação, ventilação, ruídos e outros (1,8).

Nos EUA, estudos sobre a incidência de erros de medicação e a busca por maior segurança no processo de distribuição e administração dos mesmos, tiveram início na década de 50. No Brasil, somente na década de 90 é que proliferaram estudos sobre o tema (1).

Em 2002, na 55° Assembléia da Organização Mundial da Saúde, foi recomendada, por todos os países membros, a máxima atenção possível ao problema da segurança dos pacientes e ao fortalecimento de evidências científicas necessárias para melhorar a segurança dos pacientes e a qualidade do cuidado em saúde. Na 57° Assembléia Mundial da Saúde, em 2004, estabeleceu-se a Aliança Mundial para a segurança dos pacientes, sendo uma de suas diretrizes o desenvolvimento e difusão de conhecimentos sobre políticas e melhores práticas na segurança do paciente. A partir dessas recomendações, passou-se a estudar, entre outros aspectos, a questão da segurança na terapia medicamentosa (4).

A prática de medicação em uma organização hospitalar pode ser definida como um sistema complexo, com vários processos interligados, interdependentes e constituído por profissionais de diferentes áreas do conhecimento (médicos, equipe de enfermagem e da farmácia) que compartilham de um objetivo comum, sendo a prestação da assistência à saúde dos pacientes com qualidade, eficácia e segurança (8).

A Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations - JCAHO identificou cinco processos do sistema de medicação, quais sejam: seleção e obtenção do medicamento, prescrição, preparo e dispensação, administração de medicamentos e monitoramento do paciente em relação aos efeitos do medicamento, no entanto, o número e o tipo de processos podem variar de um hospital para o outro (6,8).

Os erros ocorrem em todas as fases do sistema de medicação: 39% dos erros ocorrem durante a prescrição, 12% na transcrição, 11% na dispensação e 38% durante a administração, sendo que enfermeiros e farmacêuticos interceptam 86% dos erros de medicação relacionados a erros de prescrição, transcrição e dispensação e 2% são interceptados pelos pacientes (6,8,11) .

Estudo realizado em um Hospital Universitário analisou 294 prontuários dos pacientes internados na clínica médica, durante sete dias consecutivos, em relação às informações que devem constar nas prescrições de medicamentos, com resultados que demonstraram que 279 (94,9%) estavam incompletas para um ou mais itens: 228 (77,6%) sem a apresentação do medicamento; 111 (37,8%) sem a forma de diluição; 63 (21,4%) sem a dose; 21 (7,1%) sem a via de administração e 16 (5,4%) não especificavam a freqüência com que o medicamento deveria ser administrado. Outro fator negativo identificado foi a utilização de abreviaturas, presentes em 282 (95,9%) prescrições (7).

Estudo de erros de medicação em UTI e Semi-Intensiva dos 50 pacientes internados em instituições de campo de ensino demonstrou que 48 (96%) sofreram um erro de medicação durante a permanência naquelas unidades, sendo 2 (4%) erros a cada dia, do total da amostra, 35 (70%) encontravam-se nas UTIs e 15 (30%) nas unidades de Semi- Intensiva (15).

No Brasil, não consta estudo específico que aborde a dimensão real do problema dos erros de medicação, embora ele se constitua no quinto país em consumo de medicamentos, o primeiro lugar na América Latina e o nono lugar no mercado mundial farmacêutico em volume financeiro (9,11).

Considera-se como evento adverso de medicação quando ocorre qualquer dano ou prejuízo relacionado com o uso de uma droga, mesmo que a relação de causa e efeito não possa ser provada. Os mesmos devem ser monitorados e analisados para que medidas preventivas possam ser instauradas, diminuindo assim a possibilidade de novas ocorrências (2,11).

Existem referências de inúmeros métodos utilizados para sua detecção desde fichas de notificação formal, relatório individual anônimo, técnica do incidente crítico, revisão da prescrição, observação direta e combinação do relatório anônimo e observação. Cada um tem suas vantagens e desvantagens, devendo estar adequados aos objetivos das instituições e utilizados como instrumentos gerenciais para a melhoria da qualidade da assistência à saúde (2).

A Joint Commision on Acreditation of Healthcare Organizations (JCAHO), recomenda que existam ferramentas para mensurar e monitorar a desempenho de uma instituição e propõe a utilização de instrumentos de notificação, bem como recomenda que exista uma análise crítica sobre as causas de sua ocorrência e implantação de medidas de qualidade (2).

A Secretaria de Estado da Saúde iniciou, em 2009, em todos os hospitais de São Paulo, a implementação de indicadores de qualidade da saúde, iniciando-se por três indicadores de qualidade, sendo um destes a não conformidade relacionada à administração de medicamentos. No início da implementação deste indicador notamos que poderíamos interceptar alguns desses erros de medicação, erros que não são detectados no início ou no meio do sistema, desta maneira a responsabilidade é maior para equipe de enfermagem, pois é uma das últimas barreiras de prevenção.

A análise do levantamento de incidência de não conformidade de administração de medicamentos pela enfermagem se constitui em um indicador de qualidade de assistência, segundo a equipe do CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar), pois permite monitorar e apontar modos de se obter qualidade da assistência, que pode ser implementada para torná-la mais segura ao usuário. A CQH define esse indicador como Qualquer evento evitável que, de fato, ou potencialmente, pode levar ao uso inadequado de medicamento”, cuja incidência pode ser mensurada através da fórmula (16):


Incidência de Não Conformidade relacionada à

Administração de Medicamentos pela Enfermagem X 100

Número de paciente-dia

Numerador: apontar a soma mensal das não conformidades relacionadas à administração de medicamentos, notificadas de acordo com formulário próprio ou através de sistema informatizado.

Denominador: Paciente-dia. Unidade de medida da assistência prestada, em um dia hospitalar, a um paciente internado(16).

São considerados os seguintes critérios de inclusão de notificação de não conformidades às ações de administração de medicamentos pela enfermagem na vigência de (16):




  • Administração de medicamento errado;

  • Administração de medicamento não prescrito: qualquer medicamento administrado sem ter a prescrição médica correspondente;

  • Administração de medicamento prescrito para um determinado paciente, porém administrado em outro paciente (troca de paciente);

  • Dose administrada de medicamento diferente da prescrita (Dose errada);

  • Não administração e ou omissão de medicação prescrita nos horários prescritos com tolerância de 60 minutos por causas não justificadas;

  • Tempo de infusão divergente do prescrito; e,

  • Via de administração de medicamento por via não prescrita (via errada).

Como recomendações, a CQH (16) preconiza atenção quanto à:



  • Prescrição clara, legível, completa, assinada e com todos os parâmetros;

  • Uso somente abreviaturas padronizadas;

  • Números, zeros, pontos e decimais;

  • Uso de horário padrão;

  • Apropriação do ambiente para o tipo de trabalho;

  • Manutenção de controle dos medicamentos fora da Farmácia;

  • Desenvolvimento e aplicação de indicadores como ferramenta gerencial; e,

  • Registro da ocorrência efetuado imediatamente após a assistência prestada ao paciente.

3 Objetivos



  1   2   3


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal