Secretaria de estado da saúde gerência executiva de vigilância em saúde – gevs gerência operacional de vigilância epidemiológica-gove núcleo de doenças transmissíveis agudas



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SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

GERÊNCIA EXECUTIVA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE – GEVS

GERÊNCIA OPERACIONAL DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA-GOVE

NÚCLEO DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS AGUDAS

João Pessoa, 16 de junho de 2008


NOTA TÉCNICA Nº 0 /08 NDTA/GOVE/GEVS/SES-PB
Solicitante: NÚCLEO DE VIGILÂNCIA DAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS AGUDAS

Assunto: PARALISIA FLÁCIDA AGUDA/POLIOMIELITE

O último caso de poliomielite no Brasil ocorreu, em 1989, no município de Sousa na Paraíba, e em outubro de 1994, o país recebeu o Certificado de Erradicação da Poliomielite.

Para que seja mantido esse certificado é fundamental que os municípios alcancem boas coberturas vacinais e que haja homogeneidade nessas coberturas vacinais contra poliomielite.

Outras ações também são imprescindíveis tais como: busca ativa de casos de Paralisia Flácida Aguda (PFA), notificação de casos, investigação epidemiológica detalhada de todos os casos incluindo a coleta oportuna de fezes considerada até o 14º dia do início do déficit motor e revisita do caso que deverá ser realizada no máximo até 60 dias do início da deficiência motora.

O Ministério da Saúde (MS) define como caso suspeito: “todo caso de deficiência motora flácida aguda, em menores de 15 anos, independente da hipótese diagnóstica, e em pessoas de qualquer idade que apresentem hipótese diagnóstica de poliomielite”.

Dentre os vários diagnósticos diferenciais de PFA, os mais comuns são: Síndrome de Guillain Barré, Poliomielite, Mielite Transversa, Mielite Viral, Neuropatias, Meningites com Paralisia.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2007), revelam que existem quatro países com circulação autóctone do poliovírus selvagem (Afeganistão, Paquistão, índia e Nigéria), demonstrando o risco da reintrodução do poliovírus para países onde a doença é considerada erradicada.

Para manter a erradicação da poliomielite, a OMS estabeleceu 02 grandes metas: alcançar 95% de cobertura vacinal contra poliomielite e notificar 100% dos casos de Paralisia Flácida Aguda.

Na Paraíba, os indicadores de qualidade da Vigilância Epidemiológica, no período de 1996 a 2007 apresentam (Gráfico 01), uma melhora significativa a partir do ano de 2003.

A notificação negativa semanal ,da ocorrência ou não de casos de PFA no estado, está sendo informada em mais de 88,0% das unidades de referência, com variação de até 96,0%, o que representa uma maior sensibilidade dos profissionais de saúde no tocante à importância da notificação.






Gráfico 01 - Indicadores Operacionais de Qualidade da Vigilância Epidemiológica da Poliomielite Pós Erradicação / Paralisia Flácida Aguda, Paraíba - 1996 a 2007




Fonte: SINAN NET/GEVS/ SES-PB

Entretanto, o percentual de casos de PFA com coleta da amostra de fezes fora do prazo (após os 14 dias após o início da deficiência motora) constitui o principal fator para o não alcance das metas do Estado. Esta é uma medida de controle, que precisa de uma maior atenção por parte dos profissionais de saúde, para que se possa identificar precocemente o poliovírus selvagem no estado.

É importante destacar que após a notificação há uma desencadeamento de ações pelos serviços de VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA tanto das SECRETARIAS MUNICIPAIS DA SAÚDE quanto da Secretaria de Estado da Saúde.


Elaborado por:

Vânia Regina – Chefia - NÚCLEO DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS AGUDAS/ SES/PB.



Arlete Duarte de G. Mayer - Responsável técnica da Vigilância Epidemiológica da PFA/Pólio -NÚCLEO DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS AGUDAS/ SES/PB.

Maricélia Maia de Lima - Assessora da Vigilância Epidemiológica da PFA/Pólio /Ministério da Saúde /Nordeste.




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