Sebenta de anatomia humana I ano lectivo 2007/2008 terminologia anatómica



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Côndilo Lateral: apresenta uma faceta articular, plana e circular, para articular com a cabeça do perónio.


NOTA: As áreas interarticulares anterior e posterior vão dar origem aos cornos dos meniscos e aos tendões cruzados. Temos 4 meniscos e cada um tem 2 cornos.

O eixo do côndilo medial é maior que o eixo do côndilo lateral (importante para a orientação da peça).


Corpo da tíbia

- É mais estreito na união do seu terço médio com o distal, expandindo-se gradualmente para cima e para baixo.

Medial Anterior

- Faces Lateral - 3 bordos Medial

Posterior Interósseo (ou lateral)
- A face medial é lisa e ligeiramente convexa.

- A face lateral é ligeiramente côncava.

- A face posterior fica entre os bordos medial e interóssea. A linha solear é uma linha oblíqua que atravessa a face posterior na zona lateral do corpo onde se vai inserir o músculo solear.

- O bordo anterior é o mais proeminente dos 3 e forma a canela.

- O bordo medial é pouco definido. Estende-se de trás do côndilo medial até ao maléolo medial.

- O bordo interósseo é melhor definido que o medial e dá inserção à membrana interóssea.



Extremidade inferior (distal)

- Tem uma projecção distal, o maléolo medial.

Anterior

Posterior: marcada pelo sulco maléolar

- 5 Faces Medial



Lateral: é uma depressão larga e triangular, cuja porção inferior é mais lisa e mais profunda formando a incisura peronial.

Inferior
- A superfície articular inferior da extremidade inferior da tíbia é rectangular articula-se com a face anterior do corpo do astrágalo (ou tálus).

- A face articular inferior é prolongada na superfície articular do maléolo, que se articula com a face medial do astrágalo.


PERÓNIO
-Osso mais lateral da perna

-Serve para a fixação de músculos

- Está articulado apenas com a tíbia para não ficar solto

- Não suporta peso

- Apresenta um corpo e duas extremidades, proximal e distal


Extremidade proximal (ou cabeça do perónio)

- Articula-se com a parte posterior da tíbia

- A cabeça do perónio encontra-se ao mesmo nível da tuberosidade anterior da tíbia.

- A porção medial da face superior da cabeça apresenta uma faceta articular para o côndilo lateral da tíbia.

- A apófise estilóide ou ápice é prolongada para cima a partir das faces lateral e posterior.


Corpo

- Arqueia-se para a frente à medida que desce para o maléolo lateral.


Extremidade distal (ou maléolo lateral)

- É inferior e achatada e forma o maléolo lateral

- É mais proeminente que o maléolo medial, é mais posterior e estende-se cerca de 1cm mais distalmente.

- Articula-se com a face lateral do astrágalo que se encaixa entre os 2 maléolos.

- A face lateral, convexa, do maléolo lateral é contínua em cima com a expansão lateral triangular da face anterior do corpo.

- A face medial apresenta à frente a faceta articular para o astrágalo. A fossa maléolar fica atrás da faceta articular, na superfície medial.

TORNOZELO E PÉ


- O tornozelo e o pé são estruturas que fornecem restrição e propulsão a cada passa, de modo que o equilíbrio possa ser mantido enquanto o corpo está em movimento.
TARSO
- Compreende sete ossos, dos quais um, o astrágalo, se articula com os ossos da perna.

- Os sete ossos por ordem decrescente de tamanho são:



  • Calcâneo (*17)

  • Astrágalo (*18)

  • Cubóide (*19)

  • Navicular (*20)

  • Cuneiforme medial (*21)

  • Cuneiforme lateral (*22)

  • Cuneiforme intermédio (*23)



(*18) ASTRÁGALO

- Osso do tarso que articula com os ossos da perna.

- Termina numa cabeça arredondada que está dirigido para a frente e medialmente e que repousa numa projecção do calcâneo.


(*17) CALCÂNEO

- Tem a função de suporte e transmissão de peso. O calcâneo transmite muito do peso do corpo do astrágalo para o chão.

- Face Superior: forma o sustentáculo do astrágalo (medialmente). A face superior do sustentáculo forma a faceta média para o astrágalo.

- Face Posterior: convexa, expandida, forma parte da tuberosidade do calcâneo.

- Face Inferior: apresenta uma eminência próxima da sua extremidade frontal, o tubérculo anterior.

- Face Medial: côncava.

- Face Lateral: marcada por uma projecção, a eminência retrotroclear.

- Face anterior: é formada pela face articular do cubóide, em forma de sela.
(*20) NAVICULAR

- Está situado entre o astrágalo, atrás, e os 3 cuneiformes, à frente.

- Face Lateral: áspera, estreita, às vezes apresenta uma pequena faceta que se articula com o cubóide.

- Face Medial: projecta-se para baixo e forma a tuberosidade do navicular.
(*19) CUBÓIDE

- Pode ser palpado na face lateral do pé

- Face Posterior: apresenta uma faceta em forma de sela para o calcâneo.

- Face Anterior: apresenta facetas medial e lateral pata o IV e V metatarsos.
(*21,22,23) CUNEIFORMES

- Em forma de cunha.

- Ficam entre o navicular, atrás, e os três primeiros metatarsos à frente

- São mediais ao cubóide.

- Atrás são quase todos nivelados porque todos se articulam com a frente do navicular.

- Os cuneiformes medial e lateral projectam-se mais para a frente do que o intermédio. O espaço resultante é ocupado pela base do II metatarso. (a estabilidade do pé é aumentada por causa deste arranjo).
METATARSOS

- Estes ossos articulam com o tarso, atrás, e com as falanges à frente.

- São numerados de I a V, do hálux ao dedo mínimo.


Base: extremidade proximal, maior

- Metatarsos Corpo: côncavo em baixo e convexo em cima



Cabeça: articula-se com a base da falange proximal, através de uma faceta articular convexa. A cabeça é redonda e saliente fazendo com que a falange proximal tenha apenas uma faceta articular.
NOTA: O metacarpiano (na mão) mantém a sua estrutura enquanto que o metatarsiano (no pé) é mais largo na base do que na cabeça, vai afilando.
FALANGES

- Cada dedo tem 3falanges (proximal, intermédia e distal) excepto o hálux que só tem 2 (proximal e distal).

- As falanges dos dedos têm corpos arredondados e finos e grandes extremidades.

- As falanges do hálux são curtas largas e fortes já que é para este que se faz a transferência de forças.
OSSOS SESAMÓIDES

- São arredondados e articulam-se com a face inferior de algumas articulações metatarsofalângicas e interfalângicas.

ARTROLOGIA
Classificação das articulações
Classificação Funcional


Sinartroses Diartroses

( articulações sem movimento, os (articulações com movimento, a

ossos estão unidos por tecido cápsula articular – tecido fibroso,

conjuntivo, ex.: ossos da cabeça.) envolve as extremidades ósseas, estão presentes a cavidade articular e o líquido lubrificante.)


Classificação Morfológica Classificação Morfológica



Articulações Articulações Articulações Sinoviais

Fibrosas Cartilagíneas

(*1) (*2) (*3)

(*1) Articulações Fibrosas: são as articulações cujo tecido conjuntivo é fibroso.

  • Sindesmoses: estão ligadas à distância. Não executam movimento mas não impedem que este seja executado por outras articulações. Ex.: membrana interóssea

  • Suturas: podem ser de vários tipos

- Serradas, Dentadas, Escamosas Ex.: ossos do crânio

- Planas Ex.: entre os ossos do nariz

- Esquindilese Ex.: entre o vómer e a crista do esfenóide


  • Gonfoses:

Ex.: entre o dente e os alvéolos da apófise alveolar da maxila e os alvéolos dentários da mandíbula.
(*2) Articulações Cartilagíneas: são articulações cujo tecido tem cartilagem.

  • Sincondroses ou Primárias: com cartilagem hialina.

Ex1.: cartilagens temporárias entre a epífise e a diáfise (que depois ossifica)

Ex2.: entre o esfenóide e o occipital (originando posteriormente o clivo)

  • Anfiartroses ou Secundárias: com fibrocartilagem (articulações semi-móveis). Podem ser:

- Sínfises: articulações situadas no plano mediano (sem cavidade)

Ex.: sínfise púbica.

- Diastroanfiartroses: (articulações com cavidade)



Ex.: discos intervertebrais.
(*3) Articulações Sinoviais: são as articulações mais complexas.

  • Possuem uma cavidade especializada geralmente com cartilagem hialina.

  • Rodeando a articulação há uma cápsula articular (com fibras e que é reforçada por ligamentos articulares e tendões musculares) revestida por uma membrana sinovial que segrega líquido sinovial para diminuir o atrito entre as superfícies que articulam entre si

  • A cavidade sinovial pode ser subdividida em discos ou meniscos, podendo então ser:

- Simples (se não está dividida)

- Dupla (se está dividida em 2 porções)

- Complexa (se está dividida em mais de 2 porções)


  • Tendo em conta o número de superfícies articulares em que estas estão envolvidas podem ser:

- Simples (1 ou 2 superfícies articulares)

- Composta (mais de 2 superfícies articulares)



NOTA: Articulações conjugadas – quando o movimento de uma articulação implica o movimento de outra.

  • Segundo os eixos de movimento podemos ter diferentes tipos de articulações sinoviais:

- Esferóides: 3eixos de movimento perpendiculares entre si.

Ex.: articulação do ombro (mais móvel do corpo), articulação coxo-femural.

- Trocleartroses: 1 eixo, uma das superfícies tem a forma de uma roldana.



Ex.: articulação do cotovelo, articulações interfalângicas.

- Trocóides ou em Pivot: 1 eixo, quando o eixo central de um osso vai ser rodeado por outro osso ou por um ligamento.

Ex.: articulação atlanto-axial, articulação rádio-cubital.

- Condilianas: 2eixos, com uma ligeira rotação associada.

Ex.: articulações metacarpofalângicas.

- Elipsóides: 2 eixos, não têm qualquer rotação associada.

- Em seta: 2 eixos, há uma superfície articular côncava que vai articular com uma superfície articular convexa.

Ex.: articulação carpometacárpica do polegar.

- Planas ou artrodias: 0 eixos, como não têm um eixo definido permitem apenas movimentos de deslizamento.

Ex.: articulação entre a cabeça das costelas e os corpos vertebrais.

Articulações da Cabeça, da Coluna, do Tórax e da Pelve
CABEÇA

Os ossos do crânio articulam-se entre si por um tipo especial de articulações, do tipo fibroso, que se denominam por suturas (existem apenas no crânio). As suturas podem classificar-se de acordo com as suas margens:

- Serreada: margens em dentes de serra.

- Denticulada: margens em pequenos dentes.

- Escamosa: quando há sobreposição de um osso sobre outro.

- Plana: simples aposição das margens reciprocamente irregulares. (entre os ossos palatinos ou entre ossos maxilares)



Sutura Coronal

- Articulação entre o frontal e os dois parietais

- É uma sutura típica


Sutura Lambdóide

- Articulação entre o occipital e os dois parietais

- É uma sutura típica do tipo denticulada
Sutura Sagital

- Articulação entre os dois ossos parietais

- É uma sutura típica

- Estrutura na linha média, superficial ao seio venoso sagital superior


Sutura Escamosa

- Articulação entre o osso parietal e a parte escamosa do temporal

- É uma sutura típica

- A asa maior do esfenóide participa na formação do limite anterior desta sutura

COLUNA VERTEBRAL
Articulações Intervertebrais: Articulação com a cabeça:

- Entre os corpos vertebrais (*1) - Atlanto-occipital (*4)

- Entre os arcos vertebrais (*2)

- Atlanto-axial mediana (*3)


NOTA: As articulações intervertebrais entre os corpos vertebrais não existem entre o atlas e o áxis porque o atlas não tem corpo. Também não existem no sacro porque as vértebras estão fusionadas. No entanto o atlas e o áxis continuam a articular através das articulações entre os arcos vertebrais.
(*1) Articulações entre os corpos vertebrais

- Articulação fibrocartilagínea do tipo Sínfise

- Superfícies articulares:



  • Corpo de duas vértebras adjacentes

  • Disco intervertebral:

- estrutura fibrocartilagínea que actua como um amortecedor de choques mecânicos, retém água.

- Ligamentos:



  • Ligamento longitudinal anterior:

- banda larga.

- passa na face anterior dos corpos vertebrais e estende-se desde o tubérculo anterior do atlas até à face pélvica do sacro.



  • Ligamento longitudinal posterior:

- passa na face posterior dos corpos vertebrais e estende-se do Áxis (primeira vértebra que tem corpo) até ao sacro.
(*2) Articulações entre os arcos vertebrais

- Articulação sinovial do tipo plana

- Superfícies articulares:



  • Apófises articulares de duas vértebras adjacentes

- Cápsula articular: por fora das superfícies articulares

- Ligamentos: fecham os arcos vertebrais, contribuem para a estabilização, dão estrutura à coluna vertebral.



  • Ligamento Amarelo:

- une duas lâminas adjacentes

- fecha o canal vertebral posterior, onde estão as lâminas

- tem alguma elasticidade


  • Ligamento Supra-espinhoso:

- passa nos vértices das apófises espinhosas de baixo para cima

  • Ligamento Interespinhoso

- entre as apófises espinhosas

NOTA: Os ligamentos supra-espinhoso e interespinhoso não existem na região cervical porque nesta vai haver um só ligamento que os substitui – o ligamento da nuca.

  • Ligamento da Nuca:

- forma triangular

- ponto mais inferior na apófise espinhosa da 7ª vértebra cervical e estende-se até ao occipital

- Lado fixo: passa pelas apófises espinhosas de todas as vértebras cervicais e no tubérculo

- Lado livre: vai desde a protuberância occipital até à apófise espinhosa da 7ª vértebra cervical



  • Ligamento intertransversário:

- entre as apófises transversas
(*3) Articulação Atlanto-axial mediana

- Articulação sinovial do tipo Trocóide ou em Pivot

- Superfícies articulares:



  • Apófise Odontóide ou dente do Axis que se projecta superiormente do corpo do áxis

  • Face posterior do arco anterior do Atlas

- Ligamentos:

  • Ligamento Cruciforme:

- reforça posteriormente

- em forma de cruz

- 2 porções:

Ligamento Transverso do Atlas – passa por detrás do dente do Axis e fixa-se num pequeno tubérculo nas duas massas laterais do Atlas.

Fibras longitudinais – saem do ligamento transverso e fixam-se na face anterior do buraco magno.


  • Ligamentos Alares:

- passam dos bordos do ápice do dente obliquamente para cima e lateralmente de modo a se fixarem do lado medial dos côndilos occipitais.

  • Ligamento Apical:

- estendem-se do ápice do dente até ao bordo anterior do buraco magno.
(*4) Articulação Atlanto-occipital

- Articulação sinovial do tipo Condilartrose

- Superfícies articulares:



  • Côndilos do occipital

  • Face superior do Atlas

- Ligamentos:

  • Ligamento Atlanto-occipital lateral

- Membranas:

  • Membrana Atlanto-occipital posterior:

- fixa superiormente na margem posterior do buraco magno e inferiormente no bordo superior do arco posterior do Atlas.

  • Membrana Atlanto-occipital anterior:

- passa pelo arco anterior do Atlas até à margem anterior do buraco magno.
TÓRAX

A caixa torácica é achatada anteroposteriormente e mais estreita superiormente. Tem pouca mobilidade. Dá protecção e suporte às vísceras. Participa nos movimentos da respiração.


Articulações Costovertebrais: Articulações Costo-esternais (*7)

- Da cabeça da costela (*5)· Articulações Costocondrais (*8)

Articulações Costotransversárias (*6) Articulações Intercondrais (*9)

Articulações Costovertebrais

(*5) Da cabeça de costela:

- Superfícies articulares:

  • Hemifacetas adjacentes do corpo de 2 vértebras torácicas

  • Disco intervertebral

  • Cabeça da Costela

- Ligamentos:

  • Ligamento intra-articular da cabeça da costela

  • Ligamento radiado da cabeça da costela


(*6) Articulações Costotransversárias

- Superfícies articulares:

  • Faceta costal da apófise transversa

  • Tubérculo da costela

- Ligamentos:

  • Ligamento costotransverso

  • Ligamento costotransverso lateral:

- entre a costela e a apófise transversa correspondente

  • Ligamento costotransverso superior:

- entre a costela e a apófise transversa superior
(*7) Articulações Costo-esternais

- Superfícies articulares:

  • Chanfradura costal do esterno

  • Cartilagem costal

- Ligamentos:

  • Ligamento esternocostal radiado:

- entre o esterno e a cartilagem costal

  • Ligamento esternocostal intra-articular


(*8) Articulações Costocondrais

- Articulação sincondrose permanente

- Superfícies articulares:



  • Extremidade anterior da costela

  • Cartilagem costal


(*9) Articulações Intercondrais

- Articulação entre as cartilagens costais
PELVE

As articulações da pelve incluem as articulações lombo-sagrada, sacro-coccígea, sacro-ilíaca e a sínfise púbica. Os ligamentos sacro-espinhoso e sacro-tuberoso estão associados às articulações da pelve e o ligamento íliolombar forma uma importante conexão entre a pelve e a coluna vertebral.


Articulação Lombo-sagrada

- Articulação semelhante as outras articulações intervertebrais.

- Apresenta um disco intervertebral e ligamentos acessórios.



- Superfícies articulares:

  • Corpo da 5ª vértebra lombar

  • Sacro


Articulação Sacro-coccígea

- Apresenta um disco intervertebral.

- Superfícies articulares:

  • Sacro

  • Cóccix

- Reforçada pelos ligamentos sacro-coccígeos dorsal, ventral e lateral.
Articulação Sacro-ilíaca

- Articulação sinovial

- Superfícies articulares:

  • Superfície auricular do sacro

  • Superfície auricular do ílio

NOTA: Estas superfícies auriculares estão unidas formando assim a articulação. São frequentemente lisas e achatadas
- Cápsula articular: revestida por membrana sinovial une o ílio ao sacro na periferia das superfícies auriculares.

- Ligamentos:



  • Ligamentos sacro-íliacos ventrais:

- são feixes finos que unem a asa e a superfície pélvica do sacro com a parte adjacente do ílio.

  • Ligamentos sacro-íliacos dorsais:

- estão presos à presos à tuberosidade e à espinha póstero-inferior do ílio. Estes divergem para se prenderem à crista sagrada intermédia e às áreas do sacro adjacentes a esta.
Sínfise púbica

- Articulação cartilagínea.

- Superfícies articulares:

  • Corpos dos ossos púbicos (unidos no plano mediano)

- A face sinfisial do corpo de cada osso púbico está coberta por uma fina camada de cartilagem hialina, que está unida à do lado oposto por uma massa de fibrocartilagem, o disco interpúbico.

- Ligamentos:



  • Ligamento púbico superior:

- fibras que passam transversalmente através da parte superior da articulação (reforço superior).

  • Ligamento arqueado do púbis:

- reforça a articulação inferiormente.
Ligamentos da pelve

  • Ligamento íliolombar: entre o ílio, as vértebras lombares e o sacro.

  • Ligamento sacro-tuberoso: está preso às espinhas ilíacas posteriores, à parte lateral e inferior da superfície dorsal do sacro e ao bordo lateral da parte superior do cóccix. A partir desta ampla inserção as fibras convergem para se inserirem na tuberosidade isquiática.

  • Ligamento sacro-espinhoso: apresenta uma forma triangular e localiza-se anteriormente ao ligamento sacro-tuberoso. A sua base insere-se no bordo lateral da parte inferior do sacro e na parte superior do cóccix. O seu ápice insere-se na espinha isquiática.

- Buraco isquiático maior: dá passagem ao músculo piriforme e a vários vasos e nervos.

- Buraco isquiático menor: da passagem ao tendão do obturador interno e também a vasos e nervos.

- Membrana obturadora


Articulações do Membro Superior
OMBRO E BRAÇO
- Em termos anatómicos só existe articulação quando há contacto entre duas superfícies ósseas.

- Assim nesta região podemos considerar 5 articulações (3 verdadeiras e 2 falsas):



  • Articulações Verdadeiras (possuem cápsula articular e membrana sinovial (cartilagem hialina)):

- Esternoclavicular (*3)

- Acrómio-clavicular (*4)

- Gleno-umeral (*5)


  • Articulações Falsas (não tem superfícies articulares (falta a cartilagem articular) – há 2 planos que se mobilizam um sobre o outro):

- Escápula – torácica

- Subdeltoídeia


Articulações Verdadeiras

(*3) Articulação Esternoclavicular:

- Funcionalmente é uma articulação esferóide (3 eixos de movimento)

- Superfícies articulares:



  • Extremidade medial da clavícula

  • Chanfradura clavicular do manúbrio

  • Superfície superomedial da 1ªsuperfície costal

- Cápsula articular:

  • Fibrosa

  • Envolve toda a articulação fixando-se às margens articulares da clavícula e do esterno

  • A parte inferior da cápsula é mais fraca e passa entre a clavícula e a superfície superior da 1ªcartilagem costal.

  • É reforçada à frente e atrás pelos ligamentos esternoclaviculares anterior e posterior.

- Disco Articular:

  • É completo

  • Achatado e redondo

  • Separa a articulação em 2 cavidades sinoviais

  • Fixo à cápsula articular pela periferia:

- Superior e posteriormente à clavícula

- Inferiormente à 1ªcartilagem costal



  • Funções do disco articular:

- Amortecimento

- Aumentar a congruência e funcionalidade articular (maior mobilidade)

- Acção ligamentar (impede o deslocamento superior e medial da clavícula)
- Ligamentos:


  • Ligamentos Esternoclavicular

- Anterior: limita a retroacção

- Posterior: limita a proteracção (a retroacção e proteracção fazem-se essencialmente à custa do disco articular)



  • Ligamento Interclavicular

- Une superiormente a clavícula e o manúbrio impedindo a excessiva depressão que pode originar o esmagamento da subclávia e do plexo braquial (o movimento é feito à custa da superfície da clavícula e da superfície do disco articular)

  • Ligamento Costoclavicular: impede que a clavícula efectue um movimento de elevação com deslizamento. Obriga a que a clavícula efectue um movimento de elevação com deslizamento. Obriga a que a clavícula se eleve mas não a deslizar.

- Entre a 1ªcostela e a clavícula

- Limita a excessiva elevação da clavícula

- Possui um interposto disco que promove a adaptação de uma estrutura à outra (aumenta a congruência articular)

- Movimentos da Esternoclavicular:



  • Plano Frontal – Elevação / Depressão

  • Plano Horizontal – Proteracção (anterior) / Retroacção (posterior) – clavícula e omoplata

  • Plano Sagital – Rotação


NOTA: Omoplata alada – bordo medial saliente

Omoplata inclinada – bordo lateral saliente


(*4) Articulação Acrómioclavicular:

- É uma articulação plana

- Tem 3 graus de liberdade

- Pode ou não apresentar disco articular

- Superfícies articulares:



  • Extremidade lateral da clavícula (faceta oval)

  • Acrómio (faceta oval, plana ou ligeiramente côncava)

- Cápsula articular:

  • Cápsula fibrótica muito densa

  • Envolve as 2 superfícies fixando-se às margens articulares

  • É mais grossa e forte na face superior

  • Possui um ligamento forte que promove a estabilidade horizontal – Ligamento Coracoclavicular:

- Tem 2 inserções ao nível da clavícula

- Fixa-se também à apófise coracóide

- Reforça a cápsula

- Embora tenha uma localização medial em relação à articulação, este ligamento contribui para a estabilidade desta

- Apresenta 2 porções:

Ligamento Conóide (porção mais medial, vai unir a apófise coracóide ao tubérculo conóide)

Ligamento Trapezóide (porção lateral)

NOTA: Estas 2 porções do ligamento Coracoclavicular controlam os movimentos da rotação da clavícula e impedem que haja uma elevação excessiva da clavícula em relação à omoplata. Os ligamentos Conóide e Trapezóide estão separados anteriormente mas o espaço é preenchido por uma bolsa sinovial.

  • Ligamento acrómio-clavicular:

- entre o acrómio e a extremidade acromial da clavícula.

- Disco Articular:



  • Em forma de cunha.

  • Se presente o disco está fixo à parte superior e interna da cápsula.

- Movimentos da Acrómioclavicular:



  • Plano Frontal (eixo sagital) – Rotação

  • Plano Horizontal (eixo vertical) – Proteracção (anterior) / Retroacção (posterior)

  • Plano Sagital (eixo frontal) – Rotação Anterior/ Posterior


(*5) Articulação Gleno-umeral (ombro):

- É a articulação proximal do membro superior

- Possui 3 graus de liberdade

- Estruturalmente é uma articulação do tipo esferóide (a cabeça do úmero é a esfera e a fossa glenóide é o receptáculo)

- Superfícies articulares:



  • Cavidade glenóide da omoplata

  • Cabeça do úmero

- Cápsula articular:

  • Na omoplata fixa-se externamente ao lábio glenóide

NOTA: A concavidade da fossa glenóide é menos profunda do que a convexidade da cabeça do úmero. Há um ligeiro aumento desta concavidade pela presença do lábio glenóide (estrutura fibrocartilagínea que se fixa no bordo da fossa glenóide).

  • No úmero fixa-se ao colo anatómico

  • As fibras passam horizontalmente entre a omoplata e o úmero

  • É forte e grossa

- Ligamentos:



  • A parte anterior da cápsula é reforçada por 3 ligamentos gleno-umerais (ligamentos capsulares)

- Ligamento Gleno-umeral superior: passa entre a parte superior do lábio glenóide e o tubérculo menor.

- Ligamento Gleno-umeral médio: surge abaixo do superior e fixa-se no tubérculo menor.

- Ligamento Gleno-umeral inferior: passa entre o lábio glenóide e a parte anteroinferior do colo anatómico.
NOTA: Os ligamentos gleno-umerais ficam tensos durante o movimento de rotação lateral. Os ligamentos gleno-umerais médio e inferior ficam tensos durante a abdução.

  • Algumas fibras transversais da cápsula articular formam uma ponte sobre o sulco intertubercular – Ligamento Transverso do Úmero (retém o tendão do músculo bicípite braquial)

  • Ligamento Coraco-umeral:

- é uma faixa larga que surge junto à raiz da apófise coracóide

- passa lateralmente para se fixar:

no colo anatómico

na região do tubérculos

na região do ligamento transverso do úmero

- as fibras deste ligamento, com inserção no tubérculo maior ficam em tensão durante a flexão

- as fibras com inserção no tubérculo menor ficam em tensão durante a extensão


  • Ligamento Coraco-acromial:

- forma um arco fibroso superiormente à articulação (não está directamente associado à articulação)

- esta ponte fibro-óssea serve para ajudar a reter a cabeça do úmero.
- Membrana sinovial:

  • Estende-se através de uma abertura anterior da cápsula para formar a Bolsa Subescapular.

  • Uma bolsa não comunicante com a articulação é a Bolsa Subacromial (limitada superiormente pelo arco coraco-acromial e o músculo deltóide). A sua parte lateral é designada Bolsa Subdeltóidea.

COTOVELO E ANTEBRAÇO


Cotovelo

Articulação do Cotovelo

- Articulação intermédia do membro superior, localizada entre o braço e o antebraço.

- É responsável pelo encurtamento e alongamento do membro superior.

- Articulação sinovial do tipo Trocleartrose (superfície articular: tróclea).

- Cápsula articular:


  • Anteriormente: as fibras da cápsula passam no epicôndilo medial, no sentido lateral, fixando-se nas margens das fossas radial e coronóide até atingir o epicôndilo lateral.

  • Distalmente: fixa-se nas margens da chanfradura troclear, junto à chanfradura radial as fibras misturam-se com o Ligamento Anular do Rádio (sem fixação ao rádio) (ver mais à frente).

  • Posteriormente: a cápsula é fina e membranosa, passando entre as margens da fossa olecraniana. Na parte lateral da cápsula, as fibras passam do epicôndilo lateral para o bordo lateral da chanfradura radial do cúbito e parte posterior do ligamento anular do rádio.

-Membrana Sinovial:

  • Ligamentos Colaterais: estão colocadas transversalmente ao eixo do movimento e ficam relativamente tensos nos movimentos de flexão e extensão.

- Ligamento Colateral Cubital:

Triangular

Com fixação no epicôndilo medial (proximal) e nos bordos mediais do olecrânio e a apófise coronóide (distal)

- Ligamento Colateral Radial:

Triangular

Com fixação no epicôndilo lateral (proximal) e no ligamento anular do rádio e chanfradura radial do cúbito (distal)


Antebraço

- Nesta região os dois ossos do antebraço articulam entre si em 3 locais distintos

- Temos então a articulação rádiocubital proximal, intermédia e distal.
Articulação Rádiocubital Proximal

- Articulação sinovial do tipo Trocóide (com um eixo de movimento, segmentos cilíndricos, movimento de rotação medial e lateral)

- Partilha a mesma cápsula da articulação do cotovelo

- A optimização desta articulação ocorre nos pontos intermédios e não nos extremos

- Superfícies articulares:


  • Cabeça do rádio

  • Chanfradura radial do cúbito

- Ligamentos:

  • Ligamento Anular do Rádio:

- ligamento flexível que permite a rotação do rádio

- fixa-se no bordo anterior e posterior da chanfradura radial do cúbito

- superiormente é suportado pelo ligamento colateral radial e parte lateral da cápsula.

  • Ligamento Quadrado do Rádio:

- dá suporte à articulação

- estende-se do bordo inferior da chanfradura radial do cúbito à superfície medial adjacente do colo do rádio (proximalmente à tuberosidade radial).
Articulação Rádiocubital Intermédia

- Articulação fibrosa do tipo Sindesmose (a quantidade de tecido fibroso entre os ossos é muito maior formando uma membrana – Membrana Interóssea)

- Membrana Interóssea: une os bordos interósseos da diáfise dos 2 ossos do antebraço.

- Superfícies articulares:



  • Cabeça do cúbito

  • Chanfradura cúbito do rádio


Articulação Rádiocubital Distal

- Disco articular:

  • Estrutura triangular com vértice fixo à raiz da apófise estilóide do cúbito e base fixa nas margens da chanfradura cubital do rádio

  • Disco bicôncavo no sentido da cabeça do cúbito

no sentido dos ossos do carpo

  • O disco bicôncavo faz parte da união inferior entre o rádio e o cúbito.

- Cápsula articular:

  • Promove a coaptação articular (boa união entre as estruturas durante o movimento).

- Ligamentos:

  • Ligamento Rádiocubital Palmar

  • Ligamento Rádiocubital Dorsal (na face posterior entre o rádio e o cúbito, distalmente).

PUNHO E MÃO


Punho

Articulação Radiocarpiana

- Superfície de contacto vai ser entre o rádio e os ossos do carpo. O cúbito não entra nesta articulação visto que há um disco articular a separá-lo.

- Articulação sinovial do tipo Elipsóide (3 graus de liberdade)

- Superfícies articulares:



  • Superfície inferior da extremidade distal do rádio:

- apresenta uma depressão triangular para o Escafóide e uma depressão quadrada mais medial para o Semilunar.

  • Disco articular:

- estrutura fibrocartilagínea mais medial desta articulação.

- a sua face inferior entra em contacto com o Piramidal.



  • Escafóide, Semilunar e Piramidal:

- estão unidos entre si pelas articulações intercarpianas (sinoviais planas, 1 grau de liberdade, reforçadas pelos ligamentos interósseas, intercarpianos dorsais e palmares).

- Cápsula articular:



  • Fixa nos bordos distais do rádio e do cúbito (embora este não participe na articulação) e nas suas apófises estilóides.

  • Distalmente, está fixa nas margens das superfícies articulares dos ossos do carpo.

- Ligamentos:

  • Ligamento Radiocarpiano Palmar:

- fibras passam medialmente para os ossos da fila proximal e chegam ao grande osso.

  • Ligamento Cúbitocarpiano Palmar

  • Ligamento Radiocarpiano Dorsal

- fibras passam medialmente

  • Ligamento Cúbitocarpiano Dorsal

  • Ligamento Colateral Radial

- fibras passam da apófise estilóide para o escafóide e trapézio

  • Ligamento Colateral Cubital

- fibras passam da apófise estilóide para o pisiforme e piramidal

- Movimentos da articulação Radiocarpiana:



  • Flexão /Extensão (no eixo transverso)

  • Desvio Radial /Desvio Cubital (no eixo anteroposterior)



Articulação Médiocarpiana

- Articulação sinovial do tipo Elipsóide

- Articulação entre as filas proximal e distal do carpo.

- Os movimentos desta articulação são os mesmos da articulação radiocarpiana e ocorrem em simultâneo.

- Ligamentos:


  • Ligamento Intercarpiano Palmar (ou ligamento radiado)

  • Ligamento Colateral Radial

  • Ligamento Colateral Cubital

NOTA: Têm a mesma designação dos ligamentos da articulação radiocarpiana porque é a continuação do mesmo ligamento.
Mão

Articulação Carpometacarpiana

- Entre a fila distal do carpo e as bases dos metacarpos

- Articulação sinovial Plana (1 eixo de movimento) e em Sela (2 eixos de movimento)


Articulação Intermetacarpiana

- Entre as bases dos metacarpos (entre o 2º e o 3º/ 3º e 4/ 4º e 5º)

- Não existem entre o 1º e o 2º libertando mais o polegar. Este também não está preso por um ligamento que une os restantes dedos, o ligamento transverso.
Articulação metacarpofalângica

- Entre a cabeça do metacarpo e a base da falange proximal

- Ligamento metacarpiano transverso profundo


Articulação Interfalangiana da mão

- Proximal: entre a cabeça da falange proximal e a base da falange média.

- Distal: entre a cabeça da falange média e a base da falange distal.



Articulações do Membro Inferior
ANCA E COXA
Articulação Coxo-femural (ou da anca):

- Articulação sinovial do tipo Esferóide (3 graus de liberdade).

- Permite uma grande variedade de movimentos compatíveis com a actividade locomotora.

- Relaciona-se com o anel pélvico (na mulher – mais arredondado, no homem – mais triangular).

- Superfícies articulares:



  • Cabeça do fémur:

- corresponde a 2/3 de uma esfera

- ligeiramente achatada anteroposteriormente

- na posição erecta não está totalmente coberta pelo acetábulo (fica excluída na sua parte ântero-posterior).


  • Acetábulo:

- orientadado inferior, anterior e lateralmente.

Chanfradura acetabular

Fossa acetabular

Superfície Semilunar

- Cápsula articular:


  • É forte e mais grossa anteriormente, onde a cabeça do fémur articula

  • Mais de metade da cabeça do fémur está contida dentro do acetábulo que é aprofundado pelo lábio (ou rebordo) acetabular.

  • Anteriormente une-se com o lábio acetabular, e inferiormente fixa-se ao ligamento transverso.

  • Distalmente fixa-se na linha intertrocantérica na junção do colo com os trocanteres.

  • Posteriormente a cápsula tem um bordo arqueado livre e reveste apenas 2/3 mediais do colo anatómico.

- Ligamentos:

  • Ligamento iliofemural:

- origem na espinha ilíaca anteroinferior e área adjacente para a linha intertrocantérica

- inserção na borda anterior do ilíaco e na espinha ilíaca anteroinferior e ao nível do fémur na linha intertrocanteriana anterior (a crista é posterior)

- fica em tensão durante a adução e rotação lateral




  • Ligamento pubofemural:

- origem na eminência iliopúbica e ramo da púbis para a parte inferior da linha intertrocantérica

- inserção ao nível da linha rectilínea do fémur e ao nível da faceta pré-trocanteriana

- fica em tensão durante a abdução e rotação lateral


  • Ligamento isquiofemural (abaixo do iliofemural):

- origem no corpo do isquio para a parte superior do colo e raiz do grande trocanter.

- inserção ao nível da parte posterior do acetábulo e rebordo acetabular

- fica em tensão durante a abdução e rotação medial
- Estruturas intracapsulares:


  • Vai ter um conjunto de ligamentos fortes que limitam a própria amplitude.

- Lábio acetabular (Rebordo acetabular): estrutura densamente fibrosa ou fibrocartilagínea que está nas margens do bordo acetabular. Continua através da incisura acetabular, onde unindo-se com as fibras colocadas mais profundamente, forma o ligamento transverso, que não preenche completamente a incisura.

- Ligamento Transverso do acetábulo



- Ligação da cabeça do fémur (Ligamento redondo): é uma faixa achatada ou triangular que nasce através das raízes isquiática e púbica, das margens da incisura acetabular e do ligamento transverso.
- Membrana Sinovial

  • Reveste a superfície interna da cápsula articular

  • Tanto a superfície acetabular como a cabeça do fémur são revestidas por uma cartilagem que apresenta diferentes espessuras.

  • A cartilagem nas zonas de maior pressão é mais espessa

  • Existe uma extensão da membrana na borda livre da cápsula que actua como bolso sinovial.

  • Há um aumento de carga durante a retroversão e anteversão.

Movimentos:



  • Esta articulação apesar de ser de encaixe:

- tem grande liberdade de movimentos

- a amplitude do acetábulo é muito superior à cabeça do fémur

- a cabeça do fémur tem maior mobilidade e por outro lado o acetábulo é mais largo – menor congruência


  • Eixo Transversal – Flexão / Extensão

  • Eixo Anteroposterior – Abdução / Adução

  • Eixo mecânico – Rotação lateral (externa) / Rotação medial (interna)

JOELHO E PERNA


Articulações do Joelho

- É uma das maiores e mais complexas articulações.

- Importante para a locomoção – faz o encurtamento e alargamento do membro inferior.

- Articulação Sinovial (diartrose) do tipo trocleartrose modificada.

- Superfícies articulares:


  • Côndilos do fémur:

- são duas proeminências convexas com maior eixo ântero-posterior que transversal

  • Rótula:

- osso sesamóide

- articula com o fémur



  • Côndilos da Tíbia:

- a superfície articular medial é maior, oval e ligeiramente côncava

- a superfície articular lateral é menor, arredondada, côncava transversalmente (mas côncavo-convexa anteroposteriormente)

- Cápsula articular:


  • Incompleta – não existem fibras da cápsula, mas esta não está aberta.

  • A fixação da cápsula ao fémur é deficiente anteriormente, nessa região está fusionada com o tendão do músculo quadricipite femural.

  • A fixação da cápsula à tíbia é mais completa sendo deficiente apenas na zona da tuberosidade tíbial.

  • Não está apenas localizada à volta do joelho mas tem expansões superiores e inferiores.

  • O ligamento rotuliano é uma banda forte que está fixa no vértice da rótula e na tuberosidade tíbial.

  • Retináculo Medial da Rótula:

- fixa-se na borda medial da rótula que mistura com as fibras da cápsula que nesta zona estão presentes.

  • Retinaculo Lateral da Rótula:

- fibras do vasto lateral que se misturam também com as fibras da cápsula

NOTA: Ambos os retináculos fazem a ligação entre a estrutura central e as fibras da cápsula – temos assim o encerramento da cápsula articular.


  • Posteriormente a cápsula é completa.

  • As fibras fixam-se nos côndilos do fémur e no bordo posterior da extremidade proximal da tíbia.

- Ligamentos capsulares



  • Ligamento poplíteo oblíquo:

- expansão do tendão do semimembranoso

- trajecto oblíquo (da tíbia do lado medial para o côndilo lateral do fémur)



  • Ligamento poplíteo arqueado:

- reforça a parte inferolateral da cápsula

NOTA: Ambos os ligamentos poplíteos dão estabilidade na face posterior da cápsula.

  • Ligamento colateral tibial ou medial:

- fibras mais profundas estão aderentes à cápsula que por sua vez está aderente ao menisco medial

- estende-se ao epicôndilo medial do fémur inferiormente para o côndilo medial da tíbia



  • Ligamento colateral perional ou lateral – estende-se do epicôndilo lateral do fémur inferiormente para a face lateral da cabeça do perónio.

- Estruturas intra-articulares:



  • Ligamento cruzado anterior (LCA):

- oblíquo

- inserção no côndilo lateral do fémur mas na sua parte medial



  • Ligamento cruzado posterior (LCP):

- mais curto e menos oblíquo

- está alinhado com o centro de rotação da articulação.

- fixa na tíbia posteriormente aos cornos dos dois meniscos.

- posição mais vertical – limita mais o movimento.

- ascendente para o côndilo medial do fémur


  • Ligamento transverso do joelho

  • Ligamento meniscofemural:

- mais frequente é estar posteriormente ao ligamento cruzado posterior

- inserção junto ao ligamento cruzado posterior na face lateral do côndilo medial do fémur


- Meniscos:

  • Estruturas fibrocartilagineas

  • Incompletas na periferia

  • Grande resistência e consistência promovendo uma boa estabilidade, congruência, boa distribuição de forças e estabilidade no movimento

  • Só são vascularizadas perifericamente fazendo com que a capacidade de regeneração seja diminuta

  • Fixas à tíbia através dos cornos:

- Cornos anteriores: fixos à área intercondiliana anterior

- Cornos posteriores: fixos à área intercondiliana posteriores



  • Menisco medial:

- forma semicircular

- inserção própria:

ligamento colateral medial

semimembranoso



  • Menisco lateral:

- Tem a forma de um círculo quase completo

- Inserção própria:

ligamento femural posterior

ligamento cruzado posterior

músculo poplíteo


  • Inserções comuns aos dois meniscos:

- Tubérculo intercondiliar da tíbia

- Ligamentos coronários nos côndilos tíbiais

- Ligamentos menisco-rotulianos

- Ligamento transverso – mantém os meniscos fixos


NOTA: O raio do côndilo femutal é muito superior ao raio do côndilo tíbial. Dado que estes variam não era possível a coaptação. Daí a importância dos meniscos que tem a capacidade de reabsorver as cargas e redistribui-las numa forma menos direccionada por toda a área dos côndilos.


  • Não são estruturas livres, apresentam movimento, para se adaptarem aos movimentos dos côndilos.

  • O menisco externo tem o dobro da amplitude de movimento do menisco interno

  • Áreas periféricas – mais espessas

  • Áreas mediais – mais delgadas

  • Função:

- aumentar a congruência das estruturas articulares

- orientar o movimento da articulação

- suporte de amortecimento de impacto por serem fibrocartilagíneos

- Movimentos da articulação:

- Flexão / Extensão

- Rotação Lateral / Rotação Medial

TORNOZELO E PÉ
Articulação do tornozelo

- Articulação sinovial do tipo trocleartrose

- Uniaxial – só executa um par de movimentos (flexão plantar e dorsiflexão)

- Superfície articulares:



  • Extremidade distal da tíbia

  • Extremidade distal do perónio

  • Tróclea do astrálago:

- Corpo – na superfície superior possui a tróclea que constitui toda a superfície distal da articulação do tornozelo

- Cabeça – articula com o navicular na articulação intertársica

- Superfícies de sustentação do peso:


  • Superfície troclear da tíbia (superfície articular inferior da tíbia)

  • Superfície troclear do astrálago (superfície superior do astrágalo)

- Superfícies estabilizadoras:

  • Superfície do maléolo medial

  • Superfície do maléolo lateral

NOTA: Pinça maleolar – promove a estabilidade
- Cápsula Articular:

  • Envolve completamente a articulação fixando-se nas margens articulares.

  • Anteriormente fixa-se ao colo do astrálago.

- Ligamentos:

  • Ligamentos colaterais:

-São muito fortes e dão estabilidade

- Passam dos maléolos para o tarso

- Ligamento colateral lateral:

dá-nos maior mobilidade do pé

ligamento calcâneoperonial (fibras + verticais)

ligamento tibioperonial anterior

ligamento tibioperonial posterior

NOTA: os últimos dois promovem a pinça articular – bimaleolar – juntamente com o ligamento interósseo.

- Ligamento colateral medial (deltóide):

triangular

ligamento muito forte

vai controlar a distracção medial (abertura medial das estruturas)

controla o valgos

limita o fim da amplitude

passa do maléolo medial para os ossos do lado medial do tarso



fibras profundas (tíbioastragalinas anteriores e posteriores)

fibras superficiais (tíbionaviculares e tíbiocalcaneanas)
MIOLOGIA

Introdução ao estudo da miologia
Os músculos podem ser de 2 tipos:

- Músculo Liso – involuntário, músculo branco

- Músculo Estriado – cardíaco (involuntário) e esquelético (voluntário), músculo vermelho
Propriedades fisiológicas dos músculos:

- Contractibilidade - Extensibilidade

- Excitabilidade - Elasticidade
Principais funções:

- Sistema energético e efector, movimento.

- Postura – porque resistem à força da gravidade e mantêm algumas articulações no lugar uma vez que mantêm tensão nos tendões.

- Termogénese – os músculos produzem cerca de 85% do calor do nosso corpo, o que é vital para o funcionamento de enzimas e para o metabolismo.


Acção dos músculos:

Protagonistas: activos no início e manutenção dos movimentos (iniciam o movimento). É o músculo que produz a maior parte da força durante uma acção de uma articulação.
Antagonistas: opõem-se ao movimento e são capazes do início e manutenção de movimentos opostos, moderam o movimento dos músculos protagonistas impedindo movimentos excessivos da articulação.
Fixadores: estabilização das articulações. Impede que determinado osso se mova, permitindo que outro músculo inserido nesse osso movimente outro segmento.
Sinérgicos: músculos de fixação com estabilização de articulações a nível intermédio. Permite que uma articulação tenha mais “poder”, por exemplo: flexão dos dedos: músculos fazem com que a articulação do punho fique estável para esta ser mais eficaz. Trabalham com outros músculos.

Organização estrutural dos músculos esqueléticos

- O músculo esquelético é composto por tecido muscular e tecido conjuntivo.

- Uma célula muscular esquelética (fibra muscular) é composta por uma auréola de tecido conjuntivo, o endomísio (onde se encontram os vasos sanguíneos e os nervos). As fibras são agrupadas em fascículos, cada fascículo está separado dos outros por tecido conjuntivo, o perimísio. O músculo como um todo está rodeado por uma camada de tecido conjuntivo, o epimísio
Contracção Muscular

Isotónica: encurtamento (comprimento diminui) com carga (tensão) constante, com trabalho externo.

Isométrica: contracção com comprimento fixo, mas a tensão altera-se sem trabalho externo
Músculos Posturais e de Movimentação

Predomínio de fibras tipo I (“músculos vermelhos): contracção lenta e repetitiva (postura).

Predomínio de fibras tipo II (“músculos brancas): contracção rápida e espaçada (movimentação).
Unidade motora:

Divisão funcional do músculo (neurónio motor e as fibras por ele enervadas).



A inserção dos músculos pode-se fazer de duas formas:

Inserção directa: na qual fibras de colagénio do epimísio são contínuas com as fibras que rodeiam o osso, por exemplo: músculo intercostal.

Inserção indirecta: as fibras de colagénio do epimísio continuam como um tendão que se une com as fibras que rodeiam o osso mais próximo.
Alguns conceitos…

Tendões – fibras de colagénio muito resistentes à tensão; flexíveis; pouco vascularizadas; com aspecto nacarado (brilho semelhante ao das pérolas)
Aponevroses – tecido conjuntivo achatado e nacarado; membrana achatada; muito resistente.
Fáscias – revestimento; constituídas por um tecido conjuntivo, recobrem os músculos. Podem ser:

- Fáscia superficial – entre os músculos e a pele

- Fáscia profunda – entre os músculos adjacentes (sem gordura); de onde partem os septos intermusculares.
Septos intermusculares – separam os músculos
Retináculo – banda de tecido conjuntivo localizada ao nível do punho e tornozelo

Classificação morfofuncional dos músculos (agrupamento conforme a forma dos seus fascículos):
Músculos de fibras paralelas à linha de tracção:

Músculos quadriláteros

Músculos em fita

Músculos fusiformes


Músculos de fibras oblíquas à linha de tracção:

Músculos triangulares

Músculos semipeniformes

Músculos multipeniformes

Músculos circunpeniformes

Músculos peniformes


Músculos de fibras enroladas (espiraladas):

Músculos de fibras cruzadas:

Músculos cruciformes

Músculos de fibras circulares:

Esfíncteres

Músculos da expressão facial
OCCIPITOFRONTAL

- Apresenta dois ventres occipitais (occipital) e dois ventres frontais (frontal) unidos por uma aponeurose intermediária, a gálea aponeurótica.



  • Ventre occipital: tem origem nos dois terços laterais da linha suprema da nuca sobre o osso occipital, e na parte da apófise mastóide do temporal, terminando na gálea.

  • Ventre frontal não apresenta inserções ósseas. Origina-se na gálea aponeurótica e termina em músculos adjacentes na pele da raiz do nariz e ao longo do supercílio.


ORBICULAR DA BOCA

- É um esfíncter complexo que contém fibras de outros músculos faciais, assim como fibras próprias dos lábios.

- As fibras mais profundas são derivadas sobretudo do bucinador. Mais superficialmente, o elevador e o depressor do ângulo da boca entram nos lábios. As fibras próprias dos lábios passam obliquamente da pele para a membrana mucosa.


ORBICULAR DO OLHO

- O orbicular do olho é um esfíncter elíptico fino, plano, que envolve a órbita.

- Consiste de três partes:

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