Sebenta de anatomia humana I ano lectivo 2007/2008 terminologia anatómica



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Fissura orbital superior: fenda entre as asas maior e menor do esfenóide.

  • Buraco redondo: abertura no pavimento da fossa craniana média, através da asa maior do esfenóide. Dá passagem à divisão maxilar do nervo trigémio.

  • Buraco oval: abertura no pavimento da fossa craniana média, através da asa maior do esfenóide. Localizado entre o buraco redondo e o buraco espinhoso, dá passagem à divisão mandibular do nervo trigémio.

  • Buraco espinhoso: pequena abertura no pavimento da fossa craniana média, através da asa maior do esfenóide. Dá passagem à artéria meníngea média e ao ramo meníngeo da divisão mandibular do nervo trigémio.

  • Apófise pterigóide: apófise que se dirige inferiormente a partir da face inferior da asa maior do esfenóide, na junção com o corpo. Tem várias partes sendo 2 das quais as lâminas pterigóides lateral e medial. A lâmina lateral é uma fina lâmina de osso que se dirige pósterolateralmente a partir da apófise pterigóide. É o local de inserção dos músculos pterigóides lateral (na face lateral) e medial (na face medial). A lâmina medial é uma fina lâmina de osso que se dirige posteriormente a partir da apófise pterigóide. É o local de inserção do músculo constritor superior da faringe e da fáscia faringobasilar.


    OSSO ETMÓIDE
    - Osso delicado, localizado profundamente entre as duas órbitas.

    - É um osso muito pneumatizado que contém células aéreas etmóidais

    - Forma a frágil parede medial da órbita.

    - Lâmina crivosa: porção horizontal perfurada do osso etmóide, de cada lado da crista galli. É perfurada para a passagem dos nervos olfactivos.

    - Crista galli: projecção superior do etmóide, a partir da linha média.

    - Lâmina perpendicular: lâmina na linha média, que se projecta inferiormente da lâmina crivosa em direcção à cavidade nasal. Constitui a parte superior do septo nasal ósseo.

    - Corneto nasal superior: projecção medial do etmóide a partir da parede superolateral da cavidade nasal. Separa o meato nasal superior (inferiormente) do recesso esfenoetmoidal (superiormente).

    - Corneto nasal médio: projecção inferomedial do etmóide a partir da parede lateral da cavidade nasal.


    Ossos da Face
    O esqueleto facial forma a parte anterior da cabeça, contendo as órbitas, cavidades nasais, a maxila e a mandíbula.

    É constituído por 14 ossos irregulares que não têm contacto directo com as meninges:

    - 2 ossos lacrimais

    - 2 ossos nasais

    - 2 ossos maxilares

    - 2 ossos zigomáticos

    - 2 ossos palatinos

    - 2 conchas nasais inferiores

    - mandíbula

    - vómer


    OSSO NASAL
    - Pequeno osso que forma parte da base do nariz

    - Articula-se com o osso frontal superiormente, com a cartilagem nasal inferiormente, com a apófise frontal da maxila lateralmente e com o osso nasal contralateral medialmente.


    CORNETO NASAL INFERIOR
    - Osso separado, na parede lateral da cavidade nasal

    - Articula-se com o maxilar

    - Separa o meato nasal inferior do meato nasal médio.


    OSSO LACRIMAL
    - Pequeno osso que forma parte da parede medial da órbita

    - Articula-se: anteriormente com a apófise frontal da maxila, superiormente com o frontal, posteriormente com o etmóide e inferiormente com a apófise orbital da maxila

    - Forma parte do canal para o ducto nasolacrimal.
    OSSO MAXILAR
    - Osso que forma a face média

    - Forma a margem orbital inferior e aloja os dentes da arcada superior e o seio maxilar.

    - Apófise frontal: parte da maxila que se projecta para cima, medialmente à órbita. Articula-se com os ossos nasal, frontal e lacrimal. Forma parte da parede e d margem medial da órbita e ainda a parte anterior do canal nasolacrimal.

    - Face orbitaria: parte da maxila que forma o pavimento da órbita. Contém o canal e o sulco infra-orbitários. Forma o tecto do seio maxilar.

    - Apófise zigomática: projecção lateral da maxila. Articula-se com o osso zigomático.

    - Sulco infra-orbitário: sulco na face orbitaria da maxila localizada na parte posterior da órbita. Dá passagem ao feixe vásculo-nervoso infra-orbital desde a fissura infra-orbitária até ao canal infra-orbitário.

    - Canal infra-orbitário: canal na superfície infra-orbitária da maxila localizado na parte anterior da órbita. É a continuação directa do sulco infra-orbitário. Dá passagem ao feixe vásculo-nervoso infra-orbitário desde o sulco infra-orbitário até ao buraco infra-orbitário.

    - Buraco infra-orbitário: abertura da extremidade anterior do canal infra-orbitário localizado inferiormente à órbita. Dá passagem ao feixe vásculo-nervoso infra-orbitário.

    - Apófise alveolar: apófise em forma de “U” que contem os alvéolos dentários. Contém os alvéolos para as raízes dos dentes maxilares.

    - Tuberosidade maxilar: superfície rugosa na face posterior do corpo da mandíbula. Os nervos alveolares póstero-superiores entram na maxila imediatamente superiores a esta estrutura.

    - Espinha nasal anterior: projecção óssea anterior na linha média, inferior à abertura nasal anterior. A porção cartilagínea do septo nasal apoia-se nesta estrutura.

    - Seio maxilar: é a porção pneumatizada central do corpo da maxila. São 2 e cada um drena através do hiato semi-lunar para o meato nasal médio.

    - Apófise palatina: lâmina óssea que se projecta horizontalmente para se encontrar na linha média ao nível da sutura intermaxilar. São 2 e juntas formam o tecto da cavidade oral (palato ósseo) e o pavimento da cavidade nasal.

    - Buraco incisivo: abertura na linha média, está posteriormente aos dentes incisivos. Dá passagem aos ramos terminais dos nervos palatinos e artérias esfenopalatinas. Marca o ponto de fusão, durante o desenvolvimento, dos palatos primário e secundário.
    OSSO ZIGOMÁTICO
    - É o osso que dá forma à região malar.

    - Forma a proeminência da face.

    - Ajuda a formar parte da órbita.

    - É frequentemente fracturado em agressões directas à órbita.

    - Região que articula com a apófise zigomática do temporal.

    - A fáscia temporal insere-se no arco zigomático.

    - Apófise temporal: porção do osso zigomático que se projecta posteriormente. Articula-se com a apófise zigomática do osso temporal para formar o arco zigomático.

    - Apófise frontal: porção do osso zigomático que se projecta medialmente. Forma a parte inferior da margem orbital lateral e a parte anteroinferior da parede lateral da órbita. Articula-se com o osso frontal anteriormente e com a grande asa do esfenóide posteriormente.

    - Apófise maxilar: é a arte do osso zigomático que se projecta medialmente. Forma a parte lateral da margem orbital inferior e a parte anterolateral do pavimento da órbita. Articula-se com a maxila.

    - Orifício zigomático-facial: pequena abertura na face temporal do osso zigomático.
    OSSO PALATINO
    - É o osso que forma a parte posterior do palato ósseo.

    - São 2 e a não fusão das lâminas horizontais durante o desenvolvimento leva a uma situação patológica denominada por fenda palatina.

    - Lâmina horizontal: porção do osso palatino que forma o 1/3 posterior do palato ósseo. São 2 e encontram-se na linha média.

    - Lâmina perpendicular: porção vertical do osso palatino localizada posteriormente de cada lado da cavidade nasal.

    - Apófise piramidal: pequena projecção óssea póstero-inferior da junção da junção das lâminas horizontal e perpendicular. Completa a parte inferior da fossa ptérigóide. O músculo ptérigóideu medial insere-se em parte nesta apófise.
    VÓMER
    - Fina lâmina d osso que forma a parte póstero-inferior do septo nasal.

    - Articula-se superiormente com a lâmina perpendicular do osso etmóide e com o corpo do esfenóide. Inferiormente articula-se com as apófises palatinas da maxila e as lâminas horizontais do osso palatino.


    MANDÍBULA
    - Osso em “U” que forma o queixo.

    - Contém os dentes inferiores.

    - Corpo: parte anterior da mandíbula. É formado por 2 metades que se fundem no 1º ano de vida pós-natal.

    - Ramo da mandíbula: porção angulosa da mandíbula que se encontra posterior ao corpo. Sobe quase na vertical a partir do corpo da mandíbula. A apófise coronóide e o côndilo estendem-se desde a extremidade superior do ramo. Na superfície medial do ramo localiza-se o buraco mandibular. O músculo ptérigóideu medial insere-se na superfície medial e o músculo masséter na superfície lateral do ramo.

    - Protuberância mentoniana: proeminência na linha média da face externa da mandíbula.

    - Buraco mentoniano: abertura na superfície anterior do corpo da mandíbula, inferior aos dentes pré-molares. Dá passagem ao feixe vásculo-nervoso mentoniano. Está coberto superficialmente pelos músculos depressor do ângulo da boca e depressor do lábio inferior.

    - Apófise condilar: apófise arredondada que se projecta pósterosuperiormente a partir do ramo da mandíbula. Articula-se com a fossa mandibular do osso temporal.

    - Apófise coronóide: apófise que se projecta ânterosuperiormente a partir do ramo da mandíbula. Local de inserção do músculo temporal.

    - Incisura da mandíbula: incisura entre as apófises coronóide e condilar.

    - Buraco da mandíbula: abertura na superfície medial do ramo.
    Esterno, Costelas e Vértebras
    ESTERNO
    - Osso plano que forma parte da parede do tórax.

    - É constituído por 3 partes (no sentido crânio-caudal):

    - Manúbrio do esterno

    - Corpo


    - Apófise Xifóide
    - Manúbrio do esterno: é a parte mais larga e a mais espessa.

    • Incisura jugular: porção côncava mediana do bordo superior.

    • Incisura clavicular: são 2 e encontram-se no bordo superior. São côncavas para as faces articulares esternais das clavículas. A parte do manúbrio entre as incisuras claviculares é a mais espessa de todo o esterno.

    • O bordo inferior do manúbrio articula-se com o bordo superior do corpo num pequeno ângulo denominado ângulo esternal. Este ângulo, para além de marcar a junção do manúbrio com o corpo, marca ainda o nível da 2ª cartilagem costal.

    - Corpo: tem o dobro do tamanho do manúbrio e é mais largo ao nível da 4ª ou 5ª cartilagem costal. A face superior do corpo, ligeiramente côncava (no sentido crânio-caudal), é em geral mais lisa do que a anterior que é ligeiramente convexa. A margem inferior do corpo é separada da apófise xifóide por fibrocartilagem até à velhice, altura em que estas duas partes se fundem.

    - Apófise Xifóide: é a menor das três partes do esterno e é variável em tamanho e em forma. Pode ser bífida ou perfurada. É mais fina do que o corpo.


    COSTELAS
    - São 12 de cada um dos lados do corpo.

    - São ossos alongados, achatados, que se encurvam anterior e inferiormente, partindo das vértebras torácicas.

    - As costelas aumentam em obliquidade da 1ª à 9ª e aumentam em comprimento da 1ª à 7ª e depois diminuem até á 12ª.

    - Costelas típicas: entre a 3ª e a 9ª.

    - Costelas atípicas: 1ª, 2ª, 10ª, 11ª e 12ª.

    - Costelas verdadeiras: da 1ª à 7ª/8ª (são verdadeiras porque vão unir-se ao esterno directamente através da cartilagem costal).

    - Costelas falsas: da 8ª à 10ª (são falsas porque articulam com uma cartilagem suprajacente).

    - Costelas livres ou flutuantes: 11ª e 12ª.


    - Características de uma costela típica:

    • Cabeça: apresenta uma face articular dividida em duas facetas por uma crista. A maior, a faceta articular inferior, articula-se com a fóvea superior da faceta correspondente, em número, à costela; e a menor, a faceta articular superior articula-se com a fóvea costal inferior da vértebra suprajacente.

    • Colo: está localizado entre a cabeça e o tubérculo da costela e apresenta uma crista no seu bordo superior. A junção do colo e do corpo é marcada na superfície externa pelo tubérculo onde a face articular se une à faceta da apófise transversa da sua vértebra.

    • Corpo: passa posterior e lateralmente a pouca distância, voltando-se a seguir anterior e lateralmente. Esta mudança de direcção de póstero-lateral para antero-lateral é o ângulo da costela.


    - Costelas atípicas:

    • 1ª Costela: situa-se no limite superior do tórax. É a mais curta e a mais larga. As suas faces estão voltadas superior e inferiormente e os seus bordos, interna e externamente. A pequena face articular da cabeça apresenta apenas uma faceta que se articula com a primeira vértebra torácica.

    • 2ª Costela: tem o dobro do comprimento da costela. É fortemente curvada mas não é torcida. A face articular da cabeça, similar às faces articulares de uma costela típica, apresenta duas facetas que se articulam com a primeira e segunda vértebras torácicas. A segunda costela apresenta um ângulo, um tubérculo e um sulco costal pouco nítidos. A face externa do corpo apresenta uma característica especial da 2ª costela, a tuberosidade do músculo serreado anterior.

    • 10ª,11ª e 12ª: a 10ª pode parecer típica mas a face articular da cabeça geralmente tem apenas uma faceta par a décima vértebra torácica. A 11ª costela apresenta uma única faceta na face articular da cabeça. O ângulo e o sulco costal são pouco nítidos. O tubérculo, quando presente, é pequeno e não tem face articular da cabeça. A extremidade anterior da costela é geralmente pontiaguda. A 12ª, tal como a 11ª, também apresenta uma única faceta na face articular da cabeça. O tubérculo, o ângulo, o colo e o sulco costal estão pouco nítidos. O bordo superior é arredondado e o inferior é pontiagudo.


    - Cartilagem costal: é mais arredondada que a costela, consiste em barras de cartilagem hialina.
    VÉRTEBRAS
    - Da coluna vertebral fazem parte:

    - 24 vértebras móveis (7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares)

    - 5 vértebras sagradas (sacro)

    - 4 vértebras unidas (cóccix)



    - Uma vértebra típica consiste num corpo, num arco vertebral e em várias apófises (2 transversas, 1 espinhosa e 2 articulares) para inserções musculares e articulações entre si.

    • Corpo: é a parte que dá força e suporta peso. É a região mais anterior da vértebra e é constituído essencialmente por osso esponjoso que contém a medula vermelha. A parte mais compacta, nos bordos das superfícies superior e inferior do corpo é o local mais espesso da vértebra e forma um anel. O corpo está separado dos corpos das vértebras que se encontram acima e abaixo, por um disco intervertebral.

    • Arco vertebral: localiza-se posteriormente ao corpo e juntamente com a superfície posterior do corpo forma as paredes do buraco vertebral. Estas paredes envolvem e protegem a medula. O conjunto dos buracos vertebrais forma o canal vertebral. O arco vertebral é composto por 2 pedículos (direito e esquerdo) e por 2 lâminas (direita e esquerda).

    • Apófise espinhosa: projecta-se posteriormente a partir cada arco vertebral na junção das duas lâminas.

    • Apófises transversas: projectam-se a cada lado da junção do pedículo e da lâmina.

    • Apófises articulares: são 2 (uma superior e outra inferior) e apresentam as facetas articulares superior e inferior, respectivas. Surgem na região dos pedículos. Permitem que haja estabilidade evitando a rotação que poderia levar à lesão da medula.

    • Incisura vertebral inferior ou profunda: muito marcada e está presente no bordo inferior de cada pedículo.

    • Incisura vertebral superior ou rasa: é muito ténue e está no bordo superior de cada pedículo.

    NOTA: Duas incisuras adjacentes, em conjunto com o corpo interveniente e com o disco intervertebral, formam o buraco intervertebral que da passagem a um nervo espinhal e seus vasos.
    - Vértebras atípicas: primeira vértebra cervical (C1) e segunda vértebra cervical (C2)

    • C1 – Atlas: não apresenta corpo nem apófise espinhosa. Apresenta duas massas laterais unidas anteriormente por um arco curto e posteriormente por um arco longo. O arco anterior (cerca de metade do comprimento do arco posterior) apresenta anteriormente (ou na face externa) um tubérculo para a inserção do ligamento longitudinal anterior, o tubérculo anterior. Posteriormente (ou na face interna), o arco apresenta uma faceta par a apófise odontóide do áxis. O arco posterior, que corresponde às lâminas de outras vértebras, apresenta um amplo sulco para a artéria vertebral na sua superfície superior. Posteriormente apresenta um pequeno tubérculo para a inserção do ligamento da nuca, o tubérculo posterior.

    Cada massa lateral apresenta uma faceta articular superior, alongada que articula com o côndilo occipital correspondente; e uma faceta articular inferior, circular que articula com as apófises articulares de C2.

    As apófises transversas são longas e as suas extremidades correspondem aos tubérculos posteriores das apófises transversas das vértebras cervicais típicas.



    • C2 – Áxis: é caracterizada pela apófise odontóide ou dente que se projecta em direcção superior a partir do corpo.


    - Vértebras cervicais:

    • São as mais pequenas de todas.

    • Apresentam um corpo pequeno e largo.

    • Apresentam um grande buraco vertebral triangular.

    • As suas apófises espinhosas são curtas e habitualmente bífidas.

    • Cada apófise transversa encontra-se perfurada pelo buraco transversário e termina lateralmente em duas projecções, os tubérculos anterior e posterior.

    - Vértebras Torácicas:

    • São 12 e suportam as costelas.

    • O corpo tem a forma de um feijão.

    • O buraco vertebral é circular.

    • Têm uma apófise espinhosa maior e não bífida voltada inferiormente e que se dirige posteriormente sobrepondo-se à apófise espinhosa da vértebra inferior.

    • Não apresentam buracos transversários.

    • Têm 3 pares de facetas articulares: 2 ao nível do corpo (uma superior e outra inferior) que se articulam com a cabeça da costela; e 1 na apófise transversa que se articula com o tubérculo da costela.

    - Vértebras lombares:



    • São as maiores de todas e encontram-se entre o tórax e o sacro.

    • As apófises espinhosas são grandes e quadriláteras e estão horizontalizadas.

    • Não apresentam buracos transversários.

    • Não apresentam facetas costais.

    - Sacro:

    • É a fusão das 5 vértebras sagradas.

    • A face pélvica do sacro (face anterior) é côncava e lisa e delimita posteriormente a pelve. Está voltada inferior e anteriormente. A face dorsal, é convexa e rugosa e dirige-se para trás e par a cima. É nesta face que se encontra a crista sagrada mediana que tem origem na fusão das apófises espinhosas das vértebras sagradas.

    • Inferiormente à crista sacral mediana há uma abertura em forma de V invertido denominada hiato sagrado que é delimitado pelos cornos sagrados. Os cornos articulam-se com os cornos coccígeos.

    • As apófises transversas estão marcadas por uma série de elevações que formam a crista sagrada lateral que está lateralmente aos buracos do sacro dorsais.

    • A parte superior da massa lateral apresenta uma superfície auricular irregular, às vezes plana e frequentemente com a forma de uma orelha, que se articula com o ílio.

    • A base da superfície superior apresenta o promontório, o canal sagrado com as asas direita e esquerda e duas apófises articulares superiores com as apófises mamilares. O promontório (bordo anterior da superfície superior do corpo da primeira vértebra sagrada) é a porção sagrada das linhas terminais. O canal sagrado tem início na base e termina no hiato e está envolvido pelos corpos e arcos modificados. Num corte transversal, superiormente o canal é triangular mas vai achatando à medida que se avança anteroposteriormente e inferiormente. As asas direita e esquerda são superfícies superiores das partes laterais.

    • Quatro grandes aberturas em cada lado dividem-se e terminam como buracos sagrados dorsais e buracos sagrados pélvicos.


    - Cóccix:

    • Localiza-se ligeiramente acima do ânus.

    • É constituído geralmente por 4 vértebras.

    • Como o sacro, o cóccix tem a forma de uma cunha e apresenta uma base, um ápice, as faces pélvica e dorsal e dois bordos laterais.

    • A primeira vértebra apresenta apófises transversas curtas que se conectam com o sacro, e 2 cornos coccígeos que se conectam com os cornos sagrados.


    Ossos do Membro Superior
    O membro superior é constituído por…

    3 segmentos: - braço

    - antebraço

    - mão
    Apresenta considerável mobilidade e encontra-se ligado ao tronco pela cintura escapular constituída pelas 2 omoplatas (escápulas) e pelas 2 clavículas.


    OMBRO E BRAÇO
    Cintura do membro superior:

    • As 2 Clavículas e as 2 Omoplatas são a componente apendicular e o Esterno é o componente axial.




    • Principais funções:

    - permitir a fixação do membro superior

    - facilitar uma larga amplitude de movimentos




    • A clavícula actua como uma viga que mantém o membro superior afastado do tronco




    • A omoplata desliza num conjunto de músculos que a fixam à cabeça, ao pescoço e ao tórax.



    CLAVÍCULA

    - estende-se horizontalmente do bordo superior do manúbrio do esterno ao acrómio

    - articula o tronco com o membro superior

    - osso longo subcutâneo



    Esternal (medial)

    - 2 extremidades (epífises)*

    Acromial (lateral)


    *

    A extremidade esternal é arredondada, + volumosa, articula-se com o manúbrio do esterno (articulação esterno clavicular) e com a 1ª cartilagem costal (articulação esternocostoclavicular).


    A extremidade acromial é achatada e articula-se com o acrómio da omoplata.
    - O corpo da clavícula apresenta dupla curva no plano horizontal sendo os 2/3 mediais convexos para a frente e o 1/3 lateral côncavo para a frente.
    - Os 2/3 mediais do corpo têm 3 faces – anterior, posterior e inferior –, separadas por bordos arredondados geralmente indistintos. A face inferior, que é muitas vezes reduzida a uma crista rugosa para a inserção do ligamento costoclavicular.
    - O 1/3 lateral do corpo tem 2 faces – superior e inferior -, separadas pelos bordos anterior e posterior. O bordo anterior pode apresentar um pequeno tubérculo deltóideo. A parte inferior apresenta, junto da sua porção posterior, um tubérculo conóideo, para o ligamento conóide. O tubérculo conóideo pode formar uma articulação sinovial com a apófise coracóide da escápula.


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