Sebenta de anatomia humana I ano lectivo 2007/2008 terminologia anatómica



Baixar 426.38 Kb.
Página1/5
Encontro21.10.2017
Tamanho426.38 Kb.
  1   2   3   4   5


Sebenta de

ANATOMIA HUMANA

I

Ano lectivo 2007/2008

TERMINOLOGIA ANATÓMICA


Anatomia

É o estudo das estruturas do corpo humano e as relações entre si. Esta ciência encontra-se associada a Fisiologia que estuda as funções das estruturas.


Anatomia Sistemática: estudo de sistemas de órgãos

Anatomia regional (ou topográfica, cirúrgica, clínica): estudo do corpo humano por partes ou zonas do mesmo.

Anatomia de superfície: localização de “peças” anatómicas através da visão.

Posição Anatómica

Posição ortostática, cabeça, olhos e dedos dos pés dirigidos para a frente, membros superiores ao longo do tronco com as palmas das mãos voltadas para a frente com os dedos unidos.

É com base nesta posição que se faz a descrição das peças.
Planos Anatómicos

Plano Mediano: plano vertical que divide o corpo em metade direita e esquerda (divide o corpo em duas partes semelhantes)

Plano Sagital: são os vários planos paralelos ao plano mediano.

Plano Coronal ou Frontal: qualquer plano vertical perpendicular ao plano mediano e que divide o corpo em porção anterior e porção posterior.

Plano Horizontal: qualquer plano perpendicular aos planos mediano e coronal que divide o corpo numa porção superior (cefálica) e numa porção inferior (caudal).

Plano Transversal: ângulo de 90º perpendicular ao > eixo da estrutura. Tem de ter em conta a estrutura. Este plano pode ou não coincidir com o plano horizontal, por exemplo na mão este plano coincide com o plano horizontal, no pé coincide com o plano frontal.
Termos Anatómicos

Em relação ao plano Mediano…



Medial – mais próximo do plano mediano

Lateral – mais afastado do plano mediano

Nota: Nos membros pode utilizar-se cubital/radial (membro superior) e tibial/peronial (membro inferior).
Em relação ao plano Coronal…

Anterior ou Ventral

Posterior ou Dorsal
Em relação ao plano Horizontal…

Superior ou Cefálica ou Craniana

Inferior ou Caudal ou Pélvica
Em relação à raiz dos membros…

Proximal – mais próximo da raiz do membro

Distal – mais afastado da raiz do membro
Em relação a superfície do corpo…

Superficial

Profundo
Em relação a uma cavidade…

Lado Interno

Lado Externo
Outros termos…

Face palmar e face dorsal: relativo à mão

Face plantar e face dorsal: relativo ao pé

Ipsilateral: do mesmo lado do corpo

Contralateral: lados opostos o corpo
Trajecto vertical: ascendente/descendente

Trajecto horizontal: lateromedial/mediolateral


Supinação: movimento de rotação lateral do antebraço e da mão de modo a que a face palmar fique voltada para anterior.

Pronação: movimento de rotação medial do antebraço e da mão de modo a que a face palmar fique voltada para posterior.

OSTEOLOGIA
No corpo humanos existem 41 tipos de ossos, num total de 206 ossos.
Termos…

Ossada – conjunto de ossos soltos, desordenados.

Esqueleto – ossos montados segundo a posição anatómica.
O esqueleto é constituído por tecido ósseo e tecido cartilagíneo.
Tecido cartilagíneo

A cartilagem é um tecido conjuntivo resistente e elástico constituído por células e fibras envolvidas numa matriz de tecido extracelular. As células da cartilagem denominam-se condrócitos. Um grupo de células desenvolve-se a partir de uma única célula precursora chamada condroblasto. A cartilagem adulta é pouco vascularizado e não tem nervos. As substâncias nutritivas devem portanto difundir-se pela matriz alcançando as células.

Quando a cartilagem se calcifica, os condrócitos morrem e a cartilagem e reabsorvida e substituída por osso. As fibras encontradas na matriz são colagéneas ou elásticas. A classificação dos 3 tipos de cartilagem tem por base a natureza e a disposição dessas fibras.
Cartilagem Hialina: é constituída por fibras de colagénio e uma substância amorfa. Existe nas articulações revestindo-as (ex.:cartilagens costais; cartilagem da traqueia e dos brônquios e grande parte das cartilagens do nariz e da laringe). A cartilagem hialina não-articular tem tendência para calcificar e ser substituída por osso.
Cartilagem Elástica: possui fibras de elastina. Raramente se calcifica com o avançar da idade. Encontra-se no pavilhão auricular e trompa auditiva e forma algumas cartilagens da laringe.
Cartilagem Fibrosa ou Fibrocartilagem: os feixes de fibras de colagénio são os constituintes principais da cartilagem fibrosa. A quantidade de matriz é menor que na cartilagem hialina e os condrócitos estão dispersos. Encontra-se na articulação temporo-mandibular.
NOTA: O pericôndrio é a membrana externa, tecido conjuntivo denso.

- Crescimento por oposição: os condroblastos no pericôndrio colocam nova matriz e adicionam novos condroblastos ao exterior do tecido.

- Crescimento intersticial: os condrócitos no interior do tecido dividem-se e adicionam mais matriz a partir do interior.

Este metabolismo e predominantemente anaeróbio.


O esqueleto organiza-se em…



Esqueleto axial: cabeça óssea, osso hióide, coluna vertebral, caixa torácica.

Esqueleto apendicular: membros e as suas cinturas (cintura escapular – clavícula e omoplata, cintura pélvica – osso ilíaco, púbico e ílio que juntos constituem o osso coxal).
O esqueleto tem as funções de…

Suporte

Protecção (crânio e caixa torácica)

Armazenamento de sais (fósforo)

Hematopoiese (produção de elementos figurados sanguíneos)
Constituição dos ossos
Osso Compacto: forma a periferia do osso, camada contínua que envolve o tecido esponjoso. É denso, tem forma cilíndrica e é calcificado.
Osso Esponjoso: constituído por uma malha de trabéculas ósseas que se organizam consoante as zonas de stress. Localiza-se na diáfise e na epífise.

Cavidade medular: onde se encontra a medula óssea.
Periósteo: dupla camada de tecido conjuntivo fibroso que cobre a superfície exterior excepto a cartilagem articular. Os seus vasos nutrem o tecido ósseo.
Endósteo: reveste a cavidade interior do osso (tecido conjuntivo fino).

Forma dos ossos e as suas funções mecânicas
Ossos longos: São aqueles nos quais o comprimento excede a largura e a espessura. Funcionam como alavancas reflectindo grande velocidade e força nos movimentos. Cada osso longo tem um corpo (ou diáfise) e duas extremidades (ou epífises) que são em geral articulares e comummente mais largas que o corpo. O corpo é um tubo de um osso compacto, cuja cavidade é conhecida como cavidade medular. O corpo de um osso longo está envolvido por uma lâmina de tecido conjuntivo, o periósteo.

As extremidades de um osso em crescimento são ambas inteiramente cartilagíneas, ou caso já se tenha iniciado a ossificação epifisial, estão separadas do corpo por discos epifisiais cartilagíneos.



Ex.: Clavícula, úmero, rádio, cúbito, fémur, tíbia, perónio, ossos do metatarso, ossos do metacarpo, falanges.
Ossos curtos (cubóides): apresentam as três dimensões muito semelhantes. Consistem em osso esponjoso e medula óssea envolvidos por uma fina camada de osso compacto. São revestidos por periósteo excepto nas superfícies articulares.

Ex.: Ossos do carpo e ossos do tarso.
Ossos planos ou achatados: apresentam uma das três dimensões menores que as outras (a espessura). Possuem duas camadas de osso compacto (uma interna e uma externa), e uma intermediária de osso esponjoso e medula óssea denominada diplöe que contém numerosos canais venosos. As superfícies articulares dos ossos planos são envoltas por cartilagem ou, como no caso dos ossos do crânio, por tecido fibroso. Podem ter a função de protecção (ex.: parietal) e inserção muscular ou auxílio de movimentos (ex.: omoplata).

Ex.: Costelas, esterno, omoplata, alguns ossos do crânio.
Ossos irregulares: formas que não se enquadram em nenhuma das anteriores. São constituídos, na maior parte, por osso esponjoso envolto por uma fina lâmina de osso compacto.

Ossos pneumáticos: são aqueles que contêm cavidades ou seios cheios de ar.



Ex.: Osso coxal, vértebras, alguns ossos do crânio, ossos da face.
Ossos sesamóides: são um tipo de osso curto, são encontrados principalmente nas mãos e nos pés, encontrando-se alojados na intimidade de tendões ou cápsulas articulares. Variam em tamanho e em número, alguns deles servem para alterar o ângulo de tracção do tendão, outros no entanto, são tão pequenos que se duvida terem alguma importância funcional.

Ex.: Rótula.
Regiões descritivas do osso…
Corpo

Extremidades

Faces

Bordos

Elevações, eminências ou apófises

- Não Articulares (por ordem decrescente de tamanho):

Apófises

Trocanteres

Tuberosidades

Protuberâncias

Tubérculos

Espinhas

- Articulares: Facetas

Côndilos


Tróclea

Depressões

Fossa, sulco (linear), chanfradura (em forma de ferradura), forâmen (buraco), canal (com 2 orifícios), meato (se não tem saída), hiato (fenda) e fissura (depressão entre 2 ossos).




NOTA: As proeminências lineares são as rugas, cristas ou linhas.

As depressões são as fossas ou fóveas (pequenas covas).

Uma ampla cavidade num osso é denominada seio.


Desenvolvimento e crescimento – Osteogénese
1º - Osteogénese intramembranosa: não há precursores de cartilagem, são as células mesenquimatosas que dão origem ao tecido ósseo. O desenvolvimento directo do tecido ósseo é feito a partir de tecido conjuntivo embrionário. O osso cresce pela deposição de novo material em superfícies livres.

Ex.: Clavícula, mandíbula e certos ossos do crânio.


2º - Osteogénese endocondral ou cartilagínea: é a mais comum. As proliferações mesenquimais condrificam-se enquanto as células depositam matriz cartilagínea e forma cartilagens hialinas que têm a conformação dos futuros ossos (servindo portanto como um molde prévio). Estas cartilagens são assim substituídas por osso estando o ponto de ossificação primária no centro da diáfise.
Esqueleto fetal: da 6ª à 10ª semana.

Esqueleto adulto: dos 13 aos 25 anos

Ao longo deste período ocorre a fusão dos componentes ósseos,
Algumas notas…
Tecido conjuntivo ósseo

(osteoblastos – osteócitos – produzem substância osteóide)

A produção de colagénio (que funciona como material de suporte) dá uma maior consistência à substância fundamental quando esta calcifica.

Numa fase inicial o colagénio não se encontra organizado, está disposto de forma irregular, e sobre ele é depositado o osteóide – osso imaturo/ondulado.

Numa fase posterior dá-se a reabsorção óssea. Os osteoblastos segregam o colagénio de modo mais organizado. Assim o osso imaturo é substituído, formando-se o osso maduro.
Quer no osso compacto quer no osso esponjoso existem as 2 fases: Osso imaturo/ondulado – em que as fibras de colagénio estão anarquicamente distribuídas.

Osso maduro – em que as fibras se encontram rectilíneamente com a mesma orientação.

Ossos

Remodelação: reabsorção de tecido ósseo de uma zona e construção de novo tecido ósseo pelos osteoblastos. Ex.: Fractura.
Reabsorção: reconstrução de tecido ósseo nesse local.
Modelação: remoção de osso de uma zona e colocação noutra em resposta a vários processos mecânicos. Ex.: Aparelho nos dentes.
Calcinação: retirar todos os outros componentes, o osso fica muito frágil, partindo-se com facilidade.
Descalcificação: retira-se o cálcio e o fósforo, o osso fica mole, perdendo rigidez.
Estudo do Crânio Ósseo
A cabeça é composta pelo crânio ósseo propriamente dito e pela mandíbula, e tem como principais funções:

- Protecção do cérebro

- Isolamento da circulação cerebral

- É o ponto de fixação e de resistência para os músculos da mastigação e da coluna vertebral.

O crânio propriamente dito pode ainda ser subdividido em calvária e em esqueleto facial. Este fornece uma caixa para o encéfalo, cavidades para os órgãos de sensação especial (visão, audição, equilíbrio, olfacto e gustação), aberturas para a passagem de ar e comida e ainda os dentes e maxilares para a mastigação.
O crânio é formado por 8 ossos:

- 1 osso frontal

- 2 ossos parietais

- 1 osso occipital

- 2 ossos temporais

- 1 osso esfenóide

- 1 osso etmóide
A maior parte deles são ossos chatos, curvos e unidos por suturas fibrosas. Durante a infância, alguns ossos estão unidos por cartilagem hialina (sincondroses, ex.: entre o occipital e o esfenóide).

Os ossos parietais, frontais e partes do occipital e temporal (escamas) constituem a abóbada craniana. O esfenóide, o etmóide e o temporal, que formam a base do crânio, juntamente com a parte basilar do occipital.


OSSO FRONTAL
- Osso anterior do crânio, ajuda a formar a testa

- Articula posteriormente com o parietal, inferiormente com o zigomático, o etmóide e o esfenóide e anteriormente com a maxila, o osso nasal e com o osso lacrimal.

- Buraco ou incisura supra-orbitária: incisura na margem orbital superior, dá passagem ao feixe vasculonervoso supraorbital.

- Arco superciliar: crista aguçada de osso acima da margem orbital superior. Fica profundamente à sobrancelha.

- Glabela: ponto na linha média entre os dois arcos superciliares.

- Internamente, na face côncava, encontra-se a crista frontal que continua pelo sulco do seio sagital superior.



- O osso frontal apresenta ainda duas tuberosidades frontais.
OSSO PARIETAL
- Osso largo e achatado que forma a parede lateral o crânio

- Está um de cada lado, articulam-se um com o outro na linha mediana, formando a sutura sagital. Anteriormente forma a sutura coronal ao articular-se com o frontal. Articula-se posteriormente com o occipital ao longo da sutura lambdóide. Inferiormente articula-se com a asa maior do esfenóide, com a parte escamosa do temporal na sutura escamosa e com a parte mastóide do temporal na sutura perietomastoidea.



- Linha temporal inferior: pequena crista arqueada na face externa do parietal, abaixo da linha temporal superior. É o local de inserção do músculo temporal.

- Linha temporal superior: pequena crista arqueada na face externa do parietal, acima da linha temporal inferior. É o local de inserção do músculo temporal e da fáscia temporal.

- Buraco parietal: é um orifício no osso parietal localizado próximo da sutura sagital. Transmite uma veia emissária parietal.

- Tuberosidade parietal: eminência externa.

- Fossetas granulares: pequenas impressões localizadas na face interna do parietal. São causadas pelas granulações aracnóideas.

OSSO OCCIPITAL
- Forma a face posterior do crânio (região da nuca)

- Articula superolateralmente com os parietais, através da sutura lambdóide, anteroinferiormente com os temporais e anteriormente com o corpo do esfenóide.

- Buraco Magno: grande abertura do osso occipital, anterior à parte escamosa. O buraco magno dá passagem ao tronco cerebral fazendo-se a transição para a medula espinal. Dá ainda passagem às duas artérias vertebrais e aos dois nervos espinhais acessórios.

- Parte escamosa: é a porção plana e delgada do occipital, localizada posteriormente ao buraco magno.

- Protuberância occipital externa: proeminência na face externa da porção escamosa do occipital, localizada na linha média. É o local de inserção do ligamento da nuca e do músculo trapézio. O seu vértice chama-se inion.

- Linha superior da nuca: crista transversa pouco saliente na face externa da porção escamosa do occipital. É o local de inserção dos músculos esplénio da cabeça e trapézio.

- Linha inferior da nuca: crista transversa pouco saliente na face externa da porção escamosa do occipital, abaixo da linha superior da nuca. É o local de inserção para os músculos profundos do pescoço.

- Crista occipital externa: vai da protuberância occipital externa até ao buraco magno. (a linha que se estende para o lado é a linha inferior da nuca)

- Protuberância occipital interna: localizada entre o sulco do seio sagital superior (acima) e a crista occipital (abaixo), no sulco do seio transverso.

- Côndilo occipital: proeminência robusta, de orientação antero-posterior, localizada na face inferior da parte lateral do occipital. Um de cada lado, articula com as massas laterais do atlas.

- Canal condilar: localizado na parte lateral do occipital, posteriormente ao canal do hipoglosso. Um de cada lado, permite a passagem de uma veia emissária.

- Canal do hipoglosso: localizado na parte lateral do occipital, anteriormente ao canal condilar. Um de cada lado, permite a passagem do nervo hipoglosso.

- Incisura jugular: localizada no bordo antero-lateral da parte lateral do occipital. Forma a margem posterior do buraco jugular, o osso temporal forma a margem anterior.

- Tubérculo faríngeo: pequena proeminência localizada anteriormente ao buraco magno, na parte basilar. Local de inserção do músculo constritor superior da faringe.

- Parte basilar: porção do occipital localizada anteriormente ao buraco magno. Articula com o corpo do esfenóide.

- Parte lateral: porção do occipital localizada lateralmente ao buraco magno. Um de cada lado, é perfurado pelos canais condilar e do hipoglosso.


OSSO TEMPORAL
- Forma a parte lateral do crânio

- Compreende as partes escamosa, timpânica, estilóide, mastóide e petrosa.



- Parte escamosa: parte achatada e fina do temporal que constitui a parede lateral do crânio, localiza-se superiormente (acima da orelha). Articula-se com o parietal e com a asa maior do esfenóide na sutura escamosa.

  • Apófise zigomática: proeminência óssea horizontal e antero-posterior que se inicia anteriormente ao meato acústico externo. Forma o arco zigomático ao articular com a apófise zigomática do osso zigomático. Abaixo da apófise zigomática está o buraco

  • Fossa mandibular: depressão localizada medialmente à origem da apófise zigomática. Articula-se com a apófise condilar da mandíbula.

- Parte timpânica: parte do temporal constituída pelo orifício acústico externo e pelo anel timpânico. Apenas 1/3 do canal auditivo externo é ósseo, os 2/3 laterais são cartilagíneos.

  • Meato acústico externo: abertura na face lateral do temporal. É o início da parte óssea do canal auditivo externo, que se dirigem medialmente até à membrana timpânica permitindo que o som a atinja.

  • Anel timpânico: margem do osso que rodeia o limite medial do canal auditivo externo. É o local de inserção da membrana timpânica.

- Parte mastóide: está situada posteriormente às partes escamosa e timpânica, e funde-se medialmente com a parte petrosa, a partir da qual se desenvolve.

  • Apófise mastóide: projecção inferior localizada posteriormente ao orifício acústico externo. Dirige-se inferiormente a partir da junção das partes petrosa e escamosa do osso temporal. Posteriormente à apófise mastóide encontra-se a incisura digástrica onde se insere o músculo dogástrico. A incisura digástrica conduz anteriormente ao buraco estilomastóideu, através do qual emerge do crânio o nervo facial. Medialmente à incisura, está o sulco para a artéria occipital. O buraco jugular está na extremidade posterior da fissura petro-occipital e desce anterolateralmente para o exterior. Posteriormente, está o sulco do seio sigmóide que continua para a veia jugular.

  • Buraco mastóideu

- Parte petrosa: (pirâmide) parte mais resistente do temporal. Contém no seu interior a cavidade timpânica (ouvido médio) e o ouvido interno.

  • Meato acústico interno: abertura na face póstero-medial da parte petrosa do temporal. Aparece antero-superioriormente ao buraco jugular.

  • Canal carotídeo: trajecto em L na região anterior da petrosa do temporal (no ápice da parte petrosa (pirâmide) encontra-se o orifício do canal carotídeo). Dá passagem à artéria carótida interna e ao plexo carotídeo de nervos, para o interior da cavidade craniana.

- Apófise estilóide: agulha óssea que se dirige inferiormente a partir da parte petrosa do temporal. É o local de inserção dos músculos estilohioideu, estiloglosso e estilofaringeo; e do ligamentos estilomandibular e estilohioideu.
OSSO ESFENÓIDE
- Osso irregular (parecido com um morcego), que forma a porção central do crânio.

- Tem inúmeras partes incluindo as asas maiores e menores, um corpo e as apófises pterigóides.



- Corpo: parte central do esfenóide. Contém os seios esfenóidais. É o local de inserção das asas e das apófises pterigóides.

  • Seios esfenóidais: espaços pneumatizados no interior do corpo do esfenóide.

  • Jugo esfenóidal: porção mais anterior do corpo do esfenóide. Articula-se com a lâmina crivosa do etmóide.

  • Sulco quiasmático: sulco na face superior do corpo do esfenóide, imediatamente ao jugo esfenóidal. Aloja o quiasma óptico, é anterior ao tubérculo da sela.

  • Canal óptico: localizado lateralmente ao sulco quiasmático, medial à apófise clinóide anterior. Um de cada lado, dá passagem ao nervo óptico e à artéria oftálmica entre a cavidade craniana e o vértice da cavidade orbitaria.

  • Tubérculo da sela: limite anterior da sela turca. As apófises clinóides médias (proeminências nos limites laterais do tubérculo da sela) projectam-se dos seus pontos laterais.

  • Sela turca: depressão profunda na face superior do corpo do esfenóide. Área entre o tubérculo da sela e a apófise clinóide posterior.

  • Apófise clinóide posterior: proeminência nos limites laterais do bordo posterior (dorso) da sela turca. Há uma de cada lado.

  • Apófise clinóide anterior: proeminência no limite medial da asa menor do esfenóide. A artéria carótida interna passa medialmente a esta apófise.

- Asa menor do esfenóide: cilindro comprido e fino que se estende lateralmente a partir da apófise clinóide anterior. Uma de cada lado.

- Asa maior do esfenóide: lâmina larga de osso que se curva lateralmente a partir do corpo do esfenóide. Uma de cada lado. Articula-se anteriormente com o osso zigomático, superiormente com o frontal e com o parietal (no pterion) e posteriormente com as partes escamosa e petrosa do osso temporal.



  1   2   3   4   5


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal