Saúde Coletiva. São as técnicas e os conhecimentos usados para intervir nos problemas e situações relacionados à saúde da população em geral ou de determinado grupo, com o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida das pessoas



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Profilaxia: Na prevenção, principalmente em crianças recém-nascidas, usa-se a vacina BCG (bacilo de Calmet-Guérin). Evitar o convívio com tuberculoso contagiante e só consumir leite pasteurizado ou fervido adequadamente. Talvez a prevenção mais eficaz seja melhorar o padrão de vida da população, as condições de habitação, trabalho, alimentação.

O tratamento: Usa-se um verdadeiro arsenal de antibióticos iniciado o quanto antes após o diagnóstico por se tratar de uma doença altamente contagiantes e em que o paciente permanece bacilífero ou seja transmitindo a doença até 15 dias após o início do tratamento. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito

E cirúrgicos em casos raros.



HANSENÍASE.
A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução prolongada causada pelo bacilo denominado Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen.

Transmissão: Relativamente pouco contagiante, a forma de contágio mais comum é a direta (pessoa a pessoa), entre outras vias, por descargas nasais infectadas. Existe maior predisposição na infância, em condições sanitárias deficientes e de subnutrição.

Sintomatologia: O período de incubação é de 3 a 5 anos.

Os sintomas da hanseníase incluem:- Sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer local do corpo; diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).



Prevenção: É importante que se divulgue junto à população os sinais e sintomas da hanseníase e a existência de tratamento e cura, através de todos os meios de comunicação. A prevenção da hanseníase baseia-se no exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.

Tratamento: A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico. O tratamento da hanseníase é via oral, constituído pela associação de dois ou três medicamentos e é denominado poliquimioterapia.

MENINGITE
É uma inflamação das meninges e do L.C.R. (Liquido Cefalorraquidiano) interposto. O processo inflamatório estende-se por todo o espaço sub-aracnoide em torno do encéfalo e da medula espinal e costuma envolver os ventrículos.

TIPOS DE MENINGITE MAIS COMUNS –



Meningite Bacteriana ou piogénica meningococos (bactérias formadoras de pûs) bacilos influenza pneumococos

Meningite Tuberculosa - bacilos da tuberculose

Meningite Asséptica ou Viralagentes virais
MENINGITE BACTERIANA: É uma inflamação das membranas que cobrem o cérebro e a espinal medula, causada por microorganismos piogenicos e caracterizada por Liquido Cefalorraquidiano turvo, com proteinorraquia aumentada, glicorraquia diminuída e hipercitose (aumento de celular de defesa) á custa de leucócitos polimorfonucleares alterados.

ETIOLOGIA: Pode ser causada por bactérias patogénicas e não patogénicas. Todos os microorganimos podem causar meningite desde que consigam atravessar a barreira hematoencefalica. Agentes mais frequentes:

- Neisséria meningitides (meningococos)

- Haemophilus influenza tipo 3

- Streptococus pneumoniae (pneumococo)



MANIFESTAÇÕES CLINICAS: As manifestações clinicas, dependem em grande media: da idade do doente; da duração da doença; da resposta á infecção. Na maioria dos casos, há um período de 3 dias de doença antes do aparecimento incontestável de meningite.
Sinais meningeos:
Rigidez da nuca.

Brudzinski (o levantamento involuntário das pernas em irritação meníngea quando levantada a cabeça do paciente.)

Kernig (esistência e dor quando o joelho é estendido com o quadril totalmente flexionado. Os pacientes também podem apresentar espamo opistótono de todo o corpo que leva as pernas e cabeça a se dobrarem para trás, tornando o corpo arqueado para a frente).
Crianças com mais de 2 anos:

Mal estar geral; febre (38-40ºc ); calafrios; cefaleia intensa; vômitos; dores generalizadas; convulsão ( ocasionalmente ) irritação; sinais meníngeos presentes; exantemas petéquiais

Estes sintomas tendem a agravar-se, podendo mesmo originar um estado de coma.
Lactentes e crianças pequenas:

Raramente é observado o quadro clássico de meningite. Os sinais meningeos, não contribuem para o diagnóstico por serem de difícil avaliação.

Podem apresentar : febre; vómitos; irritabilidade; convulsões; choro; rigidez da nuca.

Período neonatal:

De diagnóstico difícil. Os sintomas mais frequentes são:

Recusa alimentar; escassa capacidade de sucção; vómitos e/ou diarreia; tónus fraco; choro débil; hipotermia ou febre; icterícia; sonolência; convulsões;

DIAGNOSTICO: Em alguns casos, as culturas de material colhido no nariz e garganta, podem oferecer informações valiosas

Exame físico e o Exame do Liquor (diag. Definitivo)



TERAPÊUTICA: A conduta terapêutica inicial compreende:

Isolamento; instituição de antibioterapia; manutenção de Hidratação; manutenção de ventilação; controle de convulsões; controle de temperatura; correção de anemia.



PREVENÇÃO: Nas meningites neonatais. Pode ser feita através da vacinação, com vacinas para meningococos tipo A e tipo C. Prevenção de infecções respiratórias e dos ouvidos.

MENINGITE NÃO BACTERIANA (ASSÉPTICA) É uma síndrome benigno causado, principalmente vírus, e está frequentemente associada a outras doenças, como o sarampo, parotidite e leucemia.


A meningite Bacteriana e mais grave por se tratar de uma meningite mais agressiva, com sintomas mais intenções e que em poucas horas inicia os sintomas súbitos da doença.
TÉTANO
O tétano é uma doença infecciosa grave causada por uma neurotoxina produzida pelo Clostridium tetani, uma bactéria encontrada comumente no solo sob a forma de esporos (formas de resistência). O tétano, uma doença imunoprevenível, pode acometer indivíduos de qualquer idade e não é transmissível de uma pessoa para outra. A ocorrência da doença é mais frequente em regiões onde a cobertura vacinal da população é baixa e o acesso á assistência médica é limitado.

Transmissão: O tétano é uma doença infecciosa, não transmissível de um indivíduo para outro, que pode ocorrer em pessoas não imunes ou seja, sem níveis adequados de anticorpos protetores. Os anticorpos protetores são induzidos exclusivamente pela aplicação da vacina antitetânica, uma vez que a neurotoxina, em razão de atuar em quantidades extremamente reduzidas, é capaz de produzir a doença, mas não a imunidade. O tétano pode ser adquirido através da contaminação de ferimentos (tétano acidental), inclusive os crônicos (como úlceras varicosas) ou do cordão umbilical. Os esporos do Clostridium tetani são encontrados habitualmente no solo e, sem causar o tétano, nos intestinos e fezes de animais (cavalos, bois, carneiros, porcos, galinhas etc). Também podem ser encontrados, principalmente em áreas rurais, na pele (integra), no intestino e fezes de seres humanos, sem causar a doença. Quando em condições anaeróbicas (ausência de oxigênio), como ocorre em ferimentos, os esporos germinam para a forma vegetativa do Clostridium tetani, que multiplica-se e produz exotoxinas.
Tipos de tétano
Tétano acidental: (decorrente de acidentes) é, geralmente, é adquirido através da contaminação de ferimentos (mesmo pequenos) com esporos do Clostridium tetani, que são encontrados no ambiente (solo, poeira, esterco, superfície de objetos - principalmente quando metálicos e enferrujados). O Clostridium tetani, quando contamina ferimentos, sob condições favoráveis (presença de tecidos mortos, corpos estranhos e sujeira), torna-se capaz de multiplicar-se e produzir tetanospasmina, que atua em terminais nervosos, induzindo contraturas musculares intensas.

Tétano Neonatal: As gestantes que nunca foram vacinadas, além de estarem desprotegidas não passam anticorpos protetores para o filho, o que acarreta risco de tétano neonatal para o recém-nato (criança com até 28 dias de idade). Este tétano também chamado de mal de sete dias é adquirido quando ocorre contaminação do cordão umbilical com esporos do Clostridium tetani. A contaminação pode ocorrer durante a secção do cordão com instrumentos não esterilizados ou pela utilização subsequente de substâncias contaminadas para realização de curativo no coto umbilical (esterco, fumo, pó de café, teia de aranha etc).
Medidas de proteção individual: É uma doença imunoprevenível. Como não é possível eliminar os esporos do Clostridium tetani do ambiente, para evitar a doença é essencial que todas as pessoas estejam adequadamente vacinadas. A vacina está disponível nos Centros Municipais de Saúde e PSFs para pessoas de qualquer idade. O esquema básico de vacinação na infância é feito com três doses da vacina tetravalente (DTP + Hib), que confere imunidade contra difteria, tétano, coqueluche e infecções graves pelo Haemophilus influenzae tipo b (inclusive meningite), aos dois, quatro e seis meses, seguindo-se de um reforço com a DTP aos 15 meses e outro entre quatro e seis anos de idade. Em adolescentes e adultos não vacinados, o esquema vacinal completo é feito com três doses da dT (vacina dupla), que confere proteção contra a difteria e o tétano.

O esquema padrão de vacinação (indicado para os maiores de sete anos) preconiza um intervalo de um a dois meses entre a primeira e a segunda dose e de seis a doze meses entre a segunda e a terceira dose, no intuito de assegurar títulos elevados de anticorpos protetores por tempo mais prolongado. Admite-se, entretanto, que a vacinação possa ser feita com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Para os que iniciaram o esquema e interromperam em qualquer época, basta completar até a terceira dose, independentemente do tempo decorrido desde a última aplicação. Para assegurar proteção permanente, além da série básica, é necessária a aplicação de uma dose de reforço a cada dez anos, uma vez que os níveis de anticorpos contra o tétano (e contra a difteria) vão se reduzindo com o passar do tempo. A dT pode ser administrada com segurança em gestantes e constitui a principal medida de prevenção do tétano neonatal, não se eximindo a importância do parto em condições higiênicas e do tratamento adequado do coto umbilical. Para garantir proteção adequada para a criança contra o risco de tétano neonatal, a gestante que tem o esquema vacinal completo com a última dose feita há mais de cinco anos deve receber um reforço no sétimo mês da gravidez.


LEPTOSPIROSE.
Febre dos pântanos, doença dos porqueiros, tifo canino.

É doença infecciosa, uma zoonose, causada por uma série de bactérias de aspecto muito peculiar lembrando um saca – rolhas, chamada leptospira. A forma mais grave da doença e com mais alta mortalidade é associada ao Leptospira icterohaemorrhagiae, chamada, com mais propriedade, doença de Weil. O agente etiológico É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos e outros animais.



Transmissão: Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama dos alagamentos. A pessoa que tem contato com água de enchente ou lama pode se contaminar. As bactérias presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento. O contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios com a presença de ratos também podem facilitar a transmissão da leptospirose. As pessoas que correm mais perigo são aquelas que vivem à beira de córregos e em locais onde haja ratos contaminados, lixo e também, aquelas que trabalham na coleta de lixo, em esgotos, plantações de cana-de-açúcar, de arroz, etc. Também é possível contrair a doença por ingestão de alimentos contaminados ou pelo contato direto da boca em latas de refrigerantes e cervejas. Lembre-se que com enorme frequência as latas ficam estocadas em armazéns infestados por roedores que podem urinar e contaminá-las. A mordida de ratos também pode transmitir a leptospirose, pois os ratos têm o hábito de lamber a genitália e assim poderia inocular a bactéria ao morder uma pessoa. A rede de esgoto precária, a falta de drenagem de águas pluviais, a coleta de lixo inadequada e as consequentes inundações são condições favoráveis para o aparecimento de epidemias. Assim, a doença atinge em maior número pessoas de baixo nível sócio-econômico, que vivem nas periferias das grandes cidades.

Quadro clínico: Os sinais e sintomas da leptospirose aparecem entre dois e trinta dias após a infecção (período de incubação), sendo em média de dez dias.

Os primeiros sinais e sintomas: Fraqueza, dor no corpo, dor de cabeça e febre, sendo que, às vezes, a doença é confundida com gripe, dengue ou algum outro tipo de virose. Com o aumento da febre podem ocorrer calafrios, mal-estar, dor na batata das pernas (panturrilhas), fortes dores na barriga e também o aparecimento de cor amarelada na pele (icterícia). Vômitos e diarréia podem levar à desidratação. É comum que os olhos fiquem muito avermelhados. Em alguns pacientes os sinais e sintomas podem ressurgir após dois ou três dias de aparente melhora. Nesse período, é comum aparecer manchas avermelhadas pelo corpo e pode ocorrer meningite, que geralmente não é grave.

O diagnóstico da doença é confirmado através de exames de sangue (sorologia).

Complicações: Os pacientes que têm icterícia geralmente desenvolvem uma forma mais grave, com manifestações hemorrágicas na pele, sangramentos pelo nariz, gengivas e pulmões e pode ocorrer insuficiência dos rins, o que causa diminuição do volume urinário. As formas graves podem levar ao coma e à morte em 10% dos casos.

Tratamento: O tratamento se baseia em hidratação, e o antibiótico deve ser dado até o 4º dia de doença, devendo ser receitado pelo médico. Podem ser dados analgésicos, porém, está contra-indicado o uso de ácido acetilsalicílico e de antiinflamatórios, que podem aumentar o risco de sangramentos. Os casos leves podem ser tratados em casa, após consulta médica. Os pacientes com as formas com icterícia e hemorragias devem ser internados.

Prevenção: Primeiramente não se deve entrar em contato com água e lama de enchentes, proibindo as crianças de fazê-lo. Uso de EPIs para quem trabalha em contato com esgoto ou lixo deve usar botas e luvas de borracha. Se o contato for inevitável, usar as proteções individuais citadas ou improvisar sacos plásticos amarrados nos pés e mãos, ficando o menor tempo possível em contato com as águas. Objetos que tiveram contato com águas de enchentes devem ser desinfetados com água sanitária (4 xícaras de café diluídos em 20 litros de água) e os alimentos devem ser descartados. Água de poço deve ser clorada ou fervida antes de beber. Se o contato com águas de enchente já ocorreu, o risco de contaminação da pessoa será maior de acordo com:

• A concentração de bactérias na água, o tempo que a pessoa ficou em contato com as águas, contato com mucosas, a presença de lesões de pele e a imunidade do indivíduo.

• Deve-se ficar atento por alguns dias e, se a pessoa adoecer, deve procurar o médico o mais breve possível, contando sobre o risco de contágio de leptospirose.

Como os ratos sãos os principais transmissores da doença para o ser humano, diversos cuidados devem ser tomados para evitar a proliferação destes roedores, tais como:

1. Manter os alimentos guardados em vasilhames tampados;

2. Colocar o lixo em sacos plásticos resistentes e em latões fechados;

3. Se tiver em casa cães, gatos ou outros animais de estimação, retirar e lavar os vasilhames de alimento do animal todos os dias antes do anoitecer, para não atrair ratos;

4. Manter limpos e desmatados os terrenos baldios;

5. Não jogar lixo perto de córregos, para não atrair ratos e não dificultar o escoamento das águas, agravando as enchentes;

6. Fechar buracos de telhas, paredes e rodapés;

7. Manter as caixas d’água, ralos e vasos sanitários fechados com tampas pesadas;

8. Outros animais domésticos também podem transmitir a Leptospira pela urina se estiverem infectados, portanto deve-se evitar contato com excreções de animais, limpar as áreas diariamente e de preferência com a proteção de luvas e calçados emborrachados.

9. Cães, bovinos e suínos devem ser vacinados anualmente contra leptospirose.

10. Deve-se evitar ingerir bebidas diretamente de latas ou garrafas sem que essas sejam lavadas adequadamente.

11. Deve-se usar copo limpo ou descartável ou canudo plástico descartável. - Obs: Não existe vacina disponível para seres humanos.
DENGUE
A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus da família Flaviridae e é transmitida através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

Tipos de Dengue - Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.

No Brasil, já foram encontrados da dengue tipo 1, 2 e 3. A dengue de tipo 4 foi identificada apenas na Costa Rica.



Formas de apresentação - A dengue pode se apresentar – clinicamente - de quatro formas diferentes.
Infecção Inaparente: A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma. A grande maioria das infecções da dengue não apresenta sintomas. Acredita-se que de cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes.

Dengue Clássica - A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas. Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

Dengue Hemorrágica: A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas. Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Síndrome de Choque da Dengue: Esta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência. Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural. Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.
Medidas gerais de prevenção: O melhor método para se combater a dengue é evitando a procriação do mosquito Aedes aegypti, que é feita em ambientes úmidos em água parada, seja ela limpa ou suja. A fêmea do mosquito deposita os ovos na parede de recipientes (caixas d'água, latas, pneus, cacos de vidro etc.) que contenham água mais ou menos limpa e esses ovos não morrem mesmo que o recipiente fique seco.

Importante que sejam adotadas as seguintes medidas: - Não se deve deixar objetos que possam acumular água expostos à chuva.




  • Os recipientes de água devem ser cuidadosamente limpos e tampados. Não adianta apenas trocar a água, pois os ovos do mosquito ficam aderidos às paredes dos recipientes.

  • Portanto, o que deve ser feito, em casa, escolas, creches e no trabalho, é:

  • Substituir a água dos vasos das plantas por terra e esvaziar o prato coletor, lavando-o com auxílio de uma escova;

  • Utilizar água tratada com água sanitária a 2,5% (40 gotas por litro de água) para regar bromélias, duas vezes por semana.

  • Não deixar acumular água nas calhas do telhado;

  • Não deixar expostos à chuva pneus velhos ou objetos (latas, garrafas, cacos de vidro) que possam acumular água;

  • Acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa;

  • Tampar cuidadosamente caixas d'água, filtros, barris, tambores, cisternas etc.


Medidas do governo: Para reduzir a população do mosquito adulto, é feita a aplicação de inseticida através do "fumacê", que deve ser empregado apenas quando está ocorrendo epidemias. O "fumacê" não acaba com os criadouros e precisa ser sempre repetido, o que é indesejável, para matar os mosquitos que vão se formando. Por isso, é importante eliminar os criadouros do mosquito transmissor.

RAIVA.
A raiva, também conhecida como hidrofobia (quando ocorre na forma virótica) é uma doença causada por um vírus da família rhabdoviridae, gênero Lyssavirus. O agente causador da raiva pode infectar qualquer animal de sangue quente, porém só irá desencadear a doença em mamíferos, como por exemplo cachorros, gatos, ruminantes e primatas (como o homem).

Prevenção: A vacina contra a Raiva deve-se ao célebre microbiologista francês Louis Pasteur, que a desenvolveu em 1886.

Sintomatologia: Na fase inicial há apenas dor ou comichão no local da mordidela, náuseas, vômitos e mal estar moderado ("mau humor"). Na fase excitativa que se segue, surgem espasmos musculares intensos da faringe e laringe com dores excruciantes na deglutição, mesmo que de água. O indivíduo ganha por essa razão um medo irracional e intenso ao líquido, chamado de hidrofobia (por isso também conhecida por este nome). Logo que surge a hidrofobia a morte já é certa. Outros sintomas são episódios de hostilidade violenta (raiva), tentativas de morder e bater nos outros e gritos, alucinações, insônia, ansiedade extrema, provocados por estímulos aleatórios visuais ou acústicos. O doente está plenamente consciente durante toda a progressão. A morte segue-se na maioria dos casos após cerca de quatro dias

Diagnóstico: É usada a imunofluorescência para detectar antígenos o vírus em biópsias da córnea ou pele. A observação microscópica óptica ou electrónica de corpos neuronais permite observar os patognómicos corpos de Negri inclusões citoplasmáticas escuras.

Tratamento: Não há cura e após surgirem os sintomas excitatórios (hidrofobia) a morte é certa e a terapia consiste apenas em aliviar os sintomas e diminuir o sofrimento do doente.
TOXOPLASMOSE.
Doença do gato. Trata-se de doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo. Outro período particularmente de risco para se adquirir a infecção é durante a vida intra-uterina, da gestante para o feto (transmissão vertical). O feto pode ter afetada a sua formação quando contaminado.


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