Sabedoria e cultura



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SABEDORIA E CULTURA
Prof. Antônio Lopes de Sá – 30/12/2004
Sábio é quem vencendo a si mesmo impõe-se modelos de virtude.

Nem todos, pois, possuidores do conhecimento podem ser considerados como detentores de sabedoria.

Cultura é “acumulação” de informações úteis, mas, por si só não implica exercício da utilidade.

É possível que a potência cultural enseje sabedoria, todavia, não automaticamente.

Quando o ser, entretanto, ama a si mesmo e ao próximo, sendo culto, tenderá a ser sábio.

Só a sabedoria produz a liberdade interna porque o ser, superando a ignorância, exercendo a benevolência, não depende mais de coisa alguma, senão de si mesmo.

Quem aceita a virtude como verdade, sempre pronto a doar, sem esperar retorno, remunera-se e é remunerado pelo destino.

Tudo indica, a experiência da vida demonstra, que é inexorável o retorno de nossos atos; o que plantamos colhemos.

Mesmo sem ser imediato é infalível o sofrimento de quem praticou o mal, como será o prazer a quem só fez o bem.

As diferentes sortes são frutos de diferentes atitudes; o bem remunera o bem; o mal traz como retorno o mal.

Essa a razão pela qual o sábio vive em paz consigo mesmo, isento de males que possam advir, pois, não os praticando, também não os recebe.

Lembro-me de um ditado que minha santa e sábia avó Carmella a mim sempre repetia: “Faça o mal e tema; faça o bem e esqueça”.

Tal aforismo ela o trouxe da aldeia em que viveu, no sul da Itália, fundada pelos gregos há mais de 2.000 anos.

O temor de fazer o mal já era ensinado há milênios na Grécia e Demócrito, de Abdera (autor de teoria sobre o comportamento), em um dos escritos que nos legou, com ênfase advertiu: “Ainda que estejas só, não digas, nem faças o mal: aprende a ter envergonhares de ti mesmo muito mais do que dos outros”.

Também ensinou que: “É muito maior infelicidade cometer injustiça do que recebe-la”.

A prática do mal é um prenúncio de sofrimento, pois, representa negatividade para a alma privada de sabedoria.



Quando se despreza o bem, em relação ao que se faz a terceiros, descumpre-se um dever próprio.

Conhecer, reconhecer, praticar a virtude, é da natureza de quem unindo conhecimento e amor, exerce sabedoria.




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