Rotina da comissão de infecçÃo hospitlar do hosítal regional da asa sul/hospital materno infantil de brasília/ses/DF



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Tipos de precauções :

P - padrão

C – contato

G – gotículas

A – aérea


Duração das precauções :

DD – durante a duração da doença

NA – ver notas adicionais

T – tempo após o início da terapêutica apropriada



CN – até que a cultura seja negativa



Quadro 2 : Observações complementares relacionadas ao Quadro 1 ( do anexo 1 ):


N º

Observação especial

1

Sem curativo ou curativo que não contém toda a drenagem.

2

Até 9 dias após o início da parotidite.

3

Até 5 dias após o início da terapêutica adequada.

4

Até duas culturas negativas, colhidas em dias diferentes.

5

Manter precauções para crianças menores de três anos durante a hospitalização. Em crianças de 3 a 14 anos, até 14 dias após o início dos sintomas. Para os demais, até 7 dias após o início dos sintomas.

6

Para recém nascidos de parto normal ou cesárea (mãe com infecção em atividade) com ruptura de membranas por período maior de 4 – 6 horas.

7

Até que todas as lesões estejam na fase de crosta. O período de incubação da varicela é de 10 a 16 dias, até o máximo de 21 dias. Após a exposição de suscetíveis, avaliar o uso de imunoglobulina varicela-zoster (VZIG) e, se possível, dar alta. Os expostos suscetíveis, se internados, devem permanecer isolados a partir do 10° dia da exposição até o 210 depois da última exposição (ou 28 0 dia, se fez uso de VZIG). Pessoas susceptíveis não devem entrar no quarto de isolamento. Pessoas não suscetíveis não necessitam usar máscaras.

8

Esta recomendação possui dificuldades práticas para aplicação, especialmente em epidemias. Nessas situações, o coorte deve ser realizado ou, pelo menos, o contato com pacientes de alto risco deve ser evitado.

9

Patógenos multirresistentes devem ser definidos de acordo com critérios epidemiológicos de cada hospital ou setor (verificar com a CCIH / NCIH).

10

Manter precauções durante toda a hospitalização, quando doença crônica em paciente imunodeprimido. Para pacientes com crises aplásticas transitórias, manter o isolamento por 7 dias.

11

Não é necessário o isolamento, porém é recomendado evitar a internação junto a outros pacientes imunodeprimidos.

12

Durante qualquer internação até 1 ano de idade, exceto se culturas de nasofaringe e urina sejam negativas para o vírus após 3 meses de idade.

13

Até 7 dias do início do exantema

14

Suspender as precauções quando o paciente estiver recebendo terapêutica adequada, com melhora clínica e com 14 dias de tratamento.



PREVENÇÃO DE TRANSMISSÃO DE MICRORGANISMOS MULTIRRESISTENTES
Microrganismos multirresistentes (MMR) são definidos como microrganismos resistentes a uma ou mais classes de agentes antimicrobianos usualmente utilizados para tratamento. Os MMR são transmitidos pelas mesmas vias que os demais microrganismos, ou seja, a transmissão cruzada pelas mãos da equipe de saúde é a principal via de transmissão.
São MMR de interesse do hospital, que requerem precaução de contato, os microrganismos abaixo:


  • Staphylococcus aureus resistente à oxacilina (MRSA)

  • Enterococcusfaecium ou fecalis resistente à vancomicina (VRE)

  • Enterobactérias produtoras de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL) ou resistentes a carbapenêmico

  • Acinetobacter spp e Pseudomonas aeruginosa resistentes a carbapenêmico

  • Stenotrophomonas maltiphilia,Burkholderia cepaciae Ralstoniapicketii

  • Serratia marcescens em UTI neonatal

Coletar culturas de vigilância (swab retal e nasal) no momento de admissão a áreas críticas do hospital de pacientes com história de mais de 48 horas de internação em outro hospital. Deixar o paciente em precaução de contato até o resultado das culturas, tirar do isolamento se resultado negativo. No caso de resultado positivo, manter em precaução de contato até a alta ou tentar a descolonização nos casos de colonização por S. aureus (não há esquema de descolonização efetivo para nenhum outro MMR).


Descolonização de MRSA

  • Banho diário com clorexidinadegermante 4% de todos os pacientes infectados/colonizados durante 5 dias. No terceiro dia aplicar o produto no couro cabeludo.

  • Aplicar mupirocina pomada em narinas duas vezes ao dia durante os três primeiros dias.

  • Após 48 horas da descolonização, colher swab nasal por 3 dias consecutivos.

  • Se swabs negativos, tirar paciente da precaução de contato.

Se quarto individual estiver disponível, priorize-os para pacientes colonizados ou infectados por MMR. Dê prioridade para pacientes que apresentem condições que facilitem a transmissão (presença de secreções ou excreções não contíveis). Quando houver mais de um caso colonizado ou infectado com o mesmo agente, faça uma coorte destes pacientes em uma mesma área. Se possível, manter equipe de profissionais exclusivos para cuidados dos pacientes. Quando não houver quarto disponível ou for impossível fazer uma coorte destes pacientes, deixe o paciente em precaução de contato no leito.


Limpar e desinfetar superfícies e equipamentos que possam estar contaminados com patógenos, incluindo aqueles que estão próximo do pacientes e superfícies de toque constante no ambiente de contato do paciente (grade do leito, maçaneta, suporte de equipos, etc) numa frequência maior do que a mínima utilizada para superfícies de mínimo toque. Dedique itens não críticos para uso exclusivo para pacientes colonizados ou infectados com MMR.
Recomendações para instituir precaução de contato para pacientes que circulam dentro do próprio HMIB

  • UTI Pediátrica: Pacientes com mais de 48 horas de internação provenientes da UTI neonatal, enfermaria de cirurgia pediátrica e de doenças infecciosas e parasitárias (DIP). Não há necessidade de coletar swabs e deixar em precaução pacientes provenientes das demais enfermarias (ala A e ala B) e do pronto-socorro.

  • Enfermarias de pediatria (ala A e ala B):Apenas no caso de receberem pacientes provenientes da UTI pediátrica com dispositivo invasivo (cateter venoso central, sonda vesical de demora, ventilação mecânica, etc).

  • Não é preciso de precaução para recém nascido que vai para o Alojamento conjunto.

OBS:No caso de paciente sabidamente colonizado por MMR internado ou que teve alta, mas com doença crônica que necessite de cuidados, dispositivos invasivos e retornos frequentes ao hospital, não há necessidade de coletar novos swabs admissionais, manter em precaução de contato até alta.

PROFILAXIA DE ACIDENTE PERFUROCORTANTE
Atendimento no pronto-atendimento do Centro Obstétrico pelo médico plantonista
1. Solicitar sorologias do acidentado e do paciente fonte: Anti-HIV, HBsAg, Anti-HBs e Anti-HCV. Solicitar no momento do acidente o teste rápido para HIV do paciente fonte.

2. Ver se há exposição a material de risco. Materiais de risco são: sangue, tecidos, sêmen, secreção vaginal, líquor, líquido pleural, peritoneal, pericárdico e amniótico; ou outros materiais com sangue visível. Não são considerados materiais de risco (a não ser com sangue visível): urina, vômito, fezes, suor, saliva, secreção nasal, lágrima e escarro.

3. Considerar o grau de risco baseado no tipo do acidente, status do HIV e HBV do paciente fonte e situação vacinal do acidentado para hepatite B para indicar quimioprofilaxia (fluxogramas abaixo)

4. Encaminhar à farmácia com a prescrição dos antivirais

5. Se houver indicação de imunoglobulina hiperimune contra hepatite B, encaminhar para Hospital-Dia 509 sul com receita.
DETERMINAR O TIPO DE EXPOSIÇÃO (TE)
Exposição a material com sangue, sêmen/secreção vaginal ou outro líquido estéril ou tecido (ver acima)
rectangle 90rectangle 91 Sim Não

autoshape 92autoshape 93
Qautoshape 97autoshape 98autoshape 99ue tipo de exposição ocorreu? Sem indicação de QP

Mrectangle 94rectangle 95rectangle 96ucosa ou pele não íntegra Pele íntegra Exposição percutânea



autoshape 104
Sem indicação de QP

Vrectangle 103olume Gravidade

Prectangle 100rectangle 101rectangle 102equeno Grande Pouco grave Muito grave

Poucas gotas Muito volume e Agulha sem lúmen Agulha oca, punção pro-



autoshape 111tempo prolongado ou arranhão funda, sangue visível,

autoshape 108autoshape 109 agulha em vaso

autoshape 110

TE 1 TE 2 TE 2 TE 3




DETERMINAR O STATUS DE HIV (S HIV)
Qual o status de HIV do paciente fonte?

rectangle 105rectangle 106rectangle 107

HIV negativo HIV positivo Status ou fonte



autoshape 112autoshape 113autoshape 114 desconhecida

autoshape 115rectangle 116

Srectangle 117em indicação Assintomático, Aids, HIV agudo,

de QP CD4 ≥ 350 células/mm3, CD4 < 350 células/mm3,

carga viral <1500 cópias/ml carga viral ≥ 1500 cópias/ml



autoshape 118autoshape 119

S HIV 1 S HIV 2 S HIV desconhecido



RECOMENDAÇÃO DE QUIMIOPROFILAXIA PARA HIV


Tipo de Exposição (TE)

Status HIV (S HIV)

Recomendação

1

1

Considerar regime básico

1

2

Recomendar regime básico

2

1

Recomendar regime básico

2

2

Recomendar regime expandido

3

1 ou 2

Recomendar regime expandido

1,2 ou 3

desconhecido

Se exposição sugerir risco HIV, considerar regime básico

Regime básico: Biovir (Zidovidina + Lamivudina) 1 comprimido VO 12/12 horas

Regime expandido: Biovir 1 comprimido VO 12/12 horas + Lopinavir/ritonavir 2 comprimidos VO 12/12 horas

- Se teste rápido da fonte positivo, considerar status HIV positivo. Se teste rápido da fonte negativo, considerar status HIV negativo, exceto se paciente fonte apresentar quadro clínico compatível com infecção aguda pelo HIV ou fonte de alto risco para HIV (história de parceiro HIV+ ou de múltiplos parceiros sexuais, hetero ou homossexuais; usuário de droga injetável ou transfusão sanguínea entre 1978-1985).

- Se quimioprofilaxia indicada, iniciar o mais rápido possível, dentro de 2 horas do acidente.

- Se quimioprofilaxia indicada, solicitar hemograma, creatinina, ureia, AST, ALT.



EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL HEPATITE B


Funcionário exposto

Fonte de exposição

HBsAg+

HBsAg-

Status desconhecido

Não vacinado

HBIG* e iniciar vacina

Iniciar vacinação

Iniciar vacinação**

Vacinado (com resposta desconhecida)

Testar para anti-HBs:

Se adequada, sem terapia;

Se inadequada, HBIG* e vacina


Testar para anti-HBs:

Se adequada, sem terapia;

Se inadequada, vacina


Testar para anti-HBs:

Se adequada, sem terapia;

Se inadequada, vacina**


Vacinado com resposta ou hepatite B prévia

Sem terapia

Sem terapia

Sem terapia

*Imunoglobulina hiperimune contra hepatite B (HBIG): 0,06 ml/kg, dose única, de preferência nas primeiras 24-48 horas do acidente. Ainda há benefício do seu uso em até 7 dias, caso opte-se por esperar o resultado do Anti-HBs do funcionário expostos.


** Se a fonte de exposição apresentar alto risco para hepatite B (múltiplos parceiros sexuais, usuário de droga injetável), considerar HBIG.
- Não há profilaxia para hepatite C, os casos expostos à hepatite C devem ser seguidos em ambulatório.

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