Rotina da comissão de infecçÃo hospitlar do hosítal regional da asa sul/hospital materno infantil de brasília/ses/DF


PARTE IV PREVENÇÃO DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE



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PARTE IV

PREVENÇÃO DE INFECÇÃO RELACIONADA À ASSISTÊNCIA À SAÚDE
HIGIENE DAS MÃOS
A higiene das mãos é a medida de maior impacto e comprovada eficácia na prevenção das infecções, uma vez que impede a transmissão cruzada de microrganismos. Por esse motivo, tem sido considerada um dos pilares na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde.
Considerações Gerais


  • Não usar adornos (pulseiras, anéis, relógios) durante a assistência ao paciente;

  • As unhas devem ser curtas e limpas;

  • É proibido o uso de unhas postiças;

  • Evitar o uso de esmaltes ou removê-los imediatamente se danificados;

  • Manter as roupas de mangas compridas até a altura dos cotovelos para evitar contato direto da roupa do profissional com a microbiota do paciente;

  • Em mãos visivelmente sujas, higienizar com água e sabonete.


Indicações
As mãos dos profissionais que atuam em serviços de saúde podem ser higienizadas utilizando-se: água e sabonete, preparação alcoólica e antisséptico degermante.
Água e sabonete


  • Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outrosfluidos corporais;

  • Ao iniciar e terminar o turno de trabalho;

  • Antes e após ir ao banheiro;

  • Antes e depois das refeições;

  • Antes de preparo de alimentos;

  • Antes de preparo e manipulação de medicamentos;

  • Antes e após contato com paciente com diarreia;


Preparações Alcoólicas


  • Antes de contato com o paciente;

  • Após contato com o paciente;

  • Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos;

  • Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo cirúrgico;

  • Após risco de exposição a fluidos corporais;

  • Ao mudar de um sítio corporal mais contaminado para outro, menos contaminado, durante o cuidado ao paciente;

  • Após contato com objetos e superfícies que fazem parte da unidade do paciente (cama, suporte de soro, respirador mecânico, bomba de infusão, estetoscópio, termômetro, lençol, etc);


Durante a assistência ao paciente, considerar os 5 MOMENTOS para a higiene das mãos:


Degermação da pele das mãos


  • No pré-operatório, antes de qualquer procedimento cirúrgico (indicado para toda equipe cirúrgica);

  • Antes da realização de procedimentos invasivos (e.g., inserção de cateter intravascular central, punções, drenagens de cavidades, instalação de diálise, pequenas suturas, endoscopias e outros).


Técnicas
As técnicas de higienização das mãos podem variar, dependendo do objetivo ao qual se destinam. Podem ser divididas em:

  • Higienização das mãos com água e sabonete;

  • Fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica;

  • Antissepsia cirúrgica ou preparo pré-operatório.





Uso de luvas


  • Use luvas somente quando indicado;

  • Utilize-as para proteção individual, nos casos de risco de contato com sangue e líquidos corporais e ao contato com mucosas e pele não íntegra de todos os pacientes;

  • Utilize-as para redução da possibilidade de microrganismos das mãos do profissional contaminarem o campo operatório (luvas cirúrgicas);

  • Utilize-as para redução da possibilidade de transmissão de microrganismo de um paciente para outro nas situações de precauções de contato;

  • Trocar as luvas sempre que entrar em contato com outro paciente, ou na mudança de sítio de assistência, de um lugar de maior contaminação para um lugar de menor contaminação;

  • Retirar as luvas no ponto de assistência para evitar toca-las em telefones ou maçanetas;

  • Não lavar ou usar novamente o mesmo par de luvas;

  • O uso de luvas não substitui a higienização das mãos;

  • Seguir a técnica correta de remoção de luvas para evitar a contaminação das mãos;

  • Descarte as luvas em lixeira apropriada.



PREVENÇÃO DE INFECÇÃO RELACIONADA A CATETER VENOSO
Cateter Venoso Periférico (CVP)


  • Utilizar dispositivos agulhados (butterfly) somente para coleta de sangue ou para infusão de pequenas doses de medicamentos, retirá-los em até 4 horas.


Escolha do sítio:


  • Em adultos, preferir membros superiores (MMSS) iniciando a punção pelo dorso da mão, depois pelo punho, antebraço e braço;

  • Evitar áreas de flexão;

  • No caso de neonatos e crianças, outros sítios de inserção poderão ser utilizados: veias da cabeça, do pescoço e da extremidade inferior.

  • Locais de preferência – veias dos antebraços e mãos, (as veias das mãos apresentam menor risco de flebite que as veias localizadas na região do pulso ou porção superior do braço);

  • Evitar local próximo à fonte de contaminação (lesões de pele, por exemplo).


Técnica de inserção do cateter periférico:
1º - Higienizar as mãos;

2º - Posicionar o garrote;

3º - Higienizar as mãos;

4º - Calçar luvas de procedimento;

5º - Fazer a antissepsia com solução alcoólica na área onde será o inserido dispositivo, utilizando movimentos circulares abrangendo área de até 5 cm;

6º - Puncionar a veia, sem tocar no sítio de inserção;

7º - Realizar a fixação, preferencialmente com adesivo estéril;

8º - Retirar as luvas;

9º - Higienizar as mãos.
Manutenção do cateter periférico:


  • Não molhar nem submergir os dispositivos intravasculares, proteger no momento do banho;

  • Fazer a desinfecção dos conectores com solução alcoólica antes da administração medicamentosa ou coleta de material;

  • Trocar a fixação sempre que sujo, úmido ou solto;

  • Realizar a avaliação diária do sítio de inserção buscando sinais e sintomas de flebite e outras complicações;

  • Em adultos, trocar os cateteres venosos periféricos a cada 96 horas, em crianças trocar somente em caso de complicações (flebite ou extravasamento).

Troca de equipos e conectores:


  • Trocarequipos, conectores, torneirinhas e circuitos de infusão contínua a cada 96 horas;

  • Se houver infusão de lípides, nutrição parenteral total (NPT), sangue ou derivados, trocar a cada bolsa;

  • Lavar o cateter com soro fisiológico após cada infusão ou coleta de sangue;

  • Não administrar as seguintes soluções em cateteres periféricos: drogas vesicantes (antineoplásticos, por exemplo), nutrição parenteral, soluções com ph menor que 5 ou maior que 9 e soluções com osmolaridade maior que 500 mOsm/l.


Cateter Venoso Central (CVC)
Considerações gerais:


  • É preciso ter conhecimento de todos os riscos de um CVC: pneumotórax, punção de artéria subclávia, laceração da veia, hemotórax, trombose, embolia;

  • Remover prontamente os cateteres cuja permanência não seja mais necessária;

  • Remover dispositivos inseridos em situações de emergência (antes de 48 horas), nas quais a técnica asséptica pode não ter sido respeitada;

  • Higienização das mãos antes e após tocar no cateter, no local de inserção ou na sua extensão;

  • Não usar a técnica de fio guia para trocar cateter no qual existe suspeita clínica de infecção de corrente sanguínea associada à cateter;

  • Não administrar antibiótico profilático antes da inserção ou durante o uso do CVC;

  • Não há indicação de troca rotineira de CVC, PICC ou cateter de hemodiálise para prevenir infecção;

  • Não sacar o CVC por febre apenas, levar em consideração a clínica do paciente;

  • Não usar anticoagulante rotineiramente para diminuir o risco de infecção;

  • Banho diário no leito com compressa embebida com clorexidina a 2% em pacientes adultos e pediátricos.


Escolha do sítio de inserção:


  • Do ponto de vista infeccioso, em pacientes adultos, dar preferência a:

1 – Veia subclávia:

2 – Veia jugular;



3 – Veia femoral;

  • Em pacientes pediátricos não há preferência de sítio de inserção;

  • Em recém-nascidos: ao nascimento pode ser utilizada a veia umbilical.

  • Utilizar PICC se a previsão de terapia endovenosa for mais que 6 dias;

  • Para PICC: primeiramente fossa antecubital, seguindo de: basílica, mediana cubital, cefálica e braquial. Para neonatos e pacientes pediátricos também poderão ser escolhidos veias da cabeça e do pescoço;

  • Inserir CVC o mais distante possível de lesões de pele;

  • Evitar o acesso em veia jugular em pacientes traqueostomizados;


Técnica de Inserção de CVC:
Enfermagem:

  • Higienizar as mãos e calçar luvas de procedimento, máscara e gorro;

  • Fazer a degermação da pele preferencialmente com clorexidinadegermante a 4% em área ampliada. Remover o excesso com gaze estéril e SF 0,9%;


Profissional Responsável pela Inserção:

  • Realizar escovação cirúrgica das mãos com clorexidina ou PVPI degermante. Secar com compressa estéril;

  • Usar paramentação completa: gorro, óculos, máscara, capote de manga longa estéril e luvas estéreis;

  • Proceder à antissepsia do local de inserção preferencialmente com clorexidina alcoólica a 0,5% com movimentos circulares e abrangentes. Aguardar o tempo de ação do produto (2 minutos);

  • Posicionar os campos amplos estéreis. Realizar a punção e fixar o cateter de acordo com a técnica recomendada pelo fabricante;

  • Limpar o local com SF 0,9%, removendo o sangue, secar com gaze estéril, e fazer antissepsia com clorexidina a 0,5%;

  • Manter curativo oclusivo com gaze seca estéril e fita microporosa nas primeiras 24 horas. Após este período, utilizar cobertura com filme transparente estéril;

  • Retirar as luvas e higienizar as mãos;

  • Realizar o pedido de radiografia de tórax para a avaliação do local de inserção do cateter.


Cuidados na manutenção e manipulação do CVC:


  • Designar preferencialmente enfermeiro para os cuidados com os dispositivos endovenosos centrais em unidade de terapia intensiva;

  • Não molhar nem submergir os dispositivos intravasculares (proteger para banho);

  • Não utilizar cremes de antibióticos no sítio de inserção;

  • Caso aconteça a saída de parte do cateter, esse não deverá mais ser reposicionado;

  • Higienizar as mãos antes e após a manipulação do cateter;

  • Fazer a desinfecção da conexão, injetor lateral, polifix ou torneirinhas com produto alcoólico antes da administração de medicamentos ou da coleta de material biológico.


Curativo do CVC:


  • Utilizar preferencialmente filme transparente estéril após as primeiras 24 horas da passagem do cateter. Se o paciente for muito sudoréico ou se houver sangramento ou exsudação próximo a locais úmidos (drenos, feridas ou traqueostomia) realizar curativo com gaze estéril e fita microporosa;

  • Curativo de filme transparente, trocar a cada 7 dias. Curativo de gaze estéril e fita microporosa, trocar a cada 48 horas ou sempre que úmido, sujo ou solto;

  • Fazer inspeção diária à procura de sinais flogísticos (dor, calor, rubor e eritema);

  • Cateter umbilical: Não realizar ”ponte” para fixação. Manter a fralda sempre abaixo do coto cateterizado.


Técnica de troca de curativo:


  • Separar o material;

  • Higienizar as mãos;

  • Calçar as luvas de procedimento;

  • Retirar a cobertura e realizar a inspeção do local, buscando sinais de flebite, infecção ou outras complicações;

  • Higienizar as mãos e calçar luvas estéreis (ou luvas de procedimento, caso seja utilizadas pinças estéreis);

  • Após limpeza realizar antissepsia com produto alcoólico em uma área de até 5 cm da inserção;

  • Cobrir com filme transparente ou no caso de sangramento, exsudação ou sudorese intensa, cobrir com gaze estéril;

  • Higienizar as mãos;

  • Fazer a evolução no prontuário, descrevendo a técnica e o aspecto do local.


Indicações de troca de CVC:


  • Trocar por fio guia apenas quando houver mau funcionamento do cateter;

  • Na suspeita de infecção relacionada a cateter, trocar o sítio de inserção;

  • Cateter venoso umbilical deverá permanecer no máximo por 14 dias após sua inserção. Cateter arterial umbilical deverá permanecer no máximo por 5 dias após sua inserção.


PREVENÇÃO DE PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA
Recomendações gerais

  • Higienizar as mãos antes e após contato com pacientes em ventilação mecânica, mesmo que tenham sido usadas luvas. Neste caso, higienizar antes de calçar as luvas e imediatamente após a retirada das mesmas;

  • Caso não exista contraindicação, manter a cabeceira da cama do paciente elevada em um ângulo de 30 a 45° para pacientes adultos e 15 a 30o para pacientes pediátricos;

  • Não trocar rotineiramente, baseado no tempo de uso, o circuito respiratório (tubo endotraqueal, válvula de exalação e umidificador conectado);

  • Trocar o circuito APENAS se estiver visivelmente sujo ou com mau funcionamento;

  • O nível da água estéril do copo do umidificador deve ser preenchido sempre que necessário. O sistema (água, água estéril + equipo) deve ser trocado a cada 72 horas ou sempre que necessário e identificado com data.

  • Drenar e descartar, em recipiente apropriado, o condensado presente no circuito do ventilador mecânico (usar luvas);

  • Controlar a medida de pressão do cuff (aproximadamente 20cm/H2O para crianças e 25 cm / H2O para adultos) a cada 12h;

  • Utilizar água estéril para o umidificador do circuito e para os nebulizadores;

  • Antes da administração da dieta, checar o posicionamento da sonda gástrica ou enteral e posição do leito;

  • Ajustar o volume da dieta enteral com base no volume gástrico residual;

  • Em caso de pós operatório, estimular a respiração profunda e a deambulação o mais precoce possível;

  • Realizar higiene oral com clorexidina aquosa a 0,12-12% em pacientes comatosos, traqueostomizados ou em ventilação mecânica. Não recomendado para menores de 2 anos.


Intubação


  • Para a realização do procedimento: Usar máscara, óculos de proteção e avental de manga longa;

  • Higienizar as mãos e calçar luvas estéreis;

  • Evitar contaminação da cânula antes da introdução na orofaringe;


Traqueostomia


  • A traqueostomia programada deve ser realizada em Centro Cirúrgico;

  • O profissional deve estar devidamente paramentado (gorro, máscara, avental e luvas estéreis);

  • Em caso de troca da cânula, higienizar as mãos e calçar luvas estéreis para realizar o procedimento;

  • A troca do curativo deve ser diária ou sempre que úmido ou sujo.


Aspiração de Secreções Respiratórias em Pacientes Entubados


  • Aspirar sempre que houver necessidade, utilizar sonda de aspiração estéril, de uso único, onde o calibre não deve ser superior à metade do diâmetro do calibre do tubo endotraqueal;

  • O profissional deve estar devidamente paramentado (máscara, óculos, avental de mangas longas e luvas estéreis). Higienizar as mãos imediatamente ANTES de calçar as luvas;

  • Aspirar traqueia, nariz e, por fim, a boca. O cuff deve ser testado antes da realização do procedimento;

  • Usar Soro Fisiológico 0,9% estéril para facilitar a remoção de secreção espessa (1 a 2 ml em crianças e 3 a 5 ml em caso de adultos);

  • Trocar o sistema de aspiração fechada sempre que sujo ou em mau funcionamento.


Cuidados com Equipamentos Respiratórios e Acessórios


  • Higienizar as mãos antes e depois do contato com os equipamentos e seus acessórios;

  • Trocar todos os circuitos e/ou material de assistência ventilatória entre pacientes e sempre que visivelmente sujos ou danificados. Quando de uso intermitente no mesmo paciente, guardar seco e protegido em saco plástico limpo;

  • Usar E.P.I. para manipular secreções respiratórias ou objetos contaminados com secreções respiratórias de qualquer paciente;

  • Usar água estéril, de uso individual, nos umidificadores e nebulizadores. Trocar a cada 24h, desprezando o resíduo em local adequado, manter seco e protegido em saco plástico limpo e seco;

  • Troca de equipamento de assistência ventilatória:


Cuidados com equipamentos:


Material

Procedimentos

Tipo

Frequência de troca e observações

Ambu: máscara e reservatório

Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou oxido de etileno ou autoclave

Entre pacientes e sempre que sujo. Manter protegido em saco plástico limpo quando em uso intermitente.

BIPAP: circuito de uso permanente + válvula exalatória + linha proximal.

Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou oxido de etileno ou autoclave

Entre pacientes e sempre que sujo.

BIPAP: máscara com bojo insuflável (uso permanente)

Esterilização

Oxido de etileno

Entre pacientes e sempre que sujo.

BIPAP: máscara com membrana de silicone ( uso permanente)

Desinfecção ou esterlização

Termodesinfecção

Entre pacientes e sempre que sujo.

Kit CPAP:

- Máscara inflável;

- Conectores;

- Válvula exalatória.



Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou óxido de etileno

Entre pacientes e sempre que sujo.

Cabo de laringoscópio

Desinfecção

Limpeza com água e sabão seguida de fricção com álcool a 70%

Entre pacientes e sempre que sujo.

Cânula de guedel

Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou óxido de etileno ou autoclave

Entre pacientes e sempre que sujo.

Capnógrafo

(adaptador com sensor)



Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou óxido de etileno

Entre pacientes, sempre que sujo e ao trocar o circuito.

Circuito respirador (centro cirúrgico/anestesia)

Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou óxido de etileno ou autoclave

Trocar o filtro antibacteriano e viral entre pacientes e todo circuito a cada 24h.

Extensão do aspirador

Descartável

Não se aplica

Entre pacientes e sempre que sujo.

Fio guia (mandril)

Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou óxido de etileno ou autoclave

Após cada uso.

Frasco de vidro para aspiração

Desinfecção

Termodesinfecção

Entre pacientes, uma vez ao dia ou quando cheio.

Frasco de plástico para aspiração

Descartável

Não se aplica

Entre pacientes, uma vez ao dia ou quando cheio.

Inalador: copo, máscara e extensão

Desinfecção

Termodesinfecção

Entre pacientes e sempre que sujo.

Após cada uso, secar e guardar em saco plástico limpo.



Lâmina de laringoscópio

Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou autoclave/álcool a 70%

Após cada uso.

Manter protegido em saco plástico limpo.



Máscara “total face”

Esterilização

Peróxido de hidrogênio

Entre pacientes e sempre que sujo.

Máscara de venturi

Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou óxido de etileno

Entre pacientes e sempre que sujo.

Mascara para traqueostomia(uso permanente)

Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou óxido de etileno ou autoclave

Entre pacientes e sempre que sujo.

Medidor de pressão do “Cuff”

Desinfecção

Limpeza com água e sabão seguido de fricção com álcool a 70%

Entre pacientes e sempre que sujo.

Monitores e seus acessórios

Desinfecção

Fricção com álcool a 70% ou conforme recomendação do fabricante

Entre pacientes e sempre sujo.

Nebulizador: copo, máscara e extensão

Desinfecção ou esterilização

Termodesinfecção ou óxido de etileno ou autoclave

Entre pacientes e sempre que sujo.

Desprezar resíduo e trocar a água diariamente.



Oxímetro e acessórios

Desinfecção

Fricção com álcool a 70% ou conforme recomendação do fabricante

Entre pacientes e sempre sujo.


PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
Avaliar a necessidade da cateterização vesical e manter somente enquanto for necessário. A manutenção deve privilegiar apenas indicações clínicas, e não o conforto da equipe.

Alternativas simples como: fraldas descartáveis; coletor externo de urina ou cateterismo vesical intermitente podem prevenir o risco de infecção.



Cuidados na cateterização vesical

1. Separar o material necessário;

2. Higienizar as mãos;

3. Fazer a higiene perineal e genital do paciente com água e sabonete;

4. Retirar as luvas e higienizar as mãos;

5. Calçar luvas estéreis;

6. Colocar o campo estéril fenestrado;

7. Insuflar o balonete para conferir seu bom funcionamento;

8. Realizar a antissepsia do meato urinário e área adjacente com solução tópica antisséptica ;

9. Aplicar gel anestésico estéril sobre a superfície do cateter para a lubrificação;

10. Passar o cateter, já conectado ao sistema de drenagem, utilizando técnica asséptica;

11. Observar o adequado posicionamento do cateter na bexiga (após saída da urina, introduzir mais três centímetros);

12. Fixar o cateter na região do hipogástrio para sexo masculino e face anterior da raiz da coxa para o sexo feminino;

13. Retirar as luvas e higienizar as mãos;

14. Fixar o saco coletor no extremo oposto à cabeceira, mantendo-o sempre abaixo do nível da pelve;

15. Higienizar as mãos;

16. Promover a evolução da técnica no prontuário.
Cuidados na manutenção


  • Durante o banho, higienizar com água e sabonete a junção do cateter-meato uretral;

  • Higienizar as mãos antes e após manuseio do cateter vesical ou do sistema fechado;

  • Não exceder a 2/3 da capacidade do saco coletor;

  • Para esvaziar o saco coletor: Calçar luvas de procedimento; retirar o tubo de drenagem de seu protetor e posicioná-lo para drenagem no recipiente, evitando contato entre as superfícies durante todo o procedimento; abrir o clamp do tubo de drenagem; acompanhar o esvaziamento, fechar o clamp do tubo de drenagem e colocá-lo em seu protetor;

  • Desprezar o conteúdo drenado no expurgo/vaso sanitário e promover a lavagem do recipiente com água e sabão;

  • Retirar as luvas e higienizar as mãos.


Observações

Não realizar o esvaziamento simultâneo dos sacos coletores. O frasco de coleta deve ser de uso individual e lavado sempre após o uso.

Não tocar em nenhuma superfície (maçanetas, portas, mesas de cabeceiras, telefones) durante o trajeto até o expurgo/vaso sanitário;

Indicações de troca de cateter vesical de demora
Trocar todo sistema em caso de:


  • Contaminação do cateter na instalação;

  • Obstrução da luz;

  • Mau funcionamento do sistema (NUNCA ABRIR O SISTEMA);

  • Urina do sistema com aspecto purulento;

  • Infecção do Trato Urinário comprovada laboratorialmente.


Técnica de coleta de urina em pacientes com cateter vesical de demora

Quando colher?

  • Quando houver suspeita de infecção do trato urinário. Não é indicada coleta de urina como rotina, mesmo em pacientes com uso prolongado.

1. Higienizar as mãos;

2. Clampear o tubo de extensão;

3. Fazer a desinfecção do local da extensão próprio de coleta com álcool a 70%;

4. Aspirar à amostra de urina com agulha e seringa estéreis;

5. Se não for possível encaminhar a urina imediatamente ao laboratório manter sobre refrigeração até uma hora após sua coleta;

6. Não encaminhar ponta de cateter vesical para cultura.


Cateterismo vesical intermitente hospitalar

A técnica para realização do cateterismo deve compreender os seguintes passos;

1. Separar todo material;

2. Higienizar as mãos e calçar as luvas;

3. Lavar a região pericistostomia, ou perineal e genital com água e sabonete;

4. Retirar as luvas e higienizar as mãos;

5. Abrir a sonda e o pacote de gaze;

6. Lubrificar a sonda;

7. Higienizar as mãos e calçar luvas de procedimento estéril;

8. Realizar antissepsia com solução antisséptica tópica;

9. Introduzir o cateter no meato uretral;

10. Posicionar o recipiente coletor e observar a drenagem do conteúdo urinário;

11. Retirar o cateter lentamente;

12. Desprezar o conteúdo em local adequado;

13. Retirar as luvas e higienizar as mãos;

14. Descrever o procedimento no prontuário.



PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO
Definição

Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) é aquela que ocorre na incisão cirúrgica ou em órgãos e cavidades abertos ou manipulados durante a operação. Considera-se ISC a infecção que ocorre em até 30 dias após o procedimento ou até um ano em caso de uso de próteses e órteses.


Classificação da Contaminação da Ferida Operatória

Classificação


Critério


Limpa


Eletiva, não de emergência ou trauma, primariamente fechada; sem inflamação; sem quebra da técnica; não penetra nos tratos respiratório, gastrointestinal, biliar e geniturinário .


Potencialmente Contaminada


Urgência ou emergência que de outra forma seria limpa; abertura eletiva dos tratos respiratório, gastrointestinal, biliar e geniturinário com mínima contaminação, sem urina infectada ou bile; pequena quebra de técnica.


Contaminada


Inflamação não purulenta, grande contaminação do trato gastrointestinal, penetração no trato biliar ou geniturinário em presença de urina ou bile infectada; grande quebra de técnica; trauma penetrante < 4h; ferida crônica aberta para ser enxertada ou fechada .


Infectada


Inflamação purulenta (ex. abscesso); perfuração pré-operatória dos tratos respiratório, gastrointestinal, biliar e geniturinário; trauma penetrante > 4h.




Definição de infecções do sítio cirúrgico para cirurgias em pacientes internados e ambulatoriais.

Infecção pós-operatória pode envolver o sítio de incisão em pele, tecido celular subcutâneo, fáscia, tecido muscular e/ou qualquer estrutura anatômica aberta ou manipulada durante o procedimento cirúrgico (peritônio, útero, tecido ósseo, etc).




Cuidados relacionados à prevenção de ISC

Os cuidados relacionados à prevenção das ISC começam bem antes da cirurgia no caso dessas serem eletivas, na fase pré-hospitalização. No entanto, as medidas mais importantes são aquelas tomadas no período peri-operatório, pré e pós-operatório imediato.


Cuidados no preparo de pacientes pré hospitalização

  • Avaliar e tratar infecções comunitárias prévias.

  • Controlar os níveis de glicemia.

  • Interromper o uso do tabaco (30 dias antes da realização da operação)

  • Transfundir se necessário;

  • Reduzir a hospitalização pré-operatória.

  • Controlar obesidade e desnutrição.


Cuidados no pré operatório
Banho pré – operatório

  • Banho com água e sabão antes da realização do procedimento cirúrgico, noite anterior ou manhã da cirurgia. O uso de antisséptico para o banho ainda não tem demonstrado efetivamente a diminuição das taxas de ISC, embora algumas literaturas o recomendem como uma medida eficiente na redução da colonização da pele do paciente.


Tricotomia

  • Realizar apenas se houver interferência do pelo com o procedimento cirúrgico e/ou cuidado da ferida no pós-operatório.

  • Limitada à incisão somente se necessário. Realizar a tricotomia imediatamente antes da operação.

  • Usar tricotomizador elétrico com lamina descartável. O uso de navalhas e lâminas está contra indicado.


Cuidados no intra operatório


  • Coordenar a administração do antibiótico profilático dentro dos 60 minutos que antecedem a incisão a fim de maximizar a concentração tecidual. O tempo e a escolha do antibiótico dependem do procedimento e dos patógenos mais comuns que causam ISC (vide protocolo de profilaxia).


Preparo da pele dos pacientes para procedimento cirúrgico

  • Utilizar solução antisséptica degermante.

  • O excesso de degermante poderá ser removido com solução fisiológica e compressa estéril.

  • A seguir utilizar solução antisséptica alcoólica (PVPI ou clorexidina). Aguardar 2 minutos para ação do antisséptico.

  • Usar preferencialmente antisséptico a base de clorexidina devido o risco de hipertireodismo em RN devido à absorção de iodo e pela menor toxicidade.

  • A aplicação deverá ser do centro para a periferia, com secagem espontânea.

  • Preparar as áreas com alta concentração microbiana por último (umbigo, púbis e ferida aberta).

  • Isolar sítios de colostomia quando da preparação da área e prepará-la por último.

  • Não utilizar soluções alcoólicas em mucosas;

  • A clorexidina alcoólica é mais eficiente na redução da microbiota da pele, pois possui maior ação residual quando comparado ao PVPI.


Preparo da Equipe Cirúrgica
Degermação das Mãos

  • Manter as unhas curtas e retirar joias das mãos e antebraços.

  • Utilizar solução antisséptica degermante, escova estéril com cerdas macias e de uso individualizado. Descartar após o uso.

  • Escovar rigorosamente as mãos e antebraços, com ênfase nos espaços interdigitais e leitos subungueais por 5 minutos.

  • Após a escovação, manter os braços em flexão com as mãos para cima.

  • Enxugar as mãos e antebraços com compressas esterilizadas.


Paramentação

  • Máscara que cubra toda a boca e o nariz;

  • Gorro que cubra todos os cabelos;

  • Utilizar sapatos fechados e limpos. Pro pés (EPI)- Não há evidência de que pro pés e sapatos privativos evitem contaminação do ambiente e da ferida cirúrgica, a utilização dos Pro pés deverão ser mantidos com a finalidade de proteger o calçado de respingos com sangue, secreções e excreções;

  • Uso de óculos de proteção individual;

  • Luvas cirúrgicas estéreis em campo cirúrgico (a equipe que estiver no ato operatório);

  • Aventais estéreis e impermeáveis utilizados em campo cirúrgico;

  • O avental e as luvas deverão ser trocados se ocorrer contaminação durante o ato operatório;

  • Se ocorrer dano às luvas, estas deverão ser trocadas;

  • A roupa privativa é de uso exclusivo, sendo proibida sua utilização fora do centro cirúrgico;

  • A paramentação básica de outros profissionais na sala operatória deverá incluir o uso de gorro, máscara, roupa privativa e equipamento de proteção individual quando necessário.


Princípios básicos da técnica cirúrgica

  • Higienizar as mãos. Toda a equipe envolvida com o procedimento deve higienizar as mãos com preparações alcoólicas (anestesista, circulantes, estudantes, etc.);

  • Confirmação da validação do processo de esterilização de instrumentais cirúrgicos;

  • Minimizar o uso de esterilização flash.

  • Inspecionar a integridade das bandejas, em caso de dúvidas quanto à integridade não utilizar o material.

  • Minimizar traumas. Manusear tecidos com cuidado evitando traumas por trações indevidas;

  • Realizar o procedimento com a menor duração possível;

  • Evitar ou minimizar os espaços mortos;

  • Remover os tecidos desvitalizados;

  • Manter suporte adequado de sangue;

  • Manter o controle do nível de glicose;

  • Manter a normotermia e oxigenação;

  • Manter princípios de assepsia em punção intravascular, espinhal, epidural ou administração de drogas EV;

  • Preferir fechamento primário retardado ou por segunda intenção em feridas muito contaminadas;

  • Utilizar preferencialmente drenagem com sistema fechado;

  • Preparar salas, equipamentos e soluções imediatamente antes de usa-los;

  • Manter a porta fechada durante o ato cirúrgico e reduzir circulação e número de pessoas;

  • Usar eletrocautério criteriosamente.

  • Não fechar a sala nem realizar limpeza especial após cirurgias contaminadas ou infectadas.


CUIDADOS COM A FERIDA OPERATORIA

  • Higienizar as mãos antes e após contato com o sítio cirúrgico.

  • Trocar curativo de ferida operatória com fechamento primário nas primeiras 24 a 48h. Não há recomendação para cobrir incisão fechada primariamente mais que 48h, nem durante o banho.

  • Logo após a realização da operação, a incisão deve ser protegida, de preferência com gaze seca e estéril. Em geral, a cobertura da ferida não é necessária após 24 horas. A camada de fibrina, unindo as bordas da incisão, quando consolidada previne o acesso de microrganismos aos tecidos mais profundos.

  • O USO DE SOLUCÕES ANTISSÉPTICAS NÃO ESTA INDICADO PARA FERIDAS OPERATÓRIAS. Estudos in vitro, mostraram que os mesmos são citotóxicos a células essenciais para o processo de cicatrização da ferida.

  • Antes da alta recomenda-se orientar os pacientes e familiares quanto aos cuidados com o sitio cirúrgico, os sintomas de infecção do mesmo, e a necessidade de reportar estes sintomas para o serviço de saúde ou médico assistente.


INFECÇÃO OU COLONIZAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS

  • Restringir e/ou afastar profissionais de saúde com doenças transmissíveis da assistência cirúrgica direta, assim como aqueles com lesões de pele com drenagem.

  • Não excluir profissional por apresentar colonização por microrganismo exclusivamente.


CUIDADOS PÓS OPERATÓRIOS COM DRENO

O dreno representa um corpo estranho e uma “porta de entrada” a tecidos e cavidades previamente estéreis, favorecendo a ocorrência de infecção. Sua utilização deve ser criteriosa e, caso necessário, deve ser usado em sistemas fechados a vácuo, colocar o dreno através de uma incisão afastada do sitio cirúrgico e mantê-lo pelo menor tempo possível.



Observar cuidados rigorosos na manipulação do dreno, incluindo higienização das mãos e técnica asséptica de curativos. Manter o dreno coberto com curativos limpos, tendo o cuidado de protegê-los durante o banho.

PRECAUÇÕES PARA ISOLAMENTO
As precauções são classificadas em duas categorias: padrão e precauções baseadas nas vias de transmissão. Estas precauções destinam-se a interromper as vias de transmissão dos microrganismos e são dirigidas a proteger o paciente e o profissional de saúde. Devem ser observadas por todos os profissionais envolvidos no atendimento de qualquer usuário do serviço de saúde, independente do diagnóstico ou suspeita de infecção.
1. PRECAUÇÕES PADRÃO

São medidas aplicáveis a todos os pacientes independentes do seu diagnóstico ou estado presumível de infecção. As precauções padrão aplicam-se sempre que houver risco de contato com: sangue, fluidos corpóreos, secreções e excreções, pele não íntegra e mucosa. Ainda se aplicam amanipulação de equipamentos e artigos contaminados.
A aplicação das precauções padrão inclui as seguintes medidas:
1.1 Higienização das mãos:

  • Antes e após contato com pacientes;

  • Após contato com sangue, secreções, pele não íntegra, membrana, mucosa, curativos.

  • Após contato com artigos e equipamentos utilizados durante cuidado com pacientes;

  • Entre procedimentos realizados no mesmo paciente;

  • Após a retirada das luvas.



1.2 Uso de Luvas

  • Usar sempre quando houver risco de contato com sangue, líquidos corpóreos, secreções e excreções, mucosas ou pele não íntegra.

  • Trocar as luvas entre procedimentos e descartar imediatamente em recipiente adequado;

  • Retirar as luvas imediatamente após o uso, antes de tocar em superfícies ou contato com outro paciente, descartando-as;

  • Higienizar as mãos imediatamente após retirada de luvas;


1.3 Uso de Avental

  • Usar avental descartável sempre que houver risco de contato com sangue, fluido corporal, secreções e excreções. Descartar imediatamente após cada uso;

  • Usar aventais impermeáveis quando houver risco de contaminação a grandes volumes de sangue e/ou líquidos corpóreos;

  • Retirar o avental ao término do procedimento e em seguida higienizar as mãos .


1.4 Uso de Máscara Cirúrgica e Óculos de Proteção/ Protetor de Face


  • Utilizar quando houver risco de respingos de sangue, fluido corporal, secreções e excreções em membranas mucosas da boca, olho e nariz e face durante a realização de procedimentos no paciente, ou manuseio com artigos/materiais contaminados;

  • Descartar imediatamente a máscara após uso;

  • Retirá-los após término do procedimento e higienizar as mãos;

  • Realizar a desinfecção dos óculos/ protetor de face com álcool a 70%.


1.5 Seqüência Correta de Paramentação e Desparamentação

  • Paramentação: 1º avental, 2º máscara, 3º óculos e 4º luvas .

  • Desparamentação: 1º luvas, 2º óculos, 3º avental e 4º máscara.

Obs: A higienização das mãos deve preceder a paramentação e ser efetuada imediatamente após a desparamentação.


1.6 Cuidados na manipulação de materiais perfurocortantes


  • Realizar procedimentos que envolvam a manipulação de material perfurocortante com a máxima atenção;

  • Não utilizar os dedos como anteparo durante a realização de procedimentos que envolvam materiais perfurocortantes;

  • As agulhas não devem ser reencapadas, entortadas, quebradas ou retiradas das seringas. Utilizar dispositivos que eliminem a agulha ou descartá-la junto com a seringa no coletor especial;

  • Artigos perfurocortantes (instrumentais) reutilizáveis devem ser acondicionados e transportados para esterilização em condições de segurança, dentro de recipientes resistentes à perfuração e com tampa;

  • Os artigos perfurocortantes descartáveis devem ser desprezados imediatamente após uso em coletores especiais de paredes rígidas (resistentes à perfuração) e impermeáveis;

  • Os coletores para descarte de material perfurocortante devem ser preenchidos até 2/3 de sua capacidade total ou conforme limite indicado;

  • Devem ser instalados (fixados em altura adequada) em pontos próximos ao local do procedimento.


1.7 Artigos e Equipamentos de Assistência ao Paciente

  • Os artigos e equipamentos utilizados durante o cuidado ao paciente devem ser manipulados pelos profissionais de saúde de forma a prevenir a contaminação das pessoas e do ambiente;

  • Os artigos reutilizáveis devem ser limpos e adequadamente processados (desinfetados e/ou esterilizados) antes de sua reutilização;

  • Artigos descartáveis utilizados em qualquer paciente devem ser desprezados no recipiente de resíduo infectante de forma a prevenir a contaminação das pessoas e do ambiente.


1.8 Ambiente

  • Estabelecer rotina de desinfecção das superfícies ambientais, que incluem camas, colchões, grades, mobiliários do quarto, equipamentos de cabeceira e superfícies próximas ao leito.

  • Pisos e paredes devem receber limpeza sistemática com água e sabão.

  • A aplicação de desinfetantes deve ser feita após a limpeza sempre que houver derramamento ou respingos de matéria orgânica em pisos ou paredes.


1.9 Roupa Hospitalar

  • Manipular as roupas com mínima movimentação (evitando agitação);

  • Utilizar os EPI´s adequados;

  • Acondicionar (obedecendo sua capacidade) em sacos impermeáveis, para evitar extravasamento e contaminação ambiental;

  • Transportar e processar as roupas usadas (de qualquer paciente), de forma a prevenir a disseminação de microorganismos para os profissionais de saúde, outros pacientes e ambiente


1.10 Etiqueta Respiratória

Os pacientes e acompanhantes com sintomas respiratórios, do tipo coriza, tosse, congestão nasal, que chegam aos serviços de saúde, especialmente durante surtos sazonais de infecções virais, desde a sua chegada ao serviço de saúde (ex. triagem, recepção e áreas de espera) devem ser orientados com as seguintes informações:



  • Pacientes e acompanhantes com sintomas respiratórios devem usar lenço de papel para conter as secreções;

  • Disponibilizar máscara cirúrgica para pacientes / acompanhantes que apresentem sintomas respiratórios;

  • Higienizar as mãos após o uso do lenço descartável;

  • Separação espacial dos pacientes com sintomas respiratório maior que um metro nas áreas comuns (ex: sala de espera do pronto socorro).

Obs: Profissionais de saúde com sintomas respiratórios, se possível, devem ser afastados da assistência ou na impossibilidade deverão usar máscara cirúrgica comum durante o atendimento aos pacientes.


1.11 Práticas seguras para administração de medicamentos injetáveis

As seguintes recomendações se aplicam ao uso de agulhas, cânulas que substituem agulhas e qualquer outro sistema intravenoso de medicação:



  • Usar técnica asséptica ao preparar e administrar medicações e realizar a desinfecção com álcool à 70% da tampa da medicação antes de inserir a agulha dentro do frasco;

  • Não administrar medicações diluídas de uma mesma seringa a múltiplos pacientes, mesmo se a agulha da seringa for trocada;

  • Agulhas, cânulas e seringas são itens estéreis de uso único e não devem ser reutilizados em outros pacientes nem para aspirar soluções ou medicações que possam ser usadas por um paciente subsequente;

  • Não compartilhar produtos para a saúde tais como bolsas intravenosas, torneirinhas, conectores para infusão e administração de fluidos. Estes produtos são classificados como de uso único,

  • Toda seringa ou agulha utilizada para conectar na bolsa ou sistema de infusão, são consideradas contaminadas;

  • Não administrar medicações de dose única ou ampolas a múltiplos pacientes ou juntar as sobras para novo uso (volume residual);

  • Agulhas e seringas utilizadas para aspirar medicação com apresentação multidose devem ser estéreis e desprezadas após utilização;

  • Os frascos de multidose devem ,se possível, ser de uso exclusivo no mesmo paciente;

  • Acondicionar o frasco multidose de acordo com as recomendações do fabricante;

  • Não usar bolsas ou frascos de soluções intravenosas como fonte comum para suprir múltiplos pacientes.


1.12 Práticas de controle de infecção para procedimentos especiais como punção lombar

  • Utilizar técnica asséptica;

  • Utilizar luvas cirúrgica, óculos e máscara cirúrgica quando introduzir um cateter ou injetar substância dentro do canal espinhal ou espaço subdural ( ex: punção lombar e anestesia espinhal ou epidural



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