Risco e prevençÃo e doençAS



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Encontro07.02.2018
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RISCO E PREVENÇÃO E DOENÇAS
Antes de falarmos das doenças do cérebro, creio ser importante entendermos um pouco sobre o que é risco e o que é prevenção. O risco de uma doença é a probabilidade dela ser adquirida. Fatores de risco são características de uma pessoa que aumentam a probabilidade dela adquirir determinada doença. Por exemplo, dirigir embriagado aumenta o risco de sequelas neurológicas decorrentes de acidentes automobilísticos. Assim, dirigir embriagado é fator de risco para sequelas neurológicas.
Como avaliamos se um determinado elemento é fator de risco para determinada doença? Pode parecer simples, mas nem sempre é. Por exemplo, como avaliar se a hipertensão arterial aumenta o risco de “derrame cerebral”? Tal avaliação pode ser feita através de estudos onde os participantes são acompanhados a partir de um determinado momento, sendo divididos em dois grupos, um com e outro sem hipertensão arterial. Após alguns anos de acompanhamento será comparada a proporção de derrames entre o grupo de pessoas com e o grupo de pessoas sem hipertensão arterial. Esta comparação é feita com métodos estatísticos sofisticados. Caso a proporção de derrames seja significativamente maior no grupo com hipertensão arterial, comprovaremos que hipertensão arterial é um fator de risco para derrame cerebral. Este tipo de estudo é chamado coorte.
Outra forma de avaliar um fator de risco para uma doença é olhando para o passado dos indivíduos. Utilizando o mesmo exemplo, nós avaliaríamos indivíduos que tiveram e indivíduos que não tiveram derrame e compararíamos quantos indivíduos têm hipertensão arterial nestes dois grupos. Caso houvesse maior proporção de hipertensão arterial no grupo de indivíduos com derrame, chegaríamos à mesma conclusão, ou seja, de que os indivíduos com hipertensão arterial têm mais chance de sofrer derrame cerebral.
O conhecimento dos fatores de risco está muito associado com a prevenção das doenças. Novamente utilizando o exemplo da hipertensão arterial e dos derrames: se eu sei que hipertensão arterial é fator de risco para derrame, ao propor o tratamento da hipertensão arterial para uma pessoa, estou reduzindo o risco desta pessoa um dia vir a ter um derrame.
Há três tipos de prevenção de doenças: prevenção primária, prevenção secundária e prevenção terciária.

Prevenção primária: inclui as medidas para remover as causas ou os fatores de risco de doenças para evitar que elas venham a acontecer. Por exemplo, tomar uma vacina tem a finalidade de evitar que uma determinada doença ocorra.


Prevenção secundária: refere-se a medidas para detectar precocemente uma doença, evitando seu agravamento. Por exemplo, detectar um câncer no início através de exames de rotina (como, por exemplo, um câncer através de mamografia), detectar uma doença nos vasos cerebrais ainda no início, para evitar maiores sequelas de derrames futuros. Tal detecção permite que se façam tratamentos para evitar o agravamento da doença ainda no seu início, antes de haver maiores conseqüências.
Prevenção terciária: compreende ações destinadas a reduzir complicações de uma doença já diagnosticada. Um exemplo de prevenção terciária: uma pessoa sofre de Doença de Parkinson, que uma doença motora incurável. Ao eliminarmos degraus e desníveis em sua casa, estamos prevenindo que este paciente sofra quedas e fraturas ósseas, portanto estamos prevenindo um tipo de complicação da Doença de Parkinson. Outro exemplo: uma pessoa sofreu “derrame” e passa a apresentar convulsões como parte da sequela deste derrame. Ao darmos remédios para prevenir as convulsões estamos fazendo uma forma de prevenção terciária, ou seja, reduzindo os riscos de complicações de uma doença já estabelecida.




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