Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013. Fatores de risco relacionados à infecção pelo



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.


Fatores de risco relacionados à infecção pelo Helicobacter pylori em pacientes previamente tratados
HALICKI, Priscila Cristina Bartolomeu; RAMIS, Ivy Bastos; VIANNA, Júlia Silveira; GAUTÉRIO, Thaísa Bozzetti; LARA, Caroline; TADIOTTO, Thássia Fernanda; MACIEL, João Batista da Silva; SILVA Jr., Lande; VON GROLL, Andrea

SILVA, Pedro Eduardo Almeida da

priscilahalicki@hotmail.com
Evento: Congresso de Iniciação Científica

Área do conhecimento: Microbiologia
Palavras-chave: Helicobacter pylori, tratamento prévio, fatores de risco.
1 INTRODUÇÃO

O Helicobacter pylori é uma bactéria gram-negativa e espiralada, que infecta cerca de 50% da população mundial (3). A presença desta bactéria na mucosa gástrica está relacionada com a gastrite crônica e a úlcera péptica, além de ser um importante fator de risco para o desenvolvimento de câncer gástrico (6). A transmissão do H. pylori pode ocorrer por via oral-oral ou fecal-oral e, por este motivo, estudos epidemiológicos – considerando fatores de risco, tais como: número de pessoas que residem na mesma casa, condições socioeconômicas, de saneamento e escolaridade (2) – são importantes, a fim de se obter um maior conhecimento sobre as vias de infecção e recontaminação/reinfecção (4). O objetivo deste trabalho foi detectar o H. pylori em pacientes previamente tratados e analisar dois importantes fatores de risco para a infecção por H. pylori.


2 MATERIAIS E MÉTODOS

Foram coletados, por meio de um questionário, dados epidemiológicos referentes a 256 pacientes submetidos a procedimento endoscópico no Centro Integrado Regional de Gastroenterologia do Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr., Rio Grande/RS e no Setor de Endoscopia Digestiva do Hospital Universitário São Francisco de Paula, Pelotas/RS, no período de maio de 2011 até maio de 2012. O consentimento informado foi obtido de todos os participantes.

A partir do total de pacientes, foram selecionados 50, com diagnóstico e tratamento prévio para o H. pylori. A presença da bactéria foi analisada pelos métodos de histologia e PCR para os genes ureA (5) e ureC (1). O teste do Qui-quadrado foi usado para avaliação dos dados categóricos. As análises foram realizadas com o programa Stata versão 10.
3 RESULTADOS e DISCUSSÃO

Dos 50 pacientes selecionados, 52% (26) apresentaram a erradicação da bactéria, enquanto 48% (24) permaneceram positivos para o H. pylori. Segundo a análise do número de pessoas que residem na mesma casa e da renda familiar mensal (Tabela 1), é possível observar que, em 46% dos pacientes positivos para o H. pylori, o número de coabitantes foi superior a 4, enquanto nos pacientes H. pylori negativos, esse valor diminuiu para 23% e a frequência foi de 1 a 3 pessoas, em 77% dos casos.

Em relação à condição socioeconômica, 46% dos pacientes negativos para o H. pylori apresentaram uma renda familiar mensal entre R$1.001,00 e R$2.000,00. Por outro lado, 54% dos pacientes H. pylori positivos possuíam uma renda inferior a R$1.000,00 mensais.

Foi calculado o valor de p para os dois fatores estudados, sendo 0,09 para o número de pessoas que residem na mesma casa e, 0,31 para a renda familiar mensal. Embora os resultados encontrados não tenham sido estatisticamente significativos, é possível observar que os pacientes que erradicaram o H. pylori residem predominantemente em casas com, no máximo, 3 pessoas e, além disso, possuem condições socioeconômicas superiores aos pacientes que não erradicaram a bactéria. Estes achados são condizentes com estudo prévio que relata que a infecção pelo H. pylori está relacionada com aglomerações e baixo poder socioeconômico (4).



Tabela 1. Relação entre pacientes positivos/negativos para o H. pylori e fatores de risco – número de coabitantes e renda familiar mensal.





Pacientes H. pylori positivos

Pacientes H. pylori negativos

Valor de p




n=24

n=26




Número de coabitantes

 

 

0,09

1 a 3 pessoas

54% (13)

77% (20)




≥ 4 pessoas

46% (11)

23% (6)




Renda familiar mensal

 

 

0,31

até R$1.000

54% (13)

35% (9)




de R$ 1.001 a R$2.000

37% (9)

46% (12)




> R$2.000

8% (2)

19% (5)




Fonte: Priscila C. B. Halicki, Lande Jr.


4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estudos epidemiológicos e de susceptibilidade bacteriana são importantes e devem ser realizados nesta comunidade já que a frequência de recontaminação/reinfecção por H. pylori, identificada neste trabalho, foi elevada.
REFERÊNCIAS

  1. ESPINOZA M. G. C. et al. Detection of the glmM Gene in Helicobacter pylori Isolates with a Novel Primer by PCR. J. Clin. Microbiol, v. 49, p. 1650-1652, 2011. 

  2. KORI, M. et al. Helicobacter pylori infection in young children detected by a monoclonal stool antigen immunoassay. Pediatr. Infect. Dis. J., v. 28, n. 2, p. 157 – 159, 2009.

  3. LADEIRA, M.S.P. et al. Biopatologia do Helicobacter pylori. J. Bras. Patol. Med. Lab., v. 39, n. 4, p. 335 – 342, 2003.

  4. MUHAMMAD, J.S. et al. Epidemiological ins and outs of Helicobacter pylori: a review. J. Pak. Med. Assoc., v. 62, n. 9, p. 955 – 959, 2012.

  5. ROTA C. A. et al. Consensus and variable region PCR analysis of Helicobacter pylori 3’ region of cagA gene in isolates from individuals with or without peptic ulcer. J. Clin. Microbiol, v. 39, p. 606-612, 2001.

  6. SINGH, V. et al. Evaluation of nested PCR in detection of Helicobacter pylori targeting a highly conserved gene: HPS60. Helicobacter, v. 13, n. 1, p. 30 – 34, 2008.





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