Reversão alzheimer – 01



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REVERSÃO ALZHEIMER – 01.07.13
Um grupo de investigadores conseguiu reverter pela primeira vez a doença de Alzheimer.

A equipa de cientistas canadianos usou uma técnica de estimulação cerebral profunda que pôs um travão à doença.

Doze meses depois não houve quaisquer sinais de permanência ou até mesmo regresso da doença de Alzheimer nos seis pacientes que constituíram a amostra do estudo, inicialmente apresentado em Novembro de 2011 numa conferência da Society for Neuroscience.

Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só deixou de encolher, voltando ainda a crescer e a aumentar de tamanho. Nos restantes quatro pacientes, o processo de deterioração desta região do cérebro parou por completo.

Segundo a equipa de investigadores da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, nas pessoas portadoras de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a ser afetada e a reduzir o seu tamanho.

Uma vez que o centro de memória funciona nessa área do cérebro, há uma grande alteração a esse nível: as memórias de curto prazo são convertidas em memórias de longo prazo. Por isso mesmo, a degradação do hipocampo é aquilo que revela os primeiros sintomas da doença, nomeadamente a perda de memória e a desorientação.

Vários exames cerebrais feitos a pacientes com Alzheimer dão a conhecer que o lobo temporal (região do cérebro onde se encontra o hipocampo e o córtex cingulado posterior) absorve muito menos glicose do que o normal, daí o seu mau funcionamento e consequente degradação.

Por forma a reverter este quadro degenerativo, Lozano e a equipa recorreram a uma técnica de estimulação cerebral, que envia pequenos impulsos elétricos (130 vezes por segundo) para o cérebro através da implantação de elétrodos.

Os dispositivos foram implantados junto do fórnix - aglomerado de neurónios que envia sinais para o hipocampo - dos pacientes em estudo, diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano.

Passado um ano desde o início da investigação, os testes mostraram que a redução de glicose foi revertida e que o lobo temporal voltou a funcionar corretamente.

As conclusões do estudo, publicadas em 2012 no jornal científico "JAMA Neurology", podem conduzir a novos caminhos para tratamentos da doença de Alzheimer, uma vez que a doença foi, pela primeira vez, revertida.

Ainda assim, os cientistas admitem que a técnica ainda não é definitiva e que é preciso fazer uma maior pesquisa, pelo que estão agora a realizar uma segunda fase de testes, desta vez com 50 pessoas portadoras de Alzheimer.

TESTADO MEDICAMENTO QUE REVERTE ALZHEIER

Investigadores do Sanford-Burnham Medical Research Institute, na Califórnia (EUA), vão testar em humanos um novo medicamento capaz de impulsionar as sinapses cerebrais que os pacientes de Alzheimer perdem com a doença, revitalizando as suas capacidades.

Segundo o comunicado do Instituto, este medicamento designado por NitroMemantine, que vai agora ser testado em humanos, baseia-se na combinação de dois medicamentos já aprovados anteriormente pela Food and Drug Administration (FDA), que servem para travar a perda de memória e o declínio das capacidades cognitivas.

Esta investigação, levada a cabo, durante 10 anos, pelo professor e diretor do centro de neurociência da Sanford-Burnham, Stuart A.

Lipton, revela que o NitroMemantine pode restaurar as sinapses, permitindo a ligação entre os neurónios, que tem tendência a perder-se com a doença.

NitroMemantine restaura ligações sinápticas

Com esta descoberta torna-se possível registar melhorias não só no início da doença, mas também numa fase mais tardia, permitindo restaurar as ligações sinápticas dos pacientes mesmo com a presença das placas amilóides e dos novelos neurofibrilares, que provocam alterações destrutivas no cérebro.

Com os estudos desenvolvidos em animais, a equipa de investigadores confirmou que os peptídeos amilóides, que até agora se julgava serem prejudiciais para as sinapses, na realidade ajudam a controlar as quantidades excessivas do neurotransmissor Glutamate.

Em quantidades normais, estes neurotransmissores, que se localizam perto das células nervosas, são motores de desenvolvimento da memória e da capacidade de aprendizagem. No entanto, podem ser perigosos quando existem em quantidades excessivas, como acontece nos doentes de Alzheimer, conduzindo a perdas sinápticas.



Medicamento previne e cura

O laboratório de Stuart A. Lipton já tinha desenvolvido um medicamento para combater a doença, chamado Memantine, que foi aprovado em 2003 pela FDA, no entanto a eficácia deste tratamento tem-se revelado limitada, pelo que foi necessário juntar-lhe um fragmento da molécula de nitroglicerina, medicamento também aprovado pelo FDA.

Como referiu o especialista, “com este trabalho mostramos que a capacidade de proteção que o memantine tem é limitada”, no entanto, por sua vez, “o NitroMentantine faz com que as sinapses voltem ao normal após alguns meses de tratamento, como se tem detetado nos ratos testados”, acrescentou.

Até à data, as terapias criadas para atacar as placas amilóides e os neurofibrilares têm sido insuficientes, o que, para o investigador "é muito decepcionante”. No entanto, Lipton acredita que NitroMemantine possa “trazer uma nova esperança tanto para os mais recentes como para os mais antigos pacientes de Alzheimer”.


COMPOSTOS DE CANELA PODEM PREVENIR ALZHEIMER

Dois compostos presentes na canela, especiaria usada com frequência, por exemplo, em muitos doces tradicionais portugueses, podem desempenhar uma função crucial na prevenção do desenvolvimento da doença de Alzheimer.

A conclusão é de uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia - Santa Barbara (UCSB), nos EUA.

De acordo com o estudo desenvolvido pelos cientistas daquela instituição universitária, que será publicado no Journal of Alzheimer's Disease, o cinamaldeído (composto oleoso responsável pelo sabor e odor da canela) e a epicatequina (um fitonutriente com forte poder antioxidante) têm potencial para se constituírem como uma solução para o combate a esta doença neurodegenerativa.

Segundo Roshni George e Donald Graves, investigadores responsáveis pelo estudo, os compostos em causa conseguem prevenir o desenvolvimento dos "emaranhados" filamentosos que aparecem nas células do cérebro e que são encontrados em excesso nos pacientes com Alzheimer, sendo uma das principais caraterísticas da patologia.

Estes "emaranhados" estão normalmente associados a uma proteína, a tau, que tem um papel importante na estrutura dos neurónios, e que, quando não funciona apropriadamente, "tem tendência a agregar-se, formando fibras insolúveis nas células neuronais", o que contribui para o aparecimento da doença.

medida que envelhecemos, ficamos mais susceptíveis a este problema e os pacientes com Alzheimer desenvolvem estas agregações de tau com mais frequência e em maior quantidade", explica George, estudante de doutoramento na UCSB, em comunicado divulgado pela universidade.

Compostos protegem cérebro do stress oxidativo

É aqui que entra a potencialidade do cinamaldeído: os investigadores norte-americanos concluíram que o composto da canela é eficaz na prevenção destes "nós" dados pelas proteínas, já que, ao protegê-las do chamado stress oxidativo, inibe a sua agregação.

"Imaginemos que estamos a falar de uma queimadura solar. Se usarmos um chapéu, podemos proteger a nossa cara e cabeça da oxidação.

Neste sentido, o cinamaldeído funciona como uma espécie de boné", ilustra Graves, professor de biologia molecular, celular e do desenvolvimento.

Já a epicatequina, que, além da canela, está também presente em alimentos como os mirtilos, o chocolate e o vinho tinto, pode ser importante por ser um antioxidante poderoso, desempenhando uma função semelhante à do primeiro composto ao interagir com componentes da proteína tau de forma a "sequestrar" os elementos que podem levá-la a apresentar um comportamento fora do normal.



Embora ainda haja "um longo caminho a percorrer até perceber se estes benefícios funcionarão em humanos", alerta Graves, a canela e os seus compostos poderão permitir que seja dado um passo significativo na luta contra o Alzheimer.

De realçar que estudos prévios tinham já dado conta do potencial destes compostos no controlo dos níveis de glicose no sangue em pacientes com diabetes (outra doença em que o stress oxidativo é comum).




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