Resumo executivo



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  1. DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO



DA GRAVIDADE



DEFINIÇÃO

A DPOC é um estado de doença caracterizado pela limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. A limitação do fluxo aéreo é geralmente progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões a partículas ou gases nocivos.


Um diagnóstico de DPOC deve ser levada em consideração em qualquer paciente com sintomas de tosse, produção de expectoração ou dispnéia e/ou uma história de exposição aos fatores de risco da doença. O diagnóstico é confirmado pela espirometria. A presença de VEF1< 80% do valor previsto após o uso de broncodilatador em combinação com um VEF1/CVF < 70% confirma a presença de limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. Onde a espirometria não estiver disponível, o diagnóstico de DPOC deve ser feito usando todos os instrumentos disponíveis. Os sintomas e sinais clínicos tais como falta de ar anormal e tempo expiratório forçado aumentado, podem ser usados para ajudar no diagnóstico. Um fluxo de pico baixo é consistente com a DPOC, mas tem pouca especificidade, uma vez que pode ser causado por ou trás doenças pulmonares e por desempenho insatisfatório. Com o interesse de aperfeiçoar o diagnóstico de DPOC, todo esforço deve ser feito para fornecer acesso a espirometria padronizada. A tosse crônica e a produção de expectoração geralmente precedem o desenvolvimento de limitação do fluxo aéreo por muitos anos, contudo, nem todos os indivíduos com tosse e produção de expectoração irão desenvolver a DPOC.
Classificação da gravidade
Recomenda-se, por razões educacionais, uma classificação simples da gravidade da doença em quatro estádios (Tabela 2). O tratamento da DPOC é amplamente dirigido pelo sintoma e existe apenas uma relação imperfeita entre o grau de limitação do fluxo aéreo e a presença de sintomas. A divisão em estádios, portanto, é uma abordagem pragmática, cujo objetivo é a implementação prática, e deve ser considerada apenas como um instrumento educacional e uma indicação muito genérica da abordagem do tratamento. Todos os valores do VEF1 referem-se ao VEF1 após o uso de broncodilatador.


Tabela 2 - Classificação da DPOC pela gravidade

Estádio

Características

0: Em Risco

• espirometria normal
• sintomas crônicos (tosse, produção de expectoração).

I: DPOC Leve

• VEF1/CVF < 70%
• VEF1 = 80% do previsto
• com ou sem sintomas crônicos (tosse, produção de expectoração)

II: DPOC Moderada

• VEF1/CVF < 70%
• 30% = VEF1< 80% do previsto

(IIA: 50% = VEF1 < 80% do previsto)


(IIB: 30% = VEF1 < 50% do previsto)

• com ou sem sintomas crônicos (tosse, produção de expectoração).



III: DPOC Grave

• VEF1/CVF < 70%
• VEF1< 30% do previsto ou VEF1< 50% do previsto mais insuficiência respiratória ou sinais clínicos de falência ventricular direita

VEF1: volume expiratório forçado no primeiro segundo; CVF capacidade vital forçada; insuficiência respiratória: pressão arterial parcial de oxigênio (PaO2) menor que 8,0 kPa (60 mm Hg) com ou sem pressão arterial parcial de CO2 (PaCO2) maior que 6,7 kPa (50 mm Hg) durante a inspiração ao nível do mar.
Estádio I: DPOC leve – Caracterizado pela leve limitação do fluxo aéreo (VEF1/CVF < 70%, mas VEF1 ³ 80% do previsto) e, geralmente, mas nem sempre, pela tosse crônica e produção de expectoração. Nesse estádio, o indivíduo pode não estar ciente de que sua função pulmonar está anormal.
Estádio II: DPOC Moderada – Caracterizado pelo agravamento da limitação do fluxo aéreo (30%  VEF1 < 80% do previsto) e, geralmente, pela progressão dos sintomas, com falta de ar tipicamente desenvolvida ao esforço. Esse é o estádio no qual os pacientes tipicamente procuram atendimento médico por causa da dispnéia ou de uma exacerbação de sua doença. A divisão em estádios IIA e IIB é baseada no fato de que as exacerbações são, de maneira especial, vistas em pacientes com um VEF1 abaixo de 50% do previsto. A presença de repetidas exacerbações tem um impacto sobre a qualidade de vida dos pacientes e requer um tratamento apropriado.
Estádio III: DPOC Grave – Caracterizado por grave limitação do fluxo aéreo (VEF1 < 30% do previsto) ou pela presença de insuficiência respiratória ou de sinais clínicos de falência ventricular direita. Os pacientes podem ter DPOC grave (Estádio III) mesmo se o VEF1 for > 30% do previsto, sempre que estas complicações se façam presentes. Nesse estádio, a qualidade de vida está bastante debilitada e as exacerbações podem ser fatais.
A limitação do fluxo aéreo pouco reversível associada a bronquiectasia, à fibrose cística, à tuberculose ou à asma não está incluída a menos que tais condições se sobreponham a DPOC. Em muitos países em desenvolvimento tanto a tuberculose pulmonar quanto a DPOC são comuns. Portanto, um possível diagnóstico de tuberculose deve ser levado em consideração em todos os indivíduos com sintomas da DPOC, especialmente em áreas onde se sabe que esta doença é predominante. Em países onde a prevalência da tuberculose está enormemente diminuída, o possível diagnóstico dessa doença não é, certas vezes, levado em consideração.
PATOGÊNESE
A DPOC é caracterizada por uma inflamação crônica ao longo das vias aéreas, parênquima e vasculatura pulmonar. Macrófagos, linfócitos T (predominantemente CD8+) e neutrófilos estão aumentados em várias partes do pulmão. As células inflamatórias ativadas liberam uma variedade de mediadores – incluindo leucotrieno B4 (LTB4)4, interleucina 8 (IL-8)5-7, fator á de necrose tumoral (TNF-) 5,8 e outros – capazes de lesarem as estruturas pulmonares e/ou sustentarem uma inflamação neutrofílica. Além da inflamação, outros dois processos que parecem ser importantes na patogênese da DPOC são um desequilíbrio de proteinases e antiproteinases no pulmão e estresse oxidativo.

A inflamação dos pulmões é causada pela exposição a partículas e gases nocivos inalados. A fumaça de cigarro pode induzir à inflamação e lesar diretamente os pulmões9-14. Embora menos dados estejam disponíveis, é provável que outros fatores de risco da DPOC iniciem um processo inflamatório similar15-19. Acredita-se que essa inflamação possa levar a DPOC.






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