Resumo do projeto de implantação do núcleo de neuropsicologia cognitiva do lcl do cch da uenf


Sexo e Visão (baseado na dissertação de mestrado)



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Sexo e Visão (baseado na dissertação de mestrado)


e-mail: joffily@uenf.br

patric@acessototal.com.br

representações mentais; privação sensorial (visual), sonho, representações mentais.


Resumo
Considerando-se a importância da integridade anátomo/funcional dos órgãos sensoriais periféricos, principalmente da visão, na busca e captação dos estímulos sensoriais que possibilitam a construção e a evocação das representações mentais que favorecem o despertar e a manutenção do desejo sexual masculino, elaborou-se, no Laboratório de Cognição do Centro de Ciências do Homem da Universidade Estadual Norte Fluminense Darcy Ribeiro, uma estratégia de pesquisa que permitiu avaliar o peso das diferentes modalidades sensoriais (visual, tátil, auditiva, olfativa) na elaboração dos processos cognitivos que envolvem a atividade sexual masculina.

Pesquisou-se quatro grupos de dez indivíduos: cegos natos; cegos precoces (cegueira por volta da adolescência), cegos tardios (cegueira após a adolescência) e videntes. Respostas fornecidas a um questionário, previamente elaborado, revelaram que o padrão da imagética sexual variava de acordo com as tendências inatas e funcionais dos grupos estudados. Nos indivíduos, usuários da modalidade sensorial visual, o desejo assumiu características, preponderantemente, imediatas e impessoalizadas; nos indivíduos, usuários da modalidade tátil, o desejo assumiu características, mediatas e pessoalizadas. Os indivíduos que perderam a visão por volta da adolescência, evidenciaram, além de um desejo mediato e pessoalizado, uma ansiedade bem maior àquela apresentada pelos sujeitos dos demais grupos.





  • Azevedo Patrick W. e Joffily, Sylvia B.


O DESPERTAR COMO MECANISMO DE DEFESA CONTRA CONTEÚDOS ONÍRICOS SEXUAIS (baseado na dissertação de mestrado)
Introdução: A pesquisa de mestrado realizada no Laboratório de Cognição e Linguagem do CCH da UENF, denominada "Sexualidade: Desejo e Cognição" evidenciou alguns resultados interessantes, dentre eles, o que permite atribuir ao despertar, a condição de mecanismo de defesa. Para Freud (1915), mecanismo de defesa seria o nome dado às afecções neuróticas que surgem quando o ego tenta se libertar de representações mentais, consideradas inaceitáveis do ponto de vista moral / social.
Metodologia : Pesquisou-se, de forma exploratória e por análise de discurso, sonhos eróticos de homens cegos e videntes. Buscou-se identificar as relações causais existentes entre as representações mentais visuais eróticas com o desejo sexual masculino.
Casuística : Foram realizadas cinco entrevistas com homens entre 20 e 40 anos de idade. Coletou-se o relato verbal de um cego de nascença, um indivíduo que ficou cego na adolescência, dois indivíduos que ficaram cegos após a adolescência e um vidente. Entrevistou-se voluntários em diferentes instituições de cegos do estado do Rio de Janeiro.
Resultados: Através da análise dos sonhos distinguiu-se três tipos de sonhadores: 1 -o primeiro composto por sujeitos que, atribuindo ao seu conteúdo onírico sexual um caráter "socialmente inaceitável", interrompem a experiência onírica com o despertar, impedindo desta forma o orgasmo. 2 - o segundo composto por sujeitos incapazes de descreverem o conteúdo representacional de seus sonhos, e que constatam no momento do despertar, terem ejaculado durante o estado de sono. 3 - o terceiro composto por sujeitos que não só relatam, sem maiores restrições, o conteúdo sexual de seus sonhos, como também reconhecem terem ejaculado durante a excitação sexual onírica. Neste último grupo, a representação do ato sexual onírico se dava sempre sendo praticado com a companheira sexual atual.
Conclusões: Baseado nestes achados, deduz-se que o despertar poderia servir, para determinados sujeitos, como uma espécie de mecanismo de defesa, último recurso para impedir a vivência, mesmo que imaginária, de desejos e intenções socialmente "inaceitáveis". É importante frisar, que o despertar atuaria como mecanismo de defesa, desde que a censura não fosse suficiente para deformar o conteúdo manifesto dos sonhos eróticos. Na análise dos sonhos, não foi possível observar diferenças significativas entre os sonhadores cegos e os videntes em termos de atuação da censura. Para um resultado mais abrangente propõe-se replicar a pesquisa com um maior número de indivíduos.
Bibliografia:

  • FREUD, S. Obras Completas. Madrid: Editorial Biblioteca Nueva, 1981.

  • GARCIA – ROZA, Luiz Alfredo. Freud e o inconsciente. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed. , 1998.



  • Azevedo Patrick W. e Joffily, Sylvia B.


O DESPERTAR COMO MECANISMO DE DEFESA CONTRA CONTEÚDOS ONÍRICOS SEXUAIS (baseado na dissertação de mestrado)
Introdução: A pesquisa de mestrado realizada no Laboratório de Cognição e Linguagem do CCH da UENF, denominada "Sexualidade: Desejo e Cognição" evidenciou alguns resultados interessantes, dentre eles, o que permite atribuir ao despertar, a condição de mecanismo de defesa. Para Freud (1915), mecanismo de defesa seria o nome dado às afecções neuróticas que surgem quando o ego tenta se libertar de representações mentais, consideradas inaceitáveis do ponto de vista moral / social.
Metodologia : Pesquisou-se, de forma exploratória e por análise de discurso, sonhos eróticos de homens cegos e videntes. Buscou-se identificar as relações causais existentes entre as representações mentais visuais eróticas com o desejo sexual masculino.
Casuística : Foram realizadas cinco entrevistas com homens entre 20 e 40 anos de idade. Coletou-se o relato verbal de um cego de nascença, um indivíduo que ficou cego na adolescência, dois indivíduos que ficaram cegos após a adolescência e um vidente. Entrevistou-se voluntários em diferentes instituições de cegos do estado do Rio de Janeiro.
Resultados: Através da análise dos sonhos distinguiu-se três tipos de sonhadores: 1 -o primeiro composto por sujeitos que, atribuindo ao seu conteúdo onírico sexual um caráter "socialmente inaceitável", interrompem a experiência onírica com o despertar, impedindo desta forma o orgasmo. 2 - o segundo composto por sujeitos incapazes de descreverem o conteúdo representacional de seus sonhos, e que constatam no momento do despertar, terem ejaculado durante o estado de sono. 3 - o terceiro composto por sujeitos que não só relatam, sem maiores restrições, o conteúdo sexual de seus sonhos, como também reconhecem terem ejaculado durante a excitação sexual onírica. Neste último grupo, a representação do ato sexual onírico se dava sempre sendo praticado com a companheira sexual atual.
Conclusões: Baseado nestes achados, deduz-se que o despertar poderia servir, para determinados sujeitos, como uma espécie de mecanismo de defesa, último recurso para impedir a vivência, mesmo que imaginária, de desejos e intenções socialmente "inaceitáveis". É importante frisar, que o despertar atuaria como mecanismo de defesa, desde que a censura não fosse suficiente para deformar o conteúdo manifesto dos sonhos eróticos. Na análise dos sonhos, não foi possível observar diferenças significativas entre os sonhadores cegos e os videntes em termos de atuação da censura. Para um resultado mais abrangente propõe-se replicar a pesquisa com um maior número de indivíduos.
Bibliografia:

  • FREUD, S. Obras Completas. Madrid: Editorial Biblioteca Nueva, 1981.

  • GARCIA – ROZA, Luiz Alfredo. Freud e o inconsciente. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed. , 1998.


  • Mello, Maria Júlia G. e Joffily, Sylvia B. (dissertação de mestrado em andamento)


O EFEITO DA PRIVAÇÃO DO SONO NO DESEMPENHO DA ATENÇÃO NÃO INTERATIVA (EXTRÍNSECA) EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Uma das principais finalidades do trabalho científico é sistematizar e precisar conceitos. É nesse sentido que a presente pesquisa propõe a criação do conceito de “atenção interativa” para definir a um tipo de atenção contextualizada e abrangente, que possibilita a interação recorrente de espaços cognitivos bem caracterizados mudando seu foco atencional de uma realidade em espaço externo, considerado real, físico, sensível e motor - o estado de vigília, para uma realidade ou espaço interno, considerado virtual, abstrato, mnêmico e representacional - o estado de sono paradoxal, através da passagem por um espaço ou realidade de caráter nebuloso, pouco nítido - o estado de sono lento ou profundo.
O tema central deste trabalho consiste em investigar a atenção. A atenção é atualmente considerada uma das mais complexas e fundamentais das funções cognitivas. Indispensável ao exercício das demais funções, o seu caráter intrínseco e extrínseco é que possibilita ao sujeito cognosciente atender seletivamente a estímulos, sejam eles externos (sensações), ou internos (memórias). O conceito de atenção pode ser estudado a partir de duas grandes vertentes. A primeira, mais radical e mais abrangente aqui estudada e pesquisada através do mecanismo mental que permite a uma determinada classe de organismos vivos (em especial, os mamíferos), dirigirem seu processo atencional ciclicamente para o mundo externo (onde alimenta seus processos cognitivos, através de ações e sensações) e para o mundo interno (onde se alimenta de representações mentais, ou memórias). Neste caso a atenção, aqui denominada “interativa”, dado o seu caráter de interação, se confunde com os diferentes estados de consciência: vigília, sono e sono paradoxal; em uma segunda vertente, mais específica e menos abrangente que se dedica à captação de informações dentro de cada um dos diferentes estados de consciência. Através da atenção, o sistema nervoso seleciona as diferentes informações sensoriais e mnêmicas, eliminando umas e concentrando-se em outras. Neste sentido, a atenção é uma espécie de foco consciente, específico da consciência. Este caráter seletivo da atividade consciente, manifesta-se tanto na percepção externa (sensório-motora), como na interna (pensamento, imaginação, sonhos). Atenção e consciência são, portanto, funções complementares, por conseguinte, pode-se inferir que a alternância dos diferentes estados da consciência, vigília, sono e sono paradoxal, também dependem do foco atencional dirigido para cada um destes estados, dentro do ritmo circadiano do organismo. Na verdade o que se pretende é inserir a função atencional nos mecanismos que regem os diferentes estados de consciência. Pode-se falar de uma “atenção interativa” que, dependendo espaço para o qual dirige seu foco, revela o estado de consciência em que se encontra o sujeito, podendo ser caracterizada nos três espaços distintos: 1) Zona de atenção extrínseca no conteúdo da vigília: focada nas sensações, dependente das informações sensoriais. 2) Zona de atenção latente no conteúdo do sono lento: obnubilada, flutuante, inespecífica. 3) Zona de atenção intrínseca: em primeiro plano – no conteúdo do sono paradoxal; e em segundo plano, em surdina, no estado de vigília, como conteúdo imagético, ambas focadas nas memórias.
O substrato orgânico do nível mais elementar da atenção – o estado de alerta, indispensável à sobrevivência do indivíduo, depende da atividade do sistema ativador reticular ascendente (SARA), localizado no tronco encefálico, o qual controla não só a atividade elétrica do córtex cerebral, como também, dentre outras funções, está a regulação dos estados de sono e de vigília.
Durante muito tempo pensou-se que o sono era um fenômeno passivo, resultante da falta de ativação da formação reticular, contudo, numerosas pesquisas vieram esclarecer que, embora a estimulação elétrica da formação reticular resulte, quase sempre, em ativação cortical, a sua estimulação em algumas áreas específicas como o bulbo e a ponte, produzem o sono.
O sono é uma enigmática e complexa função biológica que varia de indivíduo para indivíduo, em profundidade (fases do sono) e extensão (quantidade de horas de sono). Embora não se saiba até então, qual seria exatamente a função do estado de sono, sabe-se que ele influencia, indistintamente, todas as funções do cérebro e do resto do organismo. Em condições naturais o ritmo sono-vigília sincroniza-se tanto com fatores endógenos, ou seja, estruturas biológicas conhecidas como marcapassos ou relógios biológicos, como também, com fatores exógenos, sincronização externa, constituídos por fatores ambientais, agentes sicronizadores, ou arrastadores conhecidos como Zeitgebers (um neologismo alemão que significa “doadores de tempo”).
Quanto aos efeitos da privação de sono, experiências de privação total do sono em humanos voluntários, por longos períodos, resultaram em respostas biológicas, tais como a fadiga excessiva, irritabilidade, transtornos de atenção e diminuição da capacidade discriminativa. Em alguns casos os indivíduos podem desenvolver alucinações, transtornos do equilíbrio, da visão e da expressão da linguagem. A privação seletiva do sono REM não pode ser mantida por muito tempo, pois provoca episódios de microssono que invadem o estado de vigília de forma incontrolável. A privação parcial do sono decorrente das exigências da vida cotidiana, resulta em acúmulo de débito de sono, que em condições normais de trabalho e/ou estudo, não se expressa sob forma de episódios de sono, mas sim, sob forma de redução do desempenho, inclusive com um risco muito maior para a ocorrência de acidentes de trabalho.
O presente estudo, que se inclui no campo da neuropsicologia cognitiva, tem como objetivo inventariar, avaliar e relacionar os efeitos da privação do sono no desempenho da atenção não interativa (extrínseca) em estudantes universitários, durante os horários de aula alocados em período de maior propensão à sonolência. Através do Teste de Atenção Concentrada, Toulouse-Piéron, da Bateria CEPA, que se destina a medir a rapidez de reação e exatidão ao executar uma tarefa simples, de natureza perceptiva, sem recorrer a funções intelectuais, do instrumento “Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh”, validado para a língua portuguesa, utilizado em pesquisas nacionais e internacionais para avaliar a qualidade de sono dos indivíduos (avaliação subjetiva) e do Teste - Escala de Sonolência Epworth (avaliação subjetiva), pretende-se obter uma melhor compreensão da capacidade dos sujeitos em alterar o seu enfoque atencional do estado de vigília para o estado de sono “atenção interativa” e avaliar os efeitos da privação do sono no desempenho de sua “atenção não interativa” (extrínseca) no estado de vigília. Dessa forma pretende-se obter informações que possam servir de subsídios para se reconheça que uma boa higiene do sono, auxilia na performance da atenção e, conseqüentemente, num melhor funcionamento cognitivo.

Para a avaliação da “atenção não interativa” (atenção concentrada) será utilizado o teste Toulouse-Piéron da Bateria Fatorial CEPA validado em pesquisas (2001) em Porto Alegre (e interior do RS) e Rio de Janeiro (e interior do RJ), resultando na construção de Quadros e Tabelas com medidas Estatísticas específicas que facilitarão a análise dos dados coletados, no caso específico da pesquisa em tela será usada a tabela referente ao RJ -interior.

A avaliação do sono será feita através de questionários, como o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI), validado por Buysse e cols, 1989, o qual se destina a avaliar a qualidade subjetiva do sono e a presença de distúrbios do sono, no período de um mês anterior à sua aplicação. A pontuação global do PSQI superior a 5 permite diagnosticar pessoas com distúrbios de sono, além de diferenciar aquelas com sono de boa e má qualidade. A sonolência diurna excessiva (SDE) será medida pela Escala de Sonolência Epworth (ESE), que tem um elevado grau de consistência interna, medido pelo índice alfa de Cronbach (0,88).

A análise estatística será baseada nos testes, ANOVA para a análise de variância, e Pearson para análise de correlação simples.


RESUMO (dissertação de mestrado em andamento)

Autores: Mello, Maria Júlia G. e Joffily, Sylvia B.

LABORATÓRIO DE COGNIÇÃO E LINGUAGEM- CCH – UENF
Introdução: A presente pesquisa tem como finalidade estabelecer um recorte nos distúrbios do sono relacionados ao ritmo circadiano, e relacionar a qualidade do sono e a estabilidade da atenção não interativa, em estudantes universitários.

Metodologia: Quanto aos fins, trata-se de uma pesquisa descritiva que pretende traçar o perfil da qualidade do sono de estudantes universitários de curso noturno e estabelecer uma correlação entre os efeitos da privação do sono e a capacidade de manutenção da atenção nos períodos de aula alocados em horários de maior propensão à sonolência. Quanto aos meios de investigação, configura-se como uma pesquisa de campo do tipo participativa, que conta com a colaboração de estudantes universitários implicados no problema sob investigação.

Casuística: A amostra é constituída por estudantes do turno noturno, do Curso Normal Superior (licenciatura), do Instituto Superior de Educação de Bom Jesus do Itabapoana – RJ. A amostra de estudantes foi dividida em três grupos específicos: os que não trabalham, os que trabalham em meio período e os que trabalham em período integral.

Instrumentos utilizados: Para a execução da coleta de dados, utilizou-se dois instrumentos (questionários): O Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh, a Escala de Sonolência Epworth. Para avaliar a atenção aplicou-se o Teste de Atenção Concentrada Toulouse – Piéron da Bateria CEPA.

A análise estatística será baseada nos testes, ANOVA para a análise de variância, e Pearson para análise de correlação simples.

No momento a pesquisa encontra-se na etapa de coleta de dados.


Palavras – chave: Atenção, vigília, sono e sono paradoxal.


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