Resumo de lesões pré-malignas, cbc e cec lesões pré-malignas: Melanose solar ou lentigo senil



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Por: Juliana de Assis Lino

Resumo de lesões pré-malignas, CBC e CEC

Lesões pré-malignas:

Melanose solar ou lentigo senil: manchas de milímetros até 1,5 cm, acastanhadas, em dorso das mãos, punhos, antebraços e face, geralmente em indivíduos de meia-idade e idosos. É pouco provável a transformação em melanomas.

Queratose solar (actínica ou senil): lesões maculo-papulosas recobertas por escamas, de cor amarela a acastanhada, geralmente de 0,5-1,0 cm, que podem confluir e formar placas. Ocorre em áreas expostas como face e pavilhão auricular. O aparecimento de halo eritematoso e infiltração na base podem indicar transformação maligna. É fator de risco para CEC (carcinoma escamocelular).

Doença de Paget: localizada geralmente na aréola mamária e menos frequentemente em regiões extramamárias. É lesão eczematosa associada a células anormais na epiderme, as células de Paget. Na grande maioria dos casos, é acompanhada de adenocarcinoma ductal.

CBC:

Introdução:

O Carcinoma Basocelular (CBC) é o câncer de pele mais comum, que surge de células da camada basal da epiderme.



Epidemiologia:

A incidência é maior em brancos, homens e aumenta com a idade.



Fatores de risco:

Exposição crônica à luz UV é o fator de risco mais importante. Outros fatores incluem: exposição crônica ao arsênio, radiação ionizante, imunossupressão ( transplante, infecção por HIV, uso prolongado de corticoides), predisposição genética.



Manifestações clínicas:

Geralmente, as lesões apresentam-se em face (70% dos casos). As formas de apresentação mais comuns são:



  1. Nodular: é a mais comum (60% dos casos). É uma lesão nodular com bordas peroladas e telangiectasias na superfície. Frequentemente há ulceração no decorrer da sua evolução.

  2. Superficial: Corresponde a cerca de 30% dos casos e ocorrem sobretudo em tronco. Apresenta-se como pápula ou placa eritematosa ligeiramente descamativa.

  3. Esclerodermiforme: Engloba 5-10% dos CBC. Esta forma é representada por pápulas e placas eritematosas de consistência endurecida, limites mal definidos e frequentemente atróficas.

Diagnóstico:

O diagnóstico definitivo é definido por exame histopatológico. Em alguns casos, o material para biópsia pode ser obtido ao mesmo tempo em que é realizado o tratamento local (curetagem e eletrocoagulação, criocirurgia, cirurgia excisional).

O diagnóstico diferencial inclui: nevo dérmico, cisto de epidérmico, hiperplasia sebácea, carcinoma escamocelular (CEC), queratoacantoma, metástase cutânea . O CBC superficial pode ser confundido com: dermatite de contato ou numular, queratoses liquenóides (queratoses actínica e seborréica inflamada). O CBC esclerodermiforme se assemelha à esclerodermia localizada, enquanto que o CBC pigmentado (nodular ou superficial) faz diagnóstico diferencial com melanoma e nevo benigno.

Tratamento:

Para tumores de até 1,5 cm na face e tronco, a curetagem e eletrocoagulação é o método de escolha. Em lesões maiores e em outras localizações, é indicada excisão. A margem de segurança é de 0,5 cm. Formas recidivantes e a esclerodermiforme devem ser tratadas por cirurgia micrográfica de Mohs. Radioterapia é pouco empregada.



CEC:

Introdução:

O carcinoma espinocelular ou epidermóide (CEC) é decorrente de proliferação atípica de células espinhosas.



Epidemiologia:

Abrange 20% dos casos de câncer de pele não-melanoma e ocorre sobretudo após os 50 anos, em homens e em indivíduos de pele clara.



Fatores de risco:

Os mais importantes são: exposição à luz UV, pele clara e idade. Outros são: história familiar, exposição ao arsênio, leucoplasia, imunodepressão (por exemplo, em transplantados), infecção pelo HPV e desordens como xeroderma pigmentoso.



Manifestações clínicas:

As localizações mais frequente são: lábio inferior, orelhas, face, dorso das mãos, mucosa bucal e genitália externa.

Algumas variantes clínicas de CEC são:


  1. CEC in situ( doença de Bowen): É representado por placa bem delimitada, geralmente eritematosa, assintomática, de crescimento lento. Pode ser descamativa ou ligeiramente elevada.

  • Eritroplasia de Queyrat : É um CEC in situ localizado no pênis, que se apresenta como placa bem delimitada, eritematosa, associada a dor, sangramento e/ou prurido.

  1. CEC invasivo:

Lesões bem diferenciadas têm aparência de pápulas, placas ou nódulos hiperqueratóticos endurecidos, podendo ser ulceradas. Já as lesões pouco diferenciadas são pápulas ou nódulos de consistência mais amolecida, sem hiperqueratose associada, mas podendo apresentar ulceração, hemorragia e necrose.

  1. CEC oral:

Placa, nódulo ou úlcera mais comumente em assoalho da cavidade oral e região lateral e ventral da língua. Pode surgir sobre lesão de eritroplaquia ou leucoplaquia. Muitas vezes está associado a história de fumo e consumo de grandes quantidades de álcool.

  1. Queratoacantoma:

Alguns autores consideram que este é um subtipo de CEC bem diferenciado, mas muitos o consideram uma outra entidade . O queratoacantoma é um tumor epitelial queratocítico de rápido crescimento inicial, representado por lesões nodulares crateriformes ou cupuliformes com um núcleo queratótico.

  1. Carcinomas verrucosos:

São tumores exofíticos, bem delimitados, de evolução lenta, que podem ser classificados de acordo com sua localização:

  • Papilomatose oral florida: É um tumor verrucoso de mucosa oral.

  • Anogenital (condiloma acuminado gigante de Buschke-Leowenstein): Tumor verrucoso em pênis, escroto ou região perianal.

  • Epitelioma cuniculatum: Carcinoma verrucoso plantar.

  1. CEC labial:

Ocorre geralmente em lábio inferior, apresentando-se como nódulo, ou surge em área de leucoplasia, onde se infiltra.

  1. CEC em feridas e cicatrizes: Nestes casos, o CEC pode apresentar-se inicialmente com ulcerações, que podem curar e evoluir para a formação de nódulos. Tumores que surgem nesses sítios são denominados úlceras de Marjolin.

Diagnóstico:

Deve ser confirmado através de biópsia.

O diagnóstico diferencial de CEC é feito com algumas doenças:


  • Queratose actínica: Embora apenas 1% das queratoses actínicas progridam para CEC, cerca de 60% dos casos de CEC surgem de lesões de queratose actínica.

  • A placa eritematosa do CEC in situ faz diagnóstico diferencial com: eczema numular, psoríase, queratose seborréica inflamada, carcinoma basocelular in situ, melanoma amelanótico e doença de Paget.

  • As pápulas e nódulos do CEC bem diferenciado fazem diagnóstico diferencial com: verruga vulgar, prurigo nodular, carcinoma de células de Merkel, carcinoma basocelular, fibroxantoma atípico, melanoma amelanótico e metástase cutânea de malignidades internas.

  • Lesões de CEC verrucosas ou granulomatosas podem mimetizar: granuloma piogênico, micobactérias ou micoses profundas.

  • O diagnóstico diferencial de CEC que se manifesta como úlcera inclui: carcinoma basocelular, pioderma gangrenoso, úlcera venosa de estase e úlceras traumáticas.

Tratamento:

As recomendações para doença de baixo risco e doença de Bowen são: cirurgia excisional, crioterapia (por nitrogênio líquido), eletrocirurgia ou terapia fotodinâmica. Já a quimioterapia tópica, sobretudo com 5- fluoracil ou imiquimod, pode ser escolhida no caso de múltiplas e extensas áreas de doença de Bowen, principalmente se há algum impedimento do paciente para a realização da cirurgia. Radioterapia é também uma opção para pacientes mais velhos com lesão pequena e aqueles que não são candidatos à cirurgia. Já para casos de alto risco, as principais recomendações são: cirurgia excisional convencional ou cirurgia micrográfica de Mohs. Quando a excisão convencional for realizada, deve ser aplicada margem suficiente, de 0,5-0,6 cm, em superfície e profundidade. No caso de metástase linfonodal, deve ser realizada linfadenectomia e radioterapia.



Bibliografia:

Chartier TK; Stern RS. Treatment and prognosis of cutaneous squamous cell carcinoma. Uptodate,2011.

Lim, JL; Asgari M. Epidemiology and risk factors for cutaneous squamous cell carcinoma.Uptodate,2012.

Lim JL; Asgari M. Clinical features and diagnosis of cutaneous squamous cell carcinoma (SCC). Uptodate,2011.



Sampaio, Castro & Riviti. Dermatologia Básica. 3 ed, São Paulo, Artes Médicas, 2001.

Stern, RS. Epidemiology and clinical features of basal cell carcinoma.Uptodate,2011.

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