Área do conhecimento: 01. 01. 08-8 Pediatria Palavras-chave



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



FEBRE FOBIA: INTERFEÊNCIA DOS PAIS NO MANEJO DA FEBRE NA CRIANÇA

ZAPELINI DE BONA, Laís; DA LUZ SILVA, Isadora

BRANDÃO ALMEIDA, Guilherme

laiszapelini@gmail.com
Evento: Seminário de Ensino

Área do conhecimento: 4.01.01.08-8 - Pediatria
Palavras-chave Febre fobia, Criança, Febre.
1 INTRODUÇÃO

Schmitt [4] descreveu, pela primeira vez, a fobia da febre, ou seja, o medo excessivo dos pais quando estes estão diante da febre de suas crianças e isso independente do grau de instrução e da classe econômica que pertencem [3]. Ainda hoje, a febre é uma das maiores preocupações para os pais quando seus filhos encontram-se doentes, gerando uma grande procura por cuidados médicos e muitas vezes a automedicação das crianças por seus responsáveis. Na ausência de outros sinais e sintomas, os pediatras, por meio de medidas educacionais, deveriam tranquilizar os pais [1], recomendando outros meios para redução da temperatura, que podem incluir tratamentos não-farmacológicos e de barreiras. Neste sentido, o presente trabalho tem por objetivo esclarecer e alertar sobre a fobia da febre e como ela pode influenciar no manejo correto da febre em crianças.


2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO

O presente trabalho foi construído através de uma revisão de literatura recente de artigos nacionais, internacionais e recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria no período de maio a julho de 2013. Foram também pesquisados artigos em plataformas como ANA-SUS, Scielo e PubMed.


3 DISCUSSÃO

A febre é um problema comum que acomete a criança e que, geralmente, preocupa os pais (4). As fontes analisas mostraram que a fobia da febre encontra-se presente ainda hoje, evidenciando uma exagerada preocupação dos pais em relação a febre das suas crianças. Esse fato acaba levando os pais a cometerem atitudes incorretas com relação ao manejo da febre, inclusive a automedicação dos seus filhos com o intuito de reduzir o desconforto da criança e a ansiedade dos próprios pais (4]. Dessa forma, são necessárias mais informações, inclusive passadas dos pediatras para os pais, abordando a importância dessa alteração, manejo, uso de drogas e atitudes comportamentais, no intuito de diminuir as automedicações [6], consultas médicas desnecessárias e preocupações exageradas.



4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo permitiu verificar que os pais possuem pouco conhecimento e uma percepção errônea com relação à febre de seus filhos, evidenciando uma preocupação excessiva o que determina o que chamamos de febre fobia [5]. A baixa compreensão em torno desse assunto revela a necessidade de mais pesquisas que determinem com precisão o que os pais sabem sobre febre, o grau de ansiedade e medo associados e a forma como essa alteração é tratada [2], para que, a partir desses dados, programas voltados à instrução da comunidade sejam criados.


REFERÊNCIAS


  1. Baraff LJ, Bass JW, Fleisher GR, Klein JO, McCracken GH Jr, Powell KR et al. Practice guideline for the management of infants and children 0 to 36 months of age with fever without source. Agency for Health Care Policy and Research. Ann Emerg Med 1993 Jul; 22(7): 1198-210.




  1. Chiappini et al.: Parental and medical knowledge and management of fever in Italian pre-school children. BMC Pediatrics 2012 12:97. Disponível em: http://www.biomedcentral.com/1471-2431/12/97.




  1. Kramer MS, Naimark L, Leduc DG. Parental fever phobia and its correlates. Pediatrics 1985 Jun; 75(6): 1110-3.




  1. Rocha CT, Regis RR, Nelson-Filho P, Queiroz AM. Febre na infância: conhecimento, percepção e atitude materna. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo 2009 set-dez; 21(3): 244-51. Disponível em: http://www.cidadesp.edu.br/old/revista_odontologia/pdf/setembro_dezembro_2009/Unicid_21(3)_244_50_2009.pdf




  1. Schmitt BD. Fever phobia: misconceptions of parents about fevers. Am J Dis Child 1980 Feb; 134(2): 176-81.




  1. BECKHAUSER, Gabriela Colonetti et al.Utilização de medicamentos na Pediatria: a prática de automedicação em crianças por seus responsáveis. Rev. paul. pediatr. [online]. 2010, vol.28, n.3, pp. 262-268. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-05822010000300002&script=sci_arttext&tlng=pt

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