Quinta-feira, 30 de Setembro de 1993 NÚmero : 230/93 SÉrie i-a



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c) Imobilidade a 10º ... 0,20
d) Imobilidade entre 11º e 20º ... 0,21-0,25
Grau III - Grave (a imobilidade define-se pelo ângulo formado pelos elementos fixados e varia entre 20º e 30º):
e) Imobilidade a 20º ... 0,25
f) Imobilidade entre 21º e 30º ... 0,26-0,30
1.2.4 - Limitação (rigidez) dos movimentos da coluna dorso-lombar (não há fixação dos elementos constituintes, mas apenas bloqueio parcial do movimento dos seus elementos, ou seja, resistência à movimentação):
1.2.4.1 - No plano sagital, na flexão (a excursão máxima varia ente 0º e 90º):
Grau I - Ligeira:
a) Permite movimentos até 90º ... 0,00
b) Permite movimentos até 80º (resistência nos últimos 10º) ... 0,01
Grau II - Moderada:
c) Permite movimentos até 70º (resistência nos últimos 20º) ... 0,02
d) Permite movimentos até 60º (resistência nos últimos 30º) ... 0,03
e) Permite movimentos até 50º (resistência nos últimos 40º) ... 0,04
Grau III - Grave:
f) Permite movimentos até 40º (resistência nos últimos 50º) ... 0,05
g) Permite movimentos até 30º (resistência nos últimos 60º) ... 0,06
h) Permite movimentos até 20º (resistência nos últimos 70º) ... 0,07
i) Permite movimentos até 10º (resistência nos últimos 80º) ... 0,08
j) Quase ausência de movimento ... 0,12
1.2.4.2 - No plano sagital, na extensão:
Grau I - Ligeiro:
a) Permite movimentos até 30º ... 0,00
Grau II - Moderado:
b) Permite movimentos até 20º (resistência nos últimos graus) ... 0,01
Grau III - Grave (só permite movimentos entre 0º e 10º):
c) Permite movimentos até 10º (resistência nos últimos 20º) ... 0,02-0,08
d) Quase não permite movimentos ... 0,12
1.2.4.3 - No plano frontal ou inclinação lateral (20º para cada lado):
Grau I - Ligeiro:
a) Permite movimentos entre os 0º e 20º, oferecendo resistência entre 20º e 30º ... 0,02-0,04
Grau II - Moderado (só permite movimentos entre 0º e 10º) (resistência nos últimos 20º):
b) Só permite movimentos entre 0º e 10º ... 0,04-0,08
c) Quase imóvel ... 0,10-0,12
1.2.4.4 - No plano transversal ou na rotação (normal = 30º):
Grau I - Ligeiro (resistência entre 20º e 30º):
a) Movimentos até 30º (movimentos possíveis, mas com resistência) ... 0,00
b) A limitação dos movimentos situa-se entre 20º e 30º (boa mobilidade até 10º) ... 0,00-0,02
Grau II - Moderado (resistência entre 0º e 20º):
c) Até 20º a movimentação é possível, embora com resistência ... 0,02
d) A limitação dos movimentos situa-se entre 10º e 20º (sendo a mobilidade normal antes e depois) ... 0,03-0,04
Grau III - Grave (resistência entre 0º e 10º):
e) A resistência dos movimentos situa-se entre 2º e 10º (imóvel para além de 10º) ... 0,04-0,08
f) Quase imóvel ... 0,12
Nota. - A charneira lombo-sagrada está incluída no conjunto dorso-lombar.
2 - Tórax
Instruções específicas. - Nos traumatismos da caixa torácica os elementos determinantes da incapacidade são:
Algias que dificultem a excursão torácica ou impeçam os esforços;
Deformações da parede anterior com repercussão no mediastino;
Alterações da função respiratória;
Eventuais alterações cardiovasculares (funcionais ou orgânicas).
Aos coeficientes de desvalorização referentes às sequelas das lesões da parede torácica serão adicionados os resultantes das eventuais sequelas respiratórias e cardiovasculares, em termos da capacidade restante.
As alterações que não sejam da caixa torácica serão estudadas e quantificadas no respectivo capítulo («Pneumologia» e «Angiocardiologia»).
2.1 - Partes moles (com alteração da excursão respiratória):
a) Rotura, desinserção ou hipotrofia do grande ou pequeno peitoral (acrescentar a incapacidade derivada da alteração da função respiratória, se for caso disso) ... 0,02-0,08
b) Rotura ou instabilidade dos músculos intercostais (acrescentar a incapacidade derivada da alteração da função respiratória, se for caso disso) ... 0,00-0,03
2.2 - Fracturas do esterno:
a) Consolidada sem deformação ... 0,00
b) Consolidada com deformação acentuada e francamente dolorosa (a graduar de acordo com as características e exigências do posto de trabalho) ... 0,03-0,10
c) Consolidada com alteração da função respiratória ou cardíaca [v. «Angiocardiologia» e «Pneumologia» para quantificação da incapacidade cardíaca ou pulmonar, que será adicionada em termos da capacidade restante aos valores da alínea b)].
2.3 - Fractura de uma ou mais costelas:
a) Consolidada sem ou com ligeira deformação ... 0,00
b) Não consolidada, de uma ou mais costelas e francamente dolorosa (a graduar de acordo com as características e exigências do posto de trabalho) ... 0,02-0,10
c) Grave deformação ou instabilidade da parede torácica (para as sequelas da função respiratória, v. «Pneumologia», cujas incapacidades serão adicionadas de acordo com o princípio da capacidade restante) ... 0,05-0,15
Nota. - Independentemente do número de costelas, interessa a alteração funcional;
2.4 - Luxações condroesternais ou costovertebrais (a desvalorizar conforme as sequelas, de acordo com o n.º 2.3.).
3 - Cintura escapular
3.1 - Partes moles:
(ver documento original)
3.2.1 - Fractura da clavícula:
(ver documento original)
3.2.2 - Luxação da clavícula:
(ver documento original)
3.2.5 - Fracturas da omoplata. - A incapacidade será graduada de acordo com a limitação da mobilidade do ombro (v. n.º 3.2.7.3).
3.2.6 - Luxação recidivante do ombro (articulação escapulumeral):
a) A incapacidade será graduada de acordo com a frequência da ocorrência e o esforço do membro superior que a determina e o compromisso da mobilidade da articulação (v. n.º 3.2.7.2);
b) Idem, operado com êxito (a incapacidade será graduada de acordo com a mobilidade do ombro - v. n.º 3.2.7.2);
c) Artroplastia total do ombro (a desvalorizar de acordo com as sequelas).
3.2.7 - Mobilidade do ombro - anquilose e rigidez (v. figuras 1, 2, 3 e 4):
3.2.7.1 - Imobilidade (anquilose):
(ver documento original)
3.2.7.2 - Limitação da mobilidade do ombro (rigidez). - Além dos movimentos da articulação escapulumeral, participam nos movimentos do ombro as articulações escapulotorácica e acessoriamente a acromioclavicular e a esternoclavicular.
A amplitude dos movimentos mede-se a partir da posição anatómica de repouso do membro superior, pendendo ao longo do corpo (0º).
Os movimentos do braço, sendo muito variados e extensos, são fruto de seis movimentos fundamentais combinados: flexão-extensão (ante e retropulsão), que se realiza no plano sagital; abdução-adução, que se realiza no plano coronal, ou seja, no sentido do afastamento ou aproximação do corpo; rotação interna e externa, que se realizam à volta do eixo longitudinal do úmero.
Os limites da amplitude normal para os vários movimentos da articulação do ombro (cotovelo em extensão) são:
No plano sagital (figura 2):
Flexão (antepulsão) de 0º a 180º;
Extensão (retropulsão) de 0º a 60º;
(ver documento original)
No plano coronal (figuras 1 e 3):
Adução de 0º a 45º;
Abdução de 0º a 180º;
(ver documento original)
No plano horizontal (figuras 3 e 4):
Flexão horizontal de 0º a 135º;
Extensão horizontal de 0º a 45º.
(ver documento original)
Se a articulação contralateral for normal, deve servir de termo de comparação, como regra usual para todas as articulações.
A incapacidade será conforme a zona de variação da mobilidade do ombro (ângulo máximo de mobilidade ou extremos do ângulo de movimentação) com bloqueio total no resto da excursão.
3.2.7.2.1 - No plano sagital:
3.2.7.2.1.1 - Na flexão:
(ver documento original)
3.2.7.2.1.2 - Na extensão (retropulsão):
(ver documento original)
3.2.7.2.2 - No plano coronal:
3.2.7.2.2.1 - Adução:
(ver documento original)
3.2.7.2.2.2 - Abdução:
(ver documento original)
3.2.7.2.3 - Rotações - os limites das rotações são:
Rotação interna - de 0º a 80º;
Rotação externa - de 0º a 90º.
3.2.7.2.3.1 - Rotação interna:
(ver documento original)
3.2.7.2.3.2 - Rotação externa:
(ver documento original)
3.2.7.3 - Limitação conjugada da mobilidade (conjunto das articulações do ombro e cotovelo). - Admitem-se três graus:
(ver documento original)
3.3 - Perda de segmentos (amputações):
(ver documento original)
4 - Braço
4.1 - Partes moles. - A graduar conforme exigências do posto de trabalho.
Quando o posto de trabalho for exigente na integridade da força das massas musculares, a incapacidade será corrigida pelo factor 1,5.
(ver documento original)
4.2 - Esqueleto:
4.2.1 - Fractura da diáfise umeral, consolidada em posição viciosa:
(ver documento original)
4.2.2 - Encurtamento do braço:
(ver documento original)
4.2.3 - Pseudartrose do úmero (sem solução cirúrgica):
(ver documento original)
4.3 - Perda de segmentos (amputações):
(ver documento original)
5 - Cotovelo
Instruções específicas (v. a figura 5). - O cotovelo tem como principal movimento a flexão-extensão e participa também na pronação-supinação da mão, através dos movimentos de torção do antebraço. A limitação dos movimentos de pronação-supinação pode também estar ligada à limitação da mobilidade do antebraço e punho. Estas limitações são descritas nos capítulos do antebraço e punho (v. n.os 6 e 7).
A medição da amplitude dos movimentos do cotovelo faz-se a partir da posição anatómica de repouso já descrita para o braço, ou seja, membro superior pendente ao longo do corpo (0º) (figura 5).
A amplitude de flexão vai desde 0º até 145º (flexão completa do antebraço sobre o braço).
As posições de maior valor funcional para o cotovelo são as compreendidas entre 60º e 100º (ângulo favorável) por ser a variação que permite melhor vida de relação.
(ver documento original)
5.1 - Partes moles:
5.1.1 - Cicatrizes que limitam a extensão e permitem a flexão completa (v. n.º 5.2.2).
5.1.2 - Epicondilite e epitrocleíte:
(ver documento original)
5.2 - Esqueleto (lesões ósseas e articulares):
5.2.1 - Deformação do cotovelo em varo ou valgo:
(ver documento original)
5.2.2 - Limitações da mobilidade (rigidez) na flexão-extensão:
(ver documento original)
5.2.3 - Imobilidade do cotovelo (anquilose umerocubital):
5.2.3.1 - Imobilidade da articulação umerocubital, conservando os movimentos de torção do antebraço:
(ver documento original)
5.2.3.2 - Imobilidade da articulação do cotovelo e limitação dos movimentos de torção do antebraço. À incapacidade prevista no n.º 5.2.3.1 adicionam-se as incapacidades referentes à pronação-supinação do antebraço (v. «Antebraço» e «Punho», n.os 6.2.1, 7.2.2.3 e 7.2.2.4).
(ver documento original)
5.2.5 - Ressecção da cabeça do rádio (v. n.º 6.2.7).
(ver documento original)
5.2.8 - Prótese total (endoprótese) do cotovelo:
(ver documento original)
6 - Antebraço
6.1 - Partes moles:
(ver documento original)
6.1.2 - Retracção isquémica dos músculos do antebraço (Volkmann) (a incapacidade será a que resultar da limitação dos movimentos do punho e da mão - v. «Mão», n.º 8.1.4).
6.2 - Esqueleto:
6.2.1 - Fractura consolidada em posição viciosa de um ou dos dois ossos do antebraço (a incapacidade a atribuir será definida pela pronação-supinação da mão - v. «Punho», n.os 7.2.2.3 e 7.2.2.4).
6.2.2 - Limitação dos movimentos de torção do antebraço (pronação e supinação - v. n.os 7.2.2.3 e 7.2.2.4).
6.2.3 - Imobilidade do antebraço (perda dos movimentos de rotação do antebraço, com a mão imobilizada):
(ver documento original)
6.2.4 - Pseudartrose do rádio (sem correcção cirúrgica):
(ver documento original)
6.2.5 - Pseudartrose do cúbito (sem correcção cirúrgica):
(ver documento original)
6.2.6 - Pseudartrose de dois ossos (sem correcção cirúrgica):
(ver documento original)
6.2.7 - Ressecção da cabeça do rádio:
(ver documento original)
6.2.10 - Perda de segmentos (amputações):
(ver documento original)
6.2.11 - Prótese:
a) Cosmética (a desvalorizar pelo n.º 6.2.10);
b) Eficaz do ponto de vista funcional (a graduar de acordo com a operacionalidade da prótese - v. «Instruções específicas» e gerais).
7 - Punho (figuras 6, 7 e 8)
Instruções específicas. - A medição da amplitude dos movimentos de flexão e extensão do punho faz-se a partir da posição anatómica de repouso (posição neutra) de 0º. A extensão vai em média até aos 70º e a flexão até 80º.
A medição da amplitude dos movimentos de pronação e supinação faz-se a partir da posição neutra de 0º (o examinando de pé, braço pendente, cotovelo flectido a 90º e mão no prolongamento do antebraço com o polegar para cima).
A amplitude de cada um destes movimentos é de 80º a 90º.
Os movimentos de pronação e de supinação fazem-se à custa das articulações radiocubital superior e radiocubital inferior.
7.1 - Partes moles:
7.1.1 - Cicatrizes viciosas. - Se causarem incapacidade, estas serão graduadas de acordo com o grau de mobilidade articular (n.º 7.2.2). Se a cicatriz for disforme e prejudicar a estética e esta for imprescindível ao desempenho do posto de trabalho, a incapacidade será corrigida pelo factor 1,5 (v. «Dismorfias»).
7.2 - Esqueleto (sequelas osteoarticulares):
7.2.1 - Factura ou pseudartrose da apófise estilóide do cúbito (não confundir com sesamóide):
(ver documento original)
7.2.2 - Limitação da mobilidade (rigidez) do punho (figura 7):
7.2.2.1 - Extensão (dorsiflexão):
(ver documento original)
Fig. 7
Flexão palmar e flexão dorsal
7.2.2.2 - Flexão (flexão palmar):
(ver documento original)
7.2.2.3 - Pronação (figura 6):
(ver documento original)
Fig. 6
Pronação-supinação
7.2.2.4 - Supinação (figura 6):
(ver documento original)
7.2.2.5 - Limitação axial dos movimentos do punho (figura 8):
(ver documento original)
Fig. 8
Desvio interno e externo
7.2.2.6 - Hipomobilidade por artrose com impotência funcional (v. n.os 7.2.2.1 e seguintes).
Quando a dor for objectivável, a incapacidade será corrigida pelo factor 1,5.
7.2.3 - Imobilidade do punho (anquilose):
7.2.3.1 - Imobilidade radiocárpica com pronação e supinação livres:
(ver documento original)
7.2.3.2 - Imobilidade radiocárpica, com limitação da pronação e supinação. Às incapacidades previstas no n.º 7.2.3.1 adicionam-se as constantes nos n.os 7.2.2.3 e 7.2.2.4, de acordo com o princípio da capacidade restante.
7.2.3.3 - Ressecções ósseas do carpo:
(ver documento original)
7.2.3.4 - Artrose pós-traumática (a incapacidade será graduada de acordo com o grau de mobilidade do punho (n.º 7.2.2) e a objectivação da dor [v. n.º 7.2.1, alínea b)].
(ver documento original)
7.3 - Sequelas neurológicas do punho (v. «Neurologia», n.os 6.17, 6.18 e 6.19).
8 - Mão
Instruções específicas. - A adição de incapacidade, quando for caso disso, terá lugar segundo o princípio da capacidade restante, salvo os casos adiante expressamente regulados.
8.1 - Partes moles:
8.1.1 - Cicatrizes viciosas. - A incapacidade é graduada em função da deformação e do grau de mobilidade dos dedos atingidos (v. «Dismorfias» e «Mobilidade dos dedos», n.º 8.4.)
8.1.2 - Retracção cicatricial do primeiro espaço intermetacárpico (abdução do polegar limitada) (figura 9):
(ver documento original)
8.1.4 - Retracção isquémica de Volkmann:
(ver documento original)
Fig. 9
Abdução do polegar
8.1.5 - Secção de tendões (as incapacidades expressas já incluem a impotência funcional devida à dor, à deformação e à limitação da mobilidade):
8.1.5.1 - Secção dos tendões do polegar (1.º dedo):
(ver documento original)
8.1.5.2 - Secção dos tendões flexores superficial e profundo (extensão permanente de 2.ª e 3.ª articulações):
(ver documento original)
8.1.5.3 - Secção do tendão flexor profundo (falangeta em extensão com deficiência dinâmica no enrolamento do dedo):
(ver documento original)
8.1.5.4 - Secção dos tendões extensores no dorso da mão (falange em semiflexão com possibilidade de extensão das outras falanges por acção dos músculos intrínsecos):
(ver documento original)
8.1.5.5 - Secção do tendão extensor no dorso da 1.ª falange (secção da lingueta média do aparelho extensor que causa tardiamente a «deformidade em botoeira»):
(ver documento original)
8.1.5.6 - Secção do tendão extensor no sector terminal (falangeta em flexão ou «dedo em martelo»):
(ver documento original)
8.2 - Esqueleto. - As incapacidades expressas já contemplam a dor, a impotência funcional, a deformação e a hipomotilidade.
8.2.1 - Fracturas da base do 1.º metacárpio (Bennett e Rolando):
(ver documento original)
8.2.2 - Fractura da diáfise do 1.º metarcápico:
(ver documento original)
8.2.3 - A fractura consolidada em posição viciosa do 2.º, 3.º, 4.º ou 5.º metacárpicos (só determina incapacidade quando originar saliência dorsal notória, rotação anormal ou preensão dolorosa):
(ver documento original)
8.2.4 - Fracturas de falanges. - As incapacidades adiante expressas já incluem as alterações da mobilidade, a deformação axial notória e a pseudartrose (a pseudartrose do tufo distal das falangetas, por não se traduzir em diminuição da função para o trabalho, não origina incapacidade, salvo se associada a outra sequela):
(ver documento original)
8.3 - Imobilidade (anquilose) (figuras 9 a 17):
Instruções específicas. - No polegar a posição ideal da anquilose é de 25º de flexão para a metacarpofalângica (1.ª articulação) e de 20º para a interfalângica (2.ª articulação).
Nos restantes dedos a posição ideal da anquilose é de 20º a 30º para a metacarpofalângica (1.ª articulação), de 40º a 50º para a interfalângica proximal (2.ª articulação) e de 15º a 20º para a interfalângica distal ou 3.ª articulação.
A incapacidade a atribuir será tanto mais elevada quanto for o desvio relativamente aos valores considerados ideais.
Neste caso, as incapacidades parciais adicionam-se aritmeticamente, e não segundo o princípio da capacidade restante.
As figuras 9 a 17 representam os limites da excursão das articulações atrás referidas.
Flexões das articulações dos dedos
(ver documento original)
8.3.1 - Imobilidade (anquilose) no polegar:
(ver documento original)
8.3.2 - Imobilidade (anquilose) no indicador:
(ver documento original)
8.3.3 - Imobilidade (anquilose) no médio:
(ver documento original)
8.3.4 - Imobilidade (anquilose) no anelar:
(ver documento original)
8.3.5 - Imobilidade (anquilose) no auricular:
(ver documento original)
8.3.6 - Imobilidade (anquilose) de todos os dedos:
(ver documento original)
8.4 - Limitação da mobilidade (rigidez) dos dedos (figuras 9 a 17):
Instruções específicas. - Havendo variações individuais, o melhor padrão é a mão contralateral. Se esta não for normal, são tomados como referência para avaliar a mobilidade os seguintes parâmetros:
A amplitude de movimentos no polegar, medida a partir da posição neutra (extensão completa), que é de 50º para a articulação metacarpofalângica (1.ª) e de 80º para a articulação interfalângica (2.ª);
Nos restantes dedos, partindo da extensão (posição neutra), a amplitude de movimentos é:
90º de flexão na 1.ª articulação;
100º na 2.ª articulação;
80º de flexão na 3.ª articulação;
As incapacidades serão quantificadas de acordo com os ângulos de flexão das diversas articulações, tendo em atenção os valores padrão da mobilidade atrás referidas, sendo o mínimo até 50% do limite da amplitude e o máximo para além de 50% da amplitude dos movimentos;
Os movimentos mais úteis nas articulações dos dedos são os que vão da semiflexão à flexão completa. Os últimos 5º de flexão ou extensão são funcionalmente irrelevantes e por isso não determinam incapacidade.
8.4.1 - Limitação da mobilidade (rigidez) do polegar:
(ver documento original)
8.4.2 - Limitação da mobilidade (rigidez) do indicador:
(ver documento original)
8.4.3 - Limitação da mobilidade (rigidez) do médio ou do anelar:
(ver documento original)
8.4.4 - Limitação da mobilidade (rigidez) no mínimo (a atribuir quando for essencial ao desempenho do posto de trabalho):
(ver documento original)
8.5 - Perda de segmentos (amputações). - A polpa que reveste a falange distal é um segmento importante para a discriminação táctil e por isso deve ser valorizada quando a sensibilidade táctil for indispensável ao desempenho do posto de trabalho, como, por exemplo: a cirurgia, os trabalhos de precisão, a avaliação do fino relevo de superfícies, etc.
Por isso a perda total da sensibilidade, sobretudo nos dedos polegar, indicador e médio, decorrentes de lesão nervosa ou de destruição tegumentar, deve ser considerada requisito essencial. Nestes casos, para efeitos de incapacidade, deve considerar-se como equivalente à perda funcional do respectivo segmento (falangeta).
Para efeitos de incapacidade, o coto mal almofadado será considerado como uma cicatriz dolorosa, quando se tratar de um coto hipersensível à pressão.
Nos restantes dedos as perdas parciais das falangetas (polpa), desde que não sejam essenciais ao desempenho do posto de trabalho, não determinam atribuição de incapacidade. Só quando as perdas polpares forem factor estético ou cosmético relevante e limitativo para o desempenho do posto de trabalho (por exemplo, relações humanas ou equiparáveis) é de atribuir-se incapacidade.
Estas perdas são avaliadas como cicatrizes (v. «Dismorfias», n.º 1.4.7).
8.5.1 - Perdas do polegar (1.º dedo):
(ver documento original)
8.5.3 - Perdas no médio (3.º dedo):
(ver documento original)
8.5.4 - Perdas no anelar (4.º dedo):
(ver documento original)
8.5.5 - Perdas no auricular (5.º dedo):
(ver documento original)
8.5.6 - Perda dos quatro últimos dedos com ou sem metacárpicos:
(ver documento original)
9 - Bacia
9.1 - Partes moles:
9.1.1 - Cicatrizes. - Quando a estética for requisito essencial para o desempenho do posto de trabalho (v. «Dismorfias»).
9.1.2 - Rotura da inserção inferior ou deiscência dos rectos abdominais (hérnias da linha branca - v. «Dismorfias», por analogia, n.º 1.4.6).
9.2 - Esqueleto-cintura pélvica:
9.2.1 - Sacro:
a) Disjunção da articulação sacro-ilíaca ... 0,10-0,25
b) Lesões nervosas radiculares (v. «Neurologia», n.º 6.2).
9.2.2 - Cóccix. - As fracturas ou luxações deste osso podem originar sequelas dolorosas que tendem a melhorar com o decorrer do tempo (coccicodínea):
a) Fracturas ou luxações assintomáticas só reveladas por exame radiológico ... 0,00
b) Fracturas ou luxações dolorosas que impeçam a permanência na posição de sentado, na posição de cócoras ou que se traduzam na impossibilidade de utilizar o selim de velocípedes ou equiparáveis ... 0,05-0,10
9.2.3 - Ossos ilíacos:
a) Fracturas sem rotura do anel pélvico (fractura por avulsão, fractura parcelar da asa do ilíaco, fractura dos ramos do púbis, quando provoquem dores persistentes) ... 0,05-0,10
b) Fractura ou fractura-luxação como rotura do anel pélvico (fractura vertical dupla, fractura com luxação simultânea da sínfise púbica ou da articulação sacro-ilíaca ou luxação pélvica tipo Malgaigne, etc.), segundo a objectivação das dores, o prejuízo da marcha e o grau de dificuldade no transporte de graves ... 0,10-0,25
c) Quando qualquer das características da fractura anterior interferir gravemente com o desempenho do posto de trabalho, a incapacidade será corrigida pelo factor 1,5.



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