Questões Preparatórias



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Rinossinusites e suas Complicações Seminários ORL HCFMUSP-2015

Questões Preparatórias


  1. Como é feito o diagnostico das Rinossinusites?

  2. Qual o tratamento proposto para os diferentes tipos de Rinossinusites?

  3. Quando devemos iniciar o tratamento com antibioticoterapia?

  4. Quando devemos indicar procedimento cirúrgico nos casos de Rinossinusites?

  5. Quais as principais complicações associadas as Rinossinusites?


Rinossinusite Aula Teórico - Prática
Rinite alérgica:

  • Diagnóstico clínico

  • História, antecedentes pessoais e familiares de atopia

  • Exame físico – Palidez de mucosa nasal

  • Respirador bucal

  • Pesquisa de IgE específica positiva (Teste cutâneo / RAST




  • Tratamento clínico

  • Higiene

  • ambiental

  • lavagem nasal

  • Farmacoterapia

  • sintomáticos

  • anti-histamínicos; descongestionantes; anti-leucotrienos; anticolinérgicos

  • “preventivos” / antiinflamatórios

  • cromoglicato dissódico; corticosteróides; anti-IgE

  • Imunoterapia


Rinossinusite

  • Sintomas Clínicos

  • Obstrução / congestão nasal

  • Secreção nasal purulenta anterior / posterior

  • Anosmia / hiposmia

  • Cefaléia / pressão facial




  • Aguda (sintomas por até 12 semanas):

  • Streptococcus pneumoniae

  • Haemophilus influenzae

  • Moraxella catarrhalis

  • Outros estreptococos

  • Anaeróbicos

  • Staphylococcus aureus




  • Crônica (sintomas por mais de 12 semanas):

  • Aeróbicos

  • Staphylococcus aureus

  • Staphylococcus coagulase negativo



  • Anaeróbicos




  • Tratamento medicamentoso

  • Aguda:

  • Amoxicilina

  • Amoxicilina + Clavulanato

  • Cefprozil

  • Cefpodoxime proxetil

  • Acetil Cefuroxime

  • Claritro / Eritro / Azitromicina

  • Sulfametoxazol / trimetoprim

  • Gatifloxacina

  • Levofloxacina

  • Moxifloxacin

  • Ceftriaxone

  • Crônica

  • Amoxilina + Ac Clavulânico

  • Sultamicilina

  • Clindamicina

  • Metronidazol




  • Pesquisa diagnóstica

  • Aguda – pesuisa diagnóstica

  • evolução de quadro inflamatório agudo

  • Rinites

  • Corpo estranho

  • Poluentes ambientais

  • outros




  • Crônica - Pesquisa diagnóstica:

  • Teste cutâneo de hipersensibilidade

  • Na+ / Cl- no suor

  • Imunoglobulinas

  • Biópsia e microscopia eletrônica

  • EDA / Laringoscopia

  • Tomografia computadorizada de seios paranasais




  • Tratamento clínico coadjuvante

  • Lavagem nasal

  • Solução isotônica

  • Solução hipertônica

  • Descongestionantes

  • Anti-histamínicos

  • Corticosteróides

  • Tópicos

  • sistêmcios




  • Tratamento cirúrgico

  • complicações

RINOSSINUSITES E SUAS COMPLICAÇÕES

  1. INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES



Rinossinusite é todo processo inflamatório da mucosa de revestimento da cavidade nasal e dos seios paranasais. Esta resposta inflamatória representa uma reação a um agente físico, químico ou biológico (bacteriano, fúngico ou viral), como também pode ser decorrente de mecanismos alérgicos. O termo rinossinusite é atualmente consensual, pois dificilmente existe inflamação do seio paranasal sem acometimento da mucosa nasal1.


Segundo o EPOS (European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps), a rinossinusite em adultos se define como: inflamação do nariz e dos seios paranasais caracterizada por dois ou mais dos seguintes sintomas, sendo obrigatória a presença de um dos dois primeiros:

  • Obstrução/bloqueio/congestão nasal

  • Descarga nasal (gotejamento nasal anterior/posterior)

  • Dor ou pressão facial

  • Diminuição ou perda do olfato

A definição de rinossinusite para uso em estudos epidemiológicos e para prática clínica tem como base a sintomatologia sem exame otorrinolaringológico e/ou radiológico.

Sinais endoscópicos que pode ser encontrados são:

- Pólipos e/ou

- Secreção mucopurulenta, principalmente do meato médio e/ou

- Edema/obstrução mucosa, principalmente do meato médio.. Além disso, pode haver alterações na TC, como alterações mucosas no complexo ostiomeatal ou nos seios paranasais.

Em crianças, a definição se difere apenas nos sintomas, que devem ser 2 ou mais dos seguintes, sendo a presença de um dos dois primeiros obrigatória:



  • Obstrução / congestão nasal

  • Rinorréia anterior/posterior

  • Dor facial

  • Tosse

  1. FISIOPATOLOGIA

A patogênese da rinossinusite é multifatorial e envolve uma complexa interação entre mecanismos de defesa do hospedeiro e o agente agressor. Existem três fatores fundamentais na fisiologia normal dos seios paranasais: a qualidade das secreções nasais, a função ciliar e a patência dos óstios1.

  1. O muco é constituído primariamente por mucoglicoproteínas, imunoglobulinas (IgA e IgE), além de lisozimas e lactoferrinas. A inflamação estimula a conversão de células ciliadas para Goblet cells, tornando o muco mais espesso e conseqüentemente dificultando sua remoção e facilitando o crescimento bacteriano.

  2. O transporte mucociliar funciona como uma barreira para a infecção. A interrupção deste transporte é um importante fator na patogênese da rinossinusite. Uma vez que partículas ou corpos estranhos penetram nos seios paranasais, o sistema de clearance mucociliar drena para os óstios naturais dos seios em conseqüência da ação coordenada do batimento ciliar, que em condições normais encontra-se maior que 700 batimentos/minuto. Durante um processo inflamatório, o clearance mucociliar encontra-se comprometido, pois além da secreção nasosinusal tornar-se mais espessa, o batimento ciliar decai para menos de 300 por minuto.

  3. O tamanho do óstio sinusal varia para os diferentes seios paranasais, podendo ser tão pequeno quanto 1 a 2 mm. A patência desses óstios parece ser um dos principais fatores na patogênese das rinossinusites. A obstrução do óstio sinusal, parcial ou completa, resulta em estagnação de secreções, queda do pH e da tensão de oxigênio dentro do seio, favorecendo o crescimento bacteriano. Como o diâmetro do óstio do seio etmoidal é o menor, este seio torna-se um dos mais susceptíveis a infecção. Qualquer evento que obstrui as células etmoidais anteriores pode resultar numa inflamação suficiente para envolver o infundíbulo etmoidal (via comum de drenagem dos seios paranasais anteriores) e conseqüentemente acometer os seios frontal e maxilar.





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