Prótese total



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Disciplina de Prótese Total

E.T.E. Philadelpho Gouvea Netto
Osso:
Maxilar :

É um osso que compõe o terço inferior da face, responsável juntamente com outros ossos, pelo suporte facial. É nele que estão dispostos os dentes naturais superiores e a cavidade nasal, responsável pela respiração e a cavidade orbital. É a área limítrofe superior da cavidade oral, formando o palato (céu da boca), que é responsável pelo limite posterior da cavidade oral e da prótese total.

É composta por um corpo e quatro processos:


  1. Processo Frontal : processo que vai se ligar ao osso frontal.

  2. Processo Alveolar: no qual estão os alvéolos dentais.

  3. Processo Palatino: processo no qual vai se ligar ao osso palatino.

  4. Processo Zigomático: processo no qual se liga ao osso zigomático ou malar.

O processo alveolar onde estão os dentes, têm algumas características, onde o osso contorna as raízes dentais e onde temos o pilar canino (área de suporte facial) e estas áreas são chamadas de bossas(saliências) e fossas( depressões ósseas) .

Dentro do corpo da maxila temos uma região oca chamada seio maxilar, onde algumas pontas de raízes dos dentes superiores se alojam, dependendo do tamanho do seio (e é onde ocorre um dos tipos de sinusite).

Na região posterior da maxila temos uma área importante chamada de túber da maxila ou tuberosidade maxilar, onde se encontra o sulco hamular, responsável pelo limite posterior da área chamada superior.

O corpo da maxila contém quatro faces:


  1. Uma posterior - tuberosidade maxilar

  2. Uma anterior - limitada pelo processo alveolar anterior e espinha nasal anterior.

  3. Uma lateral - face externa.

  4. Uma medial - face interna ou nasal.

É um osso estático (sem movimentação), mas de grande importância para a composição facial e suas funções. Por ela passam inúmeros vasos e nervos responsáveis pela irrigação e inervação da face.

Nervo principal responsável:

Alveolar superior Posterior

Médio


Anterior
Outras estruturas importantes de uso protético:

  • espinha nasal anterior

  • espinha nasal posterior

  • papila incisiva

  • foramen incisivo

  • arborescência palatina

  • sulco hamular

  • foramens palatinos maiores e menores

  • rafe mediana


Mandíbula:


A mandíbula é um osso ímpar (único) que exerce várias funções:

  • suporte facial

  • mastigação (movimentação)

  • suporte para dentes inferiores e inserções musculares.

A mandíbula é composta basicamente por um corpo e ramos.

Possui três processos:


  1. Processo coronóide;

  2. Processo condilar;

  3. Processo alveolar.

O processo condilar, onde temos o côndilo da mandíbula é responsável juntamente com outros ossos pela formação da articulação têmporo-mandibular a qual permite os movimentos de protusão, retrusão e lateralidades da mandíbula, abertura e fechamento da boca.

O processo coronóide é onde se insere basicamente o músculo temporal, já no processo alveolar é onde estão dispostos os dentes inferiores.

A mandíbula contém vários acidentes anatômicos importantes para a P.T. tais como:



  • Linha oblíqua externa

  • Linha oblíqua interna

  • Trígono retro-molar

  • Apófise geni

  • Protuberância mentoniana

  • Papila piriforme


MÚSCULOS

Os músculos se dividiram neste estudo em três categorias: Mímicos, mastigatórios e auxiliares da mastigação.




  1. Músculos Mímicos:

1- Orbicular dos lábios: se divide em dois feixes

- semi-orbicular superior: transversalmente estendido de uma a outra comissura labial, preenchendo todo o espaço entre a borda livre do lábio e a base do nariz.

- semi-orbicular inferior: análogo ao superior, ocupa todo o espaço livre entre o corte inferior e o sulco que divide o lábio e o queixo (mento).

Inserção - comissura labial bilateral.

Ação - Cerra a rima bucal, age na sucção, sopro, assovio, beijo, etc.
2-Elevador Comum do Lábio Superior e Asa do Nariz

Inserção - no processo frontal, desce e se divide em feixe para a asa do nariz e feixe para o lábio superior, seguindo o sulco naso-geniano,

Ação - elevar a asa do nariz e lábios superiores.
3-Elevador próprio dos lábios superiores

Inserção - abaixo da borda do olho indo até a região do lábio superior (semi-orbicular superior).

Ação - eleva a porção média dos lábios.
4-Canino ou elevador do ângulo da boca:

Inserção - fossa canina (pilar canino) indo até a comissura labial.

Ação - elevar para cima e para dentro a comissura labial.
5-Zigomático menor ou malar menor:

Inserção - face externa do malar (zigomático) indo até o lábio superior.

Ação - traciona para cima e para fora a comissura labial (parte média do lábio).
6- Zigomático maior ou malar maior

Inserção – face externa do malar (zigomático) indo até a comissura labial

Ação – traciona para cima e para fora a comissura labial
7- Triângulo dos lábios ou depressor da comissura labial:

Inserção - região anterior e mediana da linha oblíqua externa e vai até a comissura labial.

Ação - abaixar a comissura labial, denotando tristeza.
8- Quadrado da barba ou depressor do lábio inferior:

Inserção - embaixo do triangular dos lábios, vai até a borda livre do lábio inferior.

Ação - dobrar o lábio inferior para fora e para baixo.

9- Bucinador :

Inserção - bordo alveolar, na região dos terceiros molares e se estende até a comissura labial. Possui dois feixes que se inter-cruzam.

Ação - levam para trás a comissura labial, aumentando assim o diâmetro transversal da boca. Na mastigação comprimem os alimentos para a região mais interna da boca e dos dentes.


B - Músculos mastigatórios

l- Temporal:

Inserção - toda a extensão do osso temporal, indo até o processo coronóide. Contém três feixes: o anterior, o médio e o posterior.

Ação - elevar a mandíbula (anterior e medialmente).


2) Masseter: dois fascículos - feixe superficial.

Feixe profundo.

Inserção - osso zigomático, vai até o ângulo da mandíbula.

Ação - elevar a mandíbula.


3) Pterogoídeo Medial:

Inserção - Parte interna da tuberosidade maxilar (fossa pterigomaxilar) vai até a porção interior do ramo da mandíbula.

Ação - elevador da mandíbula que auxilia os movimentos da tuberosidade.
4) Pterogoídeo Lateral : dois feixes, um superior e um inferior.

superior - inserção - fossa zigomática, vai até a parte interna do côndilo.

Inferior - inserção - processo pterigomaxilar (que está ao lado da tuberosidade) e vai até a face interna do processo condilar.

Ação - quando se contraem os dois ao mesmo tempo (um de um lado e outro de outro) temos

movimento de protusão. Quando se contrai um só, temos movimento de lateralidade.


C - MÚSCULOS AUXILIARES DA MASTIGAÇÃO





  1. Ventre Anterior do digástrico:-

Inserção - borda inferior da mandíbula que vai até o osso hióide.

Ação - ajuda no abaixamento da mandíbula, na mastigação e ajuda a elevar o osso hióide na hora da degustação.




  1. Milohióide :

Inserção - se insere na linha oblíqua interna da mandíbula e se junta na linha mediana na rafe aponeuvrótica central.

Ação - abaixa a mandíbula, eleva a língua e o osso hióide.




  1. Geni-hióide:

Inserção - apóface geni, vai ate o osso hióide.

Ação - a mesma do ventre anterior do digástrico.




LIMITES DA ÁREA CHAPEÁVEL

O objetivo do estudo da área chapeável é conhecer a extensão máxima da boca desdentada, que poderá ser recoberta pela prótese total (= área chapeável).

A importância da delimitação correta é porque a retenção e o conforto da prótese total estão diretamente ligados à extensão da área chapeável.

Delimitação da Maxila
Freio labial superior (contorna excluindo)

linha do fundo do saco do vestíbulo

freio labial superior - que é uma das inserções do músculo Bucinador também ser aliviado

passa pelo sulco hamular e atinge a região do palato; na porção posterior,

passa pela linha entre o palato duro e palato mole

e assim por diante pelo lado contrário e pelas mesmas estruturas.


Área chapeável inferior:
Freio do Lábio Inferior

fundo de saco

freio labial inferior (inserção no Bucinador)

Linha oblíqua externa

Papila piriforme (fica em cima trígono retro-molar)

Linha oblíqua interna

Assoalho da boca

freio lingual até o início da linha oblíqua interna do outro lado.




ZONAS DA ÁREA CHÁPEAVEL



A) Zona de suporte principal: É a região destinada a suportar a carga mastigatória, ocupando toda a crista do rebordo alveolar de uma extremidade à outra.

Tamanho - grande, médio, pequeno.

Altura - alto, médio, baixo.

Formato - triangular, oróide, quadrado, etc.



A.1.- Zona de suporte principal superior - de uma a outra tuberosidade, englobando o pálato.

A.2.- Zona de Suporte Principal inferior - de uma a outra papila periforme

B) Zona de Suporte Secundário : É também uma zona que ajuda a absorver a carga mastigatória, desempenhando ainda outra função importante, que é a de imobilizar a Prótese total no sentido horizontal, ás custas das vertentes Vestibulares linguais e Palatinas do rebordo, assim, a prótese total fica encavalada sobre o rebordo.

B.1.- Zona de Suporte Secundário Superior - vertente -vestibular palatina do rebordo superior .

B.2.- Zona de Suporte Secundário Inferior - vertente - vestibular e lingual do rebordo inferior.
C) Zona de Selado periférico : é uma região de 2 a 3 mm de largura que contorna a área chapeável em toda a extenção, com exceção da área posterior, que se localiza na região de mucosa móvel. A função primordial dessa área é manter o vedamento periférico, para impedir que se quebrem as forças de adesão, coesão, tensão superficial e pressão atmosférica, fatores esses que auxiliam na retenção da prótese total.

Músculos que se inserem nessa região:



  • superior - freio do lábio superior

músculos oblíquos dos lábios (semi-orbicular sup.)

músculo bucinador.



  • inferior - freio do lábio inferior.

Músculo orbicular dos lábios (semi-orbicular inf.)

Músculo bucinador.

Músculo quadrado da barba.

*** OBS - todos na face externa.

No lado interno : freio da língua e milohióide (assoalho da boca).
D) Zona de Selado Posterior: É a zona que veda a porção posterior da área chapeável.

Função - vedar.



Superior - atrás da tuberosidade e entre a linha do pálato duro e pálato mole, até o outro lado.

Inferior - atrás da papila piriforme de cada lado.

Vedar - zona selado inferior, ou seja, atrás da papila.




  1. Zona de Alívio : São regiões da área chapeável que devem ser aliviadas na moldagem e confecção da prótese total, para que o paciente não se machuque quando do uso da prótese, evitando-se assim, problemas posteriores.


Zona de alívio superior - arborescência ou rugosidade palatina

- rebordo em lâmina de faca.

- tórus palatino

Zona de alívio inferior - porção posterior da L.O.I.

- rebordo em lâmina de faca

- áreas relativas do rebordo

- tórus mandibular



MOLDEIRA INDIVIDUAL

Moldagem em P.T. é um conjunto de ato clinico e laboratorial que visão obter uma impressão exata e detalhada da área chapeável por meio de materiais próprios e moldeiras adequadas.

Conceito de moldagem perfeita da boca desdentada para P.T. é muito diferente da moldagem perfeita de uma cavidade bucal para próteses fixas e removíveis.

Para fixas e removíveis o problema é reproduzir com fidelidade e sem deformação no dente e algumas vezes o rebordo já que este (dente) é um corpo sólido, indeformável sob ação do material de moldagem.

No caso da boca desdentada a fibro-mucosa que reveste a área de suporte, altera-se diante durante a moldagem com a ação do material e alem disso modifica-se ainda durante os esforços mastigatórios por isso da maior dificuldade em registrar com perfeição os limites da área chapeável .

Devido a essa dificuldade passa-se a fazer uso de artifícios; e um dos mais usados é de duas moldagens.




MOLDAGEM INICIAL (ANATÔMICA) OU PRELIMINAR

Os objetivos da moldagem inicial é de:



  • cópia da conformação geral da boca

  • afastamento da mucosa móvel ao máximo possível, recebendo ao mesmo tempo as suas impressões em um estado de tenção.

  • com sua moldagem obtemos: uma delimitação correta da área chapeável , registro da tonicidade das

  • inserções musculares na zona selada periféricas se há ou não necessidade de cirurgia pré-protética e confecção da moldagem individual.


MOLDEIRAS EM GERAL




  1. Estoque - são aquelas encontradas no comércio prontas, em jogos de tamanho padrão, feitos de várias maneiras e em vários tamanhos.




  1. Individual - são feitas especialmente para uma determinada boca, geralmente em resina acrílica, podendo ser feita em godiva, em metal de baixa fusão, dependendo do caso.

A moldeira usada para moldagem anatômica é a de estoque para desdentados, geralmente feita em aço inox e individualizadas, isto é, alguns procedimentos são realizados para fazer com que elas se adaptem melhor à boca do paciente como por exemplo, se usarmos godiva ou cera. A moldeira individual é confeccionada após a delimitação da área chapeável e alívio das áreas de alívio.

Os materiais necessários para confecção são:


  1. lápis

  2. isolante para resina

  3. pincel tamanho médio

  4. pote com tampa para resina

  5. pote dappen

  6. resina/polímero e monômero/auto-polimerizado

  7. espátula 24

  8. lamina de cera 7

  9. pedras para desgaste de resina

  10. tira de lixa

  11. mandril para lixa

  12. algodão

  13. modelo anatômico



MODELO EM P.T


  1. Modelo de arquivo: Destina-se à documentação de casos interessantes, casos raros, casos anormais, etc, afim de ilustrar aulas, conferencias, palestras.

  2. Modelo de estudo ou planejamento: Este modelo complementa e auxilia o exame clínico e é neste modelo que temos informações precisas como por exemplo o espaço protético, condições da área chapeável, auxilia a indicação de cirurgias pré-protéticas.

  3. Modelo anatômico: É aquele que teve origem na moldagem anatômica da boca desdentada. Nos da informações da extenção da área chapeável, interferências das inserções musculares, tamanho, forma e altura do rebordo.

  4. Modelo funcional: É aquele que provem da moldagem funcional, é utilizada para a confecção da base de prova, posteriormente serve como matriz de acrilização da P.T.



MOLDAGEM FUNCIONAL
Moldagem funcional é um ato clínico realizado pelo cirurgião dentista para que se obtenha posteriormente o modelo funcional do qual servirá de base (matriz) para acrilização da P.T.

É a Segunda moldagem e é uma moldagem mais delicada onde interessa reproduzir os detalhes anatômicos da área chapeável, "comprimindo" as zonas ditas de compressão, aliviando as zonas de alívio e registrando exatamente as inserções musculares em função as quais se insere no limite da área chapeável.

Essa moldagem tem por finalidade:


  1. Obter a retenção do aparelho;

  2. Libera uniformidade do assentamento da base da P.T.

  3. Satisfazer o conforto do paciente.

Para se fazer essa moldagem o cirurgião dentista utiliza-se da moldeira individual pré-fabricada pelo T.P.D. faz-se o uso de um material de moldagem técnico adequado.


Os passos são:


  1. Após a confecção da moldeira individual o cirurgião dentista realiza os recortes necessários na boca, onde se alivia principalmente freios e inserções musculares

  2. Após recorte e ajuste da moldeira passa-se ao inicio da moldagem que se divide em duas etapas.

2-a) Selado periférico: esse passo consta de aplicação de godiva nos bordos da moldeira individual onde a impressão é feita com a movimentação muscular do paciente ou feita pelo cirurgião dentista realizando isto por toda extenção da moldeira.

Obs: Material de moldagem (godiva) entra na boca em uma temperatura em torno de 60 e 70 graus em estado pastoso e sai da boca em estado sólido em temperatura ambiente de trabalho.
Após o selado retira-se as áreas de alívio da arborescência palatina e de outros se houver e passa-se a moldagem com pasta zinco-enólica.
2-b)Moldagem com pasta zinco-enólica: após a moldagem que é realizada com movimentos musculares o C.D. aguarda a presa do material e saca-se da boca do paciente e enviará ao T.P.D. para a confecção de encaixamento e obtenção do modelo funcional.

ENCAIXAMENTO
É um procedimento laboratorial realizado pelo T.P.D. que visa a obtenção do modelo funcional de maneira padronizada e bem confeccionada. Consta da colocação de um anteparo que conterá o gesso em posição impedindo o desperdício, que este gesso se extravasa por áreas que não devam ser cobertas por ele.

Os materiais usados são; cera 7, cera utilidade, cartolina, fita adesiva, lamparina à álcool, lecron, espátula 7.

Os passos laboratoriais são:


  1. Colocação de uma tira de cera (de 1 à 1,5 cm) da região posterior.

  2. Colocação de cera (0,5 cm) ao redor da moldeira 2 a 3 mm abaixo do bordo da moldeira.

  3. União da cera posterior com a lateral.

  4. Dicagem posterior que visa a compensação da contração da resina.

  5. Colocação da cartolina ao redor da moldagem.

  6. Adaptação da cartolina com a cera evitando fendas.

  7. Vazagem do gesso pedra.


ENCAIXAMENTO NA MOLDAGEM INFERIOR

Além dos passos iguais ao superior, há a necessidade de colocação de uma lamina de cera 7, pelo lingual para evitar que o gesso escorra por ali.




MODELO FUNCIONAL

Após a presa do gesso, deixa este mergulhado em um recipiente com água, para que este hidrate. Após 30 min. de hidratação coloca-se este modelo em banho-maria a mais ou menos 70 graus para que haja o aquecimento da godiva.

Amolecida esta unidade retira-se do recipiente e saca-se a moldeira e assim obtemos o modelo funcional com seus bordos reentrâncias bem delimitada.

Realiza-se a limpeza final removendo restos de godiva e pasta zinco-enólica, isto tudo após o resfriamento ao modelo onde após será realizado a confecção da placa base para se fazer a base de prova.




CONFECÇÃO DA BASE DE PROVA
Logo após o acabamento do modelo funcional passa-se a confecção da placa base que é semelhante à confecção da moldeira individual. A única dificuldade é que só são aliviadas as áreas retentivas do rebordo visando que o modelo de trabalho não se quebre quando se sacar a placa base nestas áreas.

O material utilizado também é o mesmo da moldeira. Após o acabamento da placa base realiza-se a confecção do rodete de cera.


CONFECÇÃO DO RODETE DE CERA

Material utilizado:



  • Lamina de cera 7 para rodete inferior

  • Lamina de cera 9 para rodete superior

  • Espátula Le cron .

  • Espátula 7

  • Lamparina à álcool.

PASSOS:


Com a régua mede-se em torno de 1,0 cm de cera riscando-a longitudinalmente com o apoio da régua e com a Le cron delimita-se o corte, onde será feito a dobra em estilo sanfona.

Após se dobrar toda a cera, aquece-se a extensão do rodete de cera. Em seguida realiza-se a dobradura do rodete em forma de ferradura.

Pontos a serem marcados no modelo funcional para colocação do rodete de cera na placa base:

Superior: papila incisiva e centro posterior do rebordo.

Inferior : centro posterior do rebordo e linha anterior ao rebordo no porção anterior.

Após essas marcações e o rodete de cera dobrado, coloca-se o rodete onde o seu centro posterior coincida com o centro posterior do rebordo marcado na placa base e a uma distância de 0,5 a 0,8 mm; à frente da papila incisiva isto na porção anterior.

O rodete de cera na porção posterior fica à 0,8 a 1 cm da linha da placa.

Já no rodete inferior fica com seu centro coincidindo com o centro posterior do rebordo e na porção anterior esse rodete passa ligeiramente à frente da porção anterior do rebordo.

ALTURA
No inferior; na porção anterior a medida do rodete deve ser de 18 à 20 mm medidos da borda da placa(fundo de saco de vestíbulo) até a porção mais incisal do rodete de cera na porção anterior e na porção posterior terminando em 0 na altura da papila piriforme.

No superior : A altura na porção anterior deve ser de 20 mm e na porção posterior de 0,8 à 1,0 mm , altura essas que irão facilitar na montagem dos dentes já dando uma altura anatômica quase correta.

Obs: A metragem de 20 mm no superior e a de 18 à 20 mm no inferior, isto na porção anterior deve ser aferida da seguinte forma:- desde o bordo superior e anterior da placa até a extremidade do rodete de cera. Já na porção posterior mede-se somente o rodete de cera.

Desta fase em diante o dentista irá registrar a relação maxilo-mandibular e deverá manter os modelos funcionais em articuladores semi-ajustáveis, conforme a linha de ensino de sua faculdade e encaminhado ao T.P.D.




DENTES ARTIFICIAIS

1-) Classificação dos dentes artificiais:

Os dentes artificiais podem ser classificados segundo o material do que são feitos e seguindo o desenho da face oclusal.
1.1 Quanto ao material:

Resina Acrílica (com retenção ou sem retenção)

Porcelana {faceta, com talão (estoque)}.

Dentre os de porcelana temos os dentes em facetas que são usados para pontes fixas e os dentes com talão.

1.2 Quanto ao desenho da face oclusal:


      • Anatômicos: são os que contem a face oclusal igual a um dente natural.

      • Funcionais: são os sem cúspides.

Em 1930, Hall notou que as prótese totais com dentes funcionais eram mais estáveis do que as com dentes anatômicos, mas nem sempre é assim. Esses dentes sem cúspides, para serem colocados, dependem da inclinação do processo condilar na ATM (Articulação Temporo-Mandibular) que só o dentista é capaz de saber qual deles deverá ser colocado.

No mercado só se acha o anatômico.
2-) Características ideais dos dentes artificiais:

Os dentes artificiais devem preencher 2 condições mínimas: a estética e a função.

Para poderem desempenhar esses fatores precisam satisfazerem uma série de requisitos


  1. As cúspides não devem ser muito altas para não prejudicar a estabilidade da P.T. devido aos efeitos dos componentes horizontais (forças).

  2. As faces oclusais dos dentes devem estar desenhadas de tal modo que permitam a trituração dos alimentos, mas não devem ser muito extensos na superfície. Tamanhos : 30M , 32S , 32M , 32L , 34L....

  3. Os dentes posteriores devem permitir facilidade para o movimento de balanceio, assim como orientar as forças da mastigação que incidem sobre a área de suporte principal do rebordo alveolar.

  4. Os dentes artificiais devem satisfazer a estética.

3-) Vantagens e desvantagens de dentes de porcelana e resina acrílica:

As vantagens dos dentes de porcelana são:


  • a estabilidade de cor

  • resistência à brasão "eficiência mastigatória" quanto comparado aos dentes de resina acrílica.

As desvantagens da porcelana são:



  • Nas próteses totais duplas devido a alta dureza do material, durante a conversação e também no ato da mastigação, quando os dentes entram em contato produzem ruídos característicos que logo chamam a atenção de quem estiver próximo.

  • Em conseqüência da dureza e resistência à duração os dentes de porcelana apresentem certas dificuldades na montagem quando requerem desgaste.

  • Os dentes de porcelana são mais pesados do que os de resina, nos casos de P.T. superior, as vezes esse peso pode interferir na retenção diminuindo-a.

  • A porcelana é um material friável, trinca-se, fratura-se facilmente, qualquer descuido com a prótese total, os dentes podem fraturar-se (principalmente os anteriores).

Os dentes de resina acrílica, cada vez tem mais aceitação e possuem as seguintes vantagens:



  • facilidade no tamanho de laboratório e clínico,

  • ausência de ruídos durante a conversação,

  • facilidade na caracterização,

  • união entre dentes e a base da prótese melhor.

As desvantagens são:



  • fácil abrasão

  • instabilidade de cor.




Mauro L. Matheus






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