Protocolo técnico de cintigrafia óssea com 99mtc-mdp após terapia ablativa com 131I, com duplo isótopo



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Aquisição Simultânea de Cintigrafia Óssea e Cintigrafia Corporal com 131I após Terapêutica Ablativa

– Protocolo Técnico


Almeida A., Ferreira P., Neto J., Oliveira S.

Serviço de Medicina Nuclear do IPOC-FG, EPE

Resumo

Introdução

A cintigrafia corporal com 131I tem elevada sensibilidade para a detecção de metástases ganglionares, pulmonares e ósseas de carcinoma diferenciado da tiróide, em particular quando efectuada após a administração de actividades terapêuticas.

Mas se esta imagem cintigráfica fornece informação funcional, sensível e precoce, possui, por outro lado, escasso detalhe anatómico, não permitindo localizar a estrutura sede da alteração patológica. Para se obter uma referência anatómica fiável de áreas de hipercaptação de 131I detectadas em cintigrafia corporal após terapêutica, pode haver vantagem na realização simultânea de cintigrafia óssea com 99mTc-MDP e com 131I.
Objectivo

Pretendemos descrever o procedimento técnico e apresentar algumas imagens resultantes da aplicação deste protocolo a 6 pacientes sujeitos a tiroidectomia total, por carcinoma diferenciado da tiróide, para localização de focos hiperactivos detectados em cintigrafia corporal após terapêutica ablativa com 131I.



Material e Métodos

Nas cintigrafias corporais realizadas 7 dias após administração de actividades terapêuticas de 131I, detectaram-se hipercaptações focais no tórax que, pela sua localização, poderia envolver parênquima pulmonar ou estrutura óssea. Cerca de 2 horas após administração i.v. de 99mTc-MDP, adquiriram-se em simultâneo, no pico de energia dos dois radioisótopos, imagens de corpo inteiro, segmentares do tórax, e em alguns casos efectuou-se SPECT torácico.

Foi utilizada uma Câmara Gama Siemens E-Cam DCR dual-head equipada com colimadores de alta energia.

Antes da reconstrução dos estudos tomográficos, procedeu-se à soma dos planos correspondentes de cada isótopo. A análise visual das imagens planares foi facilitada pela utilização de software que permite a sobreposição das imagens dos dois estudos e a variação individual das escalas de brilho e contraste de cada um deles.




Resultados

A análise das imagens obtidas permitiu verificar que os focos hiperactivos de 131I encontrados nos 6 pacientes estudados se tratavam de lesões secundárias a nível ósseo.



Conclusão

A aquisição simultânea de cintigrafia óssea com 99mTc-MDP e de cintigrafia corporal com 131I, em dupla janela de energia, com a ajuda de um software comercial, permitiu a localização anatómica de áreas de hipercaptação focal de 131I, contribuindo para a orientação de estudos imagiológicos ulteriores dos pacientes.



Referência Bibliográficas

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