Protocolo de avaliaçÃo admissional multidimensional do idoso institucionalizado


º TEMA SUGERIDO – OS GIGANTES GERIÁTRICOS



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12º TEMA SUGERIDO – OS GIGANTES GERIÁTRICOS


Recomendamos fortemente que a equipe pesquise e discuta profundamente os temas a seguir.

Os chamados gigantes geriátricos, geralmente não causam alarmes, muitas vezes são ignorados ou negligenciados, porém podem apontar grandes e graves problemas ou seja ser a ponta de um imenso iceberg. São eles:


Instabilidade:


Na velhice vários fatores contribuem para a instabilidade, dentre eles a disautonomia (alterações do sistema nervoso autônomo), o uso de drogas, a hipotensão postural, etc. A instabilidade aumenta muito o risco de quedas, causa de alta morbidade e mortalidade entre os idosos.

Incontinência:


A incontinência fecal ou urinária como anteriormente citadas podem ter várias causas, dentre elas as neurológicas (AVC, Demência, etc.).

Incompetência Cerebral (Demência):


O idoso apresenta um déficit cognitivo e do controle emocional com comprometimento das Atividades da Vida Diária (AVDs), como: comer sozinho, fazer compras, tomar banho e vestir-se sem ajuda .

Imobilidade:


A imobilidade pode ser causa e conseqüência de uma série de problemas (neurológicos, músculo-esqueléticos, etc.), ela predispõe a inúmeras complicações sérias e que podem ser até fatais como as úlceras de pressão, pneumonias, embolias, etc.

Não fique parado diante de um idoso que não pode se mover!!! Mexa-se!!!

Iatrogenia:


Os idosos geralmente apresentam maior susceptibilidade aos efeitos colaterais das drogas, em geral devido as múltiplas patologias que os acometem, o uso de várias drogas é comum e pode favorecer a interação entre elas, muitas vezes levando a efeitos colaterais sérios. Uma das consequências mais sérias do uso inadequado das drogas são as quedas.

13º TEMA SUGERIDO – Medicamentos:


Os idosos em razão de sua condição de saúde, muitas vezes precisam utilizar um ou mais medicamentos cronicamente. É importante que médicos e equipe busquem soluções alternativas que não só os medicamentos. Quanto mais remédios um idoso usa, maior o risco de que haja complicações resultantes da interação e do mau uso desses medicamentos.

ANTES DE PRESCREVER PARA UMA PESSOA IDOSA, PENSE...


  • Conheça os efeitos do envelhecimento antes de dizer que se trata de uma doença.

  • Estabeleça as prioridades do tratamento. Conheça o incômodo que a doença representa para o idoso. Considere-o ao prescrever.

  • Evite sempre que possível tratar sinais e sintomas sem procurar esclarecer a causa, como nos casos de anemia, agitação e confusão mental.

  • Um efeito colateral não deve ser tratado com outro medicamento. Isso estabelece o efeito “cascata”: usa-se um remédio para tratar o mal que outro causou, sem resolver o problema que motivou a prescrição.

  • O medicamento é realmente necessário? Já foram tentadas medidas não farmacológicas?

  • Simplifique a sua receita. Conheça as razões que te levaram a prescrever. Elas ainda são necessárias? Se não for mais, esclareça e retire.

  • Antes de iniciar a medicação certifique-se de que é realmente indispensável ou pode ser substituída por tratamento tópico ou medidas para reabilitação física.

  • Comece a usar as drogas sempre em doses mais baixas, habitualmente os idosos respondem muito bem a doses consideradas subterapêuticas para o adulto.

  • Aumente a dose da medicação gradativamente, de acordo com a resposta e a sensibilidade do paciente.

  • Evite o uso de drogas que necessitem de várias tomadas por dia, geralmente não têm boa aceitação e favorecem erros.

  • Estabeleça os objetivos do tratamento e o tempo; analise periodicamente a prescrição, revendo a necessidade de modificá-la.

  • Informe e esclareça o idoso e familiares sobre os remédios e os possíveis efeitos colaterais.

  • Nunca diga ao idoso que deverá tomar um remédio para sempre, podem considerar esta recomendação para todos os medicamentos prescritos, dificultando muitas vezes a retirada de medicação desnecessária bem como o ajuste posológico.

  • Estabeleça contato com outros profissionais que estejam cuidando do idoso, evitando o uso de drogas semelhantes e interações medicamentosas.

  • Acompanhe sempre o tratamento e peça aos familiares para que te informe acerca do aparecimento de sintomas.

  • Peça ao idoso para trazer os medicamentos que está usando – prescritos e não prescritos.

  • Pergunte sempre pela medicação para dormir. Medicamentos usados por muito tempo nem sempre são lembrados...

  • Altere uma droga de cada vez. Isso facilitará o entendimento de efeitos colaterais e ou benefícios de cada uma.

  • Prescreva o medicamento que você conheça bem, de menor custo, de fácil manuseio e posologia mais cômoda.

  • Prescrever para uma pessoa jovem é bem diferente de prescrever para um idoso. Um idoso de 60 anos é bem diferente de um idoso de 95... Um idoso de 95 anos sadio, independente é bem diferente de um idoso de 60 anos diabético, coronariopata e seqüelado de AVC... Pense nisso antes de lançar mão de medicamentos.


Atenção: Todos os medicamentos devem ser administrados nos horários indicados pelo médico.

Devemos evitar o uso de remédios sem consultar previamente o médico assistente, pois o uso concomitante de alguns medicamentos poderá trazer conseqüências desagradáveis e gerar situações de risco para o idoso.

Tranqüilizantes, indutores do sono e/ou similares nunca deverão ser administrados aos idosos sem recomendação médica.

14º TEMA SUGERIDO – Ambiente

ADAPTAÇÕES AMBIENTAIS1


Marcella Guimarães Assis Tirado2
O idoso, para mover-se em sua casa com independência e segurança, precisa de um ambiente adaptado às suas necessidades. Esse ambiente deve ser modificado pra prevenir acidentes, aumentar a funcionalidade dos diferentes cômodos, simplificar e tornar mais seguras as atividades do dia-a-dia, sem, contudo, perder as características próprias da residência.

Alguns objetos verdadeiramente significativos (fotografias, quadros, enfeites) devem ser mantidos desde que não ofereçam perigo. Objetos supérfluos, cortantes, de vidro ou muito pequenos devem ser retirados do acesso fácil, no caso de idosos que apresentam grande confusão mental.

Os móveis devem estar dispostos de maneira a aumentar os espaços livres e a circulação. Sofás e cadeiras podem ser cobertos com tecidos laváveis pra facilitar a limpeza e evitar odores no caso de idosos com incontinência urinária. As mesas podem ter as quinas protegidas com pontas plásticas e devem ter os tampos bem afixados aos pés. As camas, caso seja necessário, podem ser adaptadas com grades à noite.

O piso deve ser antiderrapante, de cor única e sem mudanças de nível. Os tapetes pequenos devem ser retirados ou afixados ao assoalho com fitas adesivas apropriadas. O brilho no assoalho deve se evitado, pois aumenta a desorientação de idosos confusos.

As janelas devem possibilitar boa ventilação do ambiente e ter dispositivos de proteção (telas, grades e trincos) no caso de idosos confusos, deprimidos, etc.

As portas devem ser amplas para facilitar, caso seja necessário, a passagem de cadeiras de rodas. Devem ter maçanetas retas nos cômodos onde se quer facilitar o acesso e maçanetas redondas onde se quer dificultá-lo. As portas de vidro devem ter uma faixa colorida na altura dos olhos, para facilitar a discriminação para idosos com diminuição da visão e confusão mental.

As escadas devem ter corrimão de cor contrastante com a parede. O piso deve ser antiderrapante. Os degraus podem ter uma faixa de sinalização (no final de cada degrau) de cor forte para facilitar a orientação, no caso de confusão mental ou diminuição da visão. Caso o idoso seja agitado ou confuso, as escadas devem ser fechadas por portões para dificultar-lhe a utilização e possíveis acidentes.

A iluminação deve ser adequada (sem sombras e reflexos) e constante em todos os cômodos, para evitar o aumento da confusão ao entardecer. Os interruptores de luz devem ser distribuídos por vários lugares no mesmo cômodo, visando aumentar e facilitar a utilização pelo idoso. Durante a noite, deve ser mantida uma luz acesa para orientação do idoso, caso queira, por exemplo, ir ao banheiro.

Os banheiros são os locais onde as quedas ocorrem com maior freqüência, necessitando, portanto, de adaptações que sejam práticas e aumentem a segurança. Nos boxes devem ser instaladas barras laterais de apoio e deve-se colocar piso antiderrapante ou tapetes de borracha afixados ao chão por ventosas. Barras laterais também devem ser instaladas no vasos sanitário, que poderá ter a altura da tampa elevada, através de um dispositivo adaptado. As torneiras do chuveiro e pias devem ter a forma reta para facilitar o manuseio de idosos com limitações físicas e confusão mental. Os espelhos devem ser retirados, evitando-se aumentar a desorientação no caso de idosos confusos. Visando-se evitar as freqüentes quedas de sabonete, pode-se afixá-los com um cordão às torneiras ou utilizar sabonete líquido. A temperatura da água também deve ser um motivo de preocupação do cuidador. Idosos com alteração da sensibilidade tátil e idosos confusos podem se queimar no banho. Os aparelhos elétricos (barbeadores, secadores) devem ser guardados em locais seguros, assim como todos os medicamentos.

A cozinha é outra dependência da casa que oferece grande perigo para os idosos. O fogão com panelas quentes, o gás. Os produtos tóxicos de limpeza podem causar inúmeros acidentes com variadas conseqüências. Deve-se dificultar o acesso dos idosos mais confusos a essa dependência sem a companhia do cuidador. Os objetos cortantes e produtos tóxicos devem ser acondicionados em prateleiras altas ou em armários com chaves.

As alterações e adaptações do ambiente, devem ser feitas de forma simples, com o consentimento e participação do idoso (quando possível), objetivando facilitar sua rotina e aumentar a segurança.




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