Protocolo de acuidade visual



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Encontro19.11.2017
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Procedimentos para aferição de acuidade visual

Finalidades

Identificar e encaminhar o cliente para a correção de problemas visuais. A acuidade visual é o grau de aptidão do olho para identificar detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos. A acuidade visual é medida com a aplicação de teste simples, utilizada a letra “E” (escala de sinais de Snellen). Geralmente aplicado a partir de 4 anos de idade.



Material

- Escala de sinais de Snellen

- Lápis preto

- Oclusor de cartão (tapa olho)

- Cadeira

- Metro ou fita métrica

- Ficha para a anotação dos resultados da triagem visual

Planejamento

- O local deve ter boa iluminação.

- Distanciar a cadeira a cinco metros marcando no piso um risco de giz ou colar uma fita crepe e exatamente em frente para a escala de sinais de Snellen,

- A altura da escala de sinais de Snellen deverá estar correspondente a 0,8 e 1,0 situada na altura dos olhos do cliente, as características da escala não devem ser alteradas como plastificar, emoldurar ou fotocopiar.

- Evite barulho e pessoas circulando na frente do cliente, para evitar desvio da atenção.

- Explicar que o cliente terá um olho coberto, depois o outro, para se avaliar qual dos dois olhos tem problema ou não.

- O enfermeiro deve ensinar ao cliente a cobrir o olho com o oclusor sem fechar ou apertar os olhos, mesmo com o oclusor, os dois olhos devem estar abertos.

- Os sinais para a leitura do examinando devem ser apontados com lápis preto, colocado verticalmente a 2 cm abaixo do sinal.

- Explicar ao cliente a importância de falar de forma clara e verdadeira “não enxergo” quando não estiver enxergando o sinal apontado.

Implementação

- Explique ao cliente como será realizado o teste;

- Se o examinando usa óculos, realizar o teste com os óculos;

- Testar sempre o olho direito (OD) primeiro;

- Utilizar um lápis preto em posição vertical para apontar o sinal a ser visto, passando em cima e repousando abaixo do sinal - a aproximadamente dois centímetros.

- Começar de cima para baixo, mostrando dois ou três sinais de cada linha, alternando os “E” posicionados na horizontal e vertical;



- Pedir ao cliente que mostre com a mão ou verbalize para que lado o sinal está direcionado.

Para cima Para baixo Para os lados

- Testar pelo menos três sinais das linhas 20/20 (1.0) ou da linha que o examinando conseguir ver;

- Se o examinando tiver alguma dificuldade numa determinada linha, mostrar um número maior de sinais da mesma linha. Caso a dificuldade continue, voltar à linha anterior;

- Mover com segurança e ritmicamente o lápis de um sinal para o outro;

- Lembrar que quanto menor o cliente, menor a sua capacidade de concentração;

- A atenção e a colaboração do cliente dependem de quem está aplicando o teste e do ambiente preparado para a sua aplicação;

- Estimular o cliente durante a aplicação do teste, incentivando-o mesmo que apresente baixa visão;

- Durante a medida da acuidade visual, convém verificar se o cliente apresenta queixas e sinais como lacrimejamento, inclinação da cabeça, piscar contínuo dos olhos, estrabismo, desconforto ou se ele franze a testa.

REGISTRO DOS RESULTADOS

- Será anotado sempre o equivalente à última linha lida sem dificuldade. A acuidade visual a ser registrada será aquela em que o cliente conseguiu enxergar 2/3 da linha de sinais. Numa linha de seis sinais, o examinando deve enxergar, no mínimo, três sinais;

- Anotar separadamente, no impresso de resultado da triagem visual, no espaço correspondente, os resultados do olho direito (OD) e do olho esquerdo (OE), por exemplo: 0,7 (OD) E 0,9 (OE);

- Caso o cliente não enxergue os sinais maiores, deve-se pedir para que ele se aproxime da tabela de sinais Snellen até que possa enxergar o sinal. Anotar a distância, em metros, em que o cliente conseguiu visualizar os sinais;

- A atenção e a colaboração do cliente dependem muito do aplicador do teste e do ambiente da sala em que está sendo aplicado;



Observações

Critério de encaminhamento para o oftalmologista.

- Cliente com acuidade igual ou inferior a 0,7 (20/30) em pelo menos um dos olhos, com ou sem queixas e sinais;

- Clientes com diferença de visão entre os olhos, de duas linhas ou mais (em relação à escala de sinais de Snellen). Exemplos: OD = 0,5 e OE = 0,3 ou OD = 0,9 e OE= 0,7;

- Clientes portadores de estrabismo;

- Clientes que, apesar da visão normal em cada olho, apresentam, na observação do aplicador do teste, queixas de fadiga visual aos esforços, dor de cabeça na região dos supercílios, ato de franzir a testa, lacrimejamento, problemas de leitura e de escrita, desinteresse ou desatenção, ou mesmo aversão para o trabalho a pouca distância, tonturas, etc;


Bibliografia:

ROTARY INTERNACIONAL, Manual de Orientação Projeto “De olho no futuro”. Campanha Nacional de Acuidade Visual. Rotary Club de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, 2005




Anexo; Escala optométrica de Snellen






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