Propostas para a oração comunitária do rosário ª versão – guião revisto até 11 de maio



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1.ª versão – guião revisto até 11 de maio

Mês de Maria 2018



Propostas para a oração comunitária do rosário

1.ª versão – guião revisto até 11 de maio

a partir da Exortação Apostólica Gaudete et exsultate

e tendo em conta a Semana da Vida, o Dia da Mãe, a bênção das grávidas

e outras temáticas marcantes nos vários dias deste mês

Mês de Maria – maio 2018




Dia

Hora

Local

Responsáveis pela orientação da Oração

TEXTOS DE MEDITAÇÃO






21h00

Ig. Par.

Diáconos permanentes

GE 1-5; 176






21h00

Ig. Par.

Equipa de Batismo

GE 6-9






21h00

Ig. Par.

Grupo Porta Aberta

GE 10-13.176






21h00

RUA

Rosário na Cidade – Sete Bicas – 3.ª fase

GE 110-139






18h00

Ig. Par.

Grupo de Crismandos

GE 19-24






18h00

Ig. Par.

Movimento Esperança e Vida – Dia da Mãe

GE 14-18






21h00

Ig. Par.

Leitores – seguido de reflexão com prof. Marçal

GE 156.150.172.173.176






21h00

Ig. Par.

Catequese do 2.º ano

GE 25-29






21h00

RUA

Procissão de Velas em honra de Nossa Senhora da Hora









21h00

Ig. Ant.

Bênção das Grávidas – Pároco

Ser mãe – AL 166-174






21h00

Ig. Par.

Grupo de Jovens

GE 166-173






15h00

16h30


17h30

Ig. Par.

Ig. Par.


Ig. Par.

Catequese Paroquial das 15h00

Catequese Paroquial das 16h30 (1.º ano)



Catequese Paroquial das 17h30

Mensagem de Fátima






18h00

Ig. Par.

Entre o final do Concerto e a Missa – recitação breve






21h00

Ig. Ant.

Alguém de entre a assembleia (Dia de formação vicarial aberta)

Semana da Vida






21h00

Ig. Ant.

Pároco - Dia Internacional da Família

Dia Int. da Família






21h00

Ig. Ant.

Catequese do 4.º ano - Semana da Vida - mistérios gloriosos

Semana da Vida






21h00

Ig. Ant.

Visitadores de Doentes

Semana da Vida






21h00

Ig. Ant.

Ministros Extraordinários da Comunhão

Semana da Vida






18h00

Ig. Par.

Coral de Escuteiros – Vigília de Pentecostes

Pentecostes - Vigília






18h00

Ig. Par.

Movimento Fé e Luz – depois do encontro mensal

Pentecostes - Dia






21h00

RUA

Rosário na Cidade – zonas Londres e Árvore Grossa I e II

Maria, Mãe da Igreja






21h00

Ig. Ant.

Catequese do 5.º ano

GE 37.42.45.47.48.51






21h00

Ig. Ant.

Catequese do 6.º ano

GE 71-74






21h00

Ig. Ant.

Catequese da Adolescência

GE 83-86.176






21h00

Ig. Ant.

Grupo Coral Dominical (antes do ensaio)

GE 80.82.95.96.97






18h00

Ig. Par.

Conferência de São Vicente de Paulo

GE 67-70.98.99






18h00

Ig. Par.

Catequese do 3.º ano

GE 75-79.157






21h00

RUA

Rosário na Cidade – Sete Bicas – 1.ª fase e Barranha

GE 140-157






21h00

Ig. Ant.

Equipas de Casais de Nossa Senhora

GE 87-89; AL 104.133






21h00

Ig. Ant.

Conselho Económico

GE 90-94






17h30

Ig. Par.

Acólitos – Corpus Christi

Adoração Santíssimo

Mês de Maria - 2018




Dia

Hora

Local






21h00


















21h00

ROSÁRIO NA CIDADE

Sete Bicas – 3.ª fase



Café Onda dos sabores






18h00













21h00











21h00

PROCISSÃO






21h00

Bênção das



grávidas








21h00








15h00

16h30


17h30






18h00






21h00




























18h00














21h00

ROSÁRIO NA CIDADE

Zonas do Londres e



Árvore Grossa I e II






21h00























18h00













21h00

ROSÁRIO NA CIDADE

Sete Bicas – 1.ª fase



e Barranha






21h00













17h30

Corpo de Deus








Indicações práticas para a Oração do Rosário


  1. A saudação inicial pode ser esta: “P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. R. Ámen”.




  1. É importante que aqueles que proclamam a Palavra de Deus ou da Igreja, ou leem algum comentário, o façam previamente para si mesmos e depois o façam claramente para os outros. Não interessa promover “a todo o custo” a participação, uma vez que rezar na assembleia é já uma excelente forma de participar. A divisão de tarefas deve ser feita previamente e não em cima do acontecimento.



  1. A meditação dos mistérios inclui vários elementos que podem ser feitos por uma, duas ou mais pessoas, conforme as possibilidades de cada grupo:

  • Enunciação do mistério ou sugestão de um título para a meditação;

  • Leitura bíblica (se a houver) ou do Magistério da Igreja (se for o caso);

  • Meditação – reflexão ou comentário (pode ser abreviado, adaptado ou omitido);

  • Proposta de uma prece ou intenção para o mistério que se vai rezar (não é obrigatório);

  • 1.ª parte do Pai-Nosso (uma vez) rezado por quem preside. O povo responde a 2.ª parte: “O pão nosso…”;

  • 1.ª parte da Ave-Maria (10 vezes). O povo responde: “Santa Maria…”;

  • Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo… (se possível, de pé e cantado por todos);

  • Uma jaculatória ou invocação mariana, que pode variar de acordo com o tema de reflexão;

  • Um cântico ou um simples refrão cantado (se possível).




  1. No final dos cinco mistérios rezam-se três Ave-marias, intercaladas por alguma jaculatória, sendo esta a mais comum: P. Ó Maria, concebida sem pecado. R. Rogai por nós que recorremos a Vós.




  1. Pode rezar-se a seguir às 3 Ave-marias finais a oração da Salve-rainha: Salve, Rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, salve! A Vós bradamos, os degredados filhos de Eva. A Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E, depois deste desterro, nos mostrai Jesus, bendito fruto do Vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.




  1. Antes de concluir pode rezar-se a oração da consagração ou cantar-se um hino a Nossa Senhora (no todo ou em parte).

Consagração a Nossa Senhora: Ó Senhora minha, ó minha Mãe, eu me ofereço todo(a) a Vós, e em prova da minha devoção para convosco, Vos consagro neste dia e para sempre, os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser. E porque assim sou vosso(a), ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como propriedade vossa. Lembrai-vos que Vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa. Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.


  1. A conclusão da oração pode ser desta forma simples: P. Bendigamos ao Senhor. R. Graças a Deus.




  1. As propostas deste guião são apenas isso: sugestões a adaptar, a abreviar e a melhorar, e até a excluir, de acordo com as características da pessoa que preside, do grupo responsável pela oração, da assembleia orante.

Dia 1 – Diácono permanente ou pároco
P. Irmãos e irmãs: iniciamos o mês de maio, neste dia que a Liturgia dedica a São José Operário. Estamos na quinta semana do tempo pascal e temos presente a Virgem Maria, que entre a ressurreição e o Pentecostes permanecia em oração, juntamente com os Apóstolos. Maria acompanhou o seu Filho, desde o berço à Cruz e acompanha a Igreja, desde a ressurreição de Jesus à consumação dos séculos. Por isso, sentimos a presença materna de Maria, a discípula fiel de Jesus e a imagem mais perfeita daquilo que a Igreja é chamada a ser. O nosso pároco propõe-nos que, ao longo deste mês, com exceção da Semana da Vida (de 13 a 20), meditemos nas palavras do Papa Francisco, na sua mais recente Exortação Apostólica, “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate – GE)1, sobre o chamamento à santidade no mundo atual. Iremos ler e meditar este documento, ao longo deste mês. É um texto muito simples, muito direto e muito atual. Em cada mistério vamos meditar um excerto ou um número desta Exortação. Hoje, meditamos os primeiros cinco números deste documento.
1.º Mistério: Meditemos na vocação à santidade, desde Abraão, nosso pai na fé.
Meditação: GE 1. «ALEGRAI-VOS E EXULTAI» (Mt 5,12), diz Jesus a quantos são perseguidos ou humilhados por causa d’Ele. O Senhor pede tudo e, em troca, oferece a vida verdadeira, a felicidade para a qual fomos criados. Quer-nos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa. Com efeito, a chamada à santidade está patente, de várias maneiras, desde as primeiras páginas da Bíblia; a Abraão, o Senhor propô-la nestes termos: «Anda na minha presença e sê perfeito» (Gn 17, 1).
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de caminhar na Sua presença.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
2.º Mistério: Meditemos na nossa própria vocação à santidade.
Meditação: GE 2. Não se deve esperar aqui – diz o Papa - um tratado sobre a santidade, com muitas definições e distinções que poderiam enriquecer este tema importante ou com análises que se poderiam fazer acerca dos meios de santificação. O meu objetivo é humilde: fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós «para ser santo e irrepreensível na sua presença, no amor» (cf. Ef 1,4).
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de escutar o Seu apelo à santidade.

3.º Mistério: Meditemos no exemplo de santidade dos nossos pais, avós e outros familiares.
Meditação: GE 3. Na Carta aos Hebreus, mencionam-se várias testemunhas que nos encorajam a «correr com perseverança a prova que nos é proposta» (12,1): fala-se de Abraão, Sara, Moisés, Gedeão e vários outros (cf. 11,1-12,3). Mas, sobretudo somos convidados a reconhecer-nos «circundados de tal nuvem de testemunhas» (12,1), que incitam a não nos determos no caminho, que nos estimulam a continuar a correr para a meta. E, entre tais testemunhas, podem estar a nossa própria mãe, uma avó ou outras pessoas próximas de nós (cf. 2 Tm 1,5). A sua vida talvez não tenha sido sempre perfeita, mas, mesmo no meio de imperfeições e quedas, continuaram a caminhar e agradaram ao Senhor.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de não desistir do caminho da santidade, depois das nossas fraquezas.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
4.º Mistério: Meditemos e invoquemos a proteção dos santos, nossos amigos.
Meditação: GE 4. Os santos, que já chegaram à presença de Deus, mantêm connosco laços de amor e comunhão. Atesta-o o livro do Apocalipse, quando fala dos mártires intercessores: «Vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos, por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamavam em alta voz: “Tu, que és o Poderoso, o Santo, o Verdadeiro! Até quando esperarás para julgar?”» (6,9-10). Podemos dizer que «estamos circundados, conduzidos e guiados pelos amigos de Deus. (...) Não devo carregar sozinho o que, na realidade, nunca poderia carregar sozinho. Os numerosos santos de Deus protegem-me, amparam-me e guiam-me.
Prece: Peçamos o auxílio de todos os santos, para o grande combate da santidade.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
5.º Mistério: Meditemos na “oferta da própria vida” como caminho de santidade.
Meditação: GE 5. Nos processos de beatificação e canonização, tomam-se em consideração os sinais de heroicidade na prática das virtudes, o sacrifício da vida no martírio e também os casos em que se verificou um oferecimento da própria vida pelos outros, mantido até à morte. Esta doação manifesta uma imitação exemplar de Cristo, e é digna da admiração dos fiéis. Lembremos, por exemplo, a Beata Maria Gabriela Sagheddu, que ofereceu a sua vida pela unidade dos cristãos. [E lembremos quantos dão a vida por causas tão importantes].
Prece: Peçamos a graça de oferecer com alegria a nossa vida pela vida dos outros.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
Antes das três últimas Ave-marias…
P. Diz o Santo Padre, a concluir esta Exortação Apostólica sobre o chamamento à santidade no mundo atual:
Meditação: GE 176. Desejo coroar estas reflexões com a figura de Maria, porque Ela viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. É Aquela que estremecia de júbilo na presença de Deus, Aquela que conservava tudo no seu coração e Se deixou atravessar pela espada. É a mais abençoada dos santos entre os santos, Aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita deixar-nos por terra e, às vezes, leva-nos nos seus braços sem nos julgar. Conversar com Ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos. A Mãe não necessita de muitas palavras, não precisa que nos esforcemos demasiado para Lhe explicar o que se passa connosco. É suficiente sussurrar uma vez e outra: «Ave Maria...».
3 Ave-marias

Algumas intenções particulares para este dia:



  1. Rezemos para que os políticos promovam políticas de emprego, de modo que ninguém seja privado da dignidade da sua realização pessoal, do seu contributo ao bem comum e do seu justo salário.

  2. Rezemos pelos peregrinos, a caminho de Fátima, para que este “caminho” avive e faça crescer neles o desejo da santidade.


Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora e / ou Hino novo a Nossa Senhora da Hora (cf. final)
P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.


Dia 2 – Equipa de Batismo
P. Estamos na quinta semana do tempo pascal e temos presente a Virgem Maria, que entre a ressurreição e o Pentecostes permanecia em oração, juntamente com os Apóstolos. Maria acompanhou o seu Filho, desde o berço à Cruz e acompanha a Igreja, desde a ressurreição de Jesus à consumação dos séculos. Por isso, sentimos a presença materna de Maria, a discípula fiel de Jesus e a imagem mais perfeita daquilo que a Igreja é chamada a ser. O nosso pároco propõe-nos que, ao longo deste mês, com exceção da Semana da Vida (de 13 a 20), meditemos nas palavras do Papa Francisco, na sua mais recente Exortação Apostólica, “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate – GE), sobre o chamamento à santidade no mundo atual. Iremos ler e meditar este documento, ao longo deste mês. É um texto muito simples, muito direto e muito atual. Em cada mistério vamos meditar um excerto ou um número desta Exortação. Hoje, meditamos nos números 6 a 13 deste documento.
1.º Mistério: Meditemos na santificação que Deus opera em nós, como membros do Seu povo.
Meditação: GE 6. Não pensemos apenas em quantos já estão beatificados ou canonizados. O Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque «aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente». O Senhor, na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo.
Prece: Peçamos a graça de viver a alegria de sermos membros do Povo de Deus.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
2.º Mistério: Meditemos na santidade ao pé da porta.
Meditação: GE 7. Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas vezes a santidade «ao pé da porta», daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da «classe média da santidade».
Prece: Peçamos a graça de poder contar, na nossa vida, com os santos ao pé da porta.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3.º Mistério: Meditemos no sinal profético da santidade.
Meditação: GE 8. Deixemo-nos estimular pelos sinais de santidade que o Senhor nos apresenta através dos membros mais humildes deste povo que «participam também da função profética de Cristo, difundindo o seu testemunho vivo, sobretudo pela vida de fé e de caridade». Como nos sugere Santa Teresa Benedita da Cruz, pensemos que é através de muitos deles que se constrói a verdadeira história: «Na noite mais escura, surgem os maiores profetas e os santos. Todavia a corrente vivificante da vida mística permanece invisível. Certamente, os eventos decisivos da história do mundo foram essencialmente influenciados por almas sobre as quais nada se diz nos livros de história. E saber quais sejam as almas a quem devemos agradecer os acontecimentos decisivos da nossa vida pessoal, é algo que só conheceremos no dia em que tudo o está oculto for revelado».
Prece: Peçamos ao Senhor que nunca nos falte, nos momentos obscuros, pessoas luminosas, pela sua santidade.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
4.º Mistério: Meditemos na santidade como o rosto mais belo da Igreja.
Meditação: GE 9. A santidade é o rosto mais belo da Igreja. Mas, mesmo fora da Igreja Católica e em áreas muito diferentes, o Espírito suscita «sinais da sua presença, que ajudam os próprios discípulos de Cristo». Por outro lado, São João Paulo II lembrou-nos que o «testemunho, dado por Cristo até ao derramamento do sangue, tornou-se património comum de católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes». Na sugestiva comemoração ecuménica, que ele quis celebrar no Coliseu durante o Jubileu do ano 2000, defendeu que os mártires são «uma herança que fala com uma voz mais alta do que os fatores de divisão».
Prece: Peçamos ao Senhor que torne cada vez mais belo o rosto da Igreja, à imagem de Maria, nossa Mãe.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
5.º Mistério: Meditemos na Bem-aventurada Virgem Maria, a mais abençoada entre os santos.
Meditação: GE 176. Desejo coroar estas reflexões com a figura de Maria, porque Ela viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. É Aquela que estremecia de júbilo na presença de Deus, Aquela que conservava tudo no seu coração e Se deixou atravessar pela espada. É a mais abençoada dos santos entre os santos, Aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita deixar-nos por terra e, às vezes, leva-nos nos seus braços sem nos julgar. Conversar com Ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos. A Mãe não necessita de muitas palavras, não precisa que nos esforcemos demasiado para Lhe explicar o que se passa connosco. É suficiente sussurrar uma vez e outra: «Ave Maria...».

Prece: Peçamos a graça de aprender a contar com o exemplo e a proteção de Maria, no caminho da santidade.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3 Ave-marias

Algumas intenções particulares para este dia:



  1. Rezemos por todos os batizados da nossa comunidade; pelos que irão ser batizados em breve; para que todos descubram a santidade como vocação batismal.

  2. Rezemos pelos peregrinos, a caminho de Fátima, para que este “caminho” avive e faça crescer neles o desejo da santidade.


Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora e / ou Hino novo a Nossa Senhora da Hora (cf. final)
P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.

Dia 3 – Grupo Porta Aberta
P. Estamos na quinta semana do tempo pascal e temos presente a Virgem Maria, que entre a ressurreição e o Pentecostes permanecia em oração, juntamente com os Apóstolos. Maria acompanhou o seu Filho, desde o berço à Cruz e acompanha a Igreja, desde a ressurreição de Jesus à consumação dos séculos. Por isso, sentimos a presença materna de Maria, a discípula fiel de Jesus e a imagem mais perfeita daquilo que a Igreja é chamada a ser. O nosso pároco propõe-nos que, ao longo deste mês, com exceção da Semana da Vida (de 13 a 20), meditemos nas palavras do Papa Francisco, na sua mais recente Exortação Apostólica, “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate – GE), sobre o chamamento à santidade no mundo atual. Iremos ler e meditar este documento, ao longo deste mês. É um texto muito simples, muito direto e muito atual. Em cada mistério vamos meditar um excerto ou um número desta Exortação. Hoje, meditamos nos números 10 a 13 deste documento, sobre o chamamento de Deus à santidade, a todos e a cada um.
1.º Mistério: Meditemos no chamamento universal à santidade.
Meditação: GE 10. Tudo isto é importante. Mas, o que quero recordar com esta Exortação é sobretudo a chamada à santidade que o Senhor faz a cada um de nós, a chamada que dirige também a ti: «Sede santos, porque Eu sou santo» (Lv 11, 45; cf. 1 Ped 1, 16). O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: «munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho».
Prece: Peçamos pela santidade de todos os batizados em Cristo.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
2.º Mistério: Meditemos no próprio caminho de santidade que Deus tem para cada um em particular.
Meditação: GE 11. «Cada um por seu caminho», diz o Concílio. Por isso, uma pessoa não deve desanimar, quando contempla modelos de santidade que lhe parecem inatingíveis. Há testemunhos que são úteis para nos estimular e motivar, mas não para procurarmos copiá-los, porque isso poderia até afastar-nos do caminho, único e específico, que o Senhor predispôs para nós. Importante é que cada crente discirna o seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal (cf. 1 Cor 12,7), e não se esgote procurando imitar algo que não foi pensado para ele. Todos estamos chamados a ser testemunhas, mas há muitas formas existenciais de testemunho. De facto, quando o grande místico São João da Cruz escrevera o seu Cântico Espiritual, preferia evitar regras fixas para todos, explicando que os seus versos estavam escritos para que cada um os aproveitasse «a seu modo». Pois a vida divina comunica-se «a uns duma maneira e a outros doutra».
Prece: Peçamos pela descoberta e escolha comprometida do caminho pessoal de cada um à santidade.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.

3.º Mistério: Agradeçamos neste mistério as expressões de santidade no génio feminino.
Meditação: GE 12. A propósito de tais formas distintas, quero assinalar que também o «génio feminino» se manifesta em estilos femininos de santidade, indispensáveis para refletir a santidade de Deus neste mundo. E precisamente em períodos nos quais as mulheres estiveram mais excluídas, o Espírito Santo suscitou santas, cujo fascínio provocou novos dinamismos espirituais e reformas importantes na Igreja. Podemos citar Santa Hildegarda de Bingen, Santa Brígida, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Lisieux; mas interessa-me sobretudo lembrar tantas mulheres desconhecidas ou esquecidas que sustentaram e transformaram, cada uma a seu modo, famílias e comunidades com a força do seu testemunho.
Prece: Peçamos pelas mulheres que nos deixam o testemunho do seu génio feminino na santidade de cada dia.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
4.º Mistério: Meditemos no apelo de Deus a que cada um dê o melhor de si mesmo.
Meditação: GE 13. Isto deveria entusiasmar e animar cada um a dar o melhor de si mesmo para crescer rumo àquele projeto, único e irrepetível, que Deus quis, desde toda a eternidade, para ele: «Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei» (Jer 1,5).
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de melhorarmos, dia após dia, a capacidade de amar.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
5.º Mistério: Meditemos na Bem-aventurada Virgem Maria, a mais abençoada entre os santos.
Meditação: GE 176. Desejo coroar estas reflexões com a figura de Maria, porque Ela viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. É Aquela que estremecia de júbilo na presença de Deus, Aquela que conservava tudo no seu coração e Se deixou atravessar pela espada. É a mais abençoada dos santos entre os santos, Aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita deixar-nos por terra e, às vezes, leva-nos nos seus braços sem nos julgar. Conversar com Ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos. A Mãe não necessita de muitas palavras, não precisa que nos esforcemos demasiado para Lhe explicar o que se passa connosco. É suficiente sussurrar uma vez e outra: «Ave Maria...».
Prece: Peçamos a graça da proteção e exemplo de Maria, no nosso caminho de santidade.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3 Ave-marias

Algumas intenções particulares para este dia:



  1. Rezemos pela nossa comunidade, para que seja uma mãe de coração aberto para todos.

  2. Rezemos pelos que abandonaram a fé da Igreja, para que sintam sempre aberta para eles a porta da fé.

  3. Rezemos pelos peregrinos, a caminho de Fátima, para que este “caminho” avive e faça crescer neles o desejo da santidade.


Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora e / ou Hino novo a Nossa Senhora da Hora (cf. final)
P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.
Dia 4 – Rosário na Cidade – 7 Bicas – 3.ª fase – Pároco
P. Estamos na quinta semana do tempo pascal e temos presente a Virgem Maria, que entre a ressurreição e o Pentecostes permanecia em oração, juntamente com os Apóstolos. Maria acompanhou o seu Filho, desde o berço à Cruz e acompanha a Igreja, desde a ressurreição de Jesus à consumação dos séculos. Por isso, sentimos a presença materna de Maria, a discípula fiel de Jesus e a imagem mais perfeita daquilo que a Igreja é chamada a ser. É-nos proposto que, ao longo deste mês, com exceção da Semana da Vida (de 13 a 20), meditemos nas palavras do Papa Francisco, na sua mais recente Exortação Apostólica, “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate – GE), sobre o chamamento à santidade no mundo atual. Iremos ler e meditar este documento, ao longo deste mês. É um texto muito simples, muito direto e muito atual. Em cada mistério vamos meditar um excerto ou um número desta Exortação. Hoje, damos um grande salto no documento e vamos ao capítulo IV, sobre as características da santidade no mundo atual. O Papa fala-nos de cinco: 1.ª - firmeza, paciência e mansidão; 2.ª - alegria e sentido de humor; 3.ª - audácia e ardor; 4.ª - em comunidade; 5.ª - em oração constante. “Estas características que quero evidenciar não são todas as que podem constituir um modelo de santidade, mas são cinco grandes manifestações do amor a Deus e ao próximo, que considero particularmente importantes devido a alguns riscos e limites da cultura de hoje. Nestas se manifestam: a ansiedade nervosa e violenta que nos dispersa e enfraquece; o negativismo e a tristeza; a acédia cómoda, consumista e egoísta; o individualismo e tantas formas de falsa espiritualidade sem encontro com Deus que reinam no mercado religioso atual” (GE 111). Hoje ficamo-nos pelas três primeiras.
1.º Mistério: Meditemos na suportação, paciência e mansidão.
Meditação
GE 113. São Paulo convidava os cristãos de Roma a não pagar a ninguém o mal com o mal (cf. Rm 12 17), a não fazer-se justiça por conta própria (cf. 12,19), nem a deixar-se vencer pelo mal, mas vencer o mal com o bem (cf. 12,21).
GE 114. É preciso lutar e estar atentos às nossas inclinações agressivas e egocêntricas, para não deixar que ganhem raízes: «Se vos irardes, não pequeis; que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento» (Ef 4,26).
GE 115. Pode acontecer também que os cristãos façam parte de redes de violência verbal através da internet e vários fóruns ou espaços de intercâmbio digital. Mesmo nos media católicos, é possível ultrapassar os limites, tolerando-se a difamação e a calúnia e parecendo excluir qualquer ética e respeito pela fama alheia. É impressionante como, às vezes, pretendendo defender outros mandamentos, se ignora completamente o oitavo: «não levantar falsos testemunhos» e destrói-se sem piedade a imagem alheia. Nisto se manifesta como a língua descontrolada «é um mundo de iniquidade; (…) e, inflamada pelo Inferno, incendeia o curso da nossa existência» (Tg 3, 6).
Prece: Peçamos ao Senhor a graça da paciência e da mansidão.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
2.º Mistério: Meditemos na virtude da humildade, no caminho da santidade.
Meditação
GE 117. Não nos faz bem olhar com altivez, assumir o papel de juízes sem piedade, considerar os outros como indignos e pretender continuamente dar lições. Esta é uma forma subtil de violência. São João da Cruz propunha outra coisa: «Mostra-te sempre mais propenso a ser ensinado por todos do que a querer ensinar quem é inferior a todos». E acrescentava um conselho para afastar o demónio: «alegrando-te com o bem dos outros como se fosse teu e procurando sinceramente que estes sejam preferidos a ti em todas as coisas, assim vencerás o mal com o bem, afastarás o demónio para longe e alegrarás o coração. Procura exercitá-lo sobretudo com aqueles que te são menos simpáticos. E sabe que, se não te exercitares neste campo, não chegarás à verdadeira caridade nem tirarás proveito dela».
GE 118. A humildade só se pode enraizar no coração através das humilhações. Sem elas, não há humildade nem santidade. Se não fores capaz de suportar e oferecer a Deus algumas humilhações, não és humilde nem estás no caminho da santidade.
GE 120. Não digo que a humilhação seja algo de agradável, porque isso seria masoquismo, mas que se trata dum caminho para imitar Jesus e crescer na união com Ele. Isto não é compreensível no plano natural, e o mundo ridiculariza semelhante proposta. É uma graça que precisamos de implorar: «Senhor, quando chegarem as humilhações, ajuda-me a sentir que estou seguindo atrás de Ti, no teu caminho».
Prece: Peçamos ao Senhor a graça da humildade e da aceitação das humilhações.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3º Mistério: Meditemos na alegria e sentido de humor, como características da santidade.
Meditação
GE 122. O que ficou dito até agora não implica um espírito retraído, tristonho, amargo, melancólico ou um perfil sumido, sem energia. O santo é capaz de viver com alegria e sentido de humor. Sem perder o realismo, ilumina os outros com um espírito positivo e rico de esperança. Ser cristão é «alegria no Espírito Santo» (Rm 14,17), porque, «do amor de caridade, segue-se necessariamente a alegria. Pois quem ama sempre se alegra na união com o amado. (...) Daí que a consequência da caridade seja a alegria».
GE 123. Os profetas anunciavam o tempo de Jesus, que estamos a viver, como uma revelação da alegria: «Exultai de alegria» (Is 12,6).
GE 124. Maria, que soube descobrir a novidade trazida por Jesus, cantava: «o meu espírito se alegra» (Lc 1,47) e o próprio Jesus «estremeceu de alegria sob a ação do Espírito Santo» (Lc 10,21). Quando Ele passava, «a multidão alegrava-se» (Lc 13,17). Depois da sua ressurreição, onde chegavam os discípulos, havia grande alegria (cf. At 8,8).

GE 128. Não estou a falar da alegria consumista e individualista muito presente nalgumas experiências culturais de hoje. Com efeito, o consumismo só atravanca o coração; pode proporcionar prazeres ocasionais e passageiros, mas não alegria. Refiro-me, antes, àquela alegria que se vive em comunhão, que se partilha e comunica, porque «a felicidade está mais em dar do que em receber» (At 20,35) e «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9,7).


Prece: Peçamos ao Senhor a graça do bom humor.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
4.º Mistério: Meditemos na ousadia e ardor, como características da santidade.
Meditação
GE 130. O Beato Paulo VI mencionava, entre os obstáculos da evangelização, precisamente a carência de parrésia, «a falta de ardor, tanto mais grave [porque] provém de dentro». Quantas vezes nos sentimos instigados a deter-nos na comodidade da margem! Mas o Senhor chama-nos a navegar pelo mar dentro e lançar as redes em águas mais profundas (cf. Lc 5,4). Convida-nos a gastar a nossa vida ao seu serviço. Agarrados a Ele, temos a coragem de colocar todos os nossos carismas ao serviço dos outros. Oxalá pudéssemos sentir-nos impelidos pelo seu amor (cf. 2 Cor 5,14) e dizer com São Paulo: «Ai de mim se eu não evangelizar!» (1 Cor 9,16).
GE 135. Deus é sempre novidade, que nos impele a partir sem cessar e a mover-nos para ir mais além do conhecido, rumo às periferias e aos confins. Leva-nos aonde se encontra a humanidade mais ferida e aonde os seres humanos, sob a aparência da superficialidade e do conformismo, continuam à procura de resposta para a questão do sentido da vida. Deus não tem medo! Não tem medo! Ultrapassa sempre os nossos esquemas e não Lhe metem medo as periferias. Ele próprio Se fez periferia (cf. Fl 2, 6-8; Jo 1, 14). Por isso, se ousarmos ir às periferias, lá O encontraremos: Ele já estará lá. Jesus antecipa-Se-nos no coração daquele irmão, na sua carne ferida, na sua vida oprimida, na sua alma sombria. Ele já está lá.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça da ousadia e do ardor da caridade.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.

5.º Mistério: Meditemos na abertura à novidade do Espírito, como marca de santidade.
Meditação
GE 136. É verdade que precisamos de abrir a porta a Jesus Cristo, porque Ele bate e chama (cf. Ap 3,20). Mas, pensando no ar irrespirável da nossa autorreferencialidade, pergunto-me se às vezes Jesus não estará já dentro de nós, batendo para que O deixemos sair. No Evangelho, vemos como Jesus «ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus» (Lc 8,1). Mesmo depois da ressurreição, quando os discípulos partiram para toda a parte, «o Senhor cooperava com eles» (Mc 16,20). Esta é a dinâmica que brota do verdadeiro encontro.
GE 137. A habituação seduz-nos e diz-nos que não tem sentido procurar mudar as coisas, que nada podemos fazer perante tal situação, que sempre foi assim e todavia sobrevivemos. Pela habituação, já não enfrentamos o mal e permitimos que as coisas «continuem como estão» ou como alguns decidiram que estejam. Deixemos, então, que o Senhor venha despertar-nos, dar-nos um abanão na nossa sonolência, libertar-nos da inércia. Desafiemos a habituação, abramos bem os olhos, os ouvidos e sobretudo o coração, para nos deixarmos mover pelo que acontece ao nosso redor e pelo clamor da Palavra viva e eficaz do Ressuscitado.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de nos deixarmos mover pelo amor de Deus em tudo o que fazemos.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3 Ave-marias

Algumas intenções particulares para este dia (GE 139):



  1. Peçamos ao Senhor a graça de não hesitar quando o Espírito nos exige que dêmos um passo em frente.

  2. Peçamos a coragem apostólica de comunicar o Evangelho aos outros e de renunciar a fazer da nossa vida um museu de recordações.

  3. Deixemos que o Espírito Santo nos faça contemplar a história na perspetiva de Jesus ressuscitado. Assim a Igreja, em vez de cair cansada, poderá continuar em frente, acolhendo as surpresas do Senhor.


Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora e / ou Hino novo a Nossa Senhora da Hora (cf. final)
P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.
Dia 5 – Grupo de Crismandos
P. Com as missas vespertinas, neste sábado, iniciamos a celebração do 6.º domingo da Páscoa e temos presente a Virgem Maria, que entre a ressurreição e o Pentecostes permanecia em oração, juntamente com os Apóstolos. Maria acompanhou o seu Filho, desde o berço à Cruz e acompanha a Igreja, desde a ressurreição de Jesus à consumação dos séculos. Por isso, sentimos a presença materna de Maria, a discípula fiel de Jesus e a imagem mais perfeita daquilo que a Igreja é chamada a ser. É-nos proposto que, ao longo deste mês, com exceção da Semana da Vida (de 13 a 20), meditemos nas palavras do Papa Francisco, na sua mais recente Exortação Apostólica, “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate – GE), sobre o chamamento à santidade no mundo atual. Iremos ler e meditar este documento, ao longo deste mês. É um texto muito simples, muito direto e muito atual. Em cada mistério vamos meditar um excerto ou um número desta Exortação. Hoje, iremos ler e meditar alguns números, em que o Papa nos fala da “tua missão em Cristo”. É um texto oportuno, para nós, crismandos, que nos preparamos para ser ungidos e enviados em missão.
1.º Mistério: Meditemos na vida de cada santo, como uma realização da missão no seu tempo e na sua terra.
Meditação
GE 19. Para um cristão, não é possível imaginar a própria missão na terra, sem a conceber como um caminho de santidade, porque «esta é, na verdade, a vontade de Deus: a [nossa] santificação» (1 Ts 4,3). Cada santo é uma missão; é um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da história, um aspeto do Evangelho.
GE 20. Esta missão tem o seu sentido pleno em Cristo e só se compreende a partir d’Ele. No fundo, a santidade é viver em união com Ele os mistérios da sua vida; consiste em associar-se duma maneira única e pessoal à morte e ressurreição do Senhor, em morrer e ressuscitar continuamente com Ele. Mas pode também envolver a reprodução na própria existência de diferentes aspetos da vida terrena de Jesus: a vida oculta, a vida comunitária, a proximidade aos últimos, a pobreza e outras manifestações da sua doação por amor.
Prece: Peçamos a graça de assumir a nossa missão na nossa terra.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
2.º Mistério: Meditemos na santidade como obra e mensagem do Espírito Santo.
Meditação: GE 21. O desígnio do Pai é Cristo, e nós n’Ele. Em última análise, é Cristo que ama em nós, porque a santidade «mais não é do que a caridade plenamente vivida». Por conseguinte, «a medida da santidade é dada pela estatura que Cristo alcança em nós, desde quando, com a força do Espírito Santo, modelamos toda a nossa vida sobre a Sua». Assim, cada santo é uma mensagem que o Espírito Santo extrai da riqueza de Jesus Cristo e dá ao seu povo.
Prece: Peçamos a graça de sermos imagem de Cristo que se reflete no amor aos outros.

Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3.º Mistério: Meditemos na figura dos santos, como um testemunho que só se entende na globalidade da sua vida.
Meditação: GE 22. Para identificar qual seja essa palavra que o Senhor quer dizer através dum santo, não convém deter-se nos detalhes, porque nisso também pode haver erros e quedas. Nem tudo o que um santo diz é plenamente fiel ao Evangelho, nem tudo o que faz é autêntico ou perfeito. O que devemos contemplar é o conjunto da sua vida, o seu caminho inteiro de santificação, aquela figura que reflete algo de Jesus Cristo e que sobressai quando se consegue compor o sentido da totalidade da sua pessoa.
Prece: Peçamos ao Senhor que se reflita em nós a beleza da sua santidade.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
4.º Mistério: Meditemos na vida como uma missão.
Meditação: GE 23. Isto é um vigoroso apelo para todos nós. Também tu precisas de conceber a totalidade da tua vida como uma missão. Tenta fazê-lo, escutando a Deus na oração e identificando os sinais que Ele te dá. Pede sempre, ao Espírito Santo, o que espera Jesus de ti em cada momento da tua vida e em cada opção que tenhas de tomar, para discernir o lugar que isso ocupa na tua missão. E permite-Lhe plasmar em ti aquele mistério pessoal que possa refletir Jesus Cristo no mundo de hoje.
Mais à frente, no n.º 27 deste documento, diz o Papa, citando um autor espiritual: “Não é que a vida tenha uma missão, mas a vida é uma missão”.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de assumir a vida como missão.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
5.º Mistério: Meditemos na santidade como um caminho possível, apesar das nossas fragilidades.
Meditação: GE 24. Oxalá consigas identificar a palavra, a mensagem de Jesus que Deus quer dizer ao mundo com a tua vida. Deixa-te transformar, deixa-te renovar pelo Espírito para que isso seja possível, e assim a tua preciosa missão não fracassará. O Senhor levá-la-á a cumprimento mesmo no meio dos teus erros e momentos negativos, desde que não abandones o caminho do amor e permaneças sempre aberto à sua ação sobrenatural que purifica e ilumina.

Prece: Peçamos ao Senhor a graça de nunca abandonar o Seu caminho de amor.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3 Ave-marias

Algumas intenções particulares para este dia:



  1. Rezemos por todos os que se preparam para o Crisma.

  2. Deixemos que o Espírito Santo desperte em nós o desejo da santidade.

  3. Deixemos que o Espírito Santo faça da nossa vida uma missão.


Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora e / ou Hino novo a Nossa Senhora da Hora (cf. final)
P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.

Dia 6 – Movimento Esperança e Vida – Dia da Mãe

(Tendo em conta o Dia da Mãe, pode optar-se pela proposta apresentada para a bênção das grávidas, a 10 de maio)
P. Celebramos hoje o 6.º domingo da Páscoa e temos presente a Virgem Maria, que entre a ressurreição e o Pentecostes permanecia em oração, juntamente com os Apóstolos. Maria acompanhou o seu Filho, desde o berço à Cruz e acompanha a Igreja, desde a Ressurreição de Jesus à consumação dos séculos. Por isso, sentimos a presença materna de Maria, a discípula fiel de Jesus e a imagem mais perfeita daquilo que a Igreja é chamada a ser. É-nos proposto que, ao longo deste mês, com exceção da Semana da Vida (de 13 a 20), meditemos nas palavras do Papa Francisco, na sua mais recente Exortação Apostólica, “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate – GE), sobre o chamamento à santidade no mundo atual. Estamos a ler e meditar este documento, ao longo deste mês. É um texto muito simples, muito direto e muito atual. Em cada mistério vamos meditar um excerto ou um número desta Exortação. Tenhamos presentes em todos os mistérios as nossas mães, para que o dom da maternidade seja reconhecido e apoiado.
1.º Mistério: Meditemos na vocação à santidade, segundo o próprio caminho.
Meditação: GE 14. Para ser santo, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso. Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade esteja reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. És uma consagrada ou um consagrado? Sê santo, vivendo com alegria a tua doação. Estás casado? Sê santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És um trabalhador? Sê santo, cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho ao serviço dos irmãos. És pai ou mãe, avó ou avô? Sê santo, ensinando com paciência as crianças a seguirem Jesus. Estás investido em autoridade? Sê santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de encontrar na maternidade um caminho de santidade.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
2.º Mistério: Meditemos na graça de Deus, que supera a nossa fragilidade humana com os meios de salvação.
Meditação: GE 15. Deixa que a graça do teu Batismo frutifique num caminho de santidade. Deixa que tudo esteja aberto a Deus e, para isso, opta por Ele, escolhe Deus sem cessar. Não desanimes, porque tens a força do Espírito Santo para tornar possível a santidade e, no fundo, esta é o fruto do Espírito Santo na tua vida (cf. Gal 5,22-23). Quando sentires a tentação de te enredares na tua fragilidade, levanta os olhos para o Crucificado e diz-Lhe: «Senhor, sou um miserável! Mas Vós podeis realizar o milagre de me tornar um pouco melhor». Na Igreja, santa e formada por pecadores, encontrarás tudo o que precisas para crescer rumo à santidade. «Como uma noiva que se adorna com as suas joias» (Is 61,10), o Senhor cumulou-a de dons com a Palavra, os Sacramentos, os santuários, a vida das comunidades, o testemunho dos santos e uma beleza multiforme que deriva do amor do Senhor.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de superar a fragilidade com a força do Seu amor.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3.º Mistério: Meditemos na prática da santidade em gestos diários muito simples.
Meditação: GE 16. Esta santidade, a que o Senhor te chama, irá crescendo com pequenos gestos. Por exemplo, uma senhora vai ao mercado fazer as compras, encontra uma vizinha, começam a falar e… surgem as críticas. Mas esta mulher diz para consigo: «Não! Não falarei mal de ninguém». Isto é um passo rumo à santidade. Depois, em casa, o seu filho reclama a atenção dela para falar das suas fantasias e ela, embora cansada, senta-se ao seu lado e escuta com paciência e carinho. Trata-se doutra oferta que santifica. Ou então atravessa um momento de angústia, mas lembra-se do amor da Virgem Maria, pega no terço e reza com fé. Este é outro caminho de santidade. Noutra ocasião, segue pela estrada fora, encontra um pobre e detém-se a conversar carinhosamente com ele. É mais um passo.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça da santidade, nos pequenos gestos de amor.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
4.º Mistério: Meditemos no essencial da santidade: viver o ordinário de cada dia de modo extraordinário.
Meditação: GE 17. Sucede, às vezes, que a vida apresenta desafios maiores e, através deles, o Senhor convida-nos a novas conversões que permitam à sua graça manifestar-se melhor na nossa existência, «para nos fazer participantes da sua santidade» (Heb 12,10). Outras vezes trata-se apenas de encontrar uma forma mais perfeita de viver o que já fazemos: «há inspirações que nos fazem apenas tender para uma perfeição extraordinária das práticas ordinárias da vida cristã». Quando estava na prisão, o Cardeal Francisco Xavier Nguyen van Thuan renunciou a desgastar-se com a ânsia da sua libertação. A sua decisão foi «viver o momento presente, cumulando-o de amor»; eis o modo como a concretizava: «aproveito as ocasiões que vão surgindo cada dia para realizar ações ordinárias de maneira extraordinária».
Prece: Peçamos de novo ao Senhor a graça da santidade, nos pequenos gestos escondidos.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai, por nós que recorremos a Vós.

5.º Mistério: Meditemos na santidade, no amor incondicional aos outros.
Meditação: GE 18. Deste modo, sob o impulso da graça divina, com muitos gestos vamos construindo aquela figura de santidade que Deus quis para nós: não como seres autossuficientes, mas «como bons administradores das várias graças de Deus» (1 Ped 4,10). Os Bispos da Nova Zelândia ensinaram-nos, justamente, que é possível amar com o amor incondicional do Senhor, porque o Ressuscitado partilha a sua vida poderosa com as nossas vidas frágeis: «o seu amor não tem limites e, uma vez doado, nunca volta atrás. Foi incondicional e permaneceu fiel. Amar assim não é fácil, porque muitas vezes somos tão frágeis; mas, precisamente para podermos amar como Ele nos amou, Cristo partilha connosco a sua própria vida ressuscitada. Desta forma, a nossa vida demonstra o seu poder em ação, inclusive no meio da fragilidade humana».
Prece: Peçamos ao Senhor a graça do amor materno que é sempre gratuito.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3 Ave-marias

Algumas intenções particulares para este dia:



  1. Rezemos por todas as mães que já partiram deste mundo.

  2. Rezemos por todas as mães felizes pela graça da maternidade.

  3. Rezemos por todas as mães para quem a maternidade é uma cruz difícil de suportar.


Poema: “Digo mãe”
Digo mãe, digo amor, amor inteiro,

sem cálculo nem interesse, ocasião,

digo mãe, digo amor, amor primeiro

antes e depois de tudo, derradeiro.


Digo mãe, digo vida, alegre, paciente,

primavera perene, jardim sempre florido,

digo mãe, vida, mais do que semente,

que reza e chora, que nunca está ausente.


Digo mãe, digo mão, ramo seguro,

árvore amiga a baloiçar a tarde

digo mãe, digo mão, digo futuro,

a minha mãe é o cristal mais puro.


Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora e / ou Hino novo a Nossa Senhora da Hora (cf. final)

P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.

Dia 7 – Leitores
P. Estamos na sexta semana da Páscoa e temos presente a Virgem Maria, que entre a ressurreição e o Pentecostes permanecia em oração, juntamente com os Apóstolos. Maria acompanhou o seu Filho, desde o berço à Cruz e acompanha a Igreja, desde a ressurreição de Jesus à consumação dos séculos. Por isso, sentimos a presença materna de Maria, a discípula fiel de Jesus e a imagem mais perfeita daquilo que a Igreja é chamada a ser. É-nos proposto que, ao longo deste mês, com exceção da Semana da Vida (de 13 a 20), meditemos nas palavras do Papa Francisco, na sua mais recente Exortação Apostólica, “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate – GE), sobre o chamamento à santidade no mundo atual. Estamos a ler e meditar este documento, ao longo deste mês. É um texto muito simples, muito direto e muito atual. Em cada mistério vamos meditar um excerto ou um número desta Exortação. Uma vez que esta oração é orientada pelo grupo dos leitores, selecionamos alguns números que nos interpelam especialmente.
1.º Mistério: Meditemos na importância da leitura orante da Palavra de Deus, no caminho da santidade.
Meditação: GE 156. A leitura orante da Palavra de Deus, «mais doce do que o mel» (Sal 119/118,103) e «espada de dois gumes» (Heb 4,12), permite que nos detenhamos a escutar o Mestre, fazendo da sua palavra farol para os nossos passos, luz para o nosso caminho (cf. Sal 119/118,105). Como justamente nos lembraram os Bispos da Índia, «a devoção à Palavra de Deus não é apenas uma dentre muitas devoções, uma coisa bela mas facultativa. Pertence ao coração e à própria identidade da vida cristã. A Palavra tem em si mesma a força para transformar a vida».
Prece: Peçamos a graça de sermos fecundados pela Palavra de Deus, como Maria.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
2.º Mistério: Meditemos na importância do silêncio.
Meditação: GE 150. (…) São necessários alguns tempos dedicados só a Deus, na solidão com Ele. Para Santa Teresa de Ávila, a oração é «uma relação íntima de amizade, permanecendo muitas vezes a sós com Quem sabemos que nos ama». Gostaria de insistir no facto de que isto não é dito apenas para poucos privilegiados, mas para todos, porque «todos precisamos deste silêncio repleto de presença adoradora». A oração confiante é uma resposta do coração que se abre a Deus face a face, onde são silenciados todos os rumores para escutar a voz suave do Senhor que ressoa no silêncio.
Prece: Peçamos a graça de cultivar o silêncio de Maria.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.

3.º Mistério: Meditemos na importância da escuta da Palavra, no caminho da santidade.
Meditação: GE 172. Pode acontecer, porém, que na própria oração evitemos deixar-nos confrontar com a liberdade do Espírito, que age como quer. Não nos esqueçamos de que o discernimento orante exige partir da predisposição para escutar: o Senhor, os outros, a própria realidade que não cessa de nos interpelar de novas maneiras. Somente quem está disposto a escutar é que tem a liberdade de renunciar ao seu ponto de vista parcial e insuficiente, aos seus hábitos, aos seus esquemas. Desta forma, está realmente disponível para acolher uma chamada que quebra as suas seguranças, mas leva-o a uma vida melhor, porque não é suficiente que tudo corra bem, que tudo esteja tranquilo. Pode acontecer que Deus nos esteja a oferecer algo mais e, na nossa cómoda distração, não o reconheçamos.
Prece: Peçamos a graça de estarmos sempre disponíveis para responder ao chamamento de Deus.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
4.º Mistério: Meditemos na riqueza do tesouro da Igreja, através do seu Magistério, para a nossa santificação hoje.
Meditação: GE 173. Tal atitude de escuta implica, naturalmente, obediência ao Evangelho como último critério, mas também ao Magistério que o guarda, procurando encontrar no tesouro da Igreja aquilo que pode ser mais fecundo para «o hoje» da salvação. Não se trata de aplicar receitas ou repetir o passado, uma vez que as mesmas soluções não são válidas em todas as circunstâncias e o que foi útil num contexto pode não o ser noutro. O discernimento dos espíritos liberta-nos da rigidez, que não tem lugar no «hoje» perene do Ressuscitado. Somente o Espírito sabe penetrar nas dobras mais recônditas da realidade e ter em conta todas as suas nuances, para que a novidade do Evangelho surja com outra luz.
Prece: Peçamos a graça de estarmos sempre disponíveis para reconhecer a voz de Deus.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
5.º Mistério: Meditemos em Maria, ouvinte da Palavra.
Meditação: GE 176. Desejo coroar estas reflexões com a figura de Maria, porque Ela viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. É Aquela que estremecia de júbilo na presença de Deus, Aquela que conservava tudo no seu coração e Se deixou atravessar pela espada. É a mais abençoada dos santos entre os santos, Aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita deixar-nos por terra e, às vezes, leva-nos nos seus braços sem nos julgar. Conversar com Ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos. A Mãe não necessita de muitas palavras, não precisa que nos esforcemos demasiado para Lhe explicar o que se passa connosco. É suficiente sussurrar uma vez e outra: «Ave Maria...».
Prece: Peçamos a graça de nos tornarmos fiéis ouvintes da Palavra, como Maria.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3 Ave-marias

Algumas intenções particulares para este dia:



  1. Pelos que exercem o ministério profético, para que sejam, em primeiro lugar, fiéis ouvintes da Palavra.

  2. Pelos peregrinos a caminho de Fátima, para que vivam essa experiência como caminho de santidade.


Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora e / ou Hino novo a Nossa Senhora da Hora (cf. final)
P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.

Dia 8 – Catequese 2.º ano
P. Estamos na sexta semana da Páscoa e temos presente a Virgem Maria, que entre a ressurreição e o Pentecostes permanecia em oração, juntamente com os Apóstolos. Maria acompanhou o seu Filho, desde o berço à Cruz e acompanha a Igreja, desde a ressurreição de Jesus à consumação dos séculos. Por isso, sentimos a presença materna de Maria, a discípula fiel de Jesus e a imagem mais perfeita daquilo que a Igreja é chamada a ser. É-nos proposto que, ao longo deste mês, com exceção da Semana da Vida (de 13 a 20), meditemos nas palavras do Papa Francisco, na sua mais recente Exortação Apostólica, “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate – GE), sobre o chamamento à santidade no mundo atual. Estamos a ler e meditar este documento, ao longo deste mês. É um texto muito simples, muito direto e muito atual. Em cada mistério vamos meditar um excerto ou um número desta Exortação.
1.º Mistério: Meditemos na nossa missão e no compromisso de construir o Reino de Deus, nos lugares da nossa vida.
Meditação: GE 25. Dado que não se pode conceber Cristo sem o Reino que Ele veio trazer, também a tua missão é inseparável da construção do Reino: «procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça» (Mt 6,33). A tua identificação com Cristo e os seus desígnios requer o compromisso de construíres, com Ele, este Reino de amor, justiça e paz para todos. O próprio Cristo quer vivê-lo contigo em todos os esforços ou renúncias que isso implique e também nas alegrias e na fecundidade que te proporcione.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de nos santificarmos, entregando-nos de corpo e alma, dando o melhor de nós.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
2.º Mistério: Meditemos no equilíbrio necessário entre oração e ação, entre silêncio e atividade, entre trabalho e repouso.
Meditação: GE 26. Não é saudável amar o silêncio e esquivar o encontro com o outro, desejar o repouso e rejeitar a atividade, buscar a oração e menosprezar o serviço. Tudo pode ser recebido e integrado como parte da própria vida neste mundo, entrando a fazer parte do caminho de santificação. Somos chamados a viver a contemplação mesmo no meio da ação, e santificamo-nos no exercício responsável e generoso da nossa missão.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça do equilíbrio entre oração e ação.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.

3.º Mistério: Meditemos na nossa vida, como missão.
Meditação: GE 27. Poderá porventura o Espírito Santo enviar-nos para cumprir uma missão e, ao mesmo tempo, pedir-nos que fujamos dela ou que evitemos doar-nos totalmente para preservarmos a paz interior? Obviamente não; mas, às vezes, somos tentados a relegar para posição secundária a dedicação pastoral e o compromisso no mundo, como se fossem «distrações» no caminho da santificação e da paz interior. Esquecemo-nos disto: «não é que a vida tenha uma missão, mas a vida é uma missão».
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de assumir a vida como missão.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
4.º Mistério: Meditemos no desafio a fazer da nossa doação diária um caminho de santificação.
Meditação: GE 28. Um compromisso movido pela ansiedade, o orgulho, a necessidade de aparecer e dominar, certamente, não será santificador. O desafio é viver de tal forma a própria doação, que os esforços tenham um sentido evangélico e nos identifiquem cada vez mais com Jesus Cristo. Por isso, é usual falar, por exemplo, duma espiritualidade do catequista, duma espiritualidade do clero diocesano, duma espiritualidade do trabalho. Pela mesma razão, na Exortação “A alegria do Evangelho” (Evangelii gaudium) quis concluir com uma espiritualidade da missão, na Encíclica sobre o cuidado da casa comum (Laudato si’) com uma espiritualidade ecológica, e na Exortação “A alegria do Amor” (Amoris laetitia) com uma espiritualidade da vida familiar.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de fazer da nossa doação diária um caminho de santificação.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
5.º Mistério: Meditemos na necessidade da solidão e do silêncio diante de Deus.
Meditação: GE 29. Isto não implica menosprezar os momentos de quietude, solidão e silêncio diante de Deus. Antes pelo contrário. Com efeito, as novidades contínuas dos meios tecnológicos, o fascínio de viajar, as inúmeras ofertas de consumo, às vezes, não deixam espaços vazios onde ressoe a voz de Deus. Tudo se enche de palavras, prazeres epidérmicos e rumores a uma velocidade cada vez maior; aqui não reina a alegria, mas a insatisfação de quem não sabe para que vive. Então, como não reconhecer que precisamos de deter esta corrida febril para recuperar um espaço pessoal, às vezes doloroso mas sempre fecundo, onde se realize o diálogo sincero com Deus? Em certos momentos, deveremos encarar a verdade de nós mesmos, para deixar que seja invadido pelo Senhor; e isto nem sempre se consegue, se a pessoa «não se vê à beira do abismo da tentação mais opressiva, se não sente a vertigem do precipício do abandono mais desesperado, se não se encontra absolutamente só, no cume da solidão mais radical».

Prece: Peçamos ao Senhor a graça de encontrarmos as grandes motivações que nos impelem a viver, em profundidade, as nossas tarefas.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3 Ave-marias

Algumas intenções particulares para este dia:



  1. Pelos trabalhadores, para que façam da sua atividade profissional um caminho de santificação.

  2. Pelas crianças do 2.º ano, para que façam do Pai-Nosso a sua oração principal e o seu programa de vida.

  3. Pelos peregrinos a caminho de Fátima, para que vivam essa experiência como caminho de santidade.


Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora e / ou Hino novo a Nossa Senhora da Hora (cf. final)
P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.
Nota: Avisar que amanhã, véspera da 5.ª-feira da Ascensão, dia da festa da nossa padroeira, há procissão de velas, no itinerário já divulgado.
Dia 9 – Procissão de Velas em honra de Nossa Senhora da Hora – Pároco2 - Maria, no tempo pascal
SAUDAÇÃO INICIAL
P. Estamos a celebrar este dia, em pleno tempo pascal, na véspera da “quinta-feira da Ascensão”. E, por isso, iremos contemplar Maria, a Mãe de Jesus, a partir da sua experiência pascal, vivida naquele tempo que vai da Páscoa ao Pentecostes. O texto que vamos ouvir dá-nos conta da presença de Maria e de outras mulheres, junto dos Apóstolos, reunidos no Cenáculo em oração. À partida, podia parecer que Maria é mais uma entre as mulheres. Mas não. São Lucas refere-se aqui a Maria, como a Mãe de Jesus. É como Mãe de Jesus que Ela acompanha os discípulos. Ela ama-os como algo de seu Filho e eles amam-n’A e recebem-n’A como pertença de Jesus.
ORAÇÃO COLETA: Deus, Pai de Misericórdia, cujo Filho Unigénito, pregado na Cruz, nos deu a sua própria Mãe, a Virgem Santíssima, como nossa Mãe, fazei que a Igreja, assistida pelo seu amor materno, exulte com o número e a santidade dos seus filhos e reúna numa só família todos os povos da Terra.
LEITURA BÍBLICA
Leitura do livro dos Atos dos Apóstolos (At 1,12-14)
“Depois da Ascensão do Senhor, os Onze apóstolos desceram do monte chamado das Oliveiras, situado perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado e foram para Jerusalém. Quando chegaram à Cidade, subiram para a sala de cima, no lugar onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelota, e Judas, filho de Tiago. E todos unidos pelos mesmos sentimentos, entregavam-se assiduamente à Oração, com algumas mulheres entre as quais Maria, Mãe de Jesus e com os irmãos de Jesus”.
Meditação dos mistérios
Vamos, ao longo destes cinco mistérios, aprofundar a experiência de Maria, tal qual nos relata o texto que ouvimos. Dele se depreende que Maria aguardava o Espírito Santo. E, unida à comunidade dos irmãos de Jesus, ela escutava a Palavra, permanecendo fiel à memória do Cenáculo e orando em comunidade. Meditemos, desde já, no primeiro aspeto:
1.º Mistério: Meditemos em Maria, na expectativa do Pentecostes; meditemos na nossa fidelidade ao Espírito Santo.
Meditação: No dizer do Concílio Vaticano II, «Maria implorava com suas preces o dom do Espírito que, na Anunciação, já a tinha coberto com a Sua sombra» (LG 59). S. Lucas, autor do terceiro Evangelho e dos Atos dos Apóstolos, parece relacionar a vinda do Espírito Santo sobre Maria com a do Pentecostes. No primeiro caso, a sombra cobre Maria e, misteriosamente, é gerado Cristo, cabeça do corpo místico. No Pentecostes, com a descida do Espírito, fica constituída a totalidade da Igreja, corpo místico de Cristo. O Espírito que fecundou o seio da Virgem Maria, do qual nasceu Cristo, fecunda a Igreja, seu Corpo.
Prece: Neste tempo pascal, que culminará no Pentecostes, invoquemos o dom do Espírito Santo, para a Igreja, para o mundo, para cada um de nós, para nos tornarmos, à imagem de Maria, pessoas dóceis às inspirações do Espírito Santo. Rezemos de modo especial pelas vocações consagradas.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
2.º Mistério: Meditemos em Maria, na sala de cima do Cenáculo; meditemos na nossa fidelidade à memória da última Ceia.
Meditação A referência à «sala de cima» do Cenáculo, que ouvimos no relato dos Atos, não pode deixar de evocar a Última Ceia de Cristo. Ali no Cenáculo começou, para o mundo, uma presença nova de Cristo, uma presença que se produz ininterruptamente, onde quer que seja celebrada a Eucaristia. Maria, diz o texto, permanece fiel ao encontro do Cenáculo; permanece fiel à memória da dádiva e do sacrifício de seu Filho, na Eucaristia. Por isso, de certo modo, Maria nos conduz ao mistério da Eucaristia.
Diz-nos o Papa Francisco: “Lá o único Absoluto recebe a maior adoração que se Lhe possa tributar neste mundo, porque é o próprio Cristo que Se oferece. E, quando O recebemos na Comunhão, renovamos a nossa aliança com Ele e consentimos-Lhe que realize cada vez mais a sua obra transformadora” (Gaudete et exsultate, n.º 157).
Prece: Peçamos, neste mistério, que os cristãos compreendam que não podem viver de modo consciente e coerente a sua fé cristã e o seu amor a Maria, sem valorizar a fidelidade à Eucaristia. Rezemos de modo especial pelas crianças que se preparam para a Primeira Comunhão, pelos seus pais e padrinhos.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
3.º Mistério: Meditemos em Maria, assídua à Oração; meditemos na nossa fidelidade à Oração comunitária.
Meditação: Maria ora no seio da nova família. Ela é a primeira crente. Maria reza também avalizando a oração da Igreja. Ao participar agora na prece eclesial dirigida por Pedro, a sua fé e esperança comunicam uma força especial à oração do grupo. A Igreja sentiu-se sempre acompanhada por esta oração de Maria. Assim o proclama o concílio Vaticano II: «Depois de elevada ao céu, não abandonou esta missão salutar, mas, pela sua múltipla intercessão, continua a obter-nos os dons da salvação eterna. Com seu amor de mãe, cuida dos irmãos de seu Filho que ainda peregrinam e se debatem entre perigos e angústias até que sejam conduzidos à pátria feliz» (LG 62).
Diz-nos o Papa Francisco: “O santo é uma pessoa com espírito orante, que tem necessidade de comunicar com Deus. Não acredito na santidade sem oração, embora não se trate necessariamente de longos períodos ou de sentimentos intensos” (GE 147).
Prece: Peçamos, neste mistério, por todos os peregrinos de Fátima, por todos os peregrinos desta procissão. Que todos tomemos consciência da necessidade de rezar, não apenas pessoalmente, mas também em comunidade. E rezemos, para que a vida de todos nós esteja orientada para a meta da vida eterna.

Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
4.º Mistério: Meditemos em Maria, com todos os irmãos de Jesus; meditemos na nossa fidelidade à Palavra.
Meditação: A palavra «irmãos» na Bíblia designa tanto os filhos da mesma mãe, como os parentes próximos. “Aqueles a quem os Evangelhos chamam «irmãos de Jesus», são por sua vez chamados a ultrapassar o significado imediato e familiar a respeito dele, para se converterem à revelação da sua identidade profunda. Quando anunciam a Jesus que sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e o procuram, Jesus responde que sua Mãe e seus irmãos são de facto os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática (Lc 8,21). Há aqui um momento de rutura entre Jesus e o seu agregado familiar. Mas após a Ascensão, Maria e os irmãos de Jesus estarão reunidos com os apóstolos, numa adesão comum ao Cristo Ressuscitado. Eles tornam-se irmãos e irmãs pela fé e encontram-se entre os primeiros da multidão de irmãos que Jesus adquiriu através do mistério pascal” (Documento Ecuménico Group des Dombes, I, 186-187).
Diz-nos o Papa Francisco: “A leitura orante da Palavra de Deus, «mais doce do que o mel» (Sal 119/118, 103) e «espada de dois gumes» (Heb 4,12), permite determo-nos a escutar o Mestre fazendo da sua palavra farol para os nossos passos, luz para o nosso caminho (cf. Sal 119/118,105). «A devoção à Palavra de Deus não é apenas uma dentre muitas devoções, uma coisa bela mas facultativa. Pertence ao coração e à própria identidade da vida cristã. A Palavra tem em si mesma a força para transformar a vida»” (GE 156). “Partilhar a Palavra e celebrar juntos a Eucaristia torna-nos mais irmãos” (GE 142).
Prece: Peçamos, neste mistério, que todos os cristãos valorizem a Palavra de Deus.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
5.º Mistério: Meditemos em Maria, junto de Pedro e dos outros Apóstolos; meditemos na fidelidade à Igreja.
Meditação: No momento culminante da fundação da Igreja, Maria está presente junto dos Doze. “Agora, - diz o Papa na sua Encíclica sobre a Mãe do Redentor - nos alvores da Igreja, no princípio da sua longa caminhada mediante a fé, que se iniciava em Jerusalém com o Pentecostes, Maria estava com todos aqueles que então constituíam o gérmen do «novo Israel». Na base daquilo que a Igreja é desde o início, daquilo que ela deve tornar-se continuamente, de geração em geração, no seio de todas as nações da terra, encontra-se «aquela que acreditou no cumprimento das coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor». Esta fé de Maria, precisamente, que assinala o início da nova e eterna Aliança de Deus com a humanidade em Jesus Cristo, esta sua fé heroica «precede» o testemunho apostólico da Igreja e permanece no coração da mesma Igreja, escondida como uma herança especial da revelação de Deus. Todos aqueles que, de geração em geração, aceitando o testemunho apostólico da Igreja, começam a participar nessa herança misteriosa, participam, em certo sentido, na fé de Maria (RM 27).
Diz o Papa Francisco: “É muito difícil lutar contra a própria concupiscência e contra as ciladas e tentações do demónio e do mundo egoísta, se estivermos isolados. A sedução com que nos bombardeiam é tal que, se estivermos demasiado sozinhos, facilmente perdemos o sentido da realidade, a clareza interior, e sucumbimos” (GE 140).
“A santificação é um caminho comunitário” (GE 141). “Contra a tendência para o individualismo consumista que acaba por nos isolar na busca do bem-estar à margem dos outros, o nosso caminho de santificação não pode deixar de nos identificar com aquele desejo de Jesus: «que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti» (Jo 17,21)” (GE 146).
Prece: Peçamos, neste mistério, a graça de aprendermos a viver a fé e crescer na santidade, sempre em comunidade.
Silêncio / Pai-Nosso / 10 AM / Glória

P. Ó Maria, concebida sem pecado.

R. Rogai por nós que recorremos a Vós.
Diz o Papa Francisco, na conclusão da Exortação sobre a santidade no mundo atual:
“Desejo coroar estas reflexões com a figura de Maria, porque Ela viveu como ninguém as bem-aventuranças de Jesus. É Aquela que estremecia de júbilo na presença de Deus, Aquela que conservava tudo no seu coração e Se deixou atravessar pela espada. É a mais abençoada dos santos entre os santos, Aquela que nos mostra o caminho da santidade e nos acompanha. E, quando caímos, não aceita deixar-nos por terra e, às vezes, leva-nos nos seus braços sem nos julgar. Conversar com Ela consola-nos, liberta-nos, santifica-nos. A Mãe não necessita de muitas palavras, não precisa que nos esforcemos demasiado para Lhe explicar o que se passa connosco. É suficiente sussurrar uma vez e outra: «Ave Maria...».
Rezemos estas 3 Ave-marias por todos aqueles e aquelas que, neste mês, se voltam de modo especial para Maria, Mãe de Jesus. Para que n’Ela encontrem um modelo de fidelidade ao Espírito Santo, à oração e à Palavra de Deus, à Eucaristia e à Igreja.
TRÊS AVE-MARIAS

SALVE-RAINHA

CONSAGRAÇÃO


REFLEXÃO
“Peregrinos com Maria… Qual Maria? Uma «Mestra de vida espiritual», a primeira que seguiu Cristo pelo caminho «estreito» da cruz dando-nos o exemplo, ou então uma Senhora «inatingível» e, consequentemente, inimitável? A «Bendita por ter acreditado» (cf. Lc 1,42.45) sempre e em todas as circunstâncias nas palavras divinas, ou então uma «Santinha» a quem se recorre para obter favores a baixo preço? A Virgem Maria do Evangelho venerada pela Igreja orante, ou uma esboçada por sensibilidades subjetivas que A veem segurando o braço justiceiro de Deus pronto a castigar: uma Maria melhor do que Cristo, visto como Juiz impiedoso; mais misericordiosa que o Cordeiro imolado por nós?
«Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho. Nela vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos mas dos fortes, que não precisam de maltratar os outros para se sentirem importantes (…). Esta dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho ao encontro dos outros é aquilo que faz dela um modelo eclesial para a evangelização» (Evangelii gaudium, 288).
Tomados pela mão da Virgem Mãe e sob o seu olhar, podemos cantar, com alegria, as misericórdias do Senhor. Podemos dizer-Lhe: A minha alma canta para Vós, Senhor! A misericórdia, que usastes para com todos os vossos santos e com todo o vosso povo fiel, também chegou a mim. A única possibilidade de exaltação que tenho é que a vossa Mãe me pegue ao colo, me cubra com o seu manto e me ponha junto do vosso Coração. Assim seja” (Papa Francisco, Fátima, 12 maio 2017).
HINO NOVO A NOSSA SENHORA DA HORA
P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.

Dia 10 – Igreja Antiga - Bênção das grávidas
Introdução: Nestes dias do mês de maio, a liturgia da Igreja coloca diante dos nossos olhos a imagem da Virgem Maria. Ela é a Mãe que dá à luz Jesus. É a Mãe que nos apresenta Jesus. É a Mãe que nos dá Jesus! É a Mãe que nos mostra Jesus e que nos faz ver Jesus. De Maria, a Igreja aprende a ser Mãe e, graças a Maria e à Igreja, nós não somos órfãos, temos Mãe, temos Mãe, como nos recordou o Papa Francisco em Fátima! Não somos órfãos, somos filhos da Igreja, somos filhos de Nossa Senhora e somos filhos das nossas mães. Continuemos hoje a meditar os mistérios da família. E contemplemos, neste dia, de modo muito especial, a graça da maternidade, porque não é apenas uma graça termos uma mãe; é sobretudo muito belo «ser mãe».
No 1.º mistério, meditemos na maternidade como acolhimento feliz de uma nova vida.
Leitura Bíblica: Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 1,26-38): “Disse o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus». Maria disse então: «Faça-se em mim, segundo a tua Palavra».”
Meditação: Maria acolhe, com total surpresa, o dom de uma nova vida, mesmo se essa vida nova desconcerta todos os seus planos. A esta luz, podemos dizer que “a família é o âmbito não só da geração, mas também do acolhimento da vida, que chega como um presente de Deus. Cada nova vida «permite-nos descobrir a dimensão mais gratuita do amor, que nunca cessa de nos surpreender. É a beleza de ser amado primeiro: os filhos são amados antes de chegar. Isto mostra-nos o primado do amor de Deus, que sempre toma a iniciativa, porque os filhos «são amados antes de ter feito algo para o merecer” (AL 166).
Prece: Neste 1.º mistério, peçamos ao Senhor a graça de nos deixarmos maravilhar pelas surpresas de Deus, sobretudo no dom de uma nova vida humana.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

P. Maria, Mãe da Vida!

R. Rogai por nós!
No 2.º mistério, meditemos no amor vivido pela mãe na expectativa da gravidez.
Leitura Bíblica: Da profecia de Jeremias (1,5): «Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei».
Meditação: Maria vive a surpresa da sua gravidez, com expectativa, na certeza de que o Menino que vai nascer não é obra das suas mãos, não é fruto de um desejo ou de um projeto pessoal. É dádiva a acolher em seu seio e a guardar em seu coração. Para Maria, como para todas as mulheres, “a gravidez é um período difícil, mas também um tempo maravilhoso. A mãe colabora com Deus, para que se verifique o milagre de uma nova vida. A maternidade surge de uma «particular potencialidade do organismo feminino, que, com a sua peculiaridade criadora, serve para a conceção e a geração do ser humano». Cada mulher participa do «mistério da criação, que se renova na geração humana. Assim diz o Salmo: Senhor, «formaste-me no seio de minha mãe» (Sl 139/138,13). Cada criança, que se forma dentro de sua mãe, é um projeto eterno de Deus Pai e do seu amor eterno: «Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei» (Jr 1,5). Cada criança está no coração de Deus desde sempre e, no momento em que é concebida, realiza-se o sonho eterno do Criador. Pensemos quanto vale o embrião, desde que é concebido” (AL 168).
Prece: Neste 2.º mistério, peçamos ao Senhor que dê a todas as mães a graça de contemplar o filho, ainda em embrião, com o mesmo olhar amoroso do Pai, que vê para além de toda a aparência.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

Maria, Mãe da Vida!

R. Rogai por nós!
No terceiro mistério, meditemos na gravidez e nos nove meses de sonho da mãe e do pai.
Leitura Bíblica: Do Evangelho segundo São Mateus (Mt 1,18-21): “Maria, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho, e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados».
Meditação: O período da gravidez são nove meses de sonho e de beleza, porque “a mulher grávida pode participar do projeto de Deus, sonhando o seu filho. Toda a mãe e todo o pai sonharam o seu filho nove meses” (AL 169). E hoje, “com os progressos feitos pela ciência, é possível saber de antemão a cor que terá o cabelo da criança e as doenças que poderá ter no futuro. Mas, conhecê-lo em plenitude, só consegue o Pai do Céu que o criou. É importante que aquela criança se sinta esperada. Não é um complemento ou uma solução para uma aspiração pessoal, mas um ser humano, com um valor imenso, e não pode ser usado para benefício próprio. Por conseguinte, não é importante se esta nova vida é útil à mãe ou não, se possui características que lhe agradam ou não, se corresponde ou não aos seus sonhos. Porque “os filhos são uma dádiva! Cada um é único e irrepetível” (AL 170).
Prece: Neste 3.º mistério, peçamos ao Senhor que toda a mãe, que traz o filho no seu ventre, saiba pedir luz a Deus, para poder conhecer em profundidade o seu próprio filho e saber esperá-lo tal como ele é.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

P. Maria, Mãe da Vida!

R. Rogai por nós!
No 4.º mistério meditemos na alegria de ser mãe.
Leitura bíblica: Do Evangelho segundo São Lucas (Lc 1,39-47): Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou: “Logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meio seio”.
Meditação: Apesar de viver uma gravidez inesperada e misteriosa, Maria concentra-se no dom recebido, partilha-o com a sua prima Isabel, também ela inesperadamente grávida, e canta um hino de gratidão e louvor, um cântico de alegria. Ressoam aqui as palavras do Papa Francisco: “A cada mulher grávida, quero pedir-lhe afetuosamente: Cuida da tua alegria; que nada te tire a alegria interior da maternidade. Aquela criança merece a tua alegria. Não permitas que os medos, as preocupações, os comentários alheios ou os problemas apaguem esta felicidade de ser instrumento de Deus para trazer uma nova vida ao mundo. Ocupa-te daquilo que é preciso fazer ou preparar, mas sem obsessões, e louva como Maria: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva» (Lc 1,46-48). Vive, com sereno entusiasmo, no meio dos teus incómodos” (AL 171).
Prece: Neste 4.º mistério, peçamos ao Senhor que todas as mulheres grávidas saibam guardar a sua alegria para a poderem transmitir aos seus filhos.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

P. Maria, Mãe do Acolhimento!

R. Rogai por nós!
No 5.º mistério, meditemos na importância das mães no nosso crescimento.
Leitura bíblica: Da profecia de Isaías (Is 49,14-15): «Sião dizia: ‘O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-Se de mim’. Pode a mulher esquecer-se da criança que amamenta e não ter carinho pelo fruto das suas entranhas? Mas ainda que ela o esquecesse, Eu nunca te esquecerei».
Meditação: Nenhuma realização da mulher é superior à graça de ser mãe. “Hoje reconhecemos como plenamente legítimo, e até desejável, que as mulheres queiram estudar, trabalhar, desenvolver as suas capacidades e ter objetivos pessoais. Mas, ao mesmo tempo, não podemos ignorar a necessidade que as crianças têm da presença materna, especialmente nos primeiros meses de vida. O enfraquecimento da presença materna, com as suas qualidades femininas, é um risco grave para a nossa terra” (AL 173). “De facto, «as mães são o antídoto mais forte contra o propagar-se do individualismo egoísta. São elas que testemunham a beleza da vida. Sem dúvida, uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral. As mães transmitem, muitas vezes, também o sentido mais profundo da prática religiosa: nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende. Sem as mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo” (AL 174).
Prece: Neste mistério, peçamos ao Senhor que a nossa sociedade e a nossa comunidade cristã saibam escutar e valorizar o papel das mães, na criação de um mundo mais solidário e na transmissão viva da fé.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

P. Maria, Mãe da Vida!

R. Rogai por nós!
Três Ave-marias em honra da pureza de Nossa Senhora
Poema: “Digo mãe”
Digo mãe, digo amor, amor inteiro,

sem cálculo nem interesse, ocasião,

digo mãe, digo amor, amor primeiro

antes e depois de tudo, derradeiro.


Digo mãe, digo vida, alegre, paciente,

primavera perene, jardim sempre florido,

digo mãe, vida, mais do que semente,

que reza e chora, que nunca está ausente.


Digo mãe, digo mão, ramo seguro,

árvore amiga a baloiçar a tarde

digo mãe, digo mão, digo futuro,

a minha mãe é o cristal mais puro.


Em vez das 3 Ave-marias intercaladas com o poema citado, podem recitar-se as 3 Ave-marias intercaladas com a oração do Papa São João Paulo II, na conclusão da encíclica sobre o Evangelho da Vida.
Ave-Maria
No final da 1.ª Ave-Maria:

Ó Maria,

aurora do mundo novo,

Mãe dos viventes,

confiamos-Vos a causa da vida:

olhai, Mãe, para o número sem fim

de crianças a quem é impedido nascer,

de pobres para quem se torna difícil viver,

de homens e mulheres

vítimas de inumana violência,

de idosos e doentes assassinados

pela indiferença ou por uma falsa compaixão.


Ave-Maria
No final da 2.ª Ave-Maria:

Maria,


fazei com que todos aqueles

que creem no vosso Filho

saibam anunciar com desassombro e amor

aos homens do nosso tempo o Evangelho da vida.


Ave-Maria
No final da 3.ª Ave-Maria:

Maria,


alcançai-nos a graça de acolher

o Evangelho da Vida,

como um dom sempre novo,

a alegria de o celebrar com gratidão

em toda a sua existência,

e a coragem para o testemunhar

com laboriosa tenacidade,

para construírem,

juntamente com todos os homens

de boa vontade,

a civilização da verdade e do amor,

para louvor e glória de Deus.


Cf. João Paulo II,

Evangelium Vitae, 105
Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora
Hino a Nossa Senhora da Hora (cf. final)


Dia 11 – Grupo de Jovens
P. Estamos na sexta semana da Páscoa e temos presente a Virgem Maria, que entre a ressurreição e o Pentecostes permanecia em oração, juntamente com os Apóstolos. Maria acompanhou o seu Filho, desde o berço à Cruz e acompanha a Igreja, desde a ressurreição de Jesus à consumação dos séculos. Por isso, sentimos a presença materna de Maria, a discípula fiel de Jesus e a imagem mais perfeita daquilo que a Igreja é chamada a ser. É-nos proposto que, ao longo deste mês, com exceção da Semana da Vida (de 13 a 20), meditemos nas palavras do Papa Francisco, na sua mais recente Exortação Apostólica, “Alegrai-vos e exultai” (Gaudete et exsultate – GE), sobre o chamamento à santidade no mundo atual. Estamos a ler e meditar este documento, ao longo deste mês. É um texto muito simples, muito direto e muito atual. Em cada mistério vamos meditar um excerto ou um número desta Exortação. Hoje teremos presentes algumas considerações do Papa, que têm a ver com a temática do próximo Sínodo, sobre os jovens, a fé e o discernimento vocacional.
1.º Mistério: Meditemos na importância do discernimento na vida espiritual.
Meditação
GE 166. Como é possível saber se algo vem do Espírito Santo ou se deriva do espírito do mundo e do espírito maligno? A única forma é o discernimento. Este não requer apenas uma boa capacidade de raciocinar e sentido comum, é também um dom que é preciso pedir. Se o pedirmos com confiança ao Espírito Santo e, ao mesmo tempo, nos esforçarmos por cultivá-lo com a oração, a reflexão, a leitura e o bom conselho, poderemos certamente crescer nesta capacidade espiritual.
GE 167. Hoje em dia, tornou-se particularmente necessária a capacidade de discernimento, porque a vida atual oferece enormes possibilidades de ação e distração, sendo-nos apresentadas pelo mundo como se fossem todas válidas e boas. Todos, mas especialmente os jovens, estão sujeitos a um zapping constante. É possível navegar simultaneamente em dois ou três visores e interagir ao mesmo tempo em diferentes cenários virtuais. Sem a sapiência do discernimento, podemos facilmente transformar-nos em marionetes à mercê das tendências da ocasião.
GE 168. Isto revela-se particularmente importante, quando aparece uma novidade na própria vida, sendo necessário então discernir se é o vinho novo que vem de Deus ou uma novidade enganadora do espírito do mundo ou do espírito maligno. Noutras ocasiões, sucede o contrário, porque as forças do mal induzem-nos a não mudar, a deixar as coisas como estão, a optar pelo imobilismo e a rigidez e, assim, impedimos que atue o sopro do Espírito Santo. Somos livres, com a liberdade de Jesus, mas Ele chama-nos a examinar o que há dentro de nós – desejos, angústias, temores, expectativas – e o que acontece fora de nós – os «sinais dos tempos» –, para reconhecer os caminhos da liberdade plena: «examinai tudo, guardai o que é bom» (1 Ts 5,21).
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de encontrar guias sábios no discernimento espiritual.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

P. Maria, Mãe da Vida!

R. Rogai por nós!
2.º Mistério: Meditemos na necessidade constante e quotidiana do discernimento feito sempre à luz do Senhor.
Meditação: GE 169. O discernimento não é necessário apenas em momentos extraordinários, quando temos de resolver problemas graves ou quando se deve tomar uma decisão crucial; mas é um instrumento de luta, para seguir melhor o Senhor. É-nos sempre útil, para sermos capazes de reconhecer os tempos de Deus e a sua graça, para não desperdiçarmos as inspirações do Senhor, para não ignorarmos o seu convite a crescer. Frequentemente isto decide-se nas coisas pequenas, no que parece irrelevante, porque a magnanimidade mostra-se nas coisas simples e diárias. Trata-se de não colocar limites rumo ao máximo, ao melhor e ao mais belo, mas ao mesmo tempo concentrar-se no pequeno, nos compromissos de hoje. Por isso, peço a todos os cristãos que não deixem de fazer cada dia, em diálogo com o Senhor que nos ama, um sincero exame de consciência. Ao mesmo tempo, o discernimento leva-nos a reconhecer os meios concretos que o Senhor predispõe, no seu misterioso plano de amor, para não ficarmos apenas pelas boas intenções.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de fazer o discernimento sempre à luz do Senhor.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

P. Maria, Mãe da Vida!

R. Rogai por nós!
3.º Mistério: Meditemos no discernimento como um dom sobrenatural.
Meditação: GE 170. É verdade que o discernimento espiritual não exclui as contribuições de sabedorias humanas, existenciais, psicológicas, sociológicas ou morais; mas transcende-as. Não bastam sequer as normas sábias da Igreja. Lembremo-nos sempre de que o discernimento é uma graça. Embora inclua a razão e a prudência, supera-as, porque trata-se de entrever o mistério daquele projeto, único e irrepetível, que Deus tem para cada um e que se realiza no meio dos mais variados contextos e limites. Não está em jogo apenas um bem-estar temporal, nem a satisfação de realizar algo de útil, nem mesmo o desejo de ter a consciência tranquila. Está em jogo o sentido da minha vida diante do Pai que me conhece e ama, aquele sentido verdadeiro para o qual posso orientar a minha existência e que ninguém conhece melhor do que Ele. Em suma, o discernimento leva à própria fonte da vida que não morre, isto é, conhecer o Pai, o único Deus verdadeiro, e a quem Ele enviou, Jesus Cristo (cf. Jo 17,3). Não requer capacidades especiais nem está reservado aos mais inteligentes e instruídos; o Pai compraz-Se em manifestar-Se aos humildes (cf. Mt 11,25).
Prece: Peçamos ao Senhor o dom sobrenatural do discernimento.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

P. Maria, Mãe da Vida!

R. Rogai por nós!
4.º Mistério: Meditemos na importância do silêncio e da oração, no exercício do discernimento.
Meditação: GE 171. Embora o Senhor nos fale de muitos e variados modos durante o nosso trabalho, através dos outros e a todo o momento, não é possível prescindir do silêncio da oração prolongada para perceber melhor aquela linguagem, para interpretar o significado real das inspirações que julgamos ter recebido, para acalmar ansiedades e recompor o conjunto da própria vida à luz de Deus. Assim, podemos permitir o nascimento daquela nova síntese que brota da vida iluminada pelo Espírito.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de cultivarmos o silêncio e a oração.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

P. Maria, Mãe da Vida!

R. Rogai por nós!
5.º Mistério: Meditemos na importância da escuta, no processo de discernimento.
Meditação: GE 172. Pode acontecer, porém, que na própria oração evitemos deixar-nos confrontar com a liberdade do Espírito, que age como quer. Não nos esqueçamos de que o discernimento orante exige partir da predisposição para escutar: o Senhor, os outros, a própria realidade que não cessa de nos interpelar de novas maneiras. Somente quem está disposto a escutar é que tem a liberdade de renunciar ao seu ponto de vista parcial e insuficiente, aos seus hábitos, aos seus esquemas. Desta forma, está realmente disponível para acolher uma chamada que quebra as suas seguranças, mas leva-o a uma vida melhor, porque não é suficiente que tudo corra bem, que tudo esteja tranquilo. Pode acontecer que Deus nos esteja a oferecer algo mais e, na nossa cómoda distração, não o reconheçamos.
Prece: Peçamos ao Senhor a graça de corresponder fielmente à Sua vontade.
Pai-Nosso

10 AM

Glória

P. Maria, Mãe da Vida!

R. Rogai por nós!
3 Ave-marias

Algumas intenções particulares para este dia:



  1. Pelo bom êxito do Sínodo dos Bispos.

  2. Pelo bom êxito das provas finais na vida escolar e académica.

  3. Pelos peregrinos a caminho de Fátima, para que vivam essa experiência como caminho de santidade.


Salve-Rainha

Consagração a Nossa Senhora e / ou Hino novo a Nossa Senhora da Hora (cf. final)
P. Bendigamos ao Senhor.

R. Graças a Deus.

1 O documento será citado com a sigla GE.

2 Pelo facto de rezarmos o rosário na procissão, com fiéis que não têm acompanhado a leitura da Exortação Apostólica sobre a santidade, faremos uma meditação sobre Maria, no tempo pascal, com excertos não sequenciais do documento.





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