Projeto do monitoramento da implantaçÃo e funcionamento das equipes de saúde da família-sf e de saúde bucal na sf



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MINISTÉRIO DA SAÚDE

SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE

DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA

ESTADO DE SANTA CATARINA

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE

SUPERINTENDÊNCIA DE PLANEJAMENTO E GESTÃO

DIRETORIA DE PLANEJAMENTO, CONTROLE E AVALIAÇÃO

GERÊNCIA DE COORDENAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA




Projeto do Monitoramento da Implantação e do Funcionamento da Estratégia Saúde da Família em Santa Catarina

Abril, 2008




1. Introdução

Considerando o processo de evolução do Sistema Único de Saúde-SUS e os desafios do momento atual de seu desenvolvimento, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) firmaram, em 2006, o Pacto pela Saúde (PT GM n°. 399, de 22 de fevereiro de 2006), em três dimensões – Pacto pela Vida, Pacto em Defesa do SUS e Pacto de Gestão, a partir do que se espera a reforma de aspectos institucionais vigentes, com inovações dos processos de gestão, visando a maior efetividade, eficiência, qualidade e melhores resultados sanitários.

O Pacto pela Vida representa o compromisso das três esferas de gestão do SUS em torno de prioridades que promovam impacto sobre a situação de saúde da população brasileira. Dentre as prioridades estabelecidas está o fortalecimento da Atenção Básica à saúde (BRASIL, 2006b).

Conforme define a Política Nacional de Atenção Básica-PNAB, aprovada por meio da Portaria GM n°. 648, de 28 de março de 2006, a Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, abrangendo a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico e o tratamento dos problemas de saúde de maior frequência e relevância da população, a reabilitação e a manutenção da saúde (BRASIL, 2007).

A avaliação e o acompanhamento sistemático dos resultados alcançados, como parte do processo de planejamento e programação constituem-se em fundamentos da atenção básica. Nesse sentido, a PNAB estabelece como responsabilidade das três esferas de gestão, em seus âmbitos de atuação, monitorar e avaliar a atenção básica, elaborando metodologias e instrumentos para tal, qualificando profissionais e definindo estratégias para a institucionalização da avaliação.

A estratégia Saúde da Família é prioritária para a reorganização da Atenção Básica no Brasil, tendo caráter substitutivo em relação à rede de atenção básica tradicional e devendo atuar no território sob sua responsabilidade com foco na família e na comunidade.

No desenvolvimento de suas atividades a equipe de SF, de característica multiprofissional, deve conhecer as famílias do território de abrangência, identificar os problemas de saúde e as situações de risco existentes na comunidade, elaborar um plano e uma programação de atividades para enfrentar os determinantes do processo saúde/ doença, desenvolver ações educativas e intersetoriais relacionadas com os problemas de saúde identificados e prestar assistência integral às famílias sob sua responsabilidade no âmbito da Atenção Básica.

A pesquisa Saúde da Família no Brasil: uma análise de indicadores selecionados,1998-2004 (BRASIL,2006a), demonstra claramente que a opção pela Saúde da Família está trazendo resultados importantes para os indicadores do País.




    1. Caracterização da Atenção Básica no Estado de Santa Catarina

O Estado de Santa Catarina, sétimo menor estado do País, ocupa uma área de 95.442,9 Km2 - 1,1% do território nacional e 16,6% da Região Sul. Abriga 5.964.676 habitantes, conforme estimativa da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE/2007, localizados majoritariamente na região urbana (82,0%) e apresenta uma densidade demográfica de 61,46 hab/Km2.

Sua organização político-administrativa compreende 293 municípios agrupados em 36 Secretarias de Desenvolvimento Regional-SDR e 8 macrorregiões. Municípios de pequeno porte predominam no Estado, com 87% deles apresentando no máximo 30 (trinta) mil habitantes. Caracteriza-se por maior concentração populacional nas macrorregiões Nordeste e Grande Florianópolis (142,9 e 132 hab/Km2, respectivamente) e maior dispersão no Planalto Norte e Planalto Serrano (17,2 e 18,3 hab/Km2). Os maiores contingentes populacionais se encontram nas regionais da Grande Florianópolis, Joinville, Blumenau, Itajaí e Criciúma, que juntas abrigam 46,8% da população (SANTA CATARINA, 2006).

Figura 2: Distribuição espacial da população segundo porte dos municípios, Santa Catarina, 2005.



Conforme destaca o Plano Estadual da Saúde de Santa Catarina (SANTA CATARINA, 2006), a Estratégia Saúde da Família se constitui importante pilar na organização e fortalecimento da Atenção Básica. Como primeiro nível de atenção à saúde no Sistema, potencializa a resolutividade dos serviços, por meio da ampliação do acesso, qualificação e reorientação das práticas sanitárias embasadas na Promoção da Saúde.

Relembrando a história de implantação da Estratégia da Saúde da Família no Estado, os municípios catarinenses pioneiros foram: Ascurra, Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Joinville e Lages. Os mesmos assinaram convênios de adesão em meados de 1994 e as primeiras equipes foram implantadas no decorrer do ano de 1995. No mesmo ano os municípios de Canoinhas, Cocal do Sul, Itapoá e Xanxerê assinaram o convênio e receberam recursos para iniciar o PSF/PACS.

A inclusão da odontologia na equipe de saúde da família iniciou-se em 2001 e se amplia em ritmo acelerado. Houve um acréscimo de 139% no número de Equipes de Saúde Bucal – ESB na estratégia Saúde da Família entre dezembro de 2002 e março de 2008. Em dezembro de 2002, existiam 264 ESB e, atualmente, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde, de março de 2008, há 665 ESB implantadas.

Em relação a equipes de Saúde da Família (competência março/2008), no Estado de Santa Catarina, 97,6% dos municípios têm a estratégia implantada com um total de 1.269 equipes, 86,7% tem equipes de Saúde Bucal, totalizando 665 equipes e 98,6% dos municípios tem Agentes Comunitários de Saúde, num total de 9.332 ACS. A Cobertura Populacional é de 65,4% por equipes de Saúde da Família, 49,9% por equipes de Saúde Bucal e 76,2% por Agentes Comunitários de Saúde.



O quadro 1 mostra a evolução na cobertura populacional por equipes de saúde da família no Estado de Santa Catarina, no período de 1998 a 2008.
Quadro 1 - Cobertura populacional por Agentes Comunitários de Saúde, Saúde da Família e Saúde Bucal de dezembro de 1998 a março de 2008


 

% de cobertura populacional ACS

% de cobertura populacional da SF

% de cobertura populacional da SB

População

dez/98

3,93

6,99

0

4.958.339

dez/99

22,98

11,12

0

4.958.339

dez/00

44,77

24,14

0

5.098.448

dez/01

57,18

39,05

15,54

5.448.736

dez/02

69,05

51,7

26,6

5.448.736

dez/03

73,26

56,89

35,47

5.527.707

dez/04

74,02

59,05

39,12

5.610.207

dez/05

79,07

63,61

44,41

5.610.207

dez/06

79,02

64,08

46,97

5.872.978

dez/07

75,95

64,88

47,92

5.964.676

mar/08

76,20

65,40

49,90

5.964.676

Fonte: SIAB

Em relação aos 4 indicadores de acompanhamento da Política Nacional de Atenção Básica, na análise realizada em 2007 pelo Ministério da Saúde, para o período de 2002 a 2005, encontrou-se os seguintes resultados no Estado de Santa Catarina (Quadro 2):

Quadro 2 - Situação dos 4 indicadores da Política Nacional de Atenção Básica, Estado de Santa Catarina, de 2002 a 2006


 

2002

2003

2004

2005

2006

cobertura vacinal por tetra

58,3

88,1

87,6

101,8

98,3

razão exames citopatológicos

0,3

0,2

0,2

0,3

0,2

percentual de NV de mães c/ 4 com mais conultas de pré-natal

90,9

92,3

93,1

93,1

93,2

média anual de consulta medica nas especialidades basica

1,6

1,6

1,5

1,4

1,6

Fontes: SIS (SIA/SUS, Sinasc, SI/PNI, Siscolo) e IBGE.
Houve um incremento de mais de 90%, entre 2002 e 2006, no indicador Cobertura vacinal da terceira dose de tetravalente em < de 1 ano de idade. A partir de 2005, passou a apresentar valores acima do parâmetro nacional - maior ou igual a 95%.

O indicador Razão de Exames Citopatológicos Cérvico-Vaginais em mulheres entre 25 e 59 anos e a população feminina nessa faixa-etária, oscilou entre 0,2 e 0,3. O valor preconizado pelo MS é de 0,3.

O Percentual de nascidos vivos de mães com 4 ou mais consultas de pré-natal apresentou aumentos sucessivos de 2002 a 2004, estabilizando-se em cerca de 93% de 2004 a 2006.

Quanto à media anual de Consultas médicas nas especialidades básicas, o resultado manteve-se próximo do parâmetro nacional – 1,5 consultas habitantes/ano.

Recentemente, foi instituído incentivo estadual para a estratégia Saúde da Família em Santa Catarina, conforme Deliberação CIB/SC nº. 007 de 08/02/08, cujos valores unitários são de R$ 690,00 por equipe de SF/mês e R$ 345,00 por equipe SB/mês. O orçamento estadual para 2008, prevê R$ 13.475.700,00 para repasse direto aos municípios e R$ 524.300,00 para gastos com eventos e premiações voltados à troca de experiências, bem como reconhecimento de experiências exitosas.

Nesse contexto, o presente projeto propõe a realização de um Monitoramento da Implantação e do Funcionamento das equipes de Saúde da Família do Estado de Santa Catarina, representando um esforço da Secretaria Estadual da Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, na busca de subsídios à tomada de decisões que resultem na superação de dificuldades para o fortalecimento da Atenção Básica.

Por meio de instrumentos específicos, pretende-se entrevistar 100% das equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal na SF, bem como registrar dados sobre a infra-estrutura da Unidades Básicas de Saúde-UBS onde atuam essas equipes.stadual da Sa catarina,
2. Justificativa

Segundo o Ministério da Saúde (2005), avaliar consiste em um processo crítico-reflexivo sobre práticas e processos desenvolvidos no âmbito dos serviços de saúde. É um processo que inclui a negociação entre sujeitos que compartilham co-responsabilidades. É uma atividade importante de gestão, portanto, não é atribuição somente de agentes externos, mas também faz parte das atividades dos próprios gestores e das equipes de saúde.

O monitoramento é compreendido como parte do processo avaliativo, que envolve coleta, processamento e análise sistemática e periódica de informações e indicadores de saúde selecionados, com o objetivo de observar se as atividades e ações estão sendo executadas conforme o planejado e, se estão tendo os resultados esperados. É um processo contínuo de acompanhamento.

O monitoramento e a avaliação são responsabilidades a serem compartilhadas pelas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde. Têm a finalidade de manter os gestores informados do desempenho das unidades de serviço e das condições gerais de atendimento das equipes, proporcionando um mecanismo de controle e avaliação, além de possibilitar o conhecimento e a superação das dificuldades enfrentadas pelos profissionais, assessorando-os e contribuindo para a mudança, a tomada de decisão e a implantação de novas unidades ou ampliação de serviços ofertados.


Dessa forma, a avaliação e o monitoramento da implantação e do funcionamento da estratégia Saúde da Família, no Estado de Santa Catarina, possibilitará fazer um diagnostico da situação encontrada nos seus aspectos de organização e funcionamento, em todas as áreas das zonas urbana e rural dos municípios, quanto aos processos de trabalho, à infra-estrutura, ao perfil, à qualificação dos profissionais e às práticas de atenção básica à saúde.

3. Objetivos
Geral:

Diagnosticar a situação de implantação e funcionamento da Estratégia Saúde da Família, no Estado de Santa Catarina, no que concerne à infra-estrutura das Unidades Básicas de Saúde, ao processo de trabalho das Equipes de Saúde da Família, ao acesso aos serviços, às práticas de atenção á saúde e ao perfil e qualificação dos profissionais.


Objetivos Específicos:

  • Analisar o contexto político e organizacional da implantação e funcionamento das equipes de saúde da família nos municípios.

  • Analisar as características de implantação do PSF, quanto ao tempo de implantação e ao processo de adscrição populacional das equipes de saúde.Realizar o diagnóstico situacional dos serviços e ações das equipes de saúde da família e de saúde bucal, em todos os municípios do Estado.

  • Caracterizar a infra-estrutura das unidades de saúde e a gestão do trabalho na estratégia Saúde da Família.

  • Descrever o processo de trabalho das equipes, identificando as ações e atividades desenvolvidas.

  • Identificar avanços e limites na reorganização do processo de trabalho em saúde e na substituição das práticas de saúde para a efetiva conversão do modelo da Atenção Básica à saúde.

  • Definir estratégias de qualificação das equipes.

  • Identificar o elenco de capacitações das equipes de saúde, segundo as áreas estratégicas da atenção básica.

  • Verificar a disponibilidade de apoio diagnóstico e de referência para atenção especializada para a população adscrita à estratégia SF.

  • Apontar diretrizes e subsídios técnicos/operacionais para a definição dos parâmetros estaduais que norteiam o co-financiamento da atenção básica, de contra-partida do Estado de SC aos municípios.

  • Estimular a elaboração de planejamento local pelas equipes de Saúde da Família, objetivando a melhoria da qualidade das ações e do cuidado da saúde dos indivíduos, famílias e comunidade.

  • Orientar a elaboração de planos de intervenção para resolução de problemas verificados nos municípios, de maneira estratégica.



4. Metodologia
A metodologia a ser utilizada é de um inquérito, com caráter censitário, no âmbito do Estado, tendo como unidades de análise cada Equipe de Saúde da Família e de Saúde Bucal na SF e cada Unidade Básica de Saúde onde atuam tais equipes, dos 293 municípios catarinenses, considerando-se o número de equipes existentes, conforme os dados de implantação disponíveis na Secretaria Estadual da Saúde e nos Sistemas Nacionais de Informação, referentes ao mês de março de 2008.

O modelo geográfico de referencia é o do Plano Diretor de Regionalização – PDR, abrangendo as 18 Gerências Regionais de Saúde e as 08 Macrorregiões de Saúde, agrupados os municípios conforme proximidade, para cada equipe de entrevistadores. Exclusivamente para a realização do Monitoramento, em razão da necessidade de adequações operacionais, agregou-se alguns municípios de duas Gerências Regionais de Saúde (Tubarão e Florianópolis) visando a conformar uma 19ª. Região (Laguna). Identificou-se que as 19 regiões, conforme localização, podem ser agrupadas em 06 Grandes Grupos regionais, assim denominados: Grupo Oeste, Grupo Meio-Norte, Grupo Norte-Nordeste, Grupo Vale do Itajaí, Grupo Sul e Grupo Grande Florianópolis.

Os eixos temáticos do monitoramento são:


  • A infra-estrutura das UBS nos municípios

  • O processo de trabalho das Equipes SF/SB

  • Os procedimentos e atividades desenvolvidas

  • O perfil e qualificação dos Profissionais das ESF

O numero total de equipes, conforme registros da Secretaria Estadual da Saúde de Santa Catarina, no mês de março de 2008, era o seguinte:



  • 1.269 Equipes de Saúde da Família

  • 665 Equipes de Saúde Bucal

Os entrevistadores serão técnicos do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde de Santa Catarina, do nível central e das Gerências Regionais de Saude, os quais atuarão em dupla, perfazendo em média 05 ESF/SB por dia.

No total, serão cerca de 20 duplas de entrevistadores por semana e 04 semanas seguidas de realização do trabalho, no período de 26 de maio a 20 de junho de 2008. As duplas serão numeradas de 1 a 20 e distribuídas por regionais, de acordo com o cronograma de execução (detalhado no item 8, a seguir). As mesmas não serão fixas, podendo ser compostas por pessoas diferentes a cada semana.

A capacitação dos entrevistadores e coordenadores será realizada por consultores do Ministério da Saúde e técnicos da SES, em Florianópolis, sempre nos dias anteriores ao início do trabalho de campo.

A coordenação do Monitoramento será constituída por técnicos do Ministério da Saúde e da SES.

Os instrumentos de coleta de dados (questionários) foram readequados, visando a atender especificidades estaduais, à partir de um instrumento padrão fornecido pelo Ministério da Saúde.

A comunicação aos municípios sobre a realização do Monitoramento será por meio de correspondência oficial (oficio circular) da Secretaria Estadual da Saúde. Além disso, haverá divulgação por meio eletrônico e no site da SES, assim como apresentação do projeto no COSEMS de Santa Catarina, dentre outras formas de divulgação.

O acompanhamento do trabalho de campo ficará a cargo da Gerência de Atenção Básica da SES e de técnicos do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde.

A consolidação dos dados e análise deverá ser realizada pela Gerência de Atenção Básica da SES, com assessoria técnica do Ministério da Saúde.

A divulgação dos resultados desse inquérito, no âmbito do Estado, será feita por meio de relatórios técnicos, além de outras formas como: informações no site da SES, apresentação no COSEMS e utilização de meios de comunicação de massa (jornais, rádio, etc).


5. Perspectivas:


  • Definir estratégias para o fortalecimento da Atenção Básica/SUS no Estado de Santa Catarina.

  • Delinear proposta de implantação e implementação de Instrumentos/Ferramentas de qualificação do trabalho na Atenção Básica, como: Avaliação para Melhoria da Qualidade – AMQ na Estratégia Saúde da Família e Programação para Gestão por Resultados na Atenção Básica -PROGRAB.

  • Propiciar a avaliação dos profissionais das equipes de Saúde da Família e Saúde Bucal, no que se refere ao treinamento introdutório e à educação permanente.

  • Subsidiar a reorientação do processo de planejamento local das ações da Atenção Básica nos municípios.

  • Subsidiar a definição de parâmetros estaduais para o co-financiamento da Atenção Básica aos municípios.


6. Recursos Necessários e Responsáveis


  1. MATERIAIS /EQUIPAMENTOS

    • Papel A4 e toner:

- para cópia dos instrumentos

- para cópia dos manuais de instrução e instrumentos para capacitação:

- folhas em branco para disponibilizar nas pastas, para impressão de mapas, orientações, lista de Unidades de Saúde: 02 resmas.


    • Canetas – 100 und

    • Grampeador – 02 un.

    • Grampos – 01 cx

    • Pastas com Elástico (Colecionador)- 100 un.

    • Pranchetas - 40

    • Computador e Data show para capacitação dos entrevistadores

    • Local para realização dos treinamentos




  1. TRANSPORTE /COMBUSTÍVEIS

• Transporte: 24 veículos - Contrapartida da SES SC

• Combustível: Contrapartida da SES SC


  1. PESSOAL




  • Entrevistadores da SES SC – 20 por semana

  • Entrevistadores do Ministério da Saúde – 20 por semana

  • Técnicos responsáveis pela organização – 03 técnicos da SES e 04 técnicos do MS (participação alternada a depender da necessidade)

  • Apoio Administrativo - 02

  • Motoristas – 05 para o dia 21/05/2008 levar técnicos as regionais de Saúde e 24 carros para trabalhar durante as quatro semanas nas Regionais (Monitoramento – 26/05 a 20/06/2008)


  1. RESPONSABILIDADES E CUSTO / ÓRGÃO

As responsabilidades e respectivos custos serão assim distribuídos:



Ministério da Saúde

  • Passagens e diárias para os técnicos do Ministério da Saúde e diárias para 05 técnicos da Secretaria Estadual da Saúde se forem necessário o deslocamento de uma região para outra.

  • Cópias dos instrumentos de entrevista e respectivos manuais;

  • Elaboração das orientações gerais do trabalho, programação da capacitação, mapas e planilhas de endereços das unidades;

  • Material de orientação para os entrevistadores: Programação da capacitação, Manuais de Instrução, mapas do Estado e das Regionais, tabelas de endereços das equipes por município e regionais, lista de orientações gerais.

  • Equipe de técnicos disponível para o trabalho de organização


Secretaria Estadual da Saúde

  • Transporte e combustível para deslocamento dos entrevistadores de Florianópolis às Regiões: Grupo Meio-Norte, Grupo Norte-Nordeste, Grupo Vale do Itajaí, Grupo Sul e Grupo Grande Florianópolis e dentro de cada região, incluindo o Grupo Oeste, com finalidade da realização das entrevistas.

  • Diárias para entrevistadores/motoristas/pessoal de apoio do Estado de SC.

  • Elaboração e envio dos ofícios aos municípios, comunicando sobre a realização do Monitoramento.

  • Elaboração das orientações gerais do trabalho, programação da capacitação, mapas e planilhas de endereços das unidades.

  • Elaboração do roteiro de visitas aos municípios por regional

  • Elaboração de lista de hotéis por região e cidade de hospedagem dos técnicos.

  • Infra-estrutura para a capacitação e logística: sala, equipamento de projeção tipo Data Show, computador.

  • Material de apoio: pasta com papel e caneta para cada entrevistador.

  • Equipe de técnicos disponível para o trabalho de organização.

  • Divulgação do Monitoramento.

7. Cronograma de execução

REGIONAL

DUPLA

26 a 30 maio

02 a 06

junho

09 a 13 junho

16 a 20 junho

Nº ESF

Nº ESB

Total

Grupo Oeste

S. Miguel

1

x

x

x

x

57

48

105

3




x/5 (1dia)







Chapecó

2

x

x

x

x

96

65

161

3

x










4

x

2/5x (2dias)







Xanxerê

3




4/5x (4dias)

x

x

41

27

68

Concórdia

4




3/5x (3dias)

x

x

37

27

64

Grupo Meio Oeste

Joaçaba

5

x

x

x

x

51

46

97

Videira

6

x

x

x/2




35

23

58

Lages

6







x/2

x

74

53

127

7

x

x

x

x

Grupo Norte-Nordeste

Canoinhas

8

x










17

7

24

Mafra

8




x

x/2




20

14

34

Jaraguá Sul

8







x/2

x

30

10

40

Joinville

9

x

x

x

x

78

15

93

Grupo Vale do Itajaí

Rio do Sul

10

x

x

x

x

76

44

120

13

x










Blumenau

11

x

x

x

x

109

22

131

13




x

x/2




Itajai

12

x

x

x

x

91

40

131

13







x/2

x

Grupo Sul

Araranguá

14

x

x

x/2




39

17

56

Criciuma

14







x/2




78

31

109

15

x

x

x

x

Tubarão

16

x

x

x

x

65

58

123

17










x

Laguna

17

x

x

x




45

28

78

18










1/5x

(1 dia)


Grupo da Granfpolis

Florianópolis

18

x

x

x

4/5x (4dias)

217

78

295

19

x

x

x

x

20

x

x

x

x

Legenda: x = 1 semana, x/2 = meia semana

7. Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Avaliação normativa do Programa Saúde da Família no Brasil: monitoramento da implantação e funcionamento das equipes de saúde da família: 2001-2002. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 140 p.
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da Família no Brasil: uma análise de indicadores selecionados : 1998-2004. Brasília: Ministério da Saúde, 2006a. 200 p.
______. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Departamento de Apoio à Descentralização. Coordenação-Geral de Apoio à Gestão Descentralizada. Diretrizes operacionais dos Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão. Brasília: Ministério da Saúde, 2006b. 76 p.
______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. 4. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 68 p.
HOBOLD, C.; MAY, C. I. ; JUNCKES, T. de A. V. Implementação do Roteiro de Supervisão da Estratégia de Saúde da Família do Estado de Santa Catarina. 2007. 28 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Avaliação em Saúde) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
PIAUÍ. Secretaria Estadual da Saúde. Diretoria de Unidade de Vigilância e Atenção à Saúde. Gerência de Atenção Básica. Grupo Estadual de Monitoramento e Avaliação em Saúde. Monitoramento da Implantação e Funcionamento das Equipes Saúde Família e Saúde Bucal no Estado do Piauí: projeto. [s. n.]: 2008.
SANTA CATARINA. Secretaria Estadual da Saúde. Diretoria de Políticas de Saúde. Gerência de Desenvolvimento de Políticas de Saúde. Plano Estadual da Saúde. Florianópolis: 2006. Disponível em: www.saude.sc.gov.br Acesso em: 17 Abr. 2008.




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