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partir. Verbos ambíguos: Não deixes



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  1. Verbos ambíguos:

Não deixes + guardes para amanhã o que podes fazer hoje.

A ambiguidade que caracteriza estes verbos contribui para que eles não tenham, quando isolados, uma significação definida e facilmente ganham significações dos outros verbos. Acrescenta-se que o valor semântico de qualquer elemento lexical lhe advém principalmente da sua combinação com outros.

Muitos verbos recebem dentro do provérbio o único contexto em que podem funcionar como sinónimos. Por vezes, trata-se do verbo que é mais específico e limitado no seu uso que os outros verbos com que comuta.

Quem muito abarca, pouco ata. / Quem muito abarca, pouco abraça.

Aqui, o verbo considerado restrito e específico é atar- o que pode ser substituído pelo verbo abraçar somente no contexto deste provérbio. Os verbos atar e abraçar numa construção livre são semanticamente diferentes:

O José atou a Ana. / O José abraçou a Ana.

Em suma: A possibilidade de comutação entre formas verbais aparentemente distintos no plano semântico permite constatar que dois lexemas só adquirem o estatuto de sinónimos em contexto frásico.


















        1. Não realização lexical de um verbo

A presença do verbo é considerada frequentemente como essencial para a estrutura proverbial. Assim, a sua ausência pode levantar algumas questões sobre as condições que permitem a ocorrência destes fenómenos, sem que a frase se torne incoerente e incompreensível.

O verbo mais frequente que é elidido é o verbo ser :

Arrufos de namorados são amores dobrados. / Zangas de namorados, amores dobrados.

Calça branca em Janeiro é o sinal de pouco dinheiro. / Calças brancas em Janeiro, sinal de pouco dinheiro.

Podemos ver que a realização zero de verbo é afirmada pela aposição das duas frases nominais.

Outro exemplo de não realização do verbo é o caso em que se encontre expresso na primeira metade do provérbio e já não é necessário ocorrer na segunda também. Assim, podemos observar:

Uma mão lava a outra e ambas (lavam) a cara.

Em suma: A ausência do verbo considera-se possível, visto que dada a fixidez da frase, é praticável recuperar o seu significado.



        1. Variação da morfologia verbal

Por uma variação da morfologia verbal entendemos qualquer mudança que se ocorre na estrutura proverbial, afectando a pessoa, número, tempo ou modo verbal.

1. Variação de pessoa e número é, segundo o estudo de Lucília Maria Chacoto, pouco frequente. Veja-se exemplo em:

Nunca ninguém diga + digas: desta água não beberei, nem deste pão não comerei.

2. Variação de modo verbal processa-se, principalmente, entre o modo de indicativo e de conjuntivo sem modificar o semantismo da frase.

Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje. / O que puderes fazer hoje, não guardes para amanhã.

3. Variação do tempo verbal ocorre, essencialmente, no caso do presente indicativo que pode comutar com o futuro simples, o pretérito perfeito e ainda com uma forma nominal: um infinitivo, um gerúndio e um particípio. Veja-se exemplos:

Quem parte + partiu, paga + pagou.

Amarra-se + Amarrar o burro à vontade do dono.

Mudam os tempos, mudam os pensamentos. / Mudado o tempo, mudado o pensamento.

Acrescente-se que uma forma simples verbal pode ser ainda substituída por uma perífrase verbal do verbo haver ou do verbo ir+gerúndio. Por exemplo em:



Malha-se o ferro enquanto está quente. / Quando o ferro está aquecido então há–de ser batido.

Mais vale um pássaro na mão que dois voando + vão voando

A possibilidade de comutação verbal é dada pelo carácter atemporal incluído nos enunciados proverbiais. As acções expressas pelos verbos não têm um carácter pontual, não são situados num tempo particular e assim, obtêm valor atemporal.


      1. Complementos Adverbias

        1. Comutação entre advérbios

Maria Lucília Chacoto afirma que os advérbios que se encontram nesta situação são, principalmente, os advérbios de lugar ou de tempo, mas os de modo e quantificador podem aparecer também:

Candeia que vai adiante alumia duas vezes. / Candeia que vai à frente duas vezes alumia.



Às escuras + À noite + De noite todos os gatos são pardos.

Quem pouco sabe, asinha + depressa o reza.

Quem muito abarca pouco abraça. / Quem tudo abarca, pouco ata.




















        1. Alterações no interior do advérbio

Quanto à alteração no interior do advérbio enumeraremos três tipos: O primeiro é a variação das preposições que integram complementos de tipo adverbial de modo, de lugar, de tempo ou de complemento preposicional (Ad1). O segundo tipo é a variação do grupo nominal que integra o interior do advérbio (Ad2) e o terceiro tipo é a variação do adjectivo que integra o provérbio (Ad3):

Ad1: Não se pescam trutas a + de bragas enxutas.



À + De noite todos os gatos são pardos.

Quem vai ao mar, prepara-se em terra. / Quem vai para o mar, aparelha-se em terra.

Ad2: Depois da casa roubada, trancas na porta + nas portas.

Grão a grão enche a galinha o papo. / Baguinho a baguinho enche a galinha o papinho.

Ad3: Em boca cerrada + fechada não entra a mosca.



        1. Omissão do advérbio

Lucília Maria Chacoto afirma que o fenómeno de não realização lexical do advérbio encontra-se atestado nos vários tipos de advérbios, nas quais o mais frequente é a omissão dos advérbios locativos temporais:

Quem vai para o mar avia-se (primeiro) em terra.

Autora acrescenta os casos que são muito raros e atestados somente numa ou em duas variantes dos provérbios: omissão do nome que integra o advérbio ou omissão do adjectivo que integra o advérbio. Ao final, veja-se os exemplos:

Depois de (burro) morto, cevada ao rabo.

Honra e proveito não cabem em saco (estreito)./ Honra e proveito não cabem num saco.

No último exemplo podemos observar que apesar de a rima ser criada pela realização do adjectivo pode ser omissa porque existe um grande equilíbrio silábico entre as duas partes do provérbio. Assim, podemos dizer que a rima pertence à característica tradicional, facilitando a memorização da frase proverbial, mas neste tipo de frases pode ser suprimida sem perda de significação frásica.



      1. Construções Adjectivais

        1. Comutação entre adjectivos

Os casos mais frequentes são as comutações entre os adjectivos sinónimos (Ad1) ou os adjectivos, aparentemente, distintos (Ad2) :

Ad1: Quem feio ama bonito+formoso lhe parece.

Ad2: Mocidade ociosa, velhice penosa+vergonhosa+trabalhosa.

Entre casados ninguém se meta./ Entre marido e mulher ninguém meta a colher.

Este caso é particular e exibe uma variante com dois nomes e e uma outra que é apresentada pelo adjectivo.






















        1. Realização zero do adjectivo

A omissão do adjectivo também ocorre nos provérbios:

De Castela, nem (bom) vento, nem (bom) casamento.

A variante com os adjectivos considera-se mais expressiva. Muitas vezes, os adjectivos ocupam uma posição adnominal e têm uma função modificadora. Por isso, essa posição pode causar apagamento de verbo auxiliar ser ou estar numa frase em que o adjectivo ocupa o lugar predicativo.


        1. Variações morfológicas

As frases proverbiais que permitem este fenómeno não são muitas. No trabalho de Lucília Maria Chacoto são apresentados só três casos. Autora afirma que somente a variação em género (Ad1) ou de tipo derivacional- prefixos e sufixos (Ad2) é possível:

Ad1: Se a inveja fosse tinha, muita gente era tinhosa+ tinhoso.

Este exemplo pode ser considerado como um erro filológico ou uma silepse de género. A variante masculina tinhoso não respeita as regras de concordância com género em português.

Ad2: Arrufos de namorados são amores dobrados+redobrados.

Quem tem vergonha, anda magro+magrinho.

Quanto ao valor semântico das formas derivadas quer por prefixação quer por sufixação, podemos referir que conservam, regra geral, ”uma relação de sentido com o radical derivante”.78



      1. Léxico Nominal

Tal como observámos nos parágrafos anteriores dos verbos, adjectivos e advérbio, o léxico nominal pode sofrer algumas alterações. Novamente as alterações que resultam de comutações, variações ou omissões.

        1. Substituição de um nome por outro

Este fenómeno verifica-se, sobretudo, em casos de hiponímia (unidades lexicais que estão, semanticamente, incluídas noutras); de sinonímia (unidades lexicais com traços semânticos próximos); de substituição por nomes referencialmente distintos, mas pertencentes a um campo lexical idêntico.

Os casos de hiponímia revelam-se, relativamente, frequentes, podendo ocorrer em posição inicial, medial ou final de frase:

A luz + candeia que vai adiante é que alumia.

Em Abril queima a mulher + a velha o carro e o carril.

Com águas passadas não moem moinhos + azenhas.

Como se pode verificar nestes exemplos, frequentemente, termos menos específicos comutam com suas variantes mais específicas e assim, não alterando o significado global das frases proverbiais.

A seguinte, podemos salientar que o fenómeno de comutação de um lexema hipónimo não toca, em geral, a rima interna:

Quem vai ao ar + vento, perde o lugar + assento.

Quanto à comutação entre termos sinónimos, veja-se exemplos em:

Asno+Burro morto, cevada ao rabo.

Cada doido+louco+tolo com sua mania.

Não há formosa+ bela sem senão, nem feia sem sua graça.

Como refere Mário Vilela: ”A graduação de semelhança do significado de duas unidades lexicais é dada em termos de ocorrência. Com efeito, o facto de duas palavras poderem ser usadas indiferentemente nalguns contextos frásicos não significa que elas possam sempre comutar.”79 Por outras palavras, a comutação de um termo por outro não se faz necessariamente entre lexemas semanticamente próximos em cada contexto.

O caso último é variação dos nomes sematicamente distintos:

A cabra + vaca da minha vizinha dá mais leite que a minha.

Ambos termos cabra e vaca designam animais que são produtores de leite e assim, podem ser substituídos. Por cima, podemos acrescentar uma outra hipótese que esta substituição pode ser causada pela predominância do animal na região onde é usada a variante que a ela alude. Os regionalismos comutam, maioritariamente, com um termo mais comum o que se pode observar em situações deste tipo:

A grão e grão, enche a galinha o papo+ serrão.

A variante com o vocábulo serrão pode ser considerada como regional e reforça a rima interna, mantendo a estrutura silábica. Outro exemplo interessante:

Burro + Perro velho não aprende línguas.

Aqui, a palavra perro pode ser considerada como um castelhanismo usado em zonas fronteiriças. A facilidade de sua substituição é dada pela forma foneticamente próxima das palavras e pelo facto de que ambas designam animais. Lucília Maria Chacoto refere: ”ocorrência de regionalismos nos provérbios, sendo porventura motivada por factores não só linguísticos como extra-linguísticos díspares, é facilitada pela manutenção da estrutura métrico-rimática.”80



        1. Realização zero de um nome

Em casos seguintes pode observar-se a redução de um substantivo como sujeito coordenado(Ad1) ou em posição de complemento(Ad2):

Ad1: Roma e Pavia não se fizeram num dia. / Roma não se fez num dia.

Ad2: Tanto vai a jarra à fontinha, que lá quebra a asinha. / Tantas vezes vai o cântaro à fonte que alguma vez se quebra.

Acrescente-se que a rima desempenha um papel fundamental neste tipo de enunciados: tem uma função mnemónica e encantatória, aumentando a fixidez e a memorização da frase proverbial. Como refere J. Leite Vasconcellos: ”A rima, quer consoante, quer aliterante, é frequentemente origem de adágios, ou de transformação dos mesmos.”81

Em suma: O facto de o significado global da frase proverbial não poder ser inferido a partir do conjunto dos sentidos particulares dos seus constituintes, torna possível o apagamento de alguns elementos sem perda da informação ou risco de não reconhecer o provérbio.


        1. Alterações morfológicas

As alterações morfológicas deste tipo que ocorrem entre as variantes de um mesmo provérbio são, principalmente, causados por flexão em número:

A cavalo dado não olhes o dente + os dentes.

Burro velho não aprende língua + línguas.

Em ambos os casos a variação da flexão em número não parece significativa ao sentido da frase proverbial, visto que os substantivos têm um valor genérico que não introduz diferenças semanticamente significativas.



      1. Variações que afectam Pronomes

Tal como ocorre no caso do léxico nominal nas linhas anteriores, existe a mesma possibilidade de comutação ou não realização para os pronomes apesar de as variações não ocorrerem com tanta frequência.

        1. Comutação entre pronomes

A variação do pronome foi atestada no caso dos pronomes clíticos, possesivos ou relativos. Veja-se exemplos:

O que meu + vosso for, à mão me + vos virá.



Quem + O que torto nasce, tarde ou nunca se endireita.

Nos exemplos podemos, novamente, testemunhar que as substituições de um pronome por outro não alteram o significado global da frase proverbial. A razão é sempre a mesma, visto que os elementos (aqui os pronomes) não possuem um valor particulizador.



        1. Realização zero do pronome

O estudo de Lucília Chacoto considera este tipo de variação mais frequente do que a comutação, consistindo quase unicamente no apagamento do clítico. Em:

Diz-me com quem andas, dir-te-ia quem (tu) és.

A realização zero do pronome é possível uma vez que a mensagem central da frase proverbial é afirmada pela oposição dos morfemas pessoa/número da forma verbal.82


      1. Variação das Palavras Gramaticais

Além das alterações que já analisámos não podemos deixar de lado as alterações que afectam constituintes de frase proverbial cuja função é gramatical. Denominamos palavras gramaticais os determinantes e as conjunções (as preposições foram objecto do nosso estudo já no capítulo dos advérbios, visto que introduzem complementos com função adverbial). Em seguida, ambos os tipos serão analisados de mesma maneira como os anteriores, observando a sua alteração, comutação e realização zero.

        1. Determinantes

A) Alteração dos determinantes

A ausência do determinante, frequentemente, é considerada como indicadora do carácter fixo das construções, pelo menos em português e assim, não parece ser condição suficiente para se poder considerar fixa uma dada combinação. Com efeito, Lucília Chacoto afirma que talvez seja mais elucidativa a possibilidade de comutação entre determinante definido e um indefinido, visto este tipo de variação quase não se confirmar nas frases proverbiais.83



B) Comutação entre determinantes

Nas análise atestam-se dois casos que apresentam uma substituição de um determinante definidido por um indefinido e uma variação da determinação dos pronomes possessivos em posição de complemento dativo. Nos mostraremos dois exemplos:

Mais asinha se toma o mentiroso, que o coxo. / Mais depressa se apanha um mentiroso, que um coxo.

O determinante definido tem aqui claramente um valor genérico pelo que aceita facilmente ser substituído por um determinante indefinido, que torna a determinação extensiva a toda a espécie. Este valor genérico e de indeterminação caracterizam os determinantes presentes nos provérbios.

Do pão do nosso compadre, grande fatia ao afilhado. / Do pão do meu compadre, grande fatia ao meu afilhado.

Nestes exemplos podemos afirmar que a primeira variante do provérbio, em que «afilhado» fica somente com determinante definido, é mais genérica o que é causado pela ausência do possessivo. Na segunda variante o possessivo ajuda à determinação mais expressiva.



C) Realização zero do determinante

Este fenómeno ocorre nas frases deste tipo:

Ralham (as) comadres, descobrem (as) verdades.

Quando Deus não quer, (os) Santos não rogam.

Como referimos anteriormente, os artigos definidos são usados nas construções livres para concretizar algum objecto. Nos provérbios têm sempre um valor genérico e semanticamente reduzido o que facilita o seu apagamento. Lucília Chacoto enumera outras situações nas quais este apagamento é possível devido aos outros complementos da frase proverbial como: preposições ou possessivos. Veja-se exemplos:

Na + Em casa onde não há pão, todos ralham, ninguém tem razão.

A galinha da minha vizinha + de minha vizinha é mais gorda, que a minha.

Em suma: Na estrutura de frase proverbial com um maior grau de fixidez a variação do determinante nunca é ocasional. A sua ocorrência depende de vários factores, entre eles pertencem: a presença de determinada preposição, de modificadores, de complementos obrigatórios.84


        1. Conjunções

Conjunções são consideradas como vocábulos gramaticais que estabelecem relações entre termos ou orações. Observaremos, seguidamente, algumas das expressões que mostramm os referidos fenómenos quer de comutação quer de realização zero.

A) Comutação entre conjunções

Foram atestadas as variações dos tipos de conjunções diferentes. Porém, o valor e a função de conjunções comutadas depende do contexto em que são usadas. Meniconaremos o primeiro caso com a conjunção coordenativa que pode comutar com mas em:

O trabalho do menino é pouco e quem perde é louco / mas que despreza é louco.

Aqui, a conjução coordenativa e, tendo um valor adversativo, pode ser substituída pela conjunção coordenativa adversativa mas. Como refere C. Cunha e L. Cintra: ”Certas conjuções coordenativas podem, no discurso, assumir variados matizes significativos de acordo com a relação que estabelecem entre os membros(palavras ou orações) coordenados.”85

Devido ao espaço limitado do presente trabalho somente enumerarmos as outras variações que se observam das conjunções causais (porque e que), temporais (emmentes e enquanto) ou subordinativas (se e quando).

B) Realização zero da conjunção

A redução da conjunção acontece em casos de coordenação, sendo a conjunção e omitida mais frequentemente:

Quem tem filhos tem cadilhos; (e) quem os não tem, cadilhos tem.


      1. Variação de um Membro do Provérbio

        1. Comutação de um membro

Este tipo de fenómeno afecta sobretudo a segunda parte dos provérbios seja constituídos por um único membro seja constituídos por mais membros:

Quem porfia sempre alcança + mata caça.

Quem tem capa sempre escapa, quem tem gabão escapará ou não + e quem a não tem, escapa também.






























        1. Realização zero de um membros do provérbio

Tal como acontece nas comutações, também a realização zero afecta sobretudo o segundo membro dos provérbios:

O que arde cura (e o que aperta segura).

Devagar com o andor, (que o santo é de barro).

Em suma: os fenómenos descritos (comutação e realização zero) estão ligados: é possível reconhecer os provérbios pela primeira parte devido ao seu uso frequente. Assim, quer comutação quer não realização da segunda parte não são relevantes para o reconhecimento do provérbio completo que é memorizado como uma unidade lexical única o que facilita “recuperar” a informação omitida.



      1. A Desordem das Palavras

A análise da ordem das palavras no discurso parte sempre de um conceito geral – a ordem canónica das palavras numa frase. No caso concreto do português a ordem canónica é sujeito-verbo-complementos. A ordem das palavras é considerada como um mecanismo linguístico complexo em que cada constituinte tem a sua função determinada por vários factores. Em relação às frases proverbiais que estudamos, a análise da ordem dos elementos revela-se, por vezes, complexa. A fixidez dentro da frase proverbial conduz à não-aceitação da ordem do conceito geral. Aliás, a frase pode perder o seu valor proverbial, se os elementos forem deslocados numa sequência de acordo com a regra geral. Porém, mostraremos as variações possíveis da disposição dos elementos na frase proverbial nos pontos seguintes:

        1. Permuta de membros

Tal como os fenómenos anteriores este também não introduz qualquer modificação do sentido global da frase proverbial. Permuta de membros ocorre nas frases que são unidas por coordenação :

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. / Nem tanto à terra, nem tanto ao mar.

O provérbio pode, no entanto, exibir uma relação de subordinação:

Nunca brigam dois quando um não quer. / Quando um não quer, dois não brigam.


        1. Troca dos elementos na posição do sujeito

Em:



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