Programação inclui Stromae, Angelique Kidjo, Planet Hemp, Damian Marley



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Sexta edição brasileira do Back2Black celebra os 450 anos da cidade e promove a interação musical entre África e Brasil, além de destacar sons da Jamaica
Programação inclui Stromae, Angelique Kidjo, Planet Hemp, Damian Marley

e Lenine com Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz,

e o lendário poeta jamaicano do dub Linton Kwesi Johnson
Ingressos já estão à venda

"A beleza curiosa da música africana é que ela anima mesmo quando nos conta uma história triste. Você pode ser pobre, pode ter apenas uma casa desmantelada, pode ter perdido o emprego, mas essa canção lhe dá esperança. A música africana é sempre sobre as aspirações do povo africano". O pensamento do líder pacifista Nelson Mandela (1918 – 2013) sintetiza a força ancestral dos sons da África, ritmos que serão repostos em evidência na sexta edição carioca do Back2Black, programada para os dias 20 e 21 de março, na Cidade das Artes (RJ), e cujos ingressos estarão à venda para o público já a partir desta sexta, 23 de janeiro. O preços variam de 50 a 200 reais (combo para os dois dias).
Além de artistas em ascensão e nomes emblemáticos da diversificada cena musical africana, a programação deste ano trará para o holofote a música da Jamaica e celebrará os 450 anos do Rio de Janeiro, cidade que abriga o festival desde que ele foi criado, em 2009, por Connie Lopes.
Serão 14 shows distribuídos entre os dois palcos instalados no andar térreo da Cidade das Artes. No Palco Rio, o maior deles, se apresentarão apenas os nomes consagrados, enquanto o Palco Cidade será dedicado a encontros entre artistas novos e veteranos. A intenção é intercalar as apresentações entre ambos os espaços para que o público possa assistir à maioria dos shows do festival.
O Back2Black é o primeiro festival de música e cultura negras surgido no Brasil e que ergueu essa ponte entre nosso país e a África. A partir do Back2Black, abriram-se diálogos para a exposição e propagação da cultura africana contemporânea. Trata-se de um festival de caráter primordialmente cultural, e não comercial”, enfatiza Connie Lopes, diretora geral.
Do Benim, o Back2Black traz a politizada cantora e compositora Angelique Kidjo. De Angola vêm Aline Frazão e Toty Sa’Med, jovens talentos que vão dividir o palco com a carioca Natasha Llerena, numa amostra de como as músicas de Brasil e África se alimentam mutuamente uma da outra.

Da Jamaica, país que preserva tantas afinidades musicais com a África e o Brasil, o festival importa Damian ‘Jr. Gong Marley – filho e discípulo do legado de Bob Marley (1945 – 1981), o “rei do reggae” – e Linton Kwesi Johnson, celebrado poeta do dub. Damian nunca fez show no Rio de Janeiro. Já Linton, que vai dividir o palco com seu habitual colaborador Dennis Bovell (guitarrista e baixista de reggae e dub oriundo de Barbados), é atração inédita em palcos brasileiros.
Coerente com seu conceito visionário, o Back2Black vai ainda apresentar outro nome de ponta no cenário internacional que nunca fez shows no Brasil: o cantor e compositor belga Paul Van Haver, mais conhecido pelo nome artístico de Stromae (anagrama de maestro). Sucesso na Europa a partir dos anos 2010, o músico faz um som eletrônico marcadamente influenciado pela cultura do hip hop e pela música latina. Ele canta em francês e está em franca ascensão nos Estados Unidos (em outubro de 2015, faz show solo para 18 mil pessoas no Madison Square Garden, em NY). Sua primeira apresentação brasileira promete atrair para o festival um público essencialmente jovem. “É um nome quente”, sintetiza Connie Lopes.
Antes dos shows, o Teatro de Câmara vai ser palco de conferências sobre a cultura e a música negra, organizadas pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa. E também da exibição de filmes. Estão programados um documentário sobre o kuduro e um outro sobre a marrabenta, estilos de música-dança típicos de Angola e Moçambique, respectivamente. Para integrar os shows de música com a programação das palestras e filmes, o festival agendou a apresentação de grupos dos dois estilos nos palcos do andar térreo. O de marrabenta terá no comando os músicos Mingas, Wazimbo e Moreira Chonguiça.
A música carioca também está contemplada na programação da sexta edição do B2B. O recentemente reativado grupo carioca Planet Hemp reabre sua agenda de shows para uma apresentação no festival. Vai ser um espetáculo calcado no ainda inédito DVD O ritmo e a raiva, registro da turnê que percorreu o Brasil entre 2012 e 2013, com ingressos invariavelmente esgotados.
Um show-tributo aos compositores negros cariocas, com direção musical de Alexandre Kassin e Liminha, terá a participação de Alcione, Mart’nália, Xande de Pilares, Fernanda Abreu, Gabriel Moura e a fadista portuguesa Raquel Tavares. O show terá ainda uma homenagem póstuma a Lincoln Olivetti, o maestro, músico e arranjador fluminense que faleceu em 13 de janeiro deste ano. Olivetti tinha acertado com a organização do festival a criação dos arranjos desse tributo. Com sua precoce saída de cena, a celebração automaticamente adquire também um caráter de justa homenagem a esse músico que deu tom tecnopop à MPB nos anos 1980, formatando a música do Brasil com timbres e pegadas de grupos de música negra dos Estados Unidos.
Direcionada sobretudo para o público jovem, a programação da sexta edição brasileira do festival Back2Black abriga também nomes emergentes na cena de hip hop do país, como os rappers Dughettu e Karol Conká – naturais do Rio de Janeiro e de Curitiba, respectivamente. Nome artístico de Marcelo Ferreira da Silva, Dughettu é um rapper ativista, engajado em causas negras, que acaba de gravar seu disco. Já Conká vem ganhando projeção desde 2012. A artista mixa a batida do rap com o pancadão do funk carioca.
Desse universo do funk carioca, ritmo que dá o tom e dita modas e costumes nas comunidades do Rio, surgiu o Dream Team do Passinho, grupo que vai ocupar o Palco Cidade na mesma noite que Dughettu e Karol Conká, reiterando a abertura do festival Back2Black para as últimas tendências da cultura negra do Brasil e do mundo. Passinho é uma modalidade de funk que se desenvolveu recentemente nas comunidades cariocas, com sua música sempre aliada à dança, e quem assume os microfones do Dream Team é geralmente Alessandra Aires Landin, a Lellêzinha. Ela e seus companheiros de grupo vão se juntar em cena com os bailarinos de kuduro vindos de Angola, numa autêntica miscigenação de duas danças e músicas de rua. E é uma outra estrela em ascensão do funk carioca que encerra o festival no sábado, a jovem MC e cantora Ludmilla, de apenas 18 anos.
Da Bahia, mas com sons que ecoam a influência perene da música da mãe África, vem a Orkestra Rumpilezz, que sopra inventividade com seu imponente jazz de tom afro-baiano e se tornou uma das melhores novidades da música brasileira nos últimos anos. Comandada pelo maestro Letieres Leite, a orquestra vai se apresentar no festival com Lenine, cantor e compositor de Pernambuco que se radicou no Rio de Janeiro desde os anos 1980. Esse encontro aconteceu anteriormente apenas em Salvador (BA), mas agora vai poder ser visto também pelos cariocas. Também originário da mistura entre o jazz e os ritmos afro-baianos, o Alabê Ketujazz abre a noite de sábado mostrando a força dos atabaques do Candomblé, comandados pelo percussionista francês Antoine Olivier e o mestre brasileiro Dofono de Omolu, costurada pela linha melódica do saxofone de Glaucus Linx.
A música dá o tom do Back2Black, mas o evento sempre primou por montar amplo painel da cultura negra em todas suas manifestações artísticas. O que inclui a identidade visual do festival, cuja direção de arte deste ano foi confiada à consagrada cenógrafa Daniela Thomas. Animações e projeções em vídeo, orquestradas por Jodele Larcher, também vão contribuir para a ambientação do evento em atmosfera afro-moderna. Rico Lins assina o design.
Em cena desde 2009, ano de sua histórica primeira edição, o festival Back2Black já trouxe ao Brasil artistas como Youssou N’Dour (em 2009, em incendiário show com Gilberto Gil), Erykah Badu (2010), Toumani Diabaté (2010), Seun Kuti (2010), Chaka Kan (2011), Macy Gray (2011), Asa (2011), Aloe Blacc (2011), Lauryn Hill (2012), Missy Elliott (2012), Mayra Andrade (2013), Blind Boys of Alabama (2013), Bobby Womak (2013) e Buika (2013), entre muitos outros nomes. Sem falar no dream team nacional, formado pelos principais artistas brasileiros engajados com a cultura e a música negra. Ao todo, contabilizando as cinco edições cariocas e uma edição inglesa (realizada em Londres, em 2012), 112 artistas se apresentaram no festival, vindos de cerca de 30 países (somente a África esteve representada por 16 países), e 45 palestrantes promoveram discussões sobre a cultura negra. Cerca de 120 horas de shows traduziram em música o que foi abordado nas conferências.
Unidos e identificados com o lema “todos somos um”, organizadores e artistas do festival Back2Black sempre propagaram as formas mais nobres da cultura negra, com justa e especial ênfase nos sons oriundos da luminosa matriz africana, de onde advém uma música que, como sentenciou Mandela, nos anima com sua beleza curiosa.

Informações para a imprensa:

CANIVELLO COMUNICAÇÃO

Mario Canivello (mario@canivello.com.br)

Julia Enne (julia@canivello.com.br)

Tels: (21) 2274.0131 / 2239.0835


FESTIVAL BACK2BLACK
Direção Geral: Connie Lopes

Direção de Arte: Daniela Thomas

Design: Rico Lins

Animações e vídeo-projeções : Jodele Larcher

Coordenação/curadoria das conferências e leituras: José Eduardo Agualusa
LOCAL DE APRESENTAÇÃO

Fundação Cidade das Artes

Av das Américas, 5.300

Barra da Tijuca – Rio de Janeiro

Tel: (21) 3325.0102
Preço do ingresso (por dia): R$ 150,00 (inteira) / R$ 75,00 (meia)

COMBO para os dois dias : R$ 200,00 (inteira) / R$ 100,00 (meia)


Para compra de ingressos e informações sobre pontos-de-venda na cidade, acessar o site da Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br)
OBS: Ponto de Venda sem Taxa de Conveniência: 

Cidade das Artes - Av. das Américas, 5300, Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Horário de Funcionamento: terça a domingo, das 13h às 19h.

PROGRAMAÇÃO
SEXTA, 20 DE MARÇO DE 2015
PALCO RIO

- Linton Kwesi Johnson + Dennis Bovell Dub Band (Jamaica/Barbados)

- Planet Hemp (Brasil)

- Damian ‘Jr. Gong’ Marley (Jamaica)


PALCO CIDADE

- Dughettu

- Karol Conká

- Dream Team do Passinho (Brasil) + bailarinos de kuduro (Angola)



SÁBADO, 21 DE MARÇO DE 2015
PALCO RIO

- Lenine + Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz (Brasil)

- Angelique Kidjo (Benim)

- Homenagem aos Compositores Negros Cariocas com Alcione, Mart’nália, Xande de Pilares, Fernanda Abreu, Raquel Tavares e Gabriel Moura

Direção musical de Alexandre Kassin e Liminha

- Stromae (Bélgica)



PALCO CIDADE

- Alabê Ketujazz (Brasil)

- Aline Frazão (Angola) + Toty Sa’med (Angola) + Natasha Llerena (Brasil)

- Mingas + Wazimbo + Moreira Chonguiça + Bailarinos de Marrabenta (Moçambique)

- Ludmilla

PATROCÍNIO:


Prefeitura do Rio / Secretaria de Cultura / Cidade das Artes / Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro/ Petrobras


BIOGRAFIAS

Linton Kwesi Johnson + Dennis Bovell Dub Band

 

Considerado o ‘pai da poesia dub’ e um dos maiores nomes da poesia contemporânea em língua inglesa, o jamaicano Linton Kwesi Johnson se tornou, em 2002, o primeiro poeta negro a ter seu trabalho publicado na prestigiosa série Selected Poems da Penguin Classic, com a compilação ‘Mi Revalueshanary Fren’, figurando ao lado de escritores consagrados como William Shakespeare e Rudyard Kipling.


Nascido em 1952, em Chapelton, Jamaica, Linton Kwesi Johnson mudou-se com a mãe para Londres em 1963, onde mais tarde estudou Sociologia no Goldsmith’ College, na Universidade de Londres. Integrou o movimento Panteras Negras em 1970 e em 1974 começou a publicar livros de poesia, que incluíam poemas escritos em patois, dialeto jamaicano. Ao musicar seus versos, lançou a partir de 1979 vários discos pela Island. Em meados dos anos 1980 fundou seu próprio selo, LKJ, vendendo mais de dois milhões de discos em todo o mundo. Trabalhou ainda como jornalista e repórter do Channel 4 e mais tarde na rádio BBC 2, apresentando uma noite de música caribenha. Em 1977 recebeu seu primeiro prêmio, C. Day Lewis Fellowship, tornando-se Escritor Residente para a London Borough of Lambeth. Em 2005 ganhou a medalha Musgrave, pelo Institute of Jamaica, por sua relevância no campo da poesia.
No B2B, Johnson estará acompanhado pelo parceiro de mais de 20 anos em gravações e shows pelo mundo, Dennis Bovell, também produtor e arranjador, que estará à frente do seu septeto Dub Band.
Damian ‘Jr. Gong’ Marley
Quinto e último filho de Bob Marley, com quem só conviveu até os dois anos de idade, o jamaicano Damian Robert Nesta Marley, conhecido como ‘Jr. Gong’, formou sua primeira banda aos 13 anos, The Shepherds, com a qual abriu o festival Reggae Sunsplash, em 1992. Dois anos depois, já iniciava sua carreira solo, misturando reggae, hip hop e dancehall em Mr. Marley.
Com seu segundo álbum, Halfway Tree, recebeu o primeiro Grammy, como Melhor Álbum de Reggae de 2002. O single Welcome to Jamrock, de 2005, escrito a quatro mãos com o irmão Stephen, alcançou enorme sucesso e figurou entre as Top 100 músicas da década eleitas pela revista Rolling Stone. O disco homônimo ainda transformou Damian no único artista jamaicano a ganhar dois prêmios Grammy na mesma edição (Melhor Álbum de Reggae e Melhor Performance Urban/Alternative).
Damian Marley lançou discos em parceria com Nas (Distant Relatives) e com a SuperHeavy, superbanda formada por ele, Mick Jagger, Dave Stewart e A. R. Rahman, com orquestrações indianas. Colaborou ainda com Skrillex, Cypress Hill, Sean Paul e Bruno Mars.

Angelique Kidjo
Filha de uma atriz, dançarina e produtora teatral, Angelique Kidjo nasceu em 1960, no Benim, e estreou nos palcos na companhia da mãe. Começou a cantar profissionalmente aos 20 anos, influenciada pelo rock, pop e soul music de James Brown, Aretha Franklin, Jimi Hendrix, Nina Simone, Miriam Makeba e Santana. Após seu primeiro álbum, Pretty, de 1988, radicou-se em Paris, casando-se com o baixista francês Jean Hébrail, presença constante em seus trabalhos. Atualmente vive em Nova York.
Em seu quinto trabalho, Fifa, a cantora voltou às raízes e percorreu o Benim para gravar com mais de cem percussionistas, flautistas, cantores e dançarinos. Entre seus muitos colaboradores em gravações ou apresentações estão Carlos Santana, Cassandra Wilson, Joss Stone, Brandford Marsalis, Alicia Keys, Dave Matthews, John Legend, Peter Gabriel, Ziggy Marley e Dianne Reeves. Suas músicas já figuraram em trilhas sonoras de filmes como Ace Ventura 2, Street Fighter, Minha estação preferida e Rei Leão 2, entre outros.
Foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade pela UNICEF, atuando especialmente no combate à epidemia da Aids, pobreza, fome e conflitos de guerra. Paralelamente, criou a Fundação Batonga para angariar fundos para a educação de meninas na África. Foi eleita uma das 40 mais poderosas celebridades africanas pela revista Forbes. É fluente e canta em fon, francês, inglês e yorubá. Ganhou diversos prêmios em vários países, entre eles um Grammy em 2008 como Melhor Álbum de World Music por Djin Djin. No ano passado lançou Eve, uma imersão musical em sua África natal cujo título remete não só à Eva bíblica como ao nome do meio de sua mãe, que participa do disco na faixa Bana. Entre as muitas participações estão Dr. John, a cantora nigeriana ASA, Rostam Batmagil (Vampire Weekend), Kronos Quartet e a Orquestra Filarmônica de Luxemburgo, entre outros.
Stromae
Cantor, compositor e produtor, Stromae é o nome artístico do belga Paul van Haver, de 30 anos. Seu pai, um arquiteto de Ruanda, esteve ausente a maior parte do tempo e em 1994 foi morto no genocídio ocorrido em seu país natal. Foi criado pela mãe belga e desde cedo se interessou pela música. Estudou bateria e começou a fazer rap em 2005, quando adotou o nome de Opmaestro, trocando-o depois para Stromae, anagrama de maestro. Depois de formar um grupo de hip hop chamado Suspicion, partiu para carreira solo em 2007 e lançou o primeiro single, mesclando rap com música eletrônica.
Em 2009 conseguiu o primeiro grande sucesso com Alors on Dance. Na época trabalhava como trainee em uma estação de rádio e a gravação da música feita com equipamento caseiro impressionou o gerente da emissora, que decidiu tocá-la. Depois da recepção entusiástica dos ouvintes, fechou contrato com a Vertigo Records, selo da Universal Music Group, e chegou ao topo das paradas na Bélgica, França, Holanda, Grécia, Alemanha, Áustria, Turquia, Suíça, Itália, Dinamarca, Romênia e República Tcheca, ganhando diversos prêmios. Em 2010 lançou seu primeiro álbum, Cheese, que foi eleito o Melhor Álbum Dance no Victoires de la Musique. Nos EUA, sua popularidade teve grande impulso graças à parceria com Kanye West em um remix de Alors on dance. Foi também convidado pela cantora Lorde a participar da trilha sonora de Jogos Vorazes 1, na faixa Meltdown. O clipe de Papaoutai, primeiro single do novo álbum, teve mais de 220 milhões de visualizações no YouTube.
Planet Hemp
Formado em 1993 no Rio de Janeiro por Marcelo D2 e Skunk, o Planet Hemp teve várias formações, sendo a mais clássica o quinteto formado por D2 e BNegão (voz), Rafael (guitarra), Formigão (baixo) e Bacalhau (bateria), mas que ainda contou com integrantes como Black Alien, Seu Jorge, Rafael Crespo, Zé Gonzales e Apolo 9, entre outros. A bandeira da liberação da maconha marcou fortemente a trajetória do grupo de hip hop, que foi aos poucos incorporando outras temáticas ligadas a problemas do cotidiano. Lançaram três trabalhos de estúdio: Usuário (1995), ganhador de um disco de ouro, com 380 mil cópias vendidas; Os cães ladram mas a caravana não pára (1997), ganhador do disco de platina; e A invasão do sagaz homem-fumaça (2000), também disco de ouro.
Seus integrantes foram presos algumas vezes por apologia à maconha e porte de drogas, mas as prisões só ajudaram a aumentar a popularidade da banda. Fizeram turnês no Brasil, EUA, Canadá, Japão, Holanda e Portugal e tocaram com expoentes do hip hop como Beastie Boys e Cypress Hill.
Depois de gravar o disco MTV ao vivo, em 2001, com uma forte pegada rock e vencedor de mais um disco de ouro, o grupo acabou e Marcelo D2 iniciou uma bem-sucedida carreira solo. Voltaram a se reunir em 2010, no show dos 20 anos da MTV, e em 2012, nas comemorações dos 30 anos do Circo Voador, no Rio. O show, que teve os ingressos esgotados em 37 minutos, deu origem a uma turnê e ao DVD O Ritmo e a Raiva, gravado no Credicard Hall, em São Paulo. Agora os fãs terão mais uma chance de assistir a banda ao vivo no primeiro dia do Back2Black.
Dughettu
Nascido no subúrbio carioca, o rapper e produtor musical Dughettu, nome artístico de Marcello Silva, cresceu em bairros como Vila da Penha, Guadalupe e Madureira, onde começou produzindo festas e formou a base sonora de sua música, com influências de rap, reggae, soul e rock. Com o AfroReggae, foi o apresentador oficial dos shows e do programa de rádio Conexões Urbanas, na MPB FM (RJ) e Eldorado (SP), e do programa Em Comum, na TV Futura. Seu primeiro álbum É questão de que? foi produzido em 2009 por Plínio Profeta (Lenine – Falange Canibal) e teve a música Meu Cabelo Black integrada à trilha sonora do seriado Antônia, da Rede Globo.
Dughettu abriu shows no Brasil para Lauryn Hill, Joss Stone, Akon, 50 Cent e Chris Brown. Depois de seis meses em Nova York, em 2012, onde fez shows, pesquisas e intercâmbio com a cena hip hop local, foi para o estúdio em Los Angeles finalizar seu novo trabalho, BPM 021, que contou com a participação dos artistas nova-iorquinos Lance Drummond’s, Jordan Battiste, Adeline e Ernest Exclusive. No Brasil, participou do projeto colaborativo Power Trio, com DJ Sany Pit Bull e o produtor musical Liminha. Desde 2013, é presidente do Instituto Eixo Rio, canal de comunicação entre os diversos artistas da cena urbana com as secretarias municipais e órgãos públicos.
Karol Conká
A curitibana Karol Conká começou a rimar ainda no colégio. Depois de algumas parcerias, encontrou no produtor Nave (Emicida, Kamau, Marcelo D2, entre outros) o som que casou perfeitamente com a sua proposta de fazer um rap com sonoridade universal, aliando batidas pesadas a timbres orgânicos. Antes de lançar seu álbum de estreia, seus três clipes oficiais já somavam mais de 1,5 milhão de visualizações no Youtube. O reconhecimento veio em indicações (Aposta VMB em 2011) e convites para participação especial em show dos Racionais MCs, além de dividir o palco com Marcelo D2, Emicida e Kamau e gravar uma música com Luiz Melodia.
No início de 2013 abriu o show de Criolo no Circo Voador. Em abril, lançou seu primeiro álbum, Batuk Freak, alcançando a marca de 22 mil downloads na primeira semana. Desde então, viaja o Brasil divulgando suas músicas. Em 20113, ganhou o Prêmio Multishow na categoria Artista Revelação e a música Boa Noite virou trilha do game Fifa 14, além de ter tocado no Sun Life Stadium, em Miami, no intervalo da partida entre as seleções de Brasil e Honduras. Karol dá voz também à faixa Bota, produzida pelo grupo português Buraka Som Sistema para a propaganda veiculada nos cinco continentes da linha de chuteiras Samba, da Adidas. Em parceria com o produtor Boss in Drama, gravou o single Toda Doida, sucesso nas casas noturnas brasileiras e que rendeu um clipe gravado no Vidigal com o Bonde das Bonecas e o Bonde do Passinho. A música foi eleita pela Rolling Stone como uma das dez melhores do ano. Em 2014, foi convidada pela dupla N.A.S.A. para um show em Tóquio e realizou sua primeira turnê europeia, colhendo elogios da crítica de jornais como Le Monde, Libération e Canal+. Também a revistas nortes-americanas Rolling Stone e Time a indicaram como uma das artistas que o mundo precisa ouvir.

Lenine
Pernambucano radicado no Rio desde 1979, Lenine participou do festival MPB 81, da TV Globo, e lançou seu primeiro álbum em 1983, Baque Solto, com Lula Queiroga. Durante os dez anos seguintes compôs trilhas de novelas e seriados e canções para artistas como Elba Ramalho. Participou ainda das rodas de samba do Cacique de Ramos e criou sambas-enredo para os blocos Simpatia é quase amor e Suvaco de Cristo. Em 1993, grava com o percussionista Marco Suzano o disco que daria uma guinada em sua carreira. Olho de peixe alcança grande sucesso e o leva a turnês pelo Brasil, EUA, Europa e Japão. O dia em que faremos contato (1997), Na pressão (1999) e Falange Canibal (2002) consolidam a carreira do artista e lhe rendem os prêmios Sharp, APCA e Grammy Latino.
Entre os seus colaboradores figuram as estrelas nacionais e estrangeiras Eumir Deodato, Living Colour, Velha Guarda da Mangueira, Ani di Franco e Steve Turre. Lenine assina a direção musical de Cambaio (2001), com músicas inéditas de Chico Buarque e Edu Lobo, além das trilhas sonoras de Breu (2006) e Triz (2013) para o Grupo Corpo. Em 2004 ele se torna o segundo brasileiro, depois de Caetano Veloso, a ser convidado para o projeto Carte Blanche, na Cité de la Musique, em Paris, com a participação da artista cubana Yusa e o percussionista argentino Ramiro Musotto. O registro em CD e DVD, Lenine Incité, ganha dois Grammy Latino e quatro Prêmios da Música Brasileira.
Como produtor, Lenine coloca sua assinatura nos discos de Maria Rita, Chico César e do cantor cabo-verdiano Tcheka. Participa do Ano do Brasil na França, em 2005, acompanhado de um coro de 1.400 jovens franceses, e no ano seguinte lança Lenine Acústico MTV, que recebe outro Grammy Latino. O cd Labiata (2008) é lançado em 20 países e a música Martelo bigorna, que integra a trilha da novela Caminho das Índias (Rede Globo), ganha o Grammy Latino de Melhor Canção Brasileira.
Seu trabalho mais conceitual, Chão, de 2012, rende uma das turnês de maior sucesso de sua carreira, com direção de arte de Paulo Pederneiras, do Grupo Corpo, passando por mais de 80 cidades brasileiras, além de Argentina, Chile, Uruguai, Itália e França. No ano passado, Lenine comemorou com shows, documentários e projetos especiais seus 30 anos de carreira.
Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz
Vencedora de diversos prêmios, entre eles o Prêmio da Música Brasileira como Revelação e Melhor Grupo Instrumental, em 2010, e o Prêmio Bravo! como Melhor Álbum Popular, a Orkestra Rumpilezz tem sido uma sensação de crítica e público desde 2006, quando foi criada pelo músico Letieres Leite, que misturou as raízes afro-baianas ao jazz. Com quatro instrumentos de percussão, 14 de sopro e um alabê (atabaques), a Rumpilezz já se apresentou com Lenine, (com quem divide o palco no Back2Black), Ed Motta, Nivaldo Ornelas, Stanley Jordan, Joshua Redman, Toninho Horta, Max de Castro, Móveis Coloniais de Acaju e as Orquestras Sinfônica da Bahia (OSBA) e Juvenil da Bahia (NEOJIBA), entre outros.
Letieres e a orquestra já realizaram turnês pelo Brasil e exterior, incluindo Bélgica, Holanda e Áustria, e participaram do Rock in Rio e Europália, ambos em 2011. Foi o único representante brasileiro a se apresentar em 2011 no palco principal do BMW Jazz Festival, ao lado de Wayne Shorter, Marcus Miller e Sharon Jones. Lançaram em 2009 o álbum Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz, com excelentes críticas dos principais jornais e revistas do país.
Dream Team do Passinho
Nascido nos bailes funks das favelas cariocas em 2004, a dança do passinho se multiplicou através de vídeos amadores que se proliferaram na internet, promovendo batalhas entre os dançarinos. A partir de 2011, o movimento ganhou impulso quando começou a ser patrocinado por grandes empresas. Vencedores de algumas dessas batalhas, Diogo Breguete, Bolinho Fantástico, Hiltinho Fantástico, Rene, Lellêzinha e Pablinho Fantástico e mais Rafael Mike formaram o Dream Team do Passinho em 2013 e foram convidados pela Coca-Cola, patrocinadora do evento, para gravar o clipe Todo mundo aperta o play, que se tornou sensação na web ao alcançar 10 milhões de visualizações.
O grupo assinou contrato com a Sony Music e, em pouco mais de um ano de existência, já se apresentou em megaeventos como o Réveillon de Copacabana e os Jogos Paraolímpicos de Londres, além de ter gravado um clipe com Ricky Martin, com uma versão funk para a música Vida. Lellêzinha, a única menina do time, foi chamada para um teste e atualmente integra o elenco de Malhação, da TV Globo, como a personagem Guta.

Alabê Ketujazz
O encontro da percussão tradicional do Candomblé da nação Ketu com o jazz deu origem ao grupo Alabê Ketujazz. A ideia partiu do percussionista francês Antoine Olivier, radicado no Brasil desde 2006, e que já passou por Estados Unidos, Jamaica e Inglaterra, onde pesquisou sobre percussão sagrada. Aqui conheceu o mestre dos tambores afro-brasileiros, Dofono de Omolu, um dos mais respeitados no Candomblé, com quem estudou a religião e sua música, alimentando a ideia de formar um grupo. O sonho vingou quando Olivier convidou o saxofonista brasileiro Glaucus Linx, que voltara ao Brasil depois de passar algumas décadas na Europa, tocando com Salif Keita e Isaac Heyes. Glaucus produziu ainda Nelson Sargento, D. Ivone Lara, Banda Black Rio e Cláudio Zoli e tocou com Elza Soares, Carlinhos Brown e Cazuza. Além de Olivier, Dofono e Glaucus, o grupo conta ainda com Tiago de Magalhães (Rio Maracatu) e Gabriel Guenther (Bom de Som). O grupo tem recebido aclamação do público em apresentações no Centro de Referência da Música Carioca e Semente e lança CD este ano.

Aline Frazão + Toty Sa’Med + Natasha Llerena

 

A estreita ligação musical entre África e Brasil não ficou restrita ao passado e, a cada geração, as influências e o intercâmbio entre os dois continentes se renovam. Exemplo disso é o encontro entre a cantora e compositora angolana Aline Frazão, com raízes musicais e familiares brasileiras; o guitarrista e cantor Toty Sa’Med, com intensa atuação na cena musical angolana; e a cantora, compositora e performer brasileira Natasha Llerena, cuja formação musical passa fortemente pela matriz africana. Os três artistas da nova safra se reúnem para apresentar um show inédito no Back2Black. O trio preparou um repertório composto tanto por canções autorais como releituras de clássicos dos dois países. Em comum, a busca de uma interseção musical Brasil-Angola, através da exploração da riqueza rítmica que forjou a linguagem afro-brasileira.


Aline Frazão
Cantora e compositora angolana, Aline Frazão se mudou para Lisboa aos 18 anos, onde se formou em Ciências da Comunicação. Viajou ainda pela Espanha, onde começou a fazer shows. Seu primeiro disco, ‘Clave Bantu’, de 2011, reúne composições próprias e parcerias com os escritores José Eduardo Agualusa e Ondjaki e a participação de músicos da Espanha, Portugal e Brasil. Em ‘Movimento’, de 2013, Aline também assinou a produção musical. Já se apresentou em Portugal, Angola, Espanha, Alemanha, Holanda, Suíça, Áustria, Bélgica, Noruega e Cabo Verde. É também cronista do jornal angolano Rede Angola.
Toty Sa’Med
Guitarrista e cantor angolano, Erickson Medeiros nasceu em Luanda no fim da década de 80 e aos 16 já tocava guitarra com a banda de pop/rock Kuecas e Boxers nos bares da cidade. Depois de algumas mudanças de formação, trocaram o nome para D’Kingzband, banda residente do King’s Club, onde toca até hoje. Influenciado por artistas conterrâneos e por brasileiros como Djavan e Ed Motta, o músico, que adotou o nome artístico de Toty Sa’Med, tem intensa atuação na cena musical angolana, seja como músico, produtor, arranjador ou diretor musical. Foi o mais votado na edição de 2012 do Festival da Canção da LAC (Luanda Antena Comercial). Em 2013, participou novamente do evento, desta vez como ator/cantor do musical ‘O canto da sereia’.
Natasha Llerena
Ao participar, aos cinco anos de idade, do coro que gravou a trilha sonora do filme Tieta, de Cacá Diegues, a cantora, compositora e dançarina carioca Natasha Llerena, de 22 anos, já dava os primeiros passos na carreira que hoje soma três festivais, shows, gravações e performances. Atração da primeira edição fora do Brasil do festival Back2Black, em Londres, em 2012, Natasha já havia participado da edição de 2009, como backing vocal do show ‘Celebração do samba’, com Luis Melodia, Mart’Nália, Angelique Kidjo, Mayra Andrade, Omara Portuondo, Marina Lima, entre outros, e ainda em 2010, em sua primeira participação solo, misturando música, circo e dança. Estudou canto, violão e teoria com Bia Paes Leme e Ignez Perdigão em 2008, quando integrava o grupo Novíssimos, tocando em teatros, casas da Lapa e na PUC. Fez ainda cursos de arranjo na Uni-Rio e investiu na dança e consciência corporal, através da bioginástica e da yoga, e depois na Faculdade de Dança Angel Vianna. Já gravou algumas composições suas com a participação de Carlos Malta e Mu Chebabi e integra o coletivo de dança Desdito, que reúne artistas de dança, fotografia e filosofia.
Mingas, Wazimbo e Moreira Chonguiça
A cantora moçambicana Elisa Domingas Salatiel Jamisse, ou simplesmente Mingas, começou a cantar ainda menina, no coro da igreja. Aos 17 anos, estreou profissionalmente nos palcos, em peças e musicais, e passou a cantar em boates locais, onde interpretava o repertório de Miriam Makeba, Roberta Flack, The Temptations, Diana Ross e Donna Summer. Viajou pelo país, mesmo em meio à guerra que assolava Moçambique na década de 80. Neste mesmo ano, se apresentou em diversos países com a Orquestra Marrabenta, incluindo Dinamarca, Holanda, Noruega, Suécia, Alemanha, Inglaterra, Cabo Verde, França e Portugal. Em 1988, no Zimbábue, dividiu o palco com Miriam Makeba, Paul Simon, Manu Dibango, Harry Belafonte, entre outros, no concerto Child Survival and Development Symposium, organizado pela organização Save the Children.
Esteve no Brasil em 1989, onde participou de um concerto ao lado de Gilberto Gil e Hermeto Paschoal. Cantou ainda em trilhas sonoras para o cinema moçambicano e organizou espetáculos humanitários em seu país natal. Em 1994 foi convidada por um de seus ícones da infância, a cantora Miriam Makeba, para participar de sua turnê mundial, percorrendo todos os continentes entre 1995 e 1998. Lançou seu primeiro disco em 2005. Abriu espetáculos para Gilberto Gil (2004), a fadista Mariza (2007) e Mart’Nália (2008). Neste mesmo ano, comemorou 30 anos de carreira, registrado em DVD. Entre os diversos prêmios e condecorações recebidos ao longo da carreira destaca-se o Chevalier dans l’Ordre National des Arts et des Lettres, do governo francês, em 2013.
Grande nome da marrabenta, Humberto Carlos Benfica, conhecido como Wazimbo, é hoje uma das principais vozes de Moçambique. Começou a carreira em 1964, com o grupo Silverstars, na capital Maputo. Com a independência de Portugal, em 1975, foi contratado pela emissora estatal Rádio Moçambique. Em 1979, se tornou o principal cantor da Orquestra Marrabenta Star de Moçambique. Em 1988, gravou com a orquestra Harare Sessions, no Zimbábue. Durante um intervalo, interpretou Nwahulwana, balada que foi gravada acidentalmente e descoberta somente em Londres, na mixagem. A canção, que se tornou um de seus grandes sucessos, foi usada na trilha sonora do filme A Promessa, dirigido por Sean Penn e estrelado por Jack Nicholson. Wazimbo e a Orquestra Marrabenta fizeram turnês pela Europa e lançaram dois discos pelo selo alemão Piranha. O conjunto acabou em 1995 e desde então Wazimbo segue carreira solo, gravando o álbum Makwero na África do Sul.
Radicado na África do Sul, o saxofonista, produtor e compositor moçambicano Moreira Chonguiça tem licenciatura em Etnomusicologia pela Universidade da Cidade do Cabo, onde reside. Em 2006, lançou The Moreira Project: Vol. 1 – The Journey, indicado para três Prêmios Sul-Africanos de Música, e dois anos mais tarde, The Moreira Project: Vol. 2 – Citizen of the World, com participação do lendário saxofonista camaronês Manu Dibango, do flautista e saxofonista nova-iorquino Najee e do artista de hip hop moçambicano Simba. Desde 2009, quando participou no Rio de Janeiro de um espetáculo em homenagem ao maestro Silvio Barbato, morto naquele mesmo ano em acidente da Air France, já veio ao Brasil várias vezes, para concertos e ainda para dirigir uma classe de mestres na Universidade de Brasília. Como educador, colaborou na renovação da Escola Nacional de Música, em Maputo, onde também ministra workshops, e na Xulon Musictech, na comunidade de Kensington, na Cidade do Cabo. Colabora ainda para a Agência de HIV/Aids das Nações Unidas em Maputo.
A marrabenta é uma dança típica de Moçambique, com ritmo quente e acelerado, normalmente dançado em pares, ocasionalmente em formato solo, cujo nome é derivado da expressão portuguesa ‘rebentar’. Muitos mestres da marrabenta – entre os mais célebres Francisco Mahecuane, Alexandre Langa, Lisboa Matavele, Abílio Mandlaze e Wazimbo – passaram parte de suas vidas trabalhando em minas da África do Sul. Seu estilo mescla o kwela sul-africano, o Swing e outros ritmos da região e falam sobre questões do cotidiano em Maputo e fatos marcantes da história moçambicana, além do desejo de liberdade do povo, durante a colonização. Por isso era considerada revolucionária na época e muitas vezes sua divulgação foi proibida. Desde 2008 é realizado nas regiões de Maputo e Gaza o Festival Marrabenta.
Ludmilla
Autora do hit Fala mal de mim, a jovem Ludmilla, de 18 anos é uma das grandes sensações do funk carioca. A menina que desde os oito anos cantava com os pais em rodas de samba e nas famosas festas na laje de sua casa em Duque de Caxias começou como MC Beyoncé. Em 2012, compôs e postou no YouTube somente o áudio de Fala mal de mim, que já soma 15 milhões de visualizações, seguido no mesmo ano pelo vídeo da música, com mais quatro milhões de acessos. O sucesso a levou a apresentações em bailes por todo o país, participações em programas de TV como Esquenta, da Rede Globo, onde teve seu nome artístico rebatizado para MC Ludmilla, por Regina Casé. Assinou contrato com a gravadora Warner Music em 2014 e lançou o álbum Hoje, já sem o ‘MC’ no nome. No repertório estão antigos sucessos e novas faixas mais melódicas, com influência da música pop. Seu primeiro clipe pela gravadora foi Sem Querer, dirigido por Bruno Murtinho, que já havia produzido para O Rappa, Vanessa da Matta, Chico Buarque e Diogo Nogueira.




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