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I Jornadas AMPER-POR

29 e 30 de Outubro de 2007



Acta do Workshop

Pelas quinze horas do dia trinta de Outubro de dois mil e sete, com os presentes nas Primeiras Jornadas do Projecto Atlas Multimédia Prosódico do Espaço Românico para o Português: Lurdes Moutinho (Universidade de Aveiro) – Presidente da sessão, Rosa Lídia Coimbra (Universidade de Aveiro), Antonio Romano (Universidade de Torino), Albert Rilliard (Laboratoire d'Informatique pour la Mécanique et les Sciences de l'Ingénieur, Paris), Jânia M. Ramos (Universidade Federal de Minas Gerais), Jussara Abraçado (Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro), Maria Clara Rolão Bernardo (Universidade dos Açores), Sandra Madureira e Mário Fontes (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e Helena Rebelo (Universidade da Madeira), deu-se início ao workshop dedicado a diversos aspectos metodológicos relativos ao trabalho a desenvolver pela parte do Atlas relativa ao português. A ordem de trabalhos foi a seguinte: ponto um – A questão da fixação do corpus, ponto dois – A selecção das fontes para a transcrição fonética e ponto três – Informações sobre os conteúdos a enviar, quer à coordenação do Atlas Multimédia para o Português, quer à coordenação geral.



Ponto um – A questão da fixação do corpus. Discutiu-se, longamente, o problema levantado pelo Questionário Comum de Base (QCB), constituído, na totalidade, por noventa e cinco estruturas e cento e oitenta frases. Face ao QCB, pôs-se a questão de manter ou não o corpus actualmente estabelecido para o Português, formado por trinta e três estruturas e sessenta e seis frases, algumas delas não contempladas por aquele. Uma vez que o corpus para o Português fora definido, previamente, com a Coordenação Geral do Projecto, havendo diversas gravações realizadas e muito trabalho feito, os presentes envolvidos nos trabalhos para a Língua Portuguesa acharam por bem mantê-lo, não retirando nenhuma das trinta e três estruturas definidas. Contudo, ficou claro que quem desejasse acrescentar estruturas do QCB, não contempladas no Questionário definido anteriomente para o Português, o poderia fazer, salvaguardando sempre a homogeneidade do corpus para o Português. A comparação será, assim, viável, na íntegra, para as diversas variedades do Português e parcial para as restantes variedades românicas do Atlas Multimédia.

Ponto dois – A selecção das fontes para a transcrição fonética. Para transcrições fonéticas das frases para o Atlas Multimédia, utilizar-se-á a SIL IPA UNICODE. Para distinguir os nomes dos ficheiros de transcrição fonética dos restantes, sugeriu-se acrescentar IPA ao nome (por exemplo, xxx_IPA.txt). Albert Rillard fez uma demonstração de como constituir estes ficheiros com base num site da web.

http://people.w3.org/rishida/scripts/pickers/ipa/

A este propósito, colocou-se a questão do tipo de transcrição que se deveria fazer: Deveria ser larga ou estreita? Teria de partir da norma do português europeu e brasileiro ou dar conta das particularidades de cada variedade? Concluiu-se no sentido de simplificar o processo e de usar um mínimo de diacríticos, que seria preferível uma transcrição larga, com os parênteses rectos habituais das transcrições fonéticas, dando, todavia, conta da queda de sons. Esta supressão deverá ser representada entre parênteses curvos delimitando o símbolo do som que não foi produzido pelos informantes. Assim, para cada estrututura e para cada informante, teremos de apresentar duas transcrições fonéticas: uma para a declarativa e outra para a interrogativa. Ainda quanto à transcrição, ficou combinado que a marcação do acento se faria antes da sílaba e que deveria ser o acento vertical.



Ponto três – Informações sobre os conteúdos a enviar, quer à coordenação do Atlas Multimédia para o Português, quer à coordenação geral. Ficou claro que cada grupo deve enviar:

1. o mapa das regiões em que trabalha, indicando o nome das localidades onde decorreram as gravações;

2. as três repetições WAV das frases seleccionadas para análise;

3. os três ficheiros TXT correspondentes às WAVs analisadas;

4. os ficheiros 0.TXT correspondentes à média das frases analisadas para cada uma das modalidades;

5. as transcrições fonéticas;

6. a ficha do informante, que deve conter: iniciais do nome, idade, sexo, nível de escolaridade, data e local da gravação, consentimento escrito, nome da pessoa ou da equipa responsável pela recolha e análise.

Todos estes dados deverão ser enviados à coordenação do AMPER-POR, Lurdes de Castro Moutinho (lmoutinho@ua.pt) e à coordenação geral do AMPER para Jean-Pierre Lai (Jean-Pierre.Lai@u-grenoble3.fr ).



No final da reunião, foi facultado aos presentes o acesso directo às informações da página do Atlas, com logins e passwords próprias.

Nada mais havendo a tratar, deu-se por finalizado o workshop, do qual se lavrou a presente acta.




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