Programa Nacional do Livro Didático



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B.4. ASPECTOS SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA





12.

Na obra, é perceptível:

a) O privilégio a determinados grupos sociais ou regiões particulares do país.

b) Preconceitos ou estereótipos relacionados à cor, origem, condição econômico-social, etnia, gênero, orientação sexual, linguagem ou qualquer outra forma de discriminação.


( ) Sim (Apresentar argumentos abaixo, exemplificando) (X) Não

Observações:






13.

A obra veicula:

a) matéria contrária à legislação vigente para a criança e o adolescente, no que diz respeito a fumo, bebidas alcoólicas, medicamentos, drogas, armamentos etc.

b) publicidade de artigos, serviços ou organizações comerciais, incentivando o consumo de produtos comerciais específicos.


( ) Sim (Apresentar argumentos abaixo, exemplificando) (X) Não

Observações:








14.

a) Na obra, é feita doutrinação religiosa.

( ) Sim (Apresentar argumentos abaixo, exemplificando) (X) Não

Observações:








15.

a) Na obra, são veiculadas idéias que promovem desrespeito ao meio ambiente.

( ) Sim (Apresentar argumentos abaixo, exemplificando) (X) Não

Observações:







C. Critérios de qualificação

Para cada um dos itens abaixo, preencher a menção e justificar as razões. No final do processo de avaliação, será feita uma ponderação dos itens, para se obter maior clareza comparativa entre as obras.


Nos itens a seguir, utilize os seguintes conceitos:


O = Ótimo

B = Bom


R = Regular

I = Insatisfatório


Caso o aspecto não se aplique, escreva N/A (não se aplica)



C.1. ASPECTOS SOBRE CORREÇÃO CONCEITUAL E COMPREENSÃO


16.

Tratamento conceitual apropriado, atualizado e correto predomina na obra

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I (X)



Volume 2

O Volume 2 trata da taxonomia dos seres vivos e de suas estruturas e fisiologias, descrevendo a diversidade biológica como um todo. Todavia, o enfoque e a qualidade das informações disponibilizadas nas unidades destinadas à diversidade biológica contrastam significativamente daquelas destinadas à anatomia e fisiologia humanas. A diversidade biológica tem aprofundamento insuficiente, linguagem pouco clara e confusa e ainda inclui erros conceituais graves, desatualizações e abordagem filogenética e evolutiva quase inexistente. Esta parte do volume 2 compromete substancialmente a obra e levará o aluno a erros graves, impossibilidade de compreender a diversidade biológica em toda sua plenitude e ainda por em dúvida os próprios conhecimentos do professor tamanha é a quantidade de erros gramaticais, imprecisões, orações mal construídas e sem sentido e ilustrações de qualidade ruins e pouco explicativas, além daquelas figuras que informam incorreções ao aluno. Já as unidades destinadas à anatomia e fisiologia humanas apresentam poucos erros gramaticais, ilustrações de melhor qualidade e aprofundamento por vezes além do necessário para o ensino médio. Assim sendo, o volume 2 ora peca por insuficiência de qualidade e ora por excesso de informações. Abaixo, seguem exemplos das deficiências observadas no volume 2.

- pág. XX – Nesta página a obra ao definir espécie afirma que são “Animais ou vegetais semelhantes, capazes de se reproduzir e gerar descendentes férteis”. A obra não define qual é o conceito de espécie utilizado. Esta definição é importante já que existem outros conceitos de espécie na literatura. Não há necessidade de se definir cada um dos conceitos existentes, já que não há consenso no meio científico de qual conceito a usar, mas, é desejável que o aluno saiba identificar qual conceito está utilizando na obra. Além disso, vale acrescentar que a obra deveria ter incluído que os indivíduos intercruzantes deveriam ser capazes de gerar descendentes igualmente viáveis.

- pág. XX – Nesta página a obra cita como exemplo de nomenclatura trinominal o táxon “Crotalus terrificus terrificus” e “Crotalus terrificus durissus”. Revisões taxonômicas já alteraram a posição taxonômica destas subespécies, o que incorre em desatualização da obra.

- pág. XXX – Nesta página a obra discorre sobre os equinodermos e afirma que “O filo Echinodermata é bastante particular, aparecendo como os mais derivados dos invertebrados (devido à presença de um esqueleto interno de origem mesodérmica)”. Esta informação está incorreta. Tendo como base o conhecimento aplicado no ensino médio, o grupo mais derivado seria o dos Cephalochordata, grupo irmão dos Craniata e que, embora seja um cordado, é constituído por animais invertebrados.

- pág. XXX – Nesta página a obra ao discorrer sobre o sistema circulatório dos peixes afirma que “... o sangue... possui grandes glóbulos vermelhos nucleados, o que caracteriza a coloração avermelhada do sangue destes animais”. De fato os glóbulos vermelhos em peixes são nucleados e o sangue é vermelho, mas o motivo de ter esta coloração é distinto e está relacionado à presença de hemoglobina e de seus pigmentos respiratórios. Assim sendo, a afirmação está errada e leva o aluno a associar a coloração do sangue à causa distinta do que realmente o é, constituindo erro grave, já que todos os demais tipos de sangue de vertebrados que tenham coloração vermelha o terão pela mesma causa. Este erro se agrava pela natureza recorrente que é utilizado na obra, como à página 257 ao discorrer sobre o sistema circulatório dos anfíbios: “O sangue possui hemácias, dando aos anfíbios uma coloração sangüínea avermelhada”.

- pág. XXX – Nesta página a obra ao discorrer sobre o sistema reprodutor dos anfíbios a firma que “Os indivíduos apresentam sexos separados e fecundação externa na época de reprodução”. A partir desta afirmação conclui-se que os sexos estão separados e a fecundação é externa somente na época de reprodução. Esta conclusão está errada é fornece ao aluno idéia incorreta sobre os anfíbios, já que estes têm sexos distintos (são dióicos) e cada espécie mantém, independente da época do ano, o mesmo tipo de fecundação.

- pág. XXX – Nesta página a obra ao discorrer sobre o revestimento dos répteis afirma que “A epiderme dos répteis é bastante espessa, formada por inúmeras células mortas que não fornecem umidade para a pele do animal...”. Aqui há um descuido grave, já que a epiderme não pode ser morta, constitui tecido vivo e em constante renovação, inclusive do revestimento citado pela obra.



17.

Uso apropriado de analogias, com explicitação clara da diferença entre significado literal e metafórico, favorecendo a compreensão correta de conceitos, teorias, fenômenos etc.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B (X) R ( ) I ( )

A obra pouco utiliza analogias e quando o faz não compromete. Assim, sua qualificação é boa. Vale ressaltar que o uso de analogias pode ser benéfico ao educando, auxiliando a compreensão da matéria pelo aluno. A sua não utilização em quantidade suficiente significa uma carência da obra.








18.

Redação clara e objetiva dos textos, com informações suficientes para a compreensão dos temas abordados, estimulando a leitura e a exploração crítica dos assuntos.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I ( X )

A obra XXXXX contém diversas imprecisões e inadequações, além de informações insuficientes que não permitem ao leitor a compreensão plena do conteúdo abordado ou o levam a conclusões e generalizações impróprias. Os conteúdos do livro são apresentados numa seqüência linear, fragmentada, oferecendo um estudo da Biologia composto por frações que não se articulam, numa perspectiva que não contempla a unidade do conhecimento. As informações textuais são muitas vezes superficiais, não permitindo ao aluno o aprofundamento mínimo necessário. Vale ressaltar ainda, neste item, que há ilustrações explicativas (a serem comentadas no item 19 desta ficha de avaliação) que estão incorretas ou mal dimensionadas. O resultado final é um livro que não permite ao aluno a compreensão dos fundamentos da biologia voltados ao ensino médio sem que haja esclarecimentos e aprofundamentos em outras literaturas do gênero. Abaixo, seguem alguns exemplos dos fatos acima comentados.



Volume 2

Os comentários pertinentes ao volume 2 estão sumarizados no item 16. Optei por comentar a sinopse do item 16 junto ao item 18 visto que estes itens congregam a mesma base de inconsistências: falta de clareza, erros conceituais, informações básicas erradas, erros gramaticais, mobilização de conceitos errados e desatualizações. Estas impropriedades por vezes ocorrem juntas na mesma oração, não sendo pertinente desagregá-las, pois perderiam significado. Assim, solicito ao leitor desta ficha de avaliação ler os comentários redigidos no item 16 para o volume 2. Abaixo seguem exemplos de falta de clareza e/ou de informações insuficientes para a adequada compreensão do texto.

- pág. XX – Nesta página a obra ao discorrer sobre os tipos de caracteres que são utilizados para se estudar as relações filogenéticas entre os seres vivos apresenta o uso da genética molecular na sistemática biológica e afirma que “Surgiu assim, a taxonomia ou sistemática molecular”. Da maneira que foi redigido a obra sinonimiza taxonomia à sistemática molecular, o que é inadequado. A taxonomia abriga todos os estudos de classificação biológica enquanto a Sistemática molecular somente utiliza caracteres moleculares.

- pág. XX – Nesta página a obra ao discorrer sobre as categorias taxonômicas afirma que “... as classes foram reunidas nos filos ou divisão e estes vegetais em reinos” (grifo nosso). A palavra “vegetais” foi inserida fora de contexto, já que não há citação para vegetais. O que provavelmente o livro pretendeu informar, mas não informou, é que a categoria “divisão” é utilizada na Botânica.

- pág. XX – Nesta página a obra ao discorrer sobre o Reino animal e vegetal tece informações contraditórias, pouco claras, com erros de redação e gramaticais e que culmina em definições equivocadas, trazendo confusão ao discente e fixação de informações incorretas. A seguinte frase transcrita reflete tais observações: “Ao analisar o protozoário ameba, um ser unicelular é considerado um animal, por apresentar, como material de reserva, o glicogênio, não realizar fotossíntese e ser heterótrofo, e é uma alga clorófita, também unicelular e classificada como vegetal por apresentar amido, realizar fotossíntese e ser autótrofa, era relativamente fácil” (grifos nossos). Notar as seguintes inconsistências: a ameba é considerada pela obra um protozoário, mas é definida pelas características assinaladas igualmente como um animal e uma alga clorófita; igualmente, define animal como aquele que apresenta glicogênio, não realiza fotossíntese e é heterótrofo, características estas que igualmente incluem os fungos entre os animais. Além disso, o final da frase, em negrito, não tem relação de concordância clara, aumentando mais a dificuldade de compreensão.

- pág. XX – Nesta página a obra discorre sobre os animais cordados. Cita que “Dentre as características destacam-se: a notocorda (estrutura que se forma ainda na fase embrionária... que, mais tarde, será substituída pela coluna vertebral)”. Cabe ressaltar que nem todos os cordados terão a notocorda substituída pela coluna vertebral, alguns destes inclusive, nunca desenvolverão esta estrutura.

- pág. XX – Nesta página a obra ao discorrer sobre o sistema digestório dos anfíbios afirma que “Alimentam-se conforme o hábitat e as adaptações em que vivem...”. “Adaptações em que vivem” leva a sentido lógico e compreensível na frase, causando confusão ao leitor. Este tipo de desarticulação na construção de orações é recorrente na obra.

- pág. XX – A obra ao discorrer sobre as serpentes afirma que “As cobras peçonhentas possuem um órgão sensorial termorreceptor, localizado numa depressão entre os olhos e as narinas, chamado de fosseta loreal”. Esta informação é imprecisa e poderá levar a acidentes ofídicos de graves dimensões, inclusive à morte. Nem todas as cobras peçonhentas apresentam fossetas loreais. As serpentes da família Elapidae (cobra-coral) não apresentam fosseta loreal e é uma serpente de ação tóxica de altíssima gravidade. Há colubrídeos que são peçonhentos e que igualmente não possuem fossetas loreais e podem mesmo levar à morte. Assim, esta imprecisão da obra merece destaque.

- pág. XX – Nesta página a obra ao discorrer sobre a evolução dos répteis, no segundo parágrafo, onde discursa sobre os dinossauros, e após seis linhas discorrendo sobre este assunto, acaba por citar que “No entanto, acredita-se que o maior predador foi o Deinobuchus, um crocodilo gigante. Havia também, os predadores aquáticos, como o Plesiossauro e o Ictiossauro. Nos períodos Jurássico e Cretáceo, havia os Pterossauros, que eram voadores, como o Pterodactylus, que atingia cerca de 15 centímetros, e o Quetzalcoatlus, que chagava a apresentar 13 metros de envergadura. Pela mobilização do parágrafo, o qual se destinava aos dinossauros, a obra ao citar grupos de animais que não são dinossauros em meio a estes levará o leitor fatalmente à confusão, fazendo-o acreditar que crocodilos, pterossauros, plesiossauros e ictiossauros também são dinossauros, o que é um erro.


19.

Vocabulário específico claramente explicado no texto ou glossário

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I ( X )

A obra XXXXXXXX apresenta GLOSSÁRIO ao final de cada volume. Os glossários são distintos, dirigindo-se especificamente aos termos encontrados nos respectivos volumes. Contudo, não há chamadas no texto para o glossário, de maneira que o leitor não saberá, ao ler um termo, se ele consta ou não no glossário ao final do livro. Quanto à terminologia utilizada ao longo do texto, a obra as define de maneira adequada e com abordagem clara para o estudante de ensino médio e são freqüentes as inserções de etimologias dos termos técnicos, o que auxilia a compreensão e a fixação do termo. Todavia, existem termos que não são previamente definidos antes de sua utilização e não receberam tratamento suficiente durante sua citação. Abaixo, seguem exemplos da ausência de explicação apropriada a certos vocábulos empregados na obra.

Volume 2

- pág. XXX a XXX – Nestas páginas a obra apresenta de maneira comparada a morfologia e a fisiologia dos metazoários. Contudo, não discorre anteriormente, nem de maneira sucinta, sobre os grupos animais objetos destas páginas. Deste modo, explica como funcionam organismos antes mesmo de apresentá-los formalmente aos alunos, o que consiste em conduta inadequada, já que a fixação por parte do discente sobre as partes anatômicas dos animais será meramente por memorização, sem que haja a desejável associação com os seres em questão. A apresentação dos filos animais somente irá se apresentar ao educando a partir da página XXX, logo, após a parte de comparação entre estes animais.

- pág. XXX – Nesta página a obra ao discorrer sobre os equinodermos cita “... pelos amebócitos (tipo especializado de célula)...”. O livro não explica anteriormente o que são, como são e por onde circulam os amebócitos antes desta citação e tão pouco o faz neste momento. Vale ressaltar que a obra irá explicar o que são amebócitos à página 240.

- pág. XXX – Nesta página a obra ao discorrer sobre o sistema excretor dos condrícties e osteícties cita o rim do tipo mesonefro. Todavia, não tece explicação sobre os três tipos de rins e igualmente não fornece ilustração explicativa sobre estes três tipos. Esta omissão é recorrente na obra e volta a se repetir na página XXX ao discorrer sobre o sistema excretor em anfíbios: “A excreção em anfíbios se dá por meio dos rins, que é do tipo mesonefro”, na página XXX, ao discorrer sobre o sistema excretor dos répteis (“Os répteis apresentam dois rins, do tipo metanefro...”), na página XXX, ao discorrer sobre o sistema excretos das aves (“O aparelho excretor possui rins metanéfricos...”) e na página XXX, ao discorrer sobre o sistema excretor dos mamíferos (“O sistema excretor é composto por dois rins, do tipo metanefro”).

- pág. XX – Nesta página a obra ao discorrer sobre a classificação dos Squamata cita as seguintes subordens: “Sphenodontia, Lacertillia, Serpentes e Amphisbatniae”. Há grafia errada em “Lacertillia” e “Amphisbatniae”, que deveriam ser redigidos respectivamente como Lacertília e Amphisbaenia. Este erro volata ocorre na página XX no item “Subordem Lacertillia”.



20.

Utilização de linguagem gramaticalmente correta nos textos.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I ( X )

A obra XXXXXX apresenta quantidade considerável de erros gramaticais que comprometem o entendimento da informação. Destaca-se a construção confusa das orações, o excesso de “vírgulas” e termos redigidos incorretamente. Estes erros parecem ser claramente devidos a falta de processos de revisão do texto, descuido este que acabou por tornar a utilização da obra temerosa. Apresentar um conteúdo completamente novo a um aluno, como o é a biologia no ensino médio, já perfaz cuidados metodológicos severos, a apresentação deste conteúdo agregado a textos repletos de construções impróprias e erros gramaticais torna a tarefa por demais penosa e perigosa ao educando. Dentro deste escopo, desqualifico a obra, como está, em ser usada como instrumento de apoio ao ensino. Abaixo, seguem exemplos das impropriedades aqui mencionadas.

Volume 2

- pág. XX – Nesta página a obra afirma que “Seguindo a classificação de Carl Von Linné, este propôs a seguinte ordem, reino, classe...”. Notar a falta de concordância na oração apresentada.

- pág. XX – Nesta página a obra ao discorrer sobre as categorias taxonômicas utiliza vírgula de maneira inadequada: “Como os estudos avançavam, outros cientistas perceberam que os seres que pertenciam a gêneros diferentes, apresentavam muitas semelhanças...” (grifo nosso).

- pág. XX – Nesta página a obra discorre sobre as regras de nomenclatura zoológicas. Em quadro central à página, no item três, utiliza de concordância equivocada na seguinte afirmação: “O nome das espécies devem ser escritos em letra tipo itálico ou então sublinhados...”. Nota-se a confisão na utilização de linguagem em singular e plural, onde há falta de concordência.

- pág. XX – Nesta página a obra apresenta construções confusas das orações e, portanto, impróprias, fato recorrente em toda a primeira unidade. Como exemplos, ver comentário no item 18 desta ficha de avaliação sobre a página 18 e igualmente a seguinte transcrição: “Mas, alguns seres, como a Euglena sp., um ser unicelular, realizando fotossíntese, mas que também se alimenta de compostos orgânicos presentes no meio, e tem como material de reserva: paramilo, como pode ser classificado? Temos também as bactérias, as quais algumas são autótrofas e outras são heterótrofas, portanto como classificar estes seres com essas características?”. Além de construções equivocadas e de difícil compreensão, há outro fato recorrente que é a utilização excessiva de vírgulas, que acabam por fragmentar e tornar cansativa a leitura, como onde se lê “Em 1969, esta questão foi resolvida por Robert Whittaker, que subdividiu os reinos animal e vegetal, em cinco grandes reinos...”.

- pág. XXX – Nesta página a obra ao citar as três ordens de anfíbios redige erroneamente “Gymniophiona”, a qual deveria ser escrita Gymnophiona.




C.2. ASPECTOS PEDAGÓGICO-METODOLÓGICOS

21.

Apresentação do conhecimento científico de forma contextualizada, fazendo uso adequado dos conhecimentos prévios e das experiências culturais dos alunos, sem tratá-los de maneira pejorativa ou desrespeitosa.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I ( X )

A obra no MP (pág. XX) afirma que “É preciso superar a visão de que... o conhecimento científico se resume a um conjunto de dados e informações isolados e estanques, desarticulados dos contextos social, econômico, histórico, político e cultural” e, mais adiante que “... o conhecimento, em biologia, deve ser tratado e analisado de forma contextualizada, para que o aluno compreenda a ampla relação existente entre a produção científica e os contextos social, econômico de sua produção...”. Estas afirmações no MP atentam para o objetivo da obra em desenvolver um texto de maneira contextualizada, com as experiências culturais dos alunos.

Contudo, a obra não teve êxito, pois acaba por apresentar o conhecimento científico de maneira tradicional e desvinculado de conhecimentos prévios do aluno. Na obra não há integração entre os diversos temas biológicos abordados no livro, assim como adequação aos problemas brasileiros de ordem social, econômica, político ou cultural, dotados da visão de um Brasil heterogêneo, como realidades regionais distintas e com problemas específicos. Os temas são vistos sem uma abordagem evolutiva apropriada, dispersos e sem fundamentação filogenética.

Volume 2

A biodiversidade é apresentada de maneira fragmentada. A abordagem evolutiva na caracterização e comparação dos diversos grupos taxonômicos não foi utilizada como substrato para a integração das informações apresentadas no livro. A obra carece de uma topologia filogenética, atualizada, clara e precisa que sirva de suporte para a apresentação dos seres vivos sob um enfoque evolutivo. O livro discorre sobre as formas de vida como se não compartilhassem relações filogenéticas. Novidades evolutivas não são examinadas sobre um prisma evolutivo ou ecológico, sendo sua funcionalidade pouco trabalhada. Desta maneira, o educando não pode vislumbrar o encadeamento que existe desde a primeira forma de vida até os seres que conhecemos atualmente. Não há relação explícita entre a biodiversidade apresentada e os conhecimentos apresentados em outras unidades, como em Citologia, Histologia, Ecologia e Evolução, visto à falta de uma visão integradora de todo o conhecimento biológico.





22.

Uso dos conhecimentos prévios e das experiências culturais dos alunos como ponto de partida para a aprendizagem.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I (X )

A obra no MP (pág. XX) afirma que “Em sua elaboração procurou-se sempre estabelecer relação entre os conteúdos propostos e o cotidiano dos(as) alunos(as), condição importante para uma aprendizagem significativa”. Esta afirmação no MP atenta para o objetivo do livro em fornecer o desenvolvimento do texto de maneira a usar o conhecimento prévio dos alunos como ponto de partida para a aprendizagem. Todavia, esta “preocupação” explicitada no MP não se fez valer no Livro do Aluno. O conhecimento prévio dos alunos e suas experiências culturais não são diretamente levados em conta como pontos de partida do trabalho pedagógico. O texto principal é informativo, porém desvinculado de um trabalho mais efetivo no campo da contextualização e do uso do cotidiano dos alunos. Vale enfatizar que não há textos complementares na obra, deixando-se assim de criar condições especiais de se inserir problemas do cotidiano dos alunos.








23.

Estímulo ao desenvolvimento de habilidades de comunicação oral e de comunicação científica, propiciando leitura e produção de textos diversificados, como artigos científicos, textos jornalísticos, gráficos, tabelas, mapas, cartazes etc.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I (X)

A obra no MP (pág. XX) afirma que a prática do professor deve ser organizada de maneira à “incentivar a pesquisa de temas relevantes, buscando contribuições de fontes diversas...” e “garantir o acesso à leitura e interpretação de textos científicos”. Estas afirmações atentam para o comprometimento da obra no sentido de contribuir para a leitura e produção de textos diversificados. De fato o Livro do Aluno apresenta XXX chamadas para pesquisas que têm como produto a comunicação oral e científica em sala de aula. Contudo, estas “chamadas” são sinópticas, pouco numerosas, pouco criativas, na maioria das vezes visam a descrição do observado e incrementam poucas discussões que instiguem o pensamento cognitivo do aluno. Exemplos destas “chamadas” se encontram comentadas no item 03 desta ficha de avaliação. Assim, concluo que a obra não estimula de maneira eficiente atividades que promovam a comunicação oral.








24.

Apresentação de conteúdos relacionados a contextos próprios da realidade brasileira (em particular, uso de organismos típicos da fauna e flora brasileiras como exemplos).

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I (X)

A obra XXXXXX não envolve a realidade brasileira no estudo da biologia. Limita-se, algumas vezes, a usar algumas imagens da fauna e flora locais. Contudo, em outras, utiliza demasiadamente imagens de seres exóticos à nossa fauna. A obra ainda mescla exemplos de espécies que ocorrem em nosso continente com as de outros continentes, como no volume 2, pág. XXX (salamandra e lagarto – exóticos x cobra-de-vidro) e pág. XXX (Pingüim x Tuiuiú e Garça), o que traz ainda maior confusão na caracterização de nossa fauna silvestre.








25.

Estímulo a diferentes formas de abordagem do conteúdo em sala de aula apresentando, sempre que viável, possibilidades de adaptação da prática pedagógica às condições locais e regionais.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I (X)

Observando-se o Livro do Aluno, a obra, neste quesito, é homogênea e não apresenta formas distintas de abordagem do conteúdo.








26.

Incentivo a atividades que exigem trabalho cooperativo, estimulando-se a valorização e o respeito às opiniões do outro.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I (X)

A obra no MP (pág. XX) afirma que é importante que a prática do professor seja organizada de maneira à “garantir momentos de interação e troca entre os alunos, por meio de trabalhos em grupo, mesas-redondas, etc”. Esta afirmação no MP atenta para a compreensão e comprometimento da obra em prover o professor de subsídios para o incentivo a atividades que exijam trabalho cooperativo. Ao examinar o Livro do Aluno, de fato a obra apresenta algumas propostas de trabalho em grupo, as quais se encontram ao final de algumas seções na forma de um pequeno quadro de coloração verde, indicados com uma seta indo da esquerda para a direita. Todavia, estas propostas são sinópticas, mal explicadas, muito óbvias e desarticuladas de textos, vídeos ou de outra fonte de informação que não seja o próprio texto principal. Além disso, tais quadros, justamente por serem sinópticos, não trazem explicação detalhada de como o trabalho de grupo deve ser organizado e quais produtos esperar destes trabalhos. Tais informações são necessárias, já que o MP não detalha estes aspectos. Diante destes argumentos qualifico a obra como insuficiente.








27.

Viabilidade de execução dos experimentos/demonstrações propostos, com base nas instruções fornecidas.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R ( ) I (X)

A obra no MP (pág. XX) afirma que “... é importante que a prática do professor seja organizada de maneira a... possibilitar o exercício da experimentação, investigação e elaboração próprias em aulas práticas ou trabalhos de campo”. Esta afirmação no MP atenta para a preocupação do livro em enfatizar a viabilização de experimentos e demonstrações aos alunos. Contudo, a descrição dos experimentos no MP é muito sintética, além de não fornecer a lista de materiais necessários, os cuidados que se deve ter ao manuseá-los e os principais resultados esperados. O exame do Livro do Aluno evidencia a flagrante falta de compromisso da obra em seguir o que objetivou no MP. Não há seção com experimentos, assim como praticamente não são oferecidas tarefas experimentais. Por exemplo, no volume 1, página XX, a obra explica como verificar a osmose em células vegetais, mas não detalha como realizar o experimento. No volume 2 somente uma exemplo de atividade pôde ser destacado como realmente experimental, mas assim mesmo muito simples, mal explicado quanto à metodologia e quanto aos produtos a serem relatados. Diante deste fatos julgo a obra insuficiente neste quesito. Abaixo, seguem os dois exemplos destacados.



Volume 1

- pág. XX – Ao discorrer sobre a osmose em células vegetais a obra propõe o seguinte trabalho de grupo:”Comparando o comportamento de tiras de pimentão e cubos de beterraba imersos em soluções de diferentes concentrações osmóticas, os alunos devem tentar prever o que ocorrerá com as tiras e explicar os resultados utilizando os conceitos de osmose discutidos em aula”. Notar que não há explicação clara de quais concentrações usar, como criar estas concentrações e quais aspectos deverão ser notados pelos alunos ao realizar este experimento.



Volume 2

- pág. XX – Ao discorrer sobre hormônios vegetais a obra propõe o seguinte trabalho de grupo: “Como o gás etileno é bastante comum e fácil de encontrar nas plantas, realize duas experiências. Em casa: pegue dois mamões verdes, em um deles faça cortes na casca. Observe durante alguns dias e anote os resultados. Pegue duas bananas de um mesmo cacho. Coloque uma delas ao lado de uma laranja bem madura. Observe a maturação das duas bananas durante alguns dias. Anote os resultados. Agora, em sala de aula, compare as resultados obtidos e iniciem uma discussão”. Notar que a obra não solicita que o aluno levante questões, deixando de nortear claramente o que se pretende com esta prática. Não há determinação clara do que os alunos devem observar entre os resultados obtidos.








28.

Viabilidade de execução dos experimentos/demonstrações, em termos da obtenção dos materiais necessários e da indicação de materiais alternativos para a execução dos experimentos, quando justificada.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B ( ) R (X) I ( )

As atividades propostas no Livro do Aluno (obra XXXXXXXXXX) são metodologicamente simples. Dentre estas, cerca de 60% requerem pesquisas bibliográficas. Cerca de 20% necessitam de internet e cerca de 20% necessitam de materiais de laboratório, como espécimes biológicos, lupas de mão e microscópio. Não há de maneira geral sugestões de materiais alternativos para as atividades, como não há, via de regra, sugestões de literatura de pesquisa. Como internet e microscópio fogem a equipamentos básicos nas escolas brasileiras, algumas instituições de ensino que não possuam estes equipamentos poderão não aplicar estas atividades. Não há indicações de segurança e manuseio dos materiais, mas como em geral estes não apresentam periculosidade ao aluno, este quesito não fica por demais prejudicado. Vale destacar que como atividades experimentais somente foram contabilizadas três, duas no volume 1 e uma no volume 2, todas envolvendo vegetais (ver item 3 desta ficha de avaliação). Abaixo, segue exemplo de atividade que, da maneira que foi idealizada, torna-se por demais difícil à realização pelos alunos.



Volume 2

- pág. XXXX – Nesta página a obra, em caixa de texto, propõe atividade hercúlea aos alunos. A referida caixa cita o seguinte: “Realize, inicialmente, uma pesquisa sobre as famílias dos insetos, e, com o auxílio do professor, monte uma coleção, identificando as famílias existentes”. A identificação das famílias de insetos requer chaves de identificação complexas e são destinadas a grupos de especialistas em entomologia, assim mesmo, específicos para cada ordem. O trabalho proposto deveria ser direcionado às ordens de insetos. Ainda assim, a obra não oferece nenhum subsídio ao professor para identificar estes animais, capturá-los, anestesiá-los, montá-los e preservá-los.






29.

Incentivo à realização das atividades propostas, não apresentando, em particular, o resultado final esperado antes da realização das atividades.

Quanto ao aspecto acima, a obra é avaliada como: O ( ) B (X) R ( ) I ( )

A obra não destaca ao longo do texto incentivo a realização das atividades, mas também não utiliza indícios de que estas são desnecessárias ao aprendizado do aluno. Assim sendo, igualmente não apresenta o resultado final esperado antes da realização das atividades.






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