Programa de anatomia humana básica curso de Odontologia



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4.5- Músculos do Abdome:




a) M. Oblíquo externo:


  • Inervação: Nervos toracoabdominais, T7-T11 e nervo subcostal

  • Ação: Gira o tórax para o lato contralateral, flete a coluna no lado ipsilateral (ativo unilateral), flete o tronco (ação bilateral), pressão e expiração abdominal.

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b) M. Oblíquo interno


  • Inervação: Nervos toracoabdominais, T6-T12 e primeiros nervos lombares.

  • Ação: Gira e flete o tronco para o lado ipsilateral (ativo unilateral), flete o tronco (ação bilateral), pressão e expiração abdominal.


c) M. Transverso do abdome


  • Inervação: Nervos toracoabdominais, T6-T12 e primeiros nervos lombares.

  • Ação: Pressão e expiração através da compressão e sustentação das vísceras abdominais.


d) M. Reto do abdome


  • Inervação: Nervos toracoabdominais, T6-T12

  • Ação: Flete o tronco, pressão e expiração abdominal.



Ação geral : os músculos da parede abdominal protegem as vísceras e auxiliam na manutenção e aumento da pressão intrabdominal. Assim, são importantes na respiração, defecação, micção, parto e vômito. Eles também movimentam o tronco e auxiliam na postura. O reto é o principal flexor do tronco contra-resistência. Os músculos oblíquos auxiliam os músculos do dorso na rotação do tronco além de auxiliar os músculos retos na flexão do tronco.

4.6- Músculos do Membro Inferior




4.6.1- Músculos Da Região Glútea




a) M. Glúteo máximo


  • Inervação: Nervo glúteo inferior L5, S1, S2.

  • Ação: Extensão e rotação lateral da coxa.


b) M. Glúteo médio


  • Inervação: Nervo glúteo superior L5, S1.

  • Ação: Aduz e roda medialmente a coxa; mantém o nível da pelve quando o membro ipsolateral esta sustentando peso e avança o lado oposto (não sustentado) durante a fase de balanço.



c) M. Glúteo mínimo


  • Inervação: Nervo glúteo superior L5, S1.

  • Ação: Aduz e roda medialmente a coxa; mantém o nível da pelve quando o membro ipsolateral esta sustentando peso e avança o lado oposto (não sustentado) durante a fase de balanço.

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d) M. Piriforme


  • Inervação: Ramificações dos ramos anteriores de S1,S2.

  • Ação: Rotação lateral, extensão e abdução de coxa.

.

e) M. Gêmio superior


  • Inervação: Ramos dos nervos L5, S1.

  • Ação: Rotação lateral, extensão e adução de coxa.


f) M. Obturador interno


  • Inervação: Ramos dos nervos L5, S1.

  • Ação: Rotação lateral, extensão e adução de coxa.


g) M. Gêmio inferior


  • Inervação: Ramos dos nervos L5, S1.

  • Ação: Rotação lateral, extensão e adução de coxa.

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h) M. Quadrado femoral


  • Inervação: Ramos dos nervos L5, S1.

  • Ação: Rotação lateral da coxa.

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i) M. Tensor da fáscia lata


  • Inervação: Nervo glúteo superior (L5, S1).

  • Ação: Aduz e roda medialmente a coxa; mantém o nível da pelve quando o membro ipsolateral esta sustentando peso e avança o lado oposto (não sustentado) durante a fase de balanço.


4.7- Músculos da Região Pélvica e da Coxa




a) Músculo da Pelve




a.1) M. Íliopsoas:


  • Duas porções: Ilíaco e psoas maior e menor.

  • Inervação: Ramos anteriores dos nervos lombares L1, L2, L3 e nervo femoral.

  • Ação: Atuam conjuntamente na flexão da coxa na articulação do quadril.


b) Músculos Anteriores da Coxa




b.1) M. Sartório


  • Inervação: Nervo femoral.

  • Ação: Flete, abduz e gira lateralmente a coxa na articulação do quadril, fazendo a rotação medial da perna quando o joelho está fletido. Seria atuante também no movimento de cruzar as pernas.


b.2) Quadríceps femoral


  • Porções: Reto femoral, vasto medial, vasto intermédio e vasto lateral

  • Inervação: Nervo femoral.

  • Ação: Extensão da perna na articulação do joelho. O músculo reto femoral também estabiliza a articulação do quadril e ajuda o m. iliopsoas a fletir a coxa.

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b.3) M. Pectíneo


  • Inervação: Nervo femoral (às vezes pelo nervo obturatório).

  • Ação: Flexão, adução da coxa e rotação medial.


c) Músculos Mediais da Coxa




c.1) M. Grácil


  • Inervação: Nervo obturatório.

  • Ação: Aduz a coxa; flete a perna; auxilia a rotação medial da perna.



c.2) M. Adutor longo


  • Inervação: Nervo obturatório.

  • Ação: Adução da coxa.

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c.3) M. Adutor Curto


  • Inervação: Nervo obturatório.

  • Ação: Adução da coxa. Realiza alguns graus de flexão da coxa.

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c.4) M. Adutor magno


  • Duas porções: Adutora e extensora.

  • Inervação:

  • Porção adutora - nervo obturatório.

  • Porção extensora - porção tibial do nervo isquiático.

  • Ação: Porção adutora flete a coxa e porção extensora está associada aos músculos isquiotibiais estendendo a coxa.

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d) Músculos Posteriores da Coxa




d.1) M. Bíceps femoral


  • Inervação: Divisão tibial e fibular comum do nervo isquiático, (L5, S1, S2).

  • Ação: Extensão da coxa, flexão e rotação lateral da perna.

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d.2) M. Semitendíneo


  • Inervação: Porção tibial do nervo isquiático.

  • Ação: Extensão da coxa, flexão e rotação medial da perna.


d.3) M. Semimembranáceo


  • Inervação: Porção tibial do nervo isquiático.

  • Ação: Extensão da coxa, flexão e rotação medial da perna.

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OBS: Coletivamente esses três músculos são conhecidos como músculos do jarrete.

4.8- Músculos da Perna




a) Compartimento anterior




a.1) M. Tibial anterior


  • Inervação: Nervo fibular profundo.

  • Ação: Dorsoflexão e inversão do pé (supinação).



a.2) M. Extensor longo do hálux


  • Inervação: Nervo fibular profundo.

  • Ação: Dorsoflexão do pé, extensão e supinação do hálux.



a.3) M. Extensor longo dos dedos


  • Inervação: Nervo fibular profundo.

  • Ação: Dorsoflexão e eversão (pronação) do pé e extensão dos dedos.



a.4) M. Fibular terceiro


  • Inervação: Nervo fibular profundo.

  • Ação: Flexão dorsal e eversão (pronação) do pé.

  • .



b) Compartimento posterior superficial

b.1) Tríceps sural


  • Três porções: M. Gastrocnêmios medial e lateral e m. sóleo.

  • Inervação: Nervo tibial.

  • Ação: Importante músculo postural e locomotor. Flexão plantar do pé (quando o joelho está extendido). O gastrocnêmio também é flexor da perna (é bi-articular).

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b.2) M. Plantar


  • É um músculo variável em tamanho e extensão e pode estar causente.

  • Inervação: Nervo tibial.

  • Ação: Auxilia fracamente o m. gastrocnêmio na flexão plantar do tornozelo.



c) Compartimento posterior profundo:



c.1) M. Poplíteo


  • Inervação: Nervo tibial.

  • Ação: Flete fracamente o joelho; gira medialmente a tíbia do membro não apoiado.

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c.2) M. Flexor longo do hálux


  • Inervação: Nervo tibial.

  • Ação: Flexão plantar fraca do tornozelo; sustenta o arco longitudinal medial do pé.

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c.3) M. Flexor longo dos dedos


  • Inervação: Nervo tibial.

  • Ação: Flete os quatro dedos laterais; faz a flexão plantar do tornozelo; sustenta os arcos longitudinais do pé.

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c.4) M. Tibial posterior


  • Inervação: Nervo tibial.

  • Ação: Flexão plantar e inversão do pé (supinação).


d) Compartimento lateral




d.1) M. Fibular longo


  • Inervação: Nervo fibular superficial.

  • Ação: Flexão plantar fraca e eversão do pé.

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d.2) M. Fibular curto


  • Inervação: Nervo fibular superficial.

  • Ação: Flexão plantar fraca e eversão do pé.

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6- SISTEMA CIRCULATÓRIO




6.1- Pericárdio e Coração




6.1.1- Pericárdio





  • Pericárdio fibroso;

  • Pericárdio seroso - lâminas visceral e parietal;

  • Cavidade do pericárdio;

Identifique no cadáver o pericárdio, observando que o pericárdio fibroso está aderido à lâmina parietal do pericárdio seroso e que a lâmina visceral do pericárdio seroso está aderida ao coração.

6.1.2- Coração

Na posição anatômica, o coração repousa sobre o diafragma e posteriormente ao corpo do esterno. Cerca de um terço do coração situa-se à direita da linha mediana e dois terços à esquerda da mesma.



  • Base e ápice;

  • Faces esternocostal, diafragmática e pulmonar (ou esquerda).

  • Morfologia externa:

  • Átrios direito e esquerdo;

  • Aurículas direita e esquerda;

  • Ventrículos direito e esquerdo;

  • Vasos da base

    • Artéria aorta;

    • Tronco pulmonar;

    • Artérias pulmonares;

    • Veia cava superior;

    • Veia cava inferior.




  • Sulcos:

  • Coronário ou átrio-ventricular, onde correm o ramo circunflexo da artéria coronária esquerda, a artéria coronária direita e o seio coronário.

  • Interventricular anterior, onde correm o ramo interventricular anterior da artéria coronária esquerda e a veia cardíaca magna;

  • Interventricular posterior, onde correm o ramo interventricular posterior da artéria coronária direita e veia cardíaca média.




  • Morfologia interna:

Com uma peça isolada e o atlas, identifique:

  • Septo cardíaco, com suas três porções: septo interatrial, septo átrio-ventricular e septo interventricular;

  • Átrio direito: identifique os músculos pectíneos, óstios das veias cavas superior e inferior, óstio átrio-ventricular direito, valva átrio-ventricular direita, fossa oval e óstio do seio coronário;

  • Átrio esquerdo: identifique abertura das quatro veias pulmonares, óstio átrio-ventricular esquerdo, valva átrio-ventricular esquerda e músculos pectíneos;

  • Ventrículos: identifique as trabéculas cárneas (músculos papilares) e as cordas tendíneas;

  • Valvas atrioventriculares direita (tricúspide) e esquerda (bicúspide);

  • Valva aórtica e valva pulmonar – formadas por 3 válvulas semilunares cada uma;




  • Irrigação do coração:

  • Artéria coronária esquerda:

Origina-se no seio aórtico esquerdo, posteriormente ao tronco pulmonar e corre entre este e a aurícula esquerda.

Dá o ramo interventricular anterior, que desce ao ápice do coração, e segue em direção posterior no sulco coronário como ramo circunflexo, indo se anastomosar com a artéria coronária direita.




  • Artéria coronária direita:

Origina-se no seio aórtico direito, dirigindo-se para a direita no sulco coronário.

origem à artéria marginal, que desce ao longo da margem inferior do ventrículo direito em direção ao ápice. A seguir, ela emite o ramo interventricular posterior, na face diafragmática, que irá se anastomosar com a artéria interventricular anterior.




  • Drenagem venosa do coração:

O leito capilar do miocárdio tem duas vias de drenagem: através do sistema venoso e através de pequenos canais (veias cardíacas mínimas), que drenam o leito capilar diretamente para as câmaras cardíacas.

O seio coronário é a principal estrutura de drenagem do coração. Situa-se póstero-inferiormente ao átrio esquerdo, no sulco coronário. Desemboca no átrio direito. Em seu trajeto recebe as seguintes tributárias:



  • Veia cardíaca magna, que sobe pelo sulco interventricular anterior,

  • Veia cardíaca média, que sobe pelo sulco interventricular posterior,

  • Veia cardíaca parva, que acompanha o ramo marginal da artéria coronária direita.

  • Veias posteriores do ventrículo esquerdo, situa-se imediatamente à esquerda da veia cardíaca média.



6.2- Baço

Tem duas faces: diafragmática e visceral. Apresenta na face visceral uma fissura, o hilo, por onde entram ou saem os vasos e nervos.

Observe-o no cadáver e veja como a cauda do pâncreas se relacionada com o baço.


  • Face visceral

  • Impressão gástrica;

  • Impressão cólica;

  • Impressão renal.



6.3- Vasos sanguíneos

No cadáver, observe os seguintes vasos:




  • Artérias

  • Artéria aorta – porção ascendente

    • Artéria coronária direita

    • Artéria coronária esquerda




  • Artéria aorta – arco aórtico

    • Tronco braquiocefálico

    • Artéria carótida comum direita

      • Artéria carótida interna

      • Artéria carótida externa

    • Artéria subclávia direita

      • Artéria axilar (continuação da a. subclávia)

        • Artéria braquial (continuação da a. axilar)

          • Artéria radial

          • Artéria ulnar




  • Artéria carótida comum esquerda (idem à direita)

  • Artéria subclávia esquerda (idem à direita)




  • Artéria aorta – porção descendente torácica




  • Artéria aorta – porção descendente abdominal

    • Tronco celíaco

      • Artéria esplênica

      • Artéria gástrica esquerda

      • Artéria hepática comum

    • Artéria mesentérica superior

    • Artérias renais (direita e esquerda)

    • Artéria mesentérica inferior

    • Artéria ilíaca comum direita (ramo terminal da artéria aorta)

      • Artéria ilíaca interna

      • Artéria ilíaca externa

        • Artéria femoral (continuação da a. ilíaca externa)

          • Artéria femoral profunda

          • Artéria poplítea (continuação da a. femoral)

  • Artéria tibial anterior

  • Artéria tibial posterior

  • Artéria fibular

    • Artéria ilíaca comum esquerda (idem à direita).



  • Veias


As veias profundas acompanham as artérias e na maioria dos casos apresentam a mesma nomenclatura.
Observe no cadáver, as seguintes veias da parte superior do corpo:


  • Veias radiais se unem às

            • Veias ulnares para formar as

          • Veias braquiais, que se unem à

          • Veia basílica (v. superficial), para formar a

        • Veia axilar. Esta recebe a veia cefálica (v. superficial) e se continua como

  • Veia subclávia direita, que se une à

  • Veia jugular interna direita para formar a

    • Veia braquiocefálica direita, a qual se une à

    • Veia braquiocefálica esquerda, para formar a

  • Veia cava superior, que desemboca no átrio direito.

Observe, no cadáver, as seguintes veias da parte inferior do corpo:




  • Veias tibiais anteriores se unem às

            • Veias tibiais posteriores e às

            • Veias fibulares para formar a

          • Veia poplítea, que recebe a veia safena parva (v. superficial) e se continua como

        • Veia femoral. Esta recebe a veia safena magna (v. superficial) e a veia femoral profunda e se continua como

  • Veia ilíaca externa, que se une à

  • Veia ilíaca interna para formar a

    • Veia ilíaca comum direita, a qual se une à

    • Veia ilíaca comum esquerda, para formar a

  • Veia cava inferior, que desemboca no átrio direito.

Veias mais utilizada na coleta sanguínea:




  • Veia intermédia do cotovelo (conecta a v. basílica e cefálica na fossa cubital);

  • Veia basílica na porção do antebraço;

  • Veias cefálicas na porção do antebraço;

  • Veias metacarpais;

  • Veia safena magna (na altura do maléolo medial).



BIBLIOGRAFIA

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