Programa de anatomia humana básica curso de Odontologia



Baixar 190.13 Kb.
Página2/6
Encontro24.10.2017
Tamanho190.13 Kb.
1   2   3   4   5   6

1- INSTRUÇÕES GERAIS

Nas aulas práticas, deve-se usar sempre o jaleco, roupas apropriadas (calça, sapatos fechados e cabelos presos).

Pode-se utilizar luvas e pinça anatômica para manipulação das peças, exceto as peças de sistema nervoso, nas quais a pinça não deve ser utilizada. A manipulação de todas as peças deverá ser feita cuidadosamente, para não danificá-las.

O estudo deve ser acompanhado pelo roteiro prático, que é individual, um atlas e um livro texto, pelo menos um por mesa. Além disso, no estudo da Anatomia, não pode haver dissociação entre conteúdo prático e teórico. Lembrar que toda descrição das peças devem ser feitas na posição Anatômica.


A postura dentro do anatômico deve ser de respeito aos cadáveres”

1.1- Oração ao cadáver desconhecido




"Ao te curvares com a rígida lâmina de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembra-te que este corpo nasceu do amor de duas almas, cresceu embalado pela fé e pela esperança daquela que em seu seio o agasalhou. Sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens. Por certo amou e foi amado, esperou e acalentou um amanhã feliz e sentiu saudades dos outros que partiram. Agora jaz na fria lousa, sem que por ele se tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome, só Deus sabe. Mas o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir à humanidade. A humanidade que por ele passou indiferente”.

(Rokitansky, 1876)

1.2- Súmula de respeito ao cadáver (Professor Renato Locchi)



A utilização do cadáver é uma tríplice lição educativa:

  1. Instrutiva ou informativa, como meio de conhecimento da organização do corpo humano, precedendo ao estudo no vivo;

  2. Normativa, disciplinadora do estudo, pelo seu caráter metodológico e de precisão de linguagem;

  3. Estético-moral, pela natureza do material de estudo, o cadáver, e pelo método de aprendizado, a dissecação, que é experiência e fuga repousante na contemplação da beleza e harmonia de construção do organismo humano.

1.3- Considerações gerais

1.3.1- Anatomia Macroscópica é uma disciplina essencialmente prática. É evidente que conceituações teóricas fazem parte do seu estudo e, por esta razão, é inútil seguir os roteiros de prática sem a complementação da parte puramente teórica que os antecedem. Mesmo porque, raras vezes encontraremos uma “parte puramente teórica”.


1.3.2- O estudo deve ser feito em grupo e os roteiros foram escritos para serem seguidos rigorosamente. Saltar parágrafos, ou mesmo frases, deixar de seguir estritamente as instruções, pode levar o grupo a perder a lógica da seqüência, com prejuízo que se refletirão no momento da autoavaliação. O livro texto contém todas as ilustrações indispensáveis, o que não impede o emprego do Atlas de anatomia ou ilustrações suplementares, á vontade do grupo.
1.3.3- O material utilizado pelo grupo de estudo deve ser adequado e estar em boas condições de conservação. Entretanto, peças há que, pela dificuldade de obtenção ou preparação, não existem em grande número. Para resolver o problema, estas peças ficarão à disposição dos grupos em uma ou mais mesas, denominadas neutras. Se mencionadas nos roteiros, devem ser procuradas pelos componentes do grupo. Sendo de consulta coletiva, as peças das mesas neutras não devem ser transportadas para outras mesas.
1.3.4- Nunca peça o auxílio do Professor antes de tentar, dentro do seu grupo, com todas as informações e meios que tem a seu dispor, resolver a dificuldade. O aprendizado depende muito da sua capacidade de observar, raciocinar, comparar, discutir e deduzir, junto com seus colegas de grupo. Porque, além da Anatomia, há um objetivo maior que se deseja ver atingido: aprender a aprender.
1.3.5- Estas considerações gerais são válidas para todas as aulas práticas, seja qual for o assunto. Método, rigor e ritmo de estudo, são condições essenciais para colher bons resultados.
“Nada está separado do nada,

e o que não compreenderes em teu próprio corpo

não compreenderás em nenhuma outra parte”

2- SISTEMA ESQUELÉTICO
Os ossos contêm irregularidades (saliências, depressões e aberturas) em porções onde há o contato com vasos, nervos, tendões, ligamentos e facias. Essas irregularidades são chamadas de acidentes ósseos, e servem de referência anatômica. De acordo com a morfologia e localização, os acidentes ósseos recebem nomes específicos.

Alguns desses acidentes de importância no estudo da anatomia são:




  • Depressões

    • Fossa: região deprimida (ex.: fossa cerebelar no crânio);

    • Sulco: depressão alongada (ex.: sulco do nervo ulnar do úmero).




  • Saliências

    • Cabeça: extremidade articular redonda e grande (ex.: cabeça do fêmur);

    • Capítulo: porção articular redonda e pequena (ex.: capítulo do úmero);

    • Côndilo: porção articular elipsóide, porém geralmente ocorre em pares (ex.: côndilos do fêmur);

    • Crista: crista do osso (ex.: crista gali do etmóide e crista ilíaca);

    • Epicôndilo: região onde há uma eminência que se localiza superiormente a um côndilo (ex.: epicôndilo medial do úmero);

    • Espinha: projeção óssea afilada (ex.: espinha ilíaca ântero-superior);

    • Faceta: superfície articular lisa tendendo a plana (faceta articular dos processos articulares das vértebras);

    • Fóvea: porção lisa e plana encontrada nas áreas de articulação entre os ossos (ex.: fóveas articulares – superior e inferior – presentes nos corpos vertebrais para a articulação com as costelas);

    • Linha: margem óssea suave (ex.: linha pectínea do fêmur);

    • Maléolo: processo arredondado (ex.: maléolo medial da tíbia);

    • Processo: projeção óssea (ex.: processo estilóide do rádio);

    • Protuberância: região onde há uma projeção do osso (ex.: protuberância occiptal externa);

    • Ramo: processo alongado (ex.: ramo da mandíbula);

    • Trocanter: elevação grande e arredondada (ex.: trocanter menor e trocanter maior do fêmur);

    • Tróclea: projeção articular arredondada, em forma de carretel (ex.: tróclea do úmero);

    • Tubérculo: região eminente pequena e elevada (ex.: tubérculo do músculo escaleno anterior na primeira costela);

    • Tuberosidade ou túber: elevação grande e arredondada (ex.: túber isquiático).

  • Aberturas

    • Fissura: abertura em forma de fenda (ex.: fissuras orbitais superior e inferior);

    • Forame: passagem através do osso (ex.: forame magno no crânio, por onde passa a medula espinhal);

    • Meato: canal ósseo (ex.: meato acústico externo);

    • Poro – abertura do meato






1   2   3   4   5   6


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal