Prof: marlon a santos


- Bullying professor-aluno



Baixar 2.59 Mb.
Página4/5
Encontro18.09.2019
Tamanho2.59 Mb.
1   2   3   4   5

5.3.3 - Bullying professor-aluno

O assédio escolar pode ser praticado de um professor para um aluno. As técnicas mais comuns são:



  • Intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um único aluno o expondo a humilhação;

  • Assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas;

  • Ameaçar o aluno de reprovação;

  • Negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, expondo-o a tortura psicológica;

  • Difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu;

  • Tortura física, mais comuns em crianças pequenas. Puxões de orelha, tapas e cascudos.

Tais atos violam o Estatuto da Criança e do Adolescente e podem ser denunciados em um Boletim de Ocorrência numa delegacia ou no Ministério Público. A revisão de provas pode ser requerida ao pedagogo ou coordenador e, em caso de recusa, por medida judicial.

5.3.4 -Legislação
No Brasil, a gravidade do ato pode levar os jovens infratores à aplicação de medidas sócio-educativas. De acordo com o código penal brasileiro, a negligência com um crime pode ser tida como uma coautoria. Na área cível, e os pais dos bullies podem, pois, ser obrigados a pagar indenizações e podem haver processos por danos morais.

Um das referências sobre o assunto, no Brasil, é um artigo escrito pelo ministro Marco Aurélio Mello, intitulado Bullying - aspectos jurídicos.

A legislação jurídica do estado brasileiro de São Paulo define assédio escolar como atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredi-las, causando dor e angústia.

Os atos de assédio escolar configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico, mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de assédio escolar pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de assédio escolar que ocorram nesse contexto.

No estado brasileiro do Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em 23 de setembro de 2010 institui a obrigatoriedade de escolas públicas e particulares notificarem casos de bullying à polícia. Em caso de descumprimento, a multa pode ser de três a 20 salários mínimos (até R$ 10.200) para as instituições de ensino.

Na cidade brasileira de Curitiba todas as escolas têm de registrar os casos de bullying em um livro de ocorrências, detalhando a agressão, o nome dos envolvidos e as providências adotadas.


5.3.5 - Condenações legais
Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a prática do assédio escolar, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a se simpatizarem com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional" e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dosdireitos civisdiscriminação racial ou de gênero ou assédio moral.
5.3.6 - No Brasil
Uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema - seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.

Em 2009, uma pesquisa do IBGE apontou as cidades de Brasília e Belo Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices de assédio escolar, com 35,6% e 35,3%, respectivamente, de alunos que declararam esse tipo de violência nos últimos 30 dias.

CAPITOLO VI
6 - A PRESERVAÇÃO DA SAÚDE DA CRIANÇA E ADOLESCENTE

6.1 - SAÚDE BUCAL
A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que aos 12 anos de idade o Índice de Dentes Cariados, Perdidos e/ou Obturados (C-PO-D) seja de 3 ou menos de 3. No Brasil esse índice é de 4,89, segundo dados do levantamento realizado em 1993 pelo SESI com apoio do Ministério da Saúde.

Outro parâmetro utilizado pela OMS é o de que aos 18 anos, 85% dos adolescentes devam estar com todos os dentes. No país, a cifra é de 32% no levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, Brasil, zona urbana, em 1986.

Sabe-se que a fluoretação das águas é a medida mais importante na prevenção da cárie, coadjuvada pela higiene bucal adequada e bons hábitos alimentares.

Considerando a situação precária do saneamento básico, do deficiente abastecimento e tratamento da água e do aporte insuficiente, quantitativo e qualitativo, de alimentos à população, aliado ao fato da ingestão de carbohidratos em excesso (dieta cariogênica), entende-se porque o Brasil é o terceiro país do mundo em incidência de cárie.

Cabe ao Programa "Saúde do Adolescente" enfatizar os aspectos preventivos da saúde bucal, assim como participar, de forma integrada com os serviços especializados, na promoção da saúde integral dessa faixa etária.
6.2 - SAÚDE MENTAL
A psicologia da adolescência está vinculada à compreensão do significado de suas transformações corporais, da evolução do pensamento e do conhecimento, das modificações de socialização emergentes nessa fase da vida, que conduzem à definição da identidade.

A adolescência inaugura uma nova forma de visão de si e do mundo, reeditando todo o desenvolvimento infantil em busca de definições de caráter social, sexual, ideológico e vocacional.

A elaboração desse momento evolutivo se faz dentro de um tempo individual e de uma forma pessoal, através de reformulações contínuas da imagem corporal, de adaptações sociais freqüentes na família em transformação e na sociedade, que exerce pressões.

Além dessas tarefas, o adolescente vê-se envolvido com as manifestações de seus impulsos instintivos, que tendem a exteriorizar-se através de condutas nem sempre consideradas dentro dos limites socialmente aceitos.

De fato, é fundamental o conhecimento dos aspectos do desenvolvimento normal e patológico para identificar-se o adolescente de alto risco e partir-se para um trabalho com vistas à promoção da saúde e prevenção de doenças, detecção e tratamento de psicopatologias. Para tal, tornam-se imprescindíveis programas de capacitação das equipes de saúde.

Não se pode omitir, nessa oportunidade, a grande incidência de acidentes, homicídios e suicídios, que são hoje as causas mais freqüentes de mortalidade para esse grupo etário. Paralelamente, as depressões, o abuso de drogas, os desajustes na família, na escola e no trabalho, se bem identificados, poderão ser minimizados pela equipe de saúde.



6.3 - SAÚDE REPRODUTIVA
Os adolescentes estão em uma fase de identificação de sua feminilidade/masculinidade, por vezes podendo sofrer conseqüências indesejáveis na prática de sua sexualidade, tais como: gravidez precoce não desejada, falta de conhecimento e/ou uso indevido de métodos contraceptivos, aborto, vitimização, doenças sexualmente transmissíveis (DST) e traumas psicossociais.

O adolescente ainda não é contemplado com programas eficazes em relação à saúde reprodutiva, como podemos verificar pelos dados estatísticos disponíveis que, embora não tenham uma abrangência nacional, ja demonstram ser alarmantes.

Em nível mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde, adolescentes de 15 a 19 anos tornam-se mães de cerca de 15 milhões de crianças, anualmente. No Brasil, o nível de fecundidade de mulheres até 19 anos aumentou entre 1970 a 1980; incremento notável ocorreu nas adolescentes menores de 15 anos, embora se tenha conhecimento sobre a queda que a fecundidade vem manifestando no total das mulheres.

Em 1989, segundo dados do IBGE (Registro Civil), 15,78% dos nascidos vivos ocorridos e registrados no ano eram filhos de mães de 10 a 19 anos, proporção que aumentou para 16,04% em 1990, 16,38% em 1991 e 16,94% em 1992.

As complicações da gravidez, parto e puerpério estão entre as dez principais causas de óbito das adolescentes brasileiras, sendo a sexta causa nas adolescentes de 15 a 19 anos, juntamente com as doenças do aparelho respiratório.

Em relação à anticoncepção, pesquisas nos mostram que 55% das adolescentes solteiras e sexualmente ativas no Brasil nunca haviam usado nenhum método contraceptivo; número que sobe para 79% nas áreas rurais. Entre as casadas 48% usam algum método contraceptivo.

As adolescentes engravidam sem planejamento, entre outras causas, por falta de informações, difícil acesso a serviços especializados, desconhecimento de métodos anticoncepcionais e, muitas vezes , a procura de uma relação afetiva, de um objeto de amor ou somente devido à experimentação sexual. É preciso entender que a adolescente não pode assumir sozinha o risco social de uma gravidez não planejada.

É importante ressaltar que no processo de saúde reprodutiva a atenção deverá contemplar os adolescentes do sexo masculino.

Considerando a importância dos aspectos informativos no desenvolvimento dessa atividade, recomenda-se ao uso de metodologias educativas como: adolescente informando ao seu próprio grupo, formação de multiplicadores, intercâmbio com a equipe de saúde interdisciplinar e outras que possibilitem o conhecimento de todos os aspectos relacionados com a saúde reprodutiva.
6.4 - DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DST) e AIDS
A dificuldade do entendimento da correlação da atividadesexual com riscos das DST é um dos fatores que tendem ao aumento dessas patologias nessa faixa etária.

No momento em que as doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA ou AIDS), atingem números significativos de infectados e doentes, é obrigatória a nossa participação no processo de informação e divulgação de todos os meios e modos de prevenção dessas doenças, em todas as faixas etárias.

As ações de contracepção, concepção, ginecopatias, gestação, parto e puerpério, devem seguir as diretrizes básicas do Serviço de Assistência a Saúde da Mulher (SEASM).

Quanto ao adolescente do sexo masculino, as diretrizes do seu atendimento pautam-se nas diretrizes do Serviço de Assistência à Saúde do Adolescente (SASAD).



6.5 - SAÚDE DO ESCOLAR ADOLESCENTE
A escola, ao encaminhar para o sistema de saúde o adolescente que apresenta qualquer tipo de problema ligado a aprendizagem, “culpa” ou caracteriza o estudante como responsável pelo fracasso. Como conseqüência, a medicalização é vista como uma das soluções.

O despreparo da escola e da sociedade no entendimento do momento biopsicológico por que está passando o adolescente, e suas conseqüências sociais e emocionais, leva o sistema educacional a simplificar o problema, reduzindo-o a distúrbios físicos, de conduta, de falta de capacidade para a aprendizagem.

O sistema escolar ainda não atende às especificidades evidenciadas nessa faixa etária, não possuindo condições de acompanhamento adequadas a esse grupo populacional.

Para se compreender os problemas de saúde do escolar adolescente deve-se ter em vista que eles são os mesmos que atingem a população brasileira, os quais refletem saneamento básico deficiente e baixas condições de vida.

Cabe ao binômio saúde/educação trabalhar em conjunto para o redimensionamento dos aspectos inerentes aos problemas nessa área, para a correta compreensão da relação saúde do adolescente/processo de aprendizagem.

Para tal, faz-se necessária a capacitação e a valorização dos profissionais da educação, a criação de grupos de interesse nas escolas, a pesquisa de novas metodologias, a adoção de novos recursos tecnológicos e o trabalho integrado com a equipe de saúde, dentro dos critérios da municipalização. Dessa forma, o professor vai desempenhar um papel importante como agente de saúde, contribuindo para a correta adequação do binômio saúde/educação.


6.6- PREVENÇÃO DE ACIDENTES
A busca de identificação dos adolescentes, natural nessa etapa de maturação psicológica, ocasiona o distanciamento dos cuidados familiares. A curiosidade, impetuosidade, o idealismo e a contestação despertam nos adolescentes um sentimento de desafio que, associando-se à falta de experiências, e vivências anteriores, levam freqüentemente a uma conduta de alto risco. As limitações impostas pela sociedade e a interação dos fatores sociais com os biológicos e psicológicos influenciarão, também, de forma inequívoca, o adolescente, possibilitando-lhe várias situações de risco que explicam, assim, os acidentes como um dos principais motivos de atendimento nos serviços de emergência e uma das principais causas de mortalidade na adolescência.

Entre as características epidemiológicas destacam-se o sexo masculino com maiores taxas de mortalidade e os veículos a motor como a primeira causa dos acidentes.

As estatísticas disponíveis mostram que existem diferenças regionais na mortalidade por causas externas, isto é, as originadas por todo tipo de acidentes e violência, em adolescentes de 10 a 19 anos. E dessas, a primeira causa é por acidentes.

A prevenção de acidentes é o fator mais importante e deve ser preocupação de todos: família, escola, comunidade, transporte, áreas de lazer e trabalho, serviços de saúde e outros. A implantação de programas de prevenção deve considerar o caráter multisetorial e interdisciplinar e quatro princípios básicos:


Organização: estabelecimento de uma comissão que analise o problema, tome decisões políticas e formule as linhas de trabalho;
Investigação: utilização de métodos epidemiológicos modernos, relacionados às medidas de segurança, à orientação para a solução dos problemas, à morbidade e à mortalidade, relacionadas aos grupos de idade, aos lugares de ocorrência e aos diferentes fatores que interferem ou condicionam os acidentes;
Educação e treinamento: educação para a saúde, enfatizando a importância da segurança e a necessidade de capacitar os adolescentes, os pais e os professores; a responsabilidade da equipe de saúde na promoção da segurança e no destaque da importância da participação ativa da comunidade;
Legislação: revisão e desenvolvimento constante de programas relacionados a estilos de vida, a modelos de segurança dos artigos manufaturados, a normas e sua aplicação.
6.7- FAMÍLIA
Para efeito de conceituação, considera-se família como o casal, o casal e seus filhos e/ou parentes, cada um dos pais e filhos, avós com netos e outras relações que se caracterizem por laços de consangüinidade e/ou afetividade, podendo ser formalizados ou não por atos legais.

Dessa forma, compreende-se que a família, nos dias de hoje, atravessa uma fase de grandes mudanças, tanto no aspecto de forma quanto no de desempenho de suas funções básicas, como proteger, prover e definir limites. Não vamos, aqui, analisar essa situação, mas apenas reforçar que o adolescente, em qualquer situação de risco ou de atenção à saúde, tem um contexto familiar que deve ser considerado na sua abordagem, tanto como um fator facilitador das ações como um desencadeador dos problemas vivenciados pelo adolescente.

Em qualquer dos casos, o profissional de saúde deve estar atento para a questão e, na medida do possível, tentar envolver a família nas ações que serão desenvolvidas com o cliente.

É importante lembrar que família quase nunca vai corresponder ao “ideal” que temos configurado em nossa história, e, freqüentemente, o profissional de saúde vai se deparar com situações bastante insólitas, que influenciarão o atendimento do adolescente.




CAPITULO VII
7 – EXAME FÍSICO NA CRIANÇA E NO ADOLESCENTE
Enfermagem e evolução

Os registros efetuados pela enfermagem têm a finalidade essencial de fornecer informações sobre assistência prestada, assegurar comunicação entre os membros da equipe de saúde garantir continuidade das informações nas 24 horas, condição indispensável para compreensão do paciente de modo global.

A consulta de enfermagem deve ser clara, direta e buscando a investigação do motivo ao qual o paciente adulto e nos casos de crianças, a mãe trouxe a criança ao serviço de saúde.

Na consulta ao adulto deve-se realizar o questionamento de forma clara afim de obter informações preciosas na busca soa queixa principal e outros fatores os sintomas advindos do problema.

Deve-se também realizar questionamento à mãe para verificar as condições do parto, como se deu o parto, quantos partos já tive, quantos abortos e quantos filhos vivos há? Informar o local de nascimento da criança, a data do nascimento e se fez ou não o preventivo e a onde.

Questionar uso ou abuso de drogas antes e durante a gestação, sejam elas lícitas ou ilícitas, buscar o tipo de moradia (presença de saneamento básico), condições de higiene (mãe e criança), como esta sendo realizada a amamentação da criança.


MODELO DE FICHA DE AVALIAÇÃO EM ANEXO


    1. -ATENÇÃO A CRIANÇA SADIA

O preenchimento da evolução deve ser feito desta forma:


Nome da criança, a data de nascimento, data do início do pré-natal, nome dos pais.
Deve-se começar a evolução lavando as mãos, realizar as medidas antropométricas e a verificação dos sinais vitais, só depois devemos começar com as anotações com a indicando a classificação da idade da criança, terminologia: (RN, lactente, pré-escolar, escolar, pubescência e puberdade), acompanhada por: (mãe, pai, tia, avó), informar a idade gestacional (pré-termo, termo e pós-termo), como se encontra a criança: (calma, irritada, sonolenta, corada, descorada, ictérica, afebril, dispneica,etc..) condições em que se apresenta a criança: (escoriações, hematomas, tosse produtiva / seca, tipo de abdome, e se há presença de dor ou indolor a palpação), em relação ao estado nutricional: jejum, (soroterapia, avp (msd - mse / mid - mie) (salinizado) - (com/sem sinais flogísticos) , sva / svd(com debito em ml), condições do curativo umbilical (tipo: oclusivo, etc..).

Após a identificação das condições da criança, deve iniciar o exame físico da criança no sentido encéfalo podálico.

Tipos de crânio, medida da moleira, presença de escoriações e moléstias, pele, exame de simetria dos olhos, pupilas (Isocórica /Anisocórica), esclerótica (ictérica/Anictérica), sensibilidade a luz (foto reagente, isofotoreagente, anisofotorreagente), nariz verificar a simetria da
pirâmide nasal, mucosa, no ouvido verificar presença de dor/indolor a palpação, presença de cerume no conducto auditivo, na boca verificar a hidratação/ mucosa, presença ou ausência da dentição, condições de coloração da língua (rósea/saborosa), no pescoço deve-se observar a presença dos gânglios supra, infra e meato mandibular e subclaviculares, no tórax verificar a simetria das mamas, expansibilidade torácica, deve-se realizar a inspeção das mamas (bicos, aureolas e coloração), verificar o icto cortiz no 5º espaço intercostal, realizar a ausculta cardíaca (bulhas, ritmo, tons), na ausculta respiratória (ritmo, freqüência, murmúrios vesiculares e ruídos adventícios), observar o tipo de abdome n o exame da inspeção (globoso, flácido, rígido, côncavo, distendido), na ausculta verificar a presença de movimentos peristálticos, na percussão avaliar a presença de tons timpânicos, na palpação verificar as condições do fígado, pâncreas, bolos fecais e gazes, no exame das genitálias, devemos observar a presença de Corrimento incomum no pênis ou vagina, Feriadas ou verrugas na área genital, Queimação ao urinar, Coceira e vermelhidão na área genital, Coceira, ferida ou sangramento no ânus, nos membros superiores e inferiores verificar a hidratação da pele (Coloração: palidez, vermelhidão e cianose em extremidades) (Hidratação: Integridade,espessura, elasticidade/Mobilidade,turgor), verificar edemas, feridas, manchas, se há presença de curativo (tipo: oclusivo, fechado, simples, aberto, etc..).

Após as informações acima, devemos colocar os valores dos sinais vitais (SSVV): PA, bpm, irpm, tax.



Informar a conduta a ser feita a mãe sobre a criança (se refere ao que você achou das condições da criança)
O primeiro exame do recém-nascido deve ser feito com atenção para detectar malformações que possam não ter sido detectadas na sala de parto e variações da normalidade. Solicitar os testes de triagem para fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito.
7.1.1 - ORIENTAÇÕES
1. Crescimento

Confira o peso, comprimento, e perímetro cefálico. Anote na ficha e caderneta de saúde; mostre e comente com os pais.


2. Desenvolvimento (Observe/ Pergunte)

O bebê reconhece e acalma-se com a voz da mãe.

Olha o rosto das pessoas que estão próximas.

Presta atenção quando ouve sons e assusta-se com ruídos inesperados e altos.

Responde ao sorriso com um sorriso.
3. Alimentação

Leite materno exclusivo (horário livre).

Saiba orientar as questões: “Doutor, meu leite está secando”, “Doutor, meu leite não satisfaz meu bebê”, “O meu leite dá diarréia no meu bebê”.

Enfatize os pontos negativos do uso da mamadeira.

Se a mãe estiver impossibilitada de amamentar a criança, oriente o uso de fórmulas modificadas; nesse caso, o leite deve ser fornecido em copinho ou colherinha.
4. Vacinação

A 2ª dose da vacina contra Hepatite B deve ser dada no 1º mês de vida.

Verifique se a BCG foi feita na maternidade. Caso contrário, a vacina deve ser prescrita. Observe se há alguma reação local.
5. Prevenção de acidentes

Não deixar que ele fique sozinho em cima de qualquer móvel, nem por um segundo.

Nunca dê remédio que não tenha sido receitado para ele.

Verificar sempre a temperatura da água antes do banho.

Nunca usar talco, pois pode causar sufocação.

Transportar a criança no banco de trás, em berço apropriado para transporte, fixado no banco.

Evitar exposição excessiva ao sol.

Evitar pequenos objetos ou brinquedos de pelúcia no berço.

Evitar balançar o bebê.
6. Orientação aos pais

Higiene: os cuidados durante o banho devem ser revisados; a higiene dos genitais deve ser demonstrada; estimule os pais a conversar com a criança (durante o banho, nas mamadas e nas trocas de fraldas) de maneira calma e carinhosa; evitar discussões, sons altos no ambiente da criança.

O banho de sol deve ser iniciado a partir dos 30 dias de vida e não necessita ser diário.



Sono: A maioria fica acordada à noite e dorme durante o dia.

Choro: o choro pode ser mais intenso nas 1ª 6-8 semanas; peça a mãe para tentar distinguir o choro de fome e o choro por outros motivos (calor, frio, fralda molhada, assadura, cólicas).

Oriente os pais sobre a necessidade de adequada atenção aos irmãos.

Retorno: oriente sobre os problemas que devem levar os pais a procurar assistência médica antes da consulta agendada (febre, choro forte, diarréia, sonolência acentuada – sinais de alerta ou perigo contidos na caderneta de saúde).

Reforce a sua disponibilidade para quaisquer perguntas ou preocupação.




7.1.2 - PONTOS QUE DEVEM SER ABORDADOS NA CONSULTA

Perguntas que devem ser feitas aos pais
1. Como vão vocês? Como vai o bebê?

2. Vocês tem alguma preocupação com a saúde do seu bebê?

3. O bebê teve alguma doença no período anterior a esta consulta? Esteve hospitalizado?

4. O bebê dorme bem? Quantas horas ele dorme por dia? Quantas horas ele dorme sem acordar?

5. O bebê urina bem? Defeca bem? Quantas vezes o bebê defeca por dia? Qual o aspecto das fezes?

6. A senhora tem algum problema em cuidar do seu bebê? Tem ajuda em casa para cuidar do bebê? E durante a noite?

7. O seu bebê está mamando bem? Quantas vezes ele mama por dia? E durante a noite? Quanto tempo o bebê permanece mamando? A senhora tem algum problema com a amamentação do seu bebê?

8. O seu bebê fixa o olhar no rosto da senhora enquanto mama?

9. O bebê se alimenta de outra coisa diferente do leite de peito (inquirir sobre chás, água, complementações).

10. O seu bebê se assusta com sons altos?

11. O seu bebê pisca os olhos se virado para a luz?

12. O bebê segue o seu rosto, com o olhar, se você estiver a 30 cm do rosto dele?

13. O Sr./Sra. tem alguma outra preocupação/questão em relação ao seu bebê que gostariam de discutir?


Se a história familiar não foi anotada na 1ª visita (da maternidade), verifique ocorrência de:

Anemia, inclusive anemia falciforme e talassemia, hemorragias.

Doença cardíaca.

Hipercolesterolemia.

Problemas emocionais (depressão, psicose).

Violência ou abuso sexual.

Problemas com álcool ou drogas.

5.2- ATENÇÃO A CRIANÇA HOSPITALIZADA (INTERNADA)
Deve-se começar a evolução lavando as mãos, realizar as medidas antropométricas e a verificação dos sinais vitais, só depois devemos começar com as anotações na ficha de evolução.

A

NEXOS



ANEXOS




1   2   3   4   5


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal