ProduçÃo científica de enfermagem sobre administraçÃo de medicamentos por via parenteral: implicaçÕes para a enfermeira de cuidados intensivos1



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PRODUÇÃO CIENTÍFICA DE ENFERMAGEM SOBRE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS POR VIA PARENTERAL: IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMEIRA DE CUIDADOS INTENSIVOS1


CLÁUDIA MÁRCIA DE A. SALES2

ISABEL CRUZ3

RESUMO: Este trabalho apresenta uma revisão dos estudos relativos a administração de medicamentos por via parenteral, considerando os aspectos éticos e de postura profissional, científicos e iatrogênicos que embasam os princípios de administrar drogas e soluções.


Utilizamos o método de pesquisa exploratória sobre o tema proposto, por meio de busca bibliográfica de periódicos; analisando os achados concordantes e conflitantes em relação aos posicionamentos levantados.

Palavras-chave: Administração de medicamentos; via parenteral; enfermagem.

INTRODUÇÃO


A administração de medicamentos é uma das atividades mais sérias e de maior responsabilidade da enfermagem. Para sua execução é necessária a aplicação de vários princípios científicos que fundamentam a ação do enfermeiro, de forma a prover a segurança necessária.

Têm sido constantes os destaques da literatura sobre o elevado nível de competência e responsabilidade que se espera do profissional que administra drogas visando implementação terapêutica. Tal expectativa também se relaciona com aspectos éticos e as leis do exercício profissional envolvidos nesta prática, pois é outorgado legalmente ao enfermeiro a competência técnica para planejar as ações na administração de medicamentos.

O planejamento das ações na administração de medicamentos engloba desde os conhecimentos das ciências básicas e das técnicas pelas diferentes vias de administração, a orientação e supervisão do pessoal técnico, a interpretação terapêutica, o preparo do paciente, a observação dos efeitos e possíveis reações iatrogênicas das drogas até o acondicionamento, guarda e conservação ideais das drogas e soluções.

Abordamos no decorrer deste estudo a administração de medicamentos por via parenteral, que são de competência do enfermeiro: via endovenosa, intramuscular, subcutânea e intradérmica.

Na literatura, embora haja uma diversidade de relatos científicos acerca da administração de medicamentos; na enfermagem, encontramos pouco enfoque destacando a via parenteral.

Realizamos este trabalho com o objetivo de apresentar uma revisão bibliográfica relativo a administração de medicamentos por via parenteral, organizando as informações de modo a torna-las aplicáveis a prática profissional em cuidados intensivos.



DISCUSSÃO


A inobservância de certos princípios científicos na execução do procedimento de aplicação de injetáveis constam em várias literaturas de enfermagem, que recomendam processos de orientação e supervisão do pessoal de enfermagem de modo que os erros cometidos na aplicação sejam prevenidos ou no mínimo reduzidos.

Os aspectos éticos que dizem respeito à administração de medicamentos são decorrentes dos preceitos legais do código de deontologia de enfermagem e da lei do exercício profissional que determinam a postura profissional que ele deve assumir frente a essa atuação, bem como o modo pelo qual ele faz uso dos materiais e equipamentos específicos para medicar o doente.

Levantamos através da revisão da literatura, na administração de medicamentos por via endovenosa, existe um preparo adequado da pele, ou seja, fazem o preparo da pele com movimentos de baixo para cima, utilizando algodão com álcool a 70%. A anotação de enfermagem, apesar do conhecimento de sua importância, usualmente não é realizada.

Na seleção da via, foi verificado uma preferência em relação as localizadas na região do cotovelo ( fossa antecubital ) por ser as mais indicadas e fácil de puncionar.

Devemos também observar as características essenciais para que uma substância possa ser injetada na veia.

Um conhecimento do trabalho de farmacologia associada a terapêutica endovenosa é também apropriado. Os profissionais têm a obrigação de compreender os medicamentos que vão administrar, os seus efeitos secundários, a via apropriada para administração e os métodos de preparação corretos, bem como armazenagem e administração.

A administração de medicamentos por via intramuscular é um procedimento desenvolvido pela enfermagem; a seleção das regiões a serem utilizadas deve levar em consideração as vantagens e desvantagens de cada um dos locais dos levantamentos realizados, verificamos que as regiões deltóide, dorso-glútea e face ântero-lateral da coxa são as preferencialmente utilizadas ( CASTELLANOS, 1997 ).

A região ventro-glútea tida como a mais segura e adequada por alguns autores, foi a menos mencionada.

Fatores psicológicos podem aumentar consideravelmente o desconforto do paciente ao receber uma medicação, como tonturas e desmaios, após aplicação de injeções intramusculares, este acidente é comum e ocorre em pessoas muito ansiosas ou amedrontadas com a expectativas da dor, Também foram verificados na utilização desta via, erros no local de aplicação, falta de técnicas de assepsia durante o preparo, bem como manuseio inadequado na utilização do material.

Este quadro já delineia um diagnóstico de necessidade de aprendizagem para o desempenho correto do procedimento de aplicação de injetáveis, livres de riscos.

Algumas complicações são comuns às vias de acesso de medicamentos injetáveis e incluem sobrecarga de fluido, choque, toxicidade medicamentosa e anafilaxia. O profissional deve compreender estas complicações e agir de forma a reduzir os riscos.

As injeções por via subcutânea e intradérmica, são menos utilizadas que as mencionadas anteriormente, geralmente são mais usadas nos casos de vacinas, testes alérgicos e insulinoterapia.

Nas injeções intra-dérmicas para administração de vacinas não se indica a antissepsia com álcool, que pode comprometer o efeito das vacinas fabricadas com microorganismos vivos inativados.

O enfermeiro, embora não sendo responsável pela prescrição dos medicamentos, deve conhecer todos os aspectos e fases envolvidas no processo, a fim de evitar erros e enganos, com prejuízos ao paciente. Está implícito, na relação entro o paciente e enfermeiro, o princípio de que esse está sempre trabalhando para o bem estar e benefício daquele e, quando ocorrem erros, há uma violação deste princípio, causando ao paciente um prejuízo, abalando a confiança que esse tinha no enfermeiro ou pessoal de enfermagem.

Estudando os acidentes comuns a todas as vias parenterais, alguns autores alertam sobre possibilidade de fenômenos alérgicos serem desencadeados após injeções intramusculares e subcutânea; mencionam o fenômeno de arthus, ou seja, a reação provocada por injeções repetidas no mesmo local, caracterizada pela não absorção antígeno, ocasionando infiltração, edema, hemorragia e necrose no ponto de inoculação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS


Através dos levantamentos bibliográficos constatamos que a habilidade num procedimento técnico como injeções parenterais são obtidas por prática diligente. Para obter resultados apropriados, a prática precisa estar baseada em conhecimentos científicos e não constitui simplesmente a execução repetida de uma técnica falha.

É importante que desenvolvam mais estudos voltados para os fatores de riscos que podem levar a ocorrência de erros e aos princípios relacionados a cada via de administração.

Verificamos uma diversidade de opiniões envolvendo os locais mais utilizados para aplicações de injeções, preferencialmente os mais indicados em um estudo, divergiam dos outros autores consultados.

Todos os achados apontam para a importância da educação continuada dos profissionais que estão envolvidos diretamente na execução do procedimento, favorecendo uma melhor qualidade no cuidado prestado.


NOTAS

  1. Trabalho de conclusão do curso de Especialização em Enfermagem em Cuidados Intensivos da Universidade Federal Fluminense ( UFF ).

  2. Enfermeira. Pós-graduanda da UFF.

  3. Doutora em enfermagem. Titular da Universidade Federal Fluminense.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


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CASTELLANOS, B.E.P. – Estudos sobre as regiões para aplicação de injeção por via intramuscular. Rev. Esc. Enf. USP, 11 (3) : 261-324, 1997.

HORTA, W.A & TEIXEIRA, M.S – Injeções parenterais. Rev. Esc. Enf. USP, 7 (1) : 46-79, mar, 1997.

LAGANÁ, M. T. C.; ARAÚJO, T. L de; SANTOS, L. C. R. dos; SILVA, S. H. da. Princípios gerais de administração de medicamentos e ações de enfermagem. Rev. Esc. Enf. USP, São Paulo, 23 (1) : , abr. 1989.

OLIVEIRA, A. C. et alii. Transcrição da prescrição médica x assistência de enfermagem. Rev. Brás. Enf., Brasilia, 39 (2/3): 12-5, 1992.

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SCALES, K. Aspectos práticos e profissionais da terapêutica intravenosa. Rev Tec. Enf. Nursing. Lisboa, Ed. Portuguesa, nº 114, a. 10, p. 19 – 21, setembro 1997.


ADMINISTRACIÓN DE MEDICAMENTOS POR LA VIA PARENTERAL


RESUMEM: Este trabajo apresenta una revisión de los estudios relativo la administración de medicamentos por via perenteral, considerando los aspectos eticos y de postura profisional, científicos y iatrogénicos, que embasam los principios de administrar drogas y soluciones.

Utilizamos el método de pesquisa exploractória sobre el tema propuesto por medio de busca bibliográfica de periódicos, analizando los helados concordantes y conflitantes em relación a los posicionamentos levantados.



Palabras claves: Administración de medicamentos, via parenteral, enfermeria.

THE ADMINISTRATION OF MEDICINES BY PARENTERAL AWAY


ABSTRACT: This Work presents a revision of the pertaining studies about administration of medicines by perenteral away, considering the ethical aspects and the professional posture, scientifics and iatrogenics that base rudiments of administrate drugs and solutions.

We utilized the method of exploratory research about the proposed theme, by the away of bibliographical search of periodicals; analyzing concordant and discordant materials in relation of the positionaments discovered.



Keys words: administration of medicines, parenteral away, nursing.






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