Pré Crisma



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ANO LITÚRGICO

Um ano tem 365 dias. Na vida civil o ano começa no dia primeiro de janeiro e termina em 31 de dezembro. Na liturgia é diferente. O ano da Igreja começa com o Advento, quatro domingos antes do Natal, e termina com a festa de Cristo Rei, no último Domingo antes do Advento. O calendário da vida comum é marcado pelo tempo dos movimentos da terra. O calendário litúrgico é marcada pela história da salvação. O ano litúrgico é dividido em tempos, conforme o assunto que é celebrado, os tempos são chamados: Advento, Natal, Tempo Comum, Quaresma e Páscoa. Conforme o tempo, os paramentos do sacerdote têm uma cor que simboliza o sentido de cada aspecto celebrado.
ASPERSÃO ou ASPERGES

É o rito pelo qual o presidente da celebração joga água benta sobre os fiéis, lembrando o nosso Batismo. Esse gesto pode substituir o ato penitencial na Missa. É um gesto que acompanha a bênção. As pessoas ficam de pé.


ASPERSÓRIO

Objeto de metal em forma de pequeno bastão com o qual o ministro borrifa água sobre os fiéis, pronunciando a bênção ou oração de perdão. A água pode ficar num baldezinho, chamado “caldeirinha”.



ASSEMBLÉIA

É o povo reunido para celebrar, o conjunto de pessoas unidas na mesma fé em Jesus Cristo que se organizam para louvar a Deus e dele receber graças. A participação da assembléia na liturgia deve ser ativa, não deve ser apenas espectadores e ouvintes mas mostrar sua presença.


ATO PENITENCIAL

Rito de pedido de perdão que faz parte da Missa. É recitado ou cantado, logo após a acolhida e antes do Glória, a assembléia fica de pé, em um convite ao exame de consciência de cada um ao arrependimento.


BÁCULO

Bastão em forma de cajado usado pelo Bispo como sinal de que ele é o pastor, representante de Cristo, o Bom Pastor, que guia as ovelhas, ou seja, os fiéis.

Quando celebra, o Bispo segura o báculo na entrada, durante a proclamação do Evangelho, na homilia e durante a oração do Creio ou profissão de fé. Nos outros momentos fica na mão do coroinha ou acólito.
BATISMO

O primeiro sacramento pelo qual Deus nos chama a participar da Igreja como seus filhos, unidos à vida de Cristo. Celebrando o Batismo, a pessoa se compromete a ser fiel a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, na Igreja.

Deve ser celebrado conforme o rito próprio depois da preparação de pais e padrinhos e catequese bem cuidada para os adultos, conforme a organização da paróquia. Em caso de necessidade, porém, qualquer pessoa pode e deve batizar, despejando água sobre a cabeça de quem está sendo batizado, pronunciando o seu nome enquanto diz: Fulano, “eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

O batizado de cada pessoa é uma festa para a comunidade e a sua celebração deve ser bem preparada: leituras e cantos próprios, círio aceso, água limpa na jarra, bacia, toalhas e velas para cada batizando, óleo para unção, registro no livro da paróquia com os dados da pessoa, dos pais e padrinhos.

A pessoa só se batiza uma única vez.
BENÇÃO

É um sinal pelo qual se invocam as graças de Deus sobre uma pessoa, animal, lugar ou objeto. É acompanhado pelo gesto de abençoar, que pode ser o sinal-da-cruz, a aspersão de água ou a imposição das mãos. Há algumas bênçãos que são próprias do Bispo e dos sacerdotes, outras podem ser presididas por ministros leigos. Os pais e padrinhos têm o dever de abençoar seus filhos e afilhados, sem rito especial, sem formalidades; no entanto, a bênção diante da comunidade deve obedecer ao rito próprio, conforme a ocasião.


BÍBLIA

Conjunto de livros da Palavra de Deus, formado pelo Antigo e Novo Testamento. A liturgia celebra o que a Bíblia revela. O livro da Palavra de Deus está presente em todas as celebrações como sinal do amor de Deus comunicado aos homens.


BISPO

É o responsável pela vida de fé da Igreja em cada diocese. É o pastor que guia, anima e mantém unido o povo. Deve ser recebido como um pai e amigo sempre que visitar a comunidade. Os sinais de seu ministério são o báculo, a mitra, a cruz peitoral. Em celebrações sem solenidade usa apenas o solidéu.


BRANCO

Cor que significa pureza e alegria. É a cor dos paramentos no tempo da Páscoa, do Natal, da festa de alguns santos, nos Batismos e casamentos.

Nada impede que as pessoas usem roupa de qualquer cor no Batizado, Crisma e Primeira Comunhão, mas devem ser orientadas em uma boa catequese, para mostrarem por fora, na maneira de vestir, que estão com o coração limpo para um encontro com Jesus.

A toalha do altar, o corporal e o sanguinho devem ser sempre brancos e estar bem limpos


CADEIRA OU CÁTEDRA

Daí vem a palavra catedral. É o lugar de onde o Bispo fala oficialmente, no exercício de sua autoridade de pastor, sucessor dos apóstolos.


CÁLICE

É uma taça de metal ou outro material nobre, onde se coloca o vinho que vai ser consagrado na Eucaristia ou Missa.


CANTO

O canto é sinal de festa e alegria. Ele faz parte da celebração, por isso deve ter uma letra que combine com o assunto das leituras e do tempo litúrgico. Cantar é uma maneira de rezar, por isso toda a assembléia canta, participando da oração. Ninguém vai á Missa para ouvir outra pessoa cantar ou tocar. Devem ser escolhidos cantos que todos possam cantar.






CATEDRAL

É a igreja principal de uma diocese, a matriz das demais igrejas ou paróquias. É a sede ou sé de cada igreja particular, onde normalmente o Bispo celebra e santifica o povo que lhe é confiado.


CELEBRAÇÃO

É o encontro festivo dos fiéis para fazer memória dos acontecimentos passados da vida de Jesus, comemorar sua presença no meio de nós hoje e antecipar a alegria do encontro mais completo no futuro.

A festa é celebrada por meio da Palavra e de sinais sensíveis na liturgia.
CIBÓRIO

É o mesmo que âmbula. Pequena tigela de metal com tampa, onde são colocadas as hóstias.



CINZAS

Sinal de penitência e conversão. Lembram-nos duas realidades: somos pecadores e somos pó, passageiros. As cinzas são colocadas na testa de cada pessoa, na Quarta-feira de Cinzas, depois do carnaval, quando começa a Quaresma. O presidente da celebração faz o sinal-da-cruz na testa de cada fiel e diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. A pessoa responde: “Amém”. As cinzas são feitas das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.

Quando se celebra a imposição das cinzas, é preciso providenciar água, sabonete e toalha para o ministro lavar as mãos antes de continuar a celebração.
CÍRIO PASCAL

Grande vela de cera que representa Cristo Ressuscitado. É aceso pela primeira vez na Vigília Pascal. Deve ser preparado com antecedência para estar bem visível o desenho da cruz, as letras A e Z, primeira e última do alfabeto, que simbolizam Cristo, princípio e fim, e os números do ano, lembrando a história da salvação e o tempo decorrido desde a vinda de Cristo. Na cruz são fixados cinco cravos, feitos de pregos cobertos de cera misturada com incenso. Cada um deles representa uma das chagas de Jesus.

O círio deve ser colocado próximo ao altar, durante o tempo de Páscoa, levado em procissão nas Missas solenes e estar em destaque nas celebrações do Batismo e Crisma. É na chama do círio que são acesas as velas dos batizados, para simbolizar a nova vida de ressuscitados em Cristo.
COLETA

Oração que encerra o rito de entrada da Missa. O presidente da celebração convida os fiéis a rezar, esperando um tempo para que, em silêncio, cada um lembre os motivos por que veio celebrar. Após a invocação (o que o ministro fala), todos respondem: “Amém”.

Coleta pode significar também gesto de recolher as ofertas e esmolas destinadas a atender as necessidades da paróquia e da comunidade.

COMENTARISTA

Pessoa que motiva a assembléia para o assunto da celebração e das leituras. Deve falar com clareza e suficiente entusiasmo a fim de chamar atenção para a Palavra, e não para a sua própria pessoa. Deve evitar falar mais do que o presidente ou fazer comentários de improviso, sem preparação.


COMUNHÃO

É o momento da celebração, logo após o canto do Cordeiro de Deus, em que os fiéis recebem o corpo e sangue de Cristo. Recebemos Cristo inteiro, seja quando a comunhão é dada apenas na partícula de pão – a hóstia consagrada - , seja quando é dada nas duas espécies – pão e vinho.

Os fiéis seguem em procissão. Quando chegaram junto ao ministro, estendem a mão esquerda aberta, onde ele coloca a hóstia, dizendo: “O Corpo de Cristo”. A resposta dos fiéis é “Amém”. Com a mão direita deve-se levar a hóstia até a boca. Depois, em atitude de recolhimento, volta-se para o lugar, ficando sentado ou de joelhos.

Durante a procissão, a assembléia canta um hino apropriado para o momento. Os coroinhas ficam ao lado do ministro, atentos para que não caia no chão alguma hóstia nem saia alguém com a hóstia na mão, sem comungar.

Logo após a comunhão faz-se silêncio.
CONFISSÃO

Sacramento do perdão. Depois de um cuidadoso exame de consciência e sincero arrependimento, o cristão declara seus pecados ao sacerdote, que, em nome de Cristo, dá o perdão. A confissão ou penitência é o sinal da misericórdia de Deus que, pela morte e ressurreição de Cristo, nos liberta do mal. A Igreja pede que o cristão se aproxime desse sacramento sempre que estiver arrependido de Ter ofendido gravemente a Deus ou pelo menos uma vez por ano.


COR

A cor das vestes identifica o sentido da celebração e o tempo litúrgico. O roxo é a cor do tempo do Advento e da Quaresma, como sinal de conversão e penitência; o branco é sinal de festa, pureza e alegria, usado no Natal e na Páscoa; o verde no tempo Comum, como sinal de esperança no caminho e vida do povo para o encontro com Deus; vermelho na festa de Pentecostes e nas festas dos santos mártires, como sinal do Espírito Santo e do sangue derramado pela fé. Em duas ocasiões pode ser usada a cor rosa: no terceiro Domingo do Advento e no quarto Domingo da Quaresma. Nas celebrações marianas pode ser usada a cor azul.


CORDEIRO DE DEUS

Canto logo após o abraço da Paz. Deve ser iniciado pela assembléia. O cordeiro é símbolo da vítima oferecida a Deus no sacrifício da Páscoa. Na Missa ou Eucaristia o cordeiro é Cristo, que morreu na cruz e ressuscitou para salvar os homens.


COROINHA

É um menino, menina ou jovem que ajuda o presidente da celebração junto ao altar. Deve movimentar-se com atenção e seriedade, pois o seu serviço é uma forma de oração. Não deve esquecer que toda a assembléia está olhando para ele e pode se distrair se ele estiver rindo, bocejando ou fazendo caretas. Deve conhecer bem os gestos e respostas da celebração.


CORPORAL

Pano branco, quadrado, com aproximadamente 50 cm de lado, que no momento da apresentação das ofertas é colocado no centro do altar, sobre a toalha. Na hora da preparação das ofertas o sacerdote abre o pano, que estava dobrado, e sobre ele coloca o cálice, a âmbula e a patena. Chama-se corporal porque sobre ele será colocado o corpo de Cristo nas espécies de pão e vinho. Também deve ser usado o corporal sobre o altar quando se faz adoração ao Santíssimo, e sobre a mesa quando se leva a comunhão aos doentes. As equipes de liturgia devem orientar com zelo sobre o modo de lavar o corporal e o sanguinho, porque ali ficam partículas consagradas.


CREDENCIA

Pequena mesa que fica perto do altar onde é depositado todo o material que será usado na celebração, enquanto não está no altar: cálice, galhetas, âmbula, missal etc. Deve estar coberto com uma toalha branca limpa.


CREIO OU CREDO

Oração que é chamada símbolo de fé, porque resume a fé em Cristo, Trindade e naquilo que a Igreja ensina. Deve ser rezado de pé, logo após a homilia. Pode ser recitado, cantado ou dialogado. Não pode faltar na Missa de Domingo, nas solenidades, na celebração do Batsmo, da Crisma e da Primeira Comunhão.


CRISMA

Sacramento que celebra nossa firmeza na fé professada no Batismo e da qual damos testemunho como adultos. É chamado também Confirmação. O ministro da Crisma é o Bispo. Ele impõe as mãos, assinala a testa com o sinal-da-cruz, unge o fiel com óleo consagrado na Quinta-feira Santa e abraça o crismando. Em algumas circunstâncias, o Bispo delega a um padre o encargo de administrar a Crisma.


CRUZ

Sinal do cristão, porque foi na cruz que morreu Jesus. Com a mão aberta e os dedos unidos, o sinal é feito na testa, no peito, depois no ombro esquerdo e no direito, dizendo: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”. Com este sinal o cristão inicia o seu dia e todas as celebrações. Deve ser feito sem presa e com respeito.

Nas procissões a cruz vai à frente, mesmo que se trate de louvor a Nossa Senhora ou em honra de um santo.

No altar ou no lugar onde acontece a celebração não deve faltar a cruz.

Na Sexta-feira Santa a cruz é coberta com um pano vermelho e exposta à veneração do povo. Depois de descoberta, os fiéis beijam piedosamente a cruz.

DIÁCONO

É uma pessoa ordenada para servir a comunidade. È um ministro que recebe um sacramento e tem funções próprias na liturgia, como proclamar o Evangelho, fazer o sermão, algumas orações em nome do povo e despedir a assembléia no final da celebração, quando o presidente é um sacerdote. Na falta de sacerdote ele preside a celebração.


ESTOLA

Sinal do serviço sacerdotal. É uma tira de pano que passa atrás do pescoço do padre e fica com as pontas retas, caídas na frente do corpo. Sua cor é determinada pelo tempo litúrgico. O diácono usa a mesma estola, atravessada em diagonal no corpo.


EUCARISTIA

Eucaristia quer dizer ação de graças. É o jeito que o cristão agradece pelo amor do Pai que nos deu seu Filho para nos salvar. É o maior dos sacramentos, em que o próprio Cristo está presente. Como celebração, é o mesmo que Missa. È também Comunhão, gesto pelo qual nos alimentamos com o corpo de Cristo presente nas aparências de pão e vinho. A comunhão aumenta e significa a união com Deus e o próximo, realizando na vida o amor que recebemos.

Considerando a grandeza desse mistério, é preciso verificar antes da celebração:

1 . quanto às pessoas: comentarista, leitores, músicos preparados e entrosados com o presidente da celebração;

2 . quanto aos objetos: toalha no altar, velas acesas, galhetas com água e vinho, cálice coberto com a pala, hóstias na âmbula, patena com a hóstia grande, corporal limpo, sanguinho e toalha para secar as mãos, missal e lecionário.

Depois da Missa: guardar os objetos limpos. Recolher o que precisa ser lavado. Agradecer ao ministro e começar a preparar a próxima celebração.



EVANGELHO

É uma parte da Bíblia, no Novo Testamento, Palavra de Deus transmitida pelos apóstolos e escrita conforme os ensinamentos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Quer dizer boa nova, pois o nascimento, vida, sofrimento, morte e ressurreição de Jesus são uma boa notícia para todos os homens.

A Palavra de Deus é sinal de presença de Cristo e deve ser proclamada em toda celebração. A assembléia escuta de pé.

O livro em que estão escritos apenas os evangelhos chama-se evangeliário e pode ser levado em procissão antes da proclamação.



FOGO

Sinal de luz, calor, purificação e amor.

É símbolo de Cristo, representado no círio, aceso no fogo da celebração da Vigília Pascal. É símbolo do amor de Deus, o Espírito Santo, porque foi em forma de línguas de fogo que desceu sobre os apóstolos no dia de Pentecostes (At 2).

GALHETAS

Duas jarras pequenas, de vidro, colocadas sobre uma bandeja com alça, onde estão, separadamente, a água e o vinho, que vão ser usados na celebração.

Ficam sobre a credencia até o momento da preparação das ofertas, quando o coroinha as leva para o altar.
GENUFLEXÃO

Gesto de dobrar um dos joelhos, ao entrar na igreja ou diante do sacrário e do Santíssimo. Pode ser substituído por uma reverência quando se está em procissão.


GLÓRIA

É um louvor às três pessoas da Santíssima Trindade cantando ou recitado, depois do ato penitencial, nas Missas de domingo e solenidades.

No tempo de Advento e Quaresma não se reza o Glória.
HÓSTIA

Assim se chama o pão que é oferecido no altar e se transforma em corpo de Cristo, partido em comunhão na Missa. A hóstia maior fica na patena e é partida pelo sacerdote antes da comunhão, enquanto o povo canta Cordeiro de Deus. Na adoração do Santíssimo fica no ostensório.

As hóstias pequenas, antes da consagração, ficam na âmbula, e depois da consagração são distribuídas aos fiéis. Mesmo partidas, são o próprio corpo de Cristo e por isso o ministro, os acólitos e coroinhas devem tomar todo o cuidado para evitar que pessoas não preparadas levem a hóstia na mão, sem comungar. Se cair no chão, deve ser consumida por um deles. Se estiver suja, poderá ser dissolvida em água. Se sobrarem hóstias consagradas, devem ser guardadas no sacrário.

Os ministros que servem os doentes levam as hóstias na teca.



INCENSO

Sinal de festa e oração. É um perfume que sobe com a fumaça produzida por pequenos grãos colocados sobre brasas no turíbulo.

Os grãos são feitos de uma goma perfumada extraída de árvores. Aquecidos pelas brasas do turíbulo, exalam suave perfume que subirá ao ar, como a oração dos fiéis sobe até Deus.

O coroinha é responsável por encher a naveta com incenso. Durante a celebração, o presidente retira uma porção de incenso da naveta e a coloca no turíbulo. Nas Missas solenes são incensados o altar, o Santíssimo, o Evangelho e a assembléia.


JEJUM

É um gesto de penitência. Representa que o homem está livre das coisas materiais e quer se converter a Deus, deixando de comer ou beber durante um certo tempo, como fez Jesus.

Na Quaresma a Igreja pede que se faça jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, conforme o quarto mandamento da Igreja. Além desses dias, a pessoa pode fazer jejum em qualquer dia do ano, por um tempo que não prejudique a saúde, sempre tendo em conta o que Jesus disse a respeito dessa prática (MT 5,16ss).

Para comungar, é preciso estar em jejum pelo menos uma hora antes da comunhão.


LECIONÁRIO

Livro com as leituras próprias para cada dia do ano litúrgico. Nele estão em seqüência a primeira leitura, o salmo, a segunda leitura e o Evangelho próprio para a Missa de cada dia do ano. Há lecionários próprios para os domingos, para as celebrações eucarísticas durante a semana e para as festas dos santos.


LITURGIA

Ação sagrada da Igreja, pela qual os fiéis glorificam a Deus e são santificados por ele, em Cristo, através de ritos sensíveis.

O Concílio Vaticano II trata da liturgia na Constituição “Sacrosanctum Concilium” , mencionada nos livros com a abreviatura SC.

A Missa ou celebração da Eucaristia é o ponto alto da liturgia.


MISSA

Celebração do sacramento da Eucaristia. Foi chamada desde o início pelos primeiros cristãos de Eucaristia, Fração do Pão ou Ceia do Senhor. Quando a celebração era em latim, o sacerdote despedia-se dos fiéis dizendo: “Ite, missa est”, que quer dizer: “Ide, enviados” ou “Ide, a missão foi dada” . O ministro despede os fiéis e os envia a realizar a missão que recebemos. Aquilo que Cristo nos propõe no Evangelho devemos realizar no mundo: Testemunhar o seu amor.


MITRA

Um dos símbolos do Bispo. É um chapéu alto, terminado em ponta, com duas tiras caídas atrás. O Bispo a usa nas celebrações solenes.


NAVETA

Pequeno recipiente com tampa, em forma de açucareiro, alongado, onde se guarda o incenso. Tem o feitio de um barquinho e nela o coroinha põe o incenso que depois o ministro colocará no turíbulo.


ÓLEO

È sinal de força e coragem. Na Quinta-feira Santa, óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação. Sempre que houver celebração com óleo, deve estar à disposição do ministro uma jarra com água, bacia, sabonete e toalha para as mãos.


PALA

Pequeno cartão quadrado, coberto de tecido branco, que serve para proteger o cálice durante a celebração da Eucaristia.


PARAMENTOS

São roupas solenes, vestes usadas na celebração. O sacerdote usa túnica branca e estola conforme a cor do tempo litúrgico. Nas Missas festivas usa a casula da mesma cor. O ministro da Eucaristia deve usar túnica ou casaco, conforme as normas diocesanas.


PATENA

Pequeno pratinho de metal em que o sacerdote coloca as hóstias para consagrar.


PENITÊNCIA

Há três modos normais de fazer penitência: Oração, Jejum e Esmola. O Advento e a Quaresma são tempos de penitência, simbolizada na cor roxa dos paramentos. As cinzas são sinal de penitência. Chama-se também penitência o Sacramento da Confissão ou perdão dos pecados.



QUARESMA

Tempo que dura quarenta dias e vai desde a Quarta-feira de Cinzas até o sábado na véspera do Domingo de Ramos. A cor dos paramentos é roxa, sinal de penitência e humildade. A penitência da Quaresma deve ajudar a conversão. No quarto domingo da Quaresma os paramentos podem ser de cor rosa, antecipando a alegria da ressurreição.

Durante a Quaresma não se reza ou canta o Glória nem Aleluia.
RAMOS

Domingo em que começa a Semana Santa. Nele se celebra a entrada de Jesus em Jerusalém (Mc 11,1-10). Como lembrança daquele dia, os fiéis levam ramos bentos. Os ramos em geral são de folhas de palmeira. Nesse dia pode-se fazer uma procissão logo após a bênção dos ramos, antes da Missa.

A cor dos paramentos é vermelha.

RITO

É o conjunto de sinais, símbolos, gestos, palavras e tudo o que acontece na celebração a fim de expressar uma realidade que não se vê.



ROXO

Cor litúrgica dos tempos de Advento e da Quaresma. É sinal de penitência, humildade e conversão.



SACERDOTE

O mesmo que presbítero ou padre. É o ministro ordenado que serve a comunidade. É ele que está investido do poder de presidir a Eucaristia, consagrando o pão e o vinho, e de conceder o perdão sacramental, agindo em nome de Jesus Cristo.



SACRAMENTO

São celebrações sagradas que realizam de modo sensível aquilo que Deus faz por meio de Cristo na Igreja, com a participação dos fiéis para que aproveitem as graças que ele dá. Os sacramentos da Igreja são sete: Batismo, Crisma, Eucaristia, Penitência, Matrimônio, Ordem e Unção dos Enfermos.


SACRÁRIO

Pequeno cofre sagrado em que é depositada a âmbula com as hóstias consagradas. Deve ser fechado com chave que fica sob responsabilidade do sacerdote ou ministro extraordinário da Eucaristia. Deve ser mantido sempre muito limpo. Diante dele se faz genuflexão. Uma lâmpada acesa indica a presença de Jesus.


SANGUINHO

Pequena toalha branca, mais comprida do que larga, que seca o sangue de Cristo durante a celebração. É usado para limpar o cálice, a patena e a âmbula depois da Comunhão.


SEMANA SANTA

É a semana mais importante do ano litúrgico. Vem antes da Páscoa, depois da última semana da Quaresma. Nessa semana estão incluídos o Domingo de Ramos e o tríduo pascal, com as celebrações da Quinta-feira, Sexta-feira e Sábados Santos, quando se recorda a paixão, morte e ressurreição de Cristo.


SINETA

É uma campainha em forma de pequenos sinos. O coroinha deve usá-la para chamar a atenção da assembléia na hora do Santo e da consagração.


SOLIDÉU

Pequeno chapéu sem abas, que cobre apenas o topo da cabeça do Bispo. É roxo.


TECA

Pequena caixa redonda, geralmente de metal, com tampa, em que se colocam as hóstias consagradas para levar aos doentes. Em geral os ministros a carregam numa bolsinha de couro ou tecido.


TEMPO COMUM

É tempo mais longo do ano litúrgico. São 33 ou 34 semanas em que não se celebra nenhum aspecto especial do ministério de Cristo, como no Natal ou na Páscoa. O tempo comum na segunda-feira seguinte ao domingo depois de 6 de janeiro e segue até terça-feira depois do domingo de Pentecostes e termina na véspera do primeiro domingo do Advento. Durante o tempo Comum a cor litúrgica é o verde.


TRÍDUO PASCAL

São os três dias em que se celebra solenemente a paixão, morte e ressurreição de Jesus. O Tríduo pascal “começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as vésperas do domingo da Ressurreição”. (Normas Universais do Ano Litúrgico). Na quinta-feira Santa à tarde ou à noite celebra-se a instituição da Eucaristia e do sacerdócio, com a cerimônia do Lava-pés. A cor é branca. Depois da Missa, o Santíssimo é levado para outro lugar, ficando o sacrário vazio. Diante do Santíssimo, os fiéis fazem adoração. Tira-se a toalha do altar.

A Sexta-Feira Santa, dia de jejum e abstinência de carne, é o único dia do ano litúrgico em que não se celebra Missa. Nesse dia se faz a via-sacra, narrativa da paixão, morte e sepultamento de Jesus, procissão do Senhor morto e veneração da cruz.

O tríduo termina no domingo da Ressurreição.


TÚNICA

É uma roupa branca que cobre toda a pessoa, ministro ou coroinha. Deve estar limpa e de acordo com o tamanho da pessoa que vai usar.



TURÍBULO

Pequeno objeto para colocar brasas e incenso. O coroinha deve segurá-lo pelas correntes e movimentá-lo com cuidado, para que o calor das brasas acesas sopradas pelo vento produz fumaça perfumada pelo incenso. Com ele o ministro incensa o altar, o Evangelho e a assembléia em sinal de louvor. A fumaça e o perfume do incenso sobem a Deus com as orações dos fiéis.


UNÇÃO

É o gesto pelo qual o ministro faz o sinal-da-cruz na testa ou no peito e nas mãos da pessoa com óleo consagrado. É usada nos sacramentos do Batismo, Crisma, Ordem e Unção dos Enfermos como sinal da presença de Cristo, que dá coragem e força para a realização de uma missão e saúde para os doentes.



VELA

É sinal de festa, alegria e fé. Nos Batismos e Crismas deve ser acesa na chama do círio. As velas podem acompanhar a procissão de entrada, o Evangelho e ficam acesas sobre o altar durante a celebração. Quando o Santíssimo é exposto para adoração, pelo menos duas ficam acesas ao lado.


VERDE

Cor dos paramentos nas celebrações em todos os dias de Tempo Comum. Simboliza a vida do cristão, a sua caminhada o mundo em direção a Deus. Representa também a esperança do encontro com Deus.


VERMELHO

Cor dos paramentos na celebração de Pentecostes, Domingo de Ramos, Sexta-feira da Paixão e nas festas dos apóstolos e mártires. Simboliza o fogo do Espírito Santo em Pentecostes, e sangue derramado por Cristo na cruz e pelos mártires.



VIA-SACRA

É uma oração em que o povo mostra a sua devoção a Cristo, lembrando o caminho que ele percorreu até o Calvário, onde foi pregado na cruz. Para realizar essa devoção, há nas igrejas 14 quadros consagrados, numerados, em que estão representadas as imagens dos momentos mais importantes da caminhada de Jesus. Os fiéis caminham em procissão, rezando e cantando. Diante de cada quadro ajoelham, escutam em silêncio o fato que corresponde ao quadro e seguem novamente até o próximo quadro. Depois de o povo refletir a cada parada, chamada estação, a celebração termina no altar, com a proclamação da ressurreição.


VINHO

É símbolo do sangue de Cristo. Na Missa é colocado na galheta, ao lado da água. O sacerdote despeja um pouco de vinho no cálice para ser consagrado e, misturado a uma gota de água, transformando em sangue de Cristo. O sanguinho seca o cálice para deixá-lo limpo depois de consumido o vinho.


ZELO

É o modo como todas as pessoas que estão a serviço da comunidade na liturgia devem agir em relação à Igreja, aos objetivos litúrgicos e à sua própria preparação para desempenhar bem as suas funções. Quer dizer cuidado, atenção, respeito.






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