Pompeu de Sousa: o jornalista que transformou o Jornalismo



Baixar 44.42 Kb.
Encontro07.10.2019
Tamanho44.42 Kb.


III Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho

Novo Hamburgo, RS - 2005
GT de História da Midiologia

____________________________________________________________

Pompeu de Sousa: o jornalista que transformou o Jornalismo

Rosemary Bars Mendez1

A proposta deste projeto de pesquisa é resgatar a trajetória do jornalista Pompeu de Sousa que, ao introduzir a técnica do lead no Diário Carioca (1950), revolucionou o texto jornalístico de sua época, sendo o responsável pelo primeiro Manual de Redação – Style Book – da imprensa brasileira.

Desta forma, poderemos apresentar sua contribuição para a transformação do Jornalismo Brasileiro, uma atuação fundamental nas modificações vividas pela imprensa na década de 50, com influências na educação e na prática jornalística.

Nesse período, os jornais brasileiros passaram por verdadeiras transformações, primeiro na estrutura administrativa para a organização da empresa comercial, momento crucial para a consolidação da indústria cultural. Em segundo lugar, foram introduzidas inovações técnicas, gráficas e editoriais para uma nova formatação do jornal, em sua aparência gráfica e em seu conteúdo editorial.

Uma ebulição que envolveu jornalistas preocupados com a linguagem panfletária, apaixonada, utilizada pela maioria dos que escreviam nos jornais brasileiros, formados na prática da redação diária, mas sem o conhecimento específico, especializado e aprimorado que o mercado editorial passaria a exigir com a indústria de comunicação de massa.

Na imprensa, a transformação se deu através da linguagem e do design (FERREIRA, 1993). Neste contexto, o jornal Diário Carioca se destacou pela iniciativa de três jornalistas – Pompeu de Sousa, Danton Jobim e Luís Paulistano - que se envolveram na reformulação interna do periódico, para apresentação de um conteúdo jornalístico mais dinâmico e objetivo, com a introdução do lead e a presença de uma equipe de copidesque que revisava os textos antes de serem publicados, para que estivessem de acordo com o manual de redação – style book – que ditava as normas técnicas que deveriam ser seguidas.

Uma mudança estimulada em parte pela influência da imprensa norte-americana (LINS DA SILVA, 1991), pela experiência de jornalistas que viveram nos Estados Unidos, entre eles Pompeu de Sousa, Danton Jobim, Samuel Wainer e Alberto Dines. Pompeu e Danton levaram seus conhecimentos para o Diário Carioca; Wainer para a Última Hora e Dines, para o Jornal do Brasil.

Na direção do Diário Carioca estava Danton Jobim, também adepto da técnica norte-americana e um dos pais da objetividade jornalística na Brasil, com uma contribuição que ajudou a colocar a imprensa brasileira na modernidade (LINS DA SILVA, 1992, p.14).

Aos poucos, a imprensa brasileira foi deixando de lado sua herança européia, principalmente francesa, do Jornalismo de combate, de crítica, de doutrina e de opinião para priorizar a linguagem objetiva, clara, concisa, dinâmica e informativa, separando-a da opinião do autor da notícia, que passou a ganhar mais espaços em detrimento dos artigos e comentários.


“A década de 50 constitui um verdadeiro marco na história de nossa imprensa, marco que assinalaria a virtual superação, entre nós, daquilo que autores como Habermas chamariam de fase do Jornalismo literário, e a entrada em definitivo nos quadros do chamado Jornalismo empresarial” (LATTMAN-WELTMAN, 1996, p.158).
O jornalista que possibilitou a introdução do lead no jornalismo brasileiro foi Roberto Pompeu de Sousa Brasil, que atuou no Diário Carioca até a década de 60, quando se mudou para Brasília para trabalhar junto ao governo federal. Em Brasília foi diretor da Editora Abril entre 1968 e 1979. Junto com Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira, Oscar Niemeyer, Frei Matheus Rocha, fundou a Universidade de Brasília, em 1961, onde implantou o primeiro curso superior de Comunicação em Massa do Brasil. Foi Senador Constituinte, no mandato de janeiro de 1987 a janeiro de 1991, autor do parágrafo 1º, do artigo 220, da Constituição Federal que prevê a liberdade de imprensa, “Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social (...)”.

Para construir esta trajetória, este projeto de pesquisa está sustentado em dois eixos metodológicos, tendo como vértice à biografia de Pompeu de Sousa. Em primeiro lugar está a área da Comunicação, especificamente o Jornalismo, com ênfase para a Escola Latino-Americana, ao resgatar a memória de personagens importantes para a História da Comunicação na América Latina, teoria defendida pelo Prof. Dr. José Marques de Melo em pesquisas científicas que a referendam e a legitimam no espaço acadêmico2.


Não obstante ocupe um lugar privilegiado nas universidades latino-americanas em que existem estudos regulares de Comunicação, ao nível de graduação ou pós-graduação, a Escola Latino-Americana ainda não conquistou a hegemonia. O processo de sua difusão se faz lentamente, enfrentando barreiras do modismo teórico ou o preconceito de quantos seguem valorizando exclusivamente as metodologias que trazem o selo dos países metropolitanos” (MARQUES DE MELO, 1999, 23).
Um cenário que vem se modificando aos poucos, com projetos de pesquisa que reconheçam a teoria latino-americana, pensando questões próprias à realidade que envolve os processos comunicacionais, no caso, brasileiro. Um cenário propiciado, principalmente, pela criação do Ciespal, com apoio da Unesco, para incentivar o desenvolvimento dos países latino-americanos. “O Ciespal exerceu papel preponderante na conformação de nosso campo acadêmico” (MEDITISCH, 1999, 129), possibilitando a consolidação de um novo status acadêmico para a Comunicação nas instituições de ensino. Nasce, assim, uma visão singular para as investigações científicas, com metodologias específicas que valorizam o conhecimento produzido por pesquisadores da América Latina.

Dentro desta perspectiva metodológica, está o resgate da memória de personagens importantes para a História da Comunicação na América Latina, propiciando a criação do Acervo do Pensamento Comunicacional Latino-Americano, com o apoio da Cátedra Unesco de Comunicação, instalada em 1996 na Universidade Metodista de São Paulo (MARQUES DE MELO, 2001, 17).


As ciências da comunicação na América Latina, particularmente no Brasil, ganham cada vez mais reconhecimento internacional pela sua inovatividade e criatividade. Isso vem propiciando um colóquio em igualdade de condições acadêmicas com os nossos colegas de países que possuem maior tradição no campo. Trata-se agora de difundir esse espírito em nossas universidades” (MARQUES DE MELO, 1997, 21).
A perspectiva básica destas pesquisas é a de levar em conta as singularidades da América Latina, sua condição histórica, política, econômica e social que a difere de outros continentes, tendo como ponto de partida os conhecimentos paradigmáticos herdados de correntes teóricas norte-americana e européia. Um cenário que vai se consolidando aos poucos com as pesquisas realizadas por cientistas latino-americanos, com atenção voltada especialmente para a realidade de seu país.

Os pesquisadores ensaiam pouco a pouco caminhos alternativos para superar a dependência (teórica e metodológica) a que se achavam submetidos. Imersos numa cultura marcada pela mestiçagem, não hesitam em praticar o sincretismo metodológico, combinando procedimentos herdados das Escolas de Chicago, Paris, Moscou, Roma ou Frankfurt” (MARQUES DE MELO, 1998, 131)


Desta forma, justifica-se o parâmetro metodológico proposto neste projeto, levando-se em consideração que a iniciativa se insere no campo que busca a consolidação das pesquisas científicas fundamentadas na Escola Latino-Americana, num esforço que visa contribuir para o crescimento desta raiz teórica.

Para este suporte teórico é preciso referendar os estudos relacionados ao Jornalismo Brasileiro (MARQUES DE MELO, 2003), já que a proposta deste projeto visa resgatar a trajetória de um jornalista que teve papel fundamental nas transformações vividas pela imprensa na década de 50, com influências na educação e na prática.

O segundo eixo metodológico é o da História, para entender as ligações do passado e do presente, para se interpretar todo o contexto social.
Para compreender as características fundamentais de certos problemas históricos, é necessário observar e analisar a paisagem atual, porque só ela dá as perspectivas de conjunto, das quais deveríamos partir para nosso estudo. As ligações profundas do passado e do presente exigem a eterna busca e compreensão da mudança, pois a História é a ciência da mudança” (RODIGUES, 1969, 36).
O diálogo entre as duas temporalidades permeia os sentidos objetivos e subjetivos existentes no processo da investigação. O recurso à metodologia histórica é importante para se reunir dados do passado que possam explicar as ações do presente e que vêm à tona no momento de se apresentar os acontecimentos até então ocultos.

Para isso, a opção é pela chamada História Pragmática3

pela fidelidade do método e pela pesquisa dos motivos que (se) observa entre os acontecimentos, assim como pelo raciocínio severo e imparcial das questões políticas, (...) seja ele (o acontecimento) reconhecido como útil por aqueles que desejam conseguir um claro conhecimento dos sucessos passados e, graças a ele, compreender bem aqueles processos que, segundo curso das coisas humanas, possam repetir-se no futuro do mesmo modo ou de modo semelhante” (RODRIGUES, 1969, 48).
Com esta linha de raciocínio, a História ensina e edifica; valoriza os aspectos sociais, para compreender os motivos, os pensamentos e os fins destes acontecimentos sociais. O modelo proporciona recuperar não apenas os eventos que marcaram a vida de Pompeu de Sousa, mas ajudará a compreender as coisas humanas no campo da filosofia e da historiografia, com ênfase no historicismo que procura abordar toda a vida histórica.
O historicismo não é só uma concepção do mundo, uma teoria do conhecimento filosófico, uma historização da vida. Significa que a vida é história (não historiografia) e não natureza, e só conhecemos através da História (passado e vida presente).(...) O historicismo procura estudar o mundo próprio da História, isto é, a estrutura íntima das operações e transformações das nações no tempo” (RODRIGUES, 1969,82).
Para esta tomada é necessário levar em conta que a História é eterna mudança, porque pressupõe transformações, evoluções; num curso contínuo, sem paradas e sem retornos. É uma ciência que segue em frente e faz amarrações entre os fatos, entre o tempo passado e o tempo presente, entre o indivíduo e o coletivo, entre o espaço privado e o espaço público.

Concepções que nortearam a vida de personagens importantes para a História, como a de Pompeu de Sousa, pela singularidade de suas ações no mundo da Comunicação Social. “Nenhum fato ou ato histórico existe isolado; eles aparecem sempre no conjunto do processo histórico. Podem ser vistos e examinados isoladamente, mas funcionam em relações estruturadas, articulam-se com todos os componentes da realidade, conformam-se ao todo do sistema real” (RODRIGUES, 1969, 31).

Estas relações, porém, serão conhecidas com a conclusão da pesquisa, elaborada para a obtenção do título de Doutorado na Universidade Metodista de São Paulo. Uma operação complexa que prioriza a análise de documentos que ajudam na reconstrução desta história de vida, uma área que se constitui em uma especialização por ser uma proposta biográfica, ao se trabalhar com dados que irão reconstruir a memória que envolve a atividade jornalística a partir da atividade humana.

A narrativa biográfica pressupõe, como José Honório Rodriguez aponta, uma construção de crenças, sentimentos, decisões, erros e virtudes do biografado, mas também reflete uma limitação pela própria dificuldade em compreender todo o universo em que o biografado está inserido.


Quando o biografado chefiou homens, dominou, esteve a serviço do poder ou contra ele lutou, influiu pela sedução de sua conduta e de suas idéias sobre a história de sua época, então estamos diante de um fato não só biográfico, mas também histórico, cuja descrição ajuda a compreender o curso histórico, dentro, naturalmente, das condições restritivas da unilateralidade e do fato de tratar-se de um objeto finito, porque tudo é feito em torno da pessoa” (RODRGUES, 1969, 147).
A biografia tem o caráter da retrospectiva, uma avaliação crítica dos acontecimentos narrados, sem o tributo ou a predominância dos fatos oficiais como podem ocorrer em trabalhos que estabelecem este parâmetro metodológico.
A biografia é uma das mais difíceis tarefas. Estabelecer a relação entre a personalidade e o mundo que o rodeia, dizer o que aquela deve a este e este àquela, sem atenuar, sem maliciar, como queria Shakespeare, pressupõe grandes qualidades. Talvez se possa dizer que na biografia, mais que em qualquer outro campo da historiografia, o conhecimento histórico se aproxima muito da arte. E talvez em razão dos elementos artísticos ou estéticos que contém, porque apela para a imaginação e torna o passado mais concreto, mais real e mais vivido, a biografia é mais lida que a própria história, porque humaniza o passado e enriquece a experiência do presente...” (RODRIGUES, 1969, 209).

Neste limiar, a proposta é a de verificar a visão de mundo de Pompeu de Sousa, com a análise de documentos, fontes primárias e secundárias, que ajudam na construção de sua trajetória. Assim, os documentos utilizados ajudam a acionar a engrenagem que elucidará os acontecimentos de uma época, verificando como estão registradas nas páginas dos jornais, principalmente no Diário Carioca, as idéias de Pompeu de Sousa sobre os vários momentos em que viveu.

A reconstitutição está calcada em evidências empíricas. Assim, utilizamos como fontes primárias os periódicos, documentos oficiais e não oficiais, como discursos, artigos, atas de reuniões, correspondências, fotos, diários, clippings de jornais e livros de memórias.

Como fonte secundária utilizamos a entrevista semi-estruturada, buscando lembranças de amigos, familiares e conhecidos que conviveram direta ou indiretamente com o jornalista. Uma técnica apoiada nos princípios da história oral para a coleta de dados considerados relevantes a este projeto.

Neste critério técnico encontram-se os depoimentos de parentes, políticos e jornalistas que trabalharam e ou conheceram Pompeu de Sousa; as declarações e as interpretações que as próprias pessoas fizeram sobre os acontecimentos da época em que o jornalista viveu. Um método que irá priorizar a memória individual.

As entrevistas foram planejadas para que o objetivo seja alcançado, levando-se em consideração que uma das principais vantagens é a existência de flexibilidade para se conseguir as informações que ajudarão a reconstruir o caminho traçado pelo biografado.

A preocupação, porém, é com a checagem dos dados coletados nestes depoimentos, pois a memória seleciona os fatos mais importantes de maneira diferente para cada personagem que vivenciou o mesmo o momento histórico, ganhando perspectivas singulares. Assim, todos os depoimentos coletados estão sendo analisados comparativamente com documentos oficiais, matérias jornalísticas, para identificar possíveis brechas, lacunas e informações desencontradas.
A pesquisa de campo revelou dezenas de documentos a serem analisados. Como jornalista foram mais de 50 anos de atividade na redação do Diário Carioca e na revista Veja e como representante da Associação Brasileira de Imprensa, em Brasília. Atividades que se misturam com a atuação do político, como senador constituinte, como filiado do PDMB e fundador do PSDB e como presidente do Comitê Brasileiro de Anistia.

A seleção dos documentos para a construção desta biografia prioriza a atuação de Pompeu de Sousa como jornalista, levando em consideração os discursos, projetos e pareceres sobre a imprensa e depoimentos sobre sua atuação política e vida profissional.

As dificuldades iniciais para reunir estes documentos e depoimentos comprovaram a sensação inicial sobre o comportamento histórico brasileiro, marcado pelo descaso em relação aos personagens e instituições que marcaram o desenvolvimento nacional. A primeira visita na Universidade de Brasília, em novembro de 2003, foi de desapontamento, pois no acervo da biblioteca e no curso de Comunicação Social não há documentos sobre a atuação de Pompeu de Sousa. A impressão na época foi de que o nome de Pompeu de Sousa está esquecido na UNB: é apenas a denominação de um auditório.

Para suprir esta lacuna, o recurso foi o de buscar depoimentos de jornalistas e professores que trabalharam ou conheceram Pompeu de Sousa, respaldado no critério da história oral. Os depoimentos que ajudaram a reconstruir este fio histórico foram dos jornalistas Armando Rollemberg, Hélio Doeli e Eliane Catanhede, dos arquitetos Orlando Cariello Filho, que foi vice-presidente do Comitê Brasileiro de Anistia na gestão de Pompeu de Sousa, e José Roberto Bassul, que o assessorou no Senado Federal.

Nesta linha metodológica, encontram-se depoimentos de Ana Arruda Callado, Zuenir Ventura, Nilson Lage e Armando Nogueira. O principal depoimento foi de sua esposa, Othilia Pompeu de Sousa, que ofereceu diversos livros e fotos que ajudaram a recompor o cenário histórico.

As pesquisas de campo foram realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, nos acervos da Biblioteca Nacional, da Universidade de São Paulo, da Editora Abril, do Arquivo Público do Distrito Federal, do Congresso Nacional e do Correio Braziliense.

A metodologia utilizada neste projeto de pesquisa se enquadra na pesquisa qualitativa, por representar um trabalho que se debruça sob a vértice da investigação para identificar a realidade social.
Os dados coletados nas pesquisas qualitativas são predominantemente descritivos. O material obtido nessas investigações é rico em relatos de pessoas, em situações e acontecimentos, incluindo transcrições de entrevistas e de depoimentos, além de fotografias, desenhos e vários outros tipos de documentos” (DENCKER & VIÁ, 2001, 186).


Referências bibliográficas

ABREU, Alzira Alves de. Os suplementos literários, os intelectuais e a imprensa nos anos 50. In: ABREU, Alzira Alves de, LATTMAN-WELTMAN, Fernando, FERREIRA, Marieta de Moraes e RAMOS, Plínio de Abreu (orgs). A imprensa em Transição: O Jornalismo Brasileiro nos Anos 50. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, 1996, p. 13 a 60

ABREU, Alzira Alves de, LATTMAN-WELTMAN, Fernando e ROCHA, Dora (orgs). Eles mudaram a imprensa. Rio de Janeiro: Editora FVG, 2003, 397 p.

ALENCAR, Heron de. A Universidade de Brasília. Projeto Nacional da Intelectualidade Brasileira. In: RIBEIRO, Darcy. A Universidade Necessária. Rio de Janeiro: Paz e Terra 1975.p. 271-296

APARECIDA, Geralda Dias. História da Universidade de Brasília, o projeto da UnB In: www.unb.br Acesso em 12 de novembro de 2003

BANDEIRA, Moniz. Presença dos Estados Unidos no Brasil – dois séculos de história. São Paulo: Civilização Brasileira. 1973. 497 p.

BURKE, Peter. A Escrita da História. São Paulo: Unesp. 1992. 354 p.

___________ A Escola dos Annales (1929-1989) - A revolução francesa da historiografia. São Paulo: UNESP, 1991. 156 p.

DENCKER, Ada de Freitas Maneti e VIÁ, Sarah Chucid da. Pesquisa Empírica em Ciências Humanas (com ênfase em Comunicação). São Paulo: Editora Futura, 2001. 190 p.

DEMO, Pedro. Metodologia Científica em Ciências Sociais. São Paulo: Editora Atlas S.A,1995. 293 p.

DUARTE, Maria de Souza (org). Pompeu. Brasília: Conselho de Cultura do Distrito Federal/Senado Federal, 1992. 149 p.

FREITAS, Sônia Maria de. História Oral – possibilidades e procedimentos. São Paulo: Humanitas FFLCH/USP e Imprensa Oficial. 2002., 143 p.

HAGUETTE, Teresa Maria Frota. A História de Vida In: Metodologias Qualitativas na Sociologia. 8ª edição. Petrópolis. RJ: Vozes, 2001. 224 p.

LINS DA SILVA, Carlos Eduardo. O Adiantado da Hora. A influência americana sobre o Jornalismo brasileiro. São Paulo: Summus, 1991. 155 p.

___________. Prefácio. In: JOBIM, Danton. Espírito do Jornalismo. São Paulo: Edusp. 1992, p. 11 a 15

MARQUES DE MELO, José e GOBBI, Maria Cristina (orgs). Gênese do Pensamento Comunicacional Latino-Americano. O protagonismo das instituições pioneiras Ciespal, Icinform, Ininco. São Bernardo do Campo: Unesco/Umesp, 1999.p. 19 a 31

MARQUES DE MELO, José e DUARTE, Jorge (orgs.). Memória das Ciências da Comunicação no Brasil, os grupos do Centro-Oeste. Brasília: UniCEUB, 2001. 350 p.

MARQUES DE MELO, José – Normas de Redação de Cinco Jornais Brasileiros. ECA/USP. 1972. 96 p.

____________. Comunicação Social. Teoria e Pesquisa. Petrópolis: Editora Vozes, 1978. 318 p.

____________. Jornalismo Brasileiro Comparado – Identidade do Jornalismo Brasileiro. cenários e personagens.In: Anuário Brasileiro da Pesquisa em Jornalismo. ECA/USP, 1992. ISSN 0103-9903

____________ .Teoria da Comunicação, paradigmas latino-americanos. Petrópolis: Editora Vozes, 1998. 412 p.

____________. Jornalismo Brasileiro. Porto Alegre: Editora Sulina, 2003. 239 .

____________. Jornalismo Opinativo – Gêneros Opinativos no Jornalismo Brasileiro. Campos do Jordão: Editora Mantiqueira, 2003a. 236 p.

____________. História Social da Imprensa. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003b. 183 p.

___________.História do Pensamento Comunicacional.São Paulo: Paulus, 2003c. 367 p.

RIBEIRO, Darcy. A Universidade Necessária. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1975. 307 p.

RICHARDSON, Robert. J. Pesquisa Social métodos e técnicas. São Paulo: Atlas, 1989, 287 p.

RODRIGUES, José Honório. História e Historiografia. Petrópolis: Editora Vozes, 1970. 306 p.

______________. Teoria e História do Brasil – introdução metodológica. São Paulo: Cia Editora Nacional. 3a. edição, 1969. 494 p.

______________. A Pesquisa Histórica no Brasil. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1969. 283 p.




1 Jornalista, professora no UniFiamFaam – Centro Universitário (São Paulo/SP) e no ISCA-Faculdades (Limeira/SP), doutorando na Umesp/SP.

2 José Marques de Melo e Maria Cristina Gobbi (orgs) - Gênese do Pensamento Comunicacional Latino-Americano. O protagonismo das instituições pioneiras Ciespal, Icinform, Ininco. São Bernardo do Campo. Unesco/Umesp, 1999.

3 A definição é dada por José Honório Rodrigues, que recupera três linhas diferenciadas para o desenvolvimento da idéia de História: a narrativa, a pragmática e a genética. A narrativa é a descrição mais antiga, procurando registrar os acontecimentos, a exemplo das narrativas de Heródoto, considerado pai da História. A genética, desenvolvida na Alemanha, no Século XIX, tem ligação com as ciências naturais e sofre a influência do Positivismo, rompendo com a evolução do pensamento histórico e reduzindo a pesquisa na colheita dos fatos para estabelecer as relações de causa e efeito, num mundo esquematizado com idéias gerais empiricamente fundamentadas. In: Teoria e História do Brasil – introdução metodológica. São Paulo. Cia Editora Nacional, 1969.

: alcar -> encontros-nacionais-1 -> encontros-nacionais -> 3o-encontro-2005-1
3o-encontro-2005-1 -> Resistência, acomodaçÃO, resignaçÃo ou indiferençA – ato institucional n°5 no jornalismo maranhense
3o-encontro-2005-1 -> Bibliografia
3o-encontro-2005-1 -> A minha experiência na construção da biografia do padre Roberto Landell de Moura começou pela curiosidade e por um feliz achado
3o-encontro-2005-1 -> Capítulo 1 – Jornalismo Digital
3o-encontro-2005-1 -> A rádio itatiaia e a acobertura da doença e morte de tancredo neves
3o-encontro-2005-1 -> O contexto histórico do nascimento das relaçÕes públicas
3o-encontro-2005-1 -> A tribalizaçÃO, destribalizaçÃo e retribalizaçÃo da sociedade cultural como influência da evoluçÃo dos meios de comunicaçÃO
3o-encontro-2005-1 -> Jornalismo econômico: uma análise do discurso
3o-encontro-2005-1 -> Um mapeamento histórico do hipertexto
3o-encontro-2005-1 -> Corpo feminino: presença obrigatória em anúncios publicitários




©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal