Polygala paniculata L



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AVALIAÇÃO DO POTENCIAL TERAPÊUTICO DO EXTRATO PADRONIZADO DA POLYGALA PANICULATA L. NA REGENERAÇÃO NERVOSA E DOR NEUROPÁTICA INDUZIDA POR LESÃO TRAUMÁTICA DO NERVO

Larissa dos Santos Leonel1; Dr. Daniel Fernandes Martins (orientador) 2



INTRODUÇÃO
Atualmente, os fitoterápicos constituem importante fonte de inovação em saúde, sendo objeto de interesses empresariais privados e fator de competitividade do Complexo Produtivo da Saúde. São inúmeros os exemplos de medicamentos que foram desenvolvidos, direta ou indiretamente, de fontes naturais, especialmente de plantas, dentre outros a morfina, a pilocarpina, os digitálicos, os curares, a quinina, a artemisina, a atropina, escopolamina e o cromolin. Entre as várias plantas encontradas na nossa região sul de Santa Catarina com potencial para desenvolvimento de produtos fitoterápicos, podemos destacar a Polygala paniculata L. que cresce na costa Atlântica brasileira, sendo encontrada também no litoral de Santa Catarina. É conhecida popularmente como barba-de-são-joão, barba-de-bode,bromil, vassourinha branca e mimosa, sendo seu chá utilizado na medicina popular para o tratamento da asma, bronquite crônica, demais afecções do aparelho respiratório, atrite, artrose, água no joelho, problemas renais, dor de estômago, diarréia, bem como tonificante (NEWALL et al., 1996; LORENZI e MATOS, 2002). Lesões agudas dos nervos periféricos estão frequentemente ligadas ao trauma. Elas resultam em considerável incapacidade ao redor do mundo; os acidentes automobilísticos e com máquinas industriais são as principais causas. Aproximadamente 3% dos pacientes politraumatizados apresentam lesão dos nervos periféricos. (ZOCHODNE, 2008). A dor neuropática geralmente está associada à perda da capacidade funcional e frequente dor espontânea (alodínia e hiperalgesia) e à redução na qualidade de vida do indivíduo é um importante problema de saúde associado às lesões traumáticas de nervos periféricos, além do uso extensivo dos serviços de saúde pelos pacientes, com altos custos orçamentários (NAVARRO et al, 2007). Neste contexto, e pelo fato do elevado custo da assistência médica privada e dos medicamentos alopáticos e precariedade da assistência prestada pelos serviços públicos de saúde surge a seguinte pergunta: pode o extrato padronizado da Polygala panicula L. (EPPP) promover regeneração nervosa e reduzir a dor neuropática?

Neste sentido, a pesquisa teve o intuito de verificar os efeitos da dor neuropática e do déficit motor com o tratamento do extrato padronizado da Polygala panicula L. (EPPP) após lesão traumática de nervos periférico.


Palavras-chave: Dor neuropática. Regeneração nervosa periférica. Polygala paniculata L.

MÉTODOS

O presente trabalho trata-se de um estudo experimental-explicativo de natureza quantitativa (PRESTES, 2003), para o qual foram utilizados camundongos Swiss machos (25 a 35 g), obtidos do biotério central da UFSC, aclimatados no biotério da UNISUL a 22±2 °C, no ciclo 12h-claro/12h-escuro, com acesso a ração e água “ad libitum”. Os experimentos foram realizados após a aprovação pela Comissão de Ética em Uso de Animais da Unisul (CEUA-UNISUL). O número de animais utilizados e a intensidade dos estímulos nocivos foram o mínimo necessário para demonstrar o possível efeito ao tratamento recebido. Os animais receberam tratamento com EHPP por via oral duas vezes ao dia com doses de 0,1 mg/kg, 1 mg/kg e 10 mg/kg. Para avaliação da hipersensibilidade ao estímulo térmico foi utilizado o teste da acetona como previamente descrito por Bennett e Xie (1988), com poucas modificações. Estas avaliações foram realizadas em 3, 7, 10, 14, 17 e 21 dias após o esmagamento do nervo isquiático. A função motora foi avaliada através do Índice Estático do nervo Ciático (IEC). Para o cálculo do IEC mensurações dos parâmetros PL (comprimento da pegada, do inglês, print length) e TS (abertura total dos dedos, do inglês, total spread of toes), coletados do lado normal (não operado) e do lado operado foram realizadas.




RESULTADOS E DISCUSSÃO

No 4 dia após o esmagamento do nervo isquiático observou-se mudança significativa no limiar sensorial mecânico dos animais que foram submetidos ao esmagamento do nervo, quando comparados com os animais falso-operados. Esta resposta nociceptiva (diminuição do limiar sensorial) se manteve frente a estimulação ao frio ao longo dos 21 dias de avaliações. Estes resultados demonstraram que o modelo animal utilizado no presente estudo foi capaz de induzir dor neuropática periférica (alodinia ao frio). Estes resultados indicam que o procedimento de esmagamento do nervo isquiático induziu dor neuropática e não apenas o procedimento operatório (incisões e suturas na pele). Os resultados mostraram também que o grupo de animais naives se mantiveram com o mesmo limiar de resposta durante os 21 dias de avaliações confirmando assim que o procedimento de falsa cirurgia (grupo falso-operado) não alterou a resposta dos animais. Quando os animais forma submetidos ao tratamento com o EPPP em diferentes doses (0,1, 1 e 10 mg/kg) observou-se inibição na alodinia ao frio nos dia 4, 7, 10, 14, 18 e 20 após o esamgamento sendo os animais avaliados 1 hora após o tratamento.

Além disso, nas avaliações funcionais motoras observou-se no grupo falso-operado que a média do IEI permaneceu estável, próximo de -10%, que é considerado um valor normal (ausência de déficit motor) em todas avaliações. No entanto, nos grupos operados observou-se que a média do IEI alterou de -3.47% (basal) para -98% (p < 0,05) no primeiro dia após o esmagamento. No entanto, na avaliação do 21° dia após o esmagamento os valores do IEI do grupo lesão + salina (10 ml/kg) ainda diferiam do grupo falso-operado. A figura ainda ilustra que o tratamento com o EPPP apresentou diferença estatisticamente significativa nos dias 3, 7, 14 e 21 acelerando a recuperação funcional do nervo isquiático. O tramento com o EPPP (0,1 mg/kg, i.g.) acelerou recuperação funcional a partir do dia 7 até o 21 apresentando diferença estatística com relação ao grupo lesão + Salina (10 mL/kg), (p < 0,05). No grupo tratado com EPPP 1 mg/kg, i.g. a diferença em relação ao grupo lesão + salina (10mL/kg) ocorre no 3º, 7º, 14º e 21º dia após o esmagamento (p < 0,05). Porém no grupo tratado com EPPP 10 mg/kg não observou-se diferença estatística.

CONCLUSÕES

O presente estudo demonstra que a administração intra-gástrica do EHPP, em camundongos, foi capaz de diminuir a alodínia ao frio através do teste de acetona, sugerindo um quadro de redução na alodínia ao frio, e promover uma aceleração na recuperação motora dos animais após lesão traumática do nervo isquiático.



REFERÊNCIAS
BENNETT, G. J.; XIE, Y. K. A Peripheral mononeuropathiy in rat that produces disorders of pain sensation like those seen inman. Pain. 33: 87-107, 1988.
FARINA, M.; et al. Protective effects of Polygala paniculata extract against methylmercury-induced neurotoxicity in mice. Journal Pharmacy and Pharmacology, v.57, p.1-6, 2005.
Ministério da Saúde. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME). Disponível em: Acesso em: 10 agos. 2014
NAVARRO, X. et al. Neural plasticity after peripheral nerve injury and regeneration. Progress in Neurobiology, v. 82, n. 4, p. 163-201. 2007
NEWMAN, D. J.; GRAGG, G. M.; SNADER, K. M. Natural products as source of new drugs over a period 1981-2002. Journal of Natural Products, v.66, p.1022-1037, 2003.
ZOCHODNE, D. W. Neurobiology of Peripheral Nerve Regeneration. Cambridge: Cambridge University Press, 2008

FOMENTO

O trabalho teve a concessão de Bolsa pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O trabalho teve apoio da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL.




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