Poesiaspar a a eternidad e ‑- XI



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NELSON MOREIRA SANTIAGO




P O E S I A S
P A R A
A
E T E R N I D A D E

- XI --



NO PATIBULO DA CRUZ




Tudo o que for feito na Terra

mesmo no mais profundo abismo

nas profundezas dos oceanos,

tudo ficará para sempre gravado

nas nuvens transparentes dos céus.




1ª EDIÇÃO VOLUME XI 2001


-- B I O G R A F I A --




Nelson Moreira Santiago, “Paizinho”, ‘’Cigano” ,“ Noel ”, nasceu em Ribeirão Preto (S.P.), a 10 de Julho de 1948. É fotógrafo profissional, auxiliar técnico em artes gráficas, ex-policial militar e ex-ferroviário.

É peregrino e se prepara para percorrer o Caminho de Santiago de Compostela . É poeta e tem concluídas as seguintes obras:

Poesias para a Eternidade” (15 volumes)

Ouvi dizer I ”

Quem sou eu ? ”
Estando em fase de elaboração as seguintes:
- “ Ouvi dizer II ”

- “ O vale perfeito ” [ romance ]

- “ O encontro das Almas “ [ romance]




Participou em 1989, do Primeiro Concurso Nacional de

Poesia, do Instituto da Poesia Internacional do qual

recebeu Diploma de Menção Honrosa, pela sua brilhante

participação. Publicou alguns de seus poemas na Coletânea



Mil Poetas Brasileiros, da mesma Entidade, vol. 17. Em

agosto de 1992, passou a condição de Sócio Titular Remido

Correspondente do Instituto e a convite do Presidente Toni

Carré, ocupa hoje, a Cadeira de número 198, em nossa Divisão



Acadêmica, tendo como patrono o poeta Vicente Huidobro.
INSTITUTO DA POESIA INTERNACIONAL

Antologia Acadêmica Nacional

  1. ................................................. 1993.


-- Dedicatória




- A Minha mãe Sebastiana Moreira
-Aos meus filhos:

Nelisa da Silva Moreira;

Julio César da Silva Moreira e

Ítalo Francis da Silva Moreira.


O Autor

I n d i c e



Um Novo Dia ................................................................ 05

Tudo.............................................................................. 06

Amor Fatal.................................................................... 07

Inocência ...................................................................... 10

Plantando Loucuras .................................................... 14

Patíbulo da Cruz ......................................................... 20

O Grande Carvalho ..................................................... 27

O Guarda do Bosque ................................................... 35


UM NOVO DIA

Que os seus dias sejam mais claros


para que seus olhas possam melhor brilhar,

que sob os seus pés, brilhem diamantes tão raros

para que eu possa eternamente te amar.
Que as suas noites, sejam sempre enluaradas

para que as estrelas apareçam a brilhar,

e que o encontro das pessoas amadas

seja abençoado quando um novo dia raiar.


TUDO


Tudo que nós amamos

tudo que nós queremos,

tudo que nós conquistamos

nem tudo que nos dá alegria nós temos.

Tudo nós damos

tudo que se tem se tira,

tudo que se toma se perde,

tudo que nós perdemos

tudo nos dá tristeza.
Tudo se vive

até que finalmente se descobre

que na verdade

nesta vida,

não se tem tudo.

Senão se tem...

Jesus.

AMOR FATAL
Um dia um homem

pensando ter na vida um consorte

e sempre a procura do par

apaixonou-se pela morte.
Ao notar que por ela

todos se consomem, por ela teve ciúmes,

procurou por caminhos e por toda viela

encontrar o seu amor, até apostando na sorte.
Como se diz velho ditado,

que mesmo quando não correspondido

o amor persiste, e foi sofrendo o pobre coitado

a paixão,em seu interior já consumindo.
O veneno já sorvia como refresco

velhas pontes serviram de trampolim,

o gás já era usado como inalação,

e nem no fundo do mar encontrou o seu fim.
De avião pulou sem pára-quedas

foi por bolsas de ar que planou até o mar,

um dia penetrando por labaredas

por grande laje foi protegido a se salvar.
Transou sem proteção com paciente

pensando ser tal a solução,

doença, exame trocado, ora demente

sofria sim, a dama de coração.


Por todos os caminhos então percorridos

fez de tudo, ao encontro de quem amava,

mas todas as vezes só restaram membros doídos

e aquela amante, a ele rejeitava.
Depois de tanto sofrimento, o amante desata o laço

sim, foi se afastando daquela que tanto o negava

sim a que sempre lhe recusara o abraço,

pois sobrevivia o ser que a amava.
Então veio o destino a pregar-lhe uma peça

mostrando a vida para aquele sonhador,

fazendo-o se esquecer a paixão

e assim não sentir mais tanta dor.
E o homem entregou-se para a vida

como uma criança ao seu pai tão querido,

vivendo a natureza antes não sentida

sentindo a Lua e o Sol também como amigo.
Sorrisos, alegrias já no semblante do ser

passou a amar o dia, a tarde, também a noite,

um ser que vibrava a todo o amanhecer

os tímpanos a zunirem ao sentir o vento em açoite.
Pensou ao ver os braços dos rios

no mundo de quantas mentiras e verdades,

e agora até já pensava em filhos

se esquecendo que o tempo se esconde nas idades.
E eis que aquela outrora tão amada

no topo da terra a viajar pelos cumes,

sentindo-se agora rejeitada

a arder desejos igual a ciúmes.
Ao olhar o homem agora feliz

aquele que a amara a todo o momento,

e foi a algum tempo que lhe implorara o infeliz

pelo abraço da amada como alimento.
E eis ele agora preso a matéria

pedindo a vida, infeliz oração,

com o ciúme a morte entope a artéria

e abraça o ser ao estourar seu coração.

INOCÊNCIA

Um dia uma criança



pergunta ao pai,

o porque de

com sua mãe tanto brigar.
Ele vira as costas

e se vai

deixando-a em dúvida, sem resposta

aquela que estava a indagar.
Então fica a criança

agora em pensamento,

sofrendo sozinha em seu parecer.
Se esquecem os homens

a todo momento,

que seres inocentes não pedem pra nascer.

MOMENTOS
Por vezes

me sinto num manancial,

seria eu a areia

levada por entre as pedras

como a enxurrada

de um temporal.
Como tenho amor a vida

não importando em qual dimensão esteja,

mas digo por vezes querida

em desespero eu até me anteveja.
É duro um ser se sentir derrotado

E ver em outros os sorrisos que queria ter

Parecendo que a vida não quer entreter

Nada mais restando além da razão de viver.


NOÇÕES DE VIDA

Eu olho para o campo

não vejo espigas maduras

reúno meus versos e canto

as plantadas em horas tão duras.
Ao chegar a colheita final

passam nos tempos momentos difíceis

faltando a chuva sem manancial

as rimas um tanto passíveis.
Os que colhem espigas maduras

eu peço e digo não ousem ofender,

aqueles que plantam o amor, as ternuras.
Não devem perturbar a lavoura

o caule, a raiz, qualquer verde, a alma,

pois esta é uma vida ainda em flor.

DEIXE-ME SER CRIANÇA
Você que facilmente se irrita

que por vezes me pega pelo braço.

Eu quero ouvir sua voz, mas você grita,

primeiro um tapa, um puxão depois um abraço.
Eu ainda sou criança, sabia?

Também quero acreditar em fábulas

daquelas que vovó lhe dizia

e que hoje pouco se ouve delas.
Você é adulto e hoje tem a sua verdade

os sonhos, alguns já lhe parecem besteira,

pertencem ao passado, tinhas pouca idade,

cegonha,bicho papão, será tudo bobeira?
Por favor não me bata, não tenho culpa

eu quero viver como você vivia,

deixe-me sonhar, crer em Papai Noel

também tenho direito a minha fantasia[
Pois afinal

Eu ainda sou uma criança.........




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