Pneumonias



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ANO LECTIVO 2004/05



ANATOMIA PATOLÓGICA GERAL - BIOPATOLOGIA


AULAS PRÁTICAS

PNEUMONIAS

As pneumonias são processos inflamatórios pulmonares, geralmente agudos e mais frequentemente de etiologia bacteriana, que afectam os brônquios e sobretudo as vias aéreas distais incluindo bronquíolos respiratórios e alvéolos.

O parênquima pulmonar está constantemente exposto à agressão de agentes infecciosos, quer através do ar que inalamos, quer pela flora bacteriana da nasofaringe que é regularmente aspirada durante o sono. Apesar de todas estas agressões, o parênquima pulmonar mantém-se estéril ou, pelo menos quase estéril graças à eficácia de vários mecanismos de defesa, quer imunológicos quer não imunológicos.

Quando os mecanismos de defesa “falham” ou quando o agente é demasiadamente agressivo, surge o quadro infeccioso – pneumonia (lesão como consequência da agressão).

As pneumonias podem ser classificadas de acordo com a sua patogénese, epidemiologia, distribuição anatómica, apresentação clínica ou microorganismos implicados.

Em termos de distribuição anatómica no parênquima pulmonar as pneumonias podem ser subdivididas em pneumonia lobar e broncopneumonia.

A primeira situação caracteriza-se por envolvimento de um lobo pulmonar pelo infiltrado inflamatório, geralmente com extensão à pleura. Evoluem, regra geral, em 4 fases que morfologicamente se traduzem por “congestão”, “hepatização rubra”, “hepatização cinzenta” e “fase de resolução”.

As broncopneumonias caracterizam-se por um processo inflamatório centrilobular, com envolvimento dos bronquíolos respiratórios e extensão a ductos e espaços alveolares adjacentes.

As chamadas pneumonias da comunidade são de etiologia bacteriana e têm um início abrupto da sintomatologia (febre, mal-estar, dor torácica e tosse com expectoração muco-purulenta). O agente infeccioso é, na maior parte dos casos, o streptococcus pneumoniae.

Pneumonias nasocomiais são infecções pulmonares adquiridas no decurso de um internamento hospitalar; ocorrem em doentes com patologia grave, imunodeprimidos, a fazer terapêutica antibiótica prolongada ou submetidos a manobras invasivas como, por exemplo, cateteres intravenosos. Os agentes infecciosos implicados são bactérias Gram-negativas e o staphylococus aureus.

Em todas estas situações (pneumonia lobar e broncopneumonia; pneumonia da comunidade e pneumonias nasocomiais) o quadro morfológico caracteriza-se pela presença de exsudado fibrino-leucocitário (fibrina e neutrófilos) nos brônquíolos e espaços alveolares.

As chamadas pneumonias atípicas cursam com um quadro clínico e imangiológico que, tal como o nome indica, é diferente do quadro habitual e, por isso, de mais difícil diagnóstico. Os vírus são responsáveis por grande parte destas pneumonias, embora outros microrganismos possam estar implicados. Morfologicamente, as pneumonias atípicas têm um quadro semelhante, independentemente do agente: caracterizam-se por um infiltrado inflamatório intersticial, predominantemente linfoplasmocitário.

A tuberculose pulmonar (como de outros orgãos) é um exemplo de infecção bacteriana crónica; caracteriza-se por um processo inflamatório crónico granulomatoso, causado por um microorganismo (Mycobacterium tuberculosis) com características que o tornam frequentemente resistente aos mecanismos de defesa do nosso organismo.


ASPECTOS MORFOLÓGICOS DAS PNEUMONIAS, TUBERCULOSE PULMONAR E GANGLIONAR



  • Pneumonias

Doc.1 (Histologia) – Broncopneumonia bacteriana e infecção por citomegalovírus (CMV).

Observe abundante exsudado fibrino-leucocitário localizado em estruturas brônquicas e no parênquima pulmonar circundante. Para além destes aspectos, típicos duma infecção bacteriana, pode também observar células volumosas cujo núcleo apresenta condensação cental e um halo claro periférico – aspecto em “olho de coruja” característico da infecção por CMV.
Doc. 2 (Histologia) – Pneumonia fúngica. O parênquima pulmonar está extensamente necrosado. Nas áreas necróticas identificam-se numerosas estruturas fúngicas com características de Mucor.
Doc. 3 (Macroscopia) – Pneumonia lobar: consolidação difusa de todo o lobo inferior do pulmão.
Doc. 4 (Macroscopia) – Broncopneumonia: múltiplos focos de consolidação dispersos por todo o parênquima pulmonar.


  • Tuberculose pulmonar e ganglionar

Doc. 5 (Histologia) – Pulmão com múltiplos granulomas constituídos por células epitelioides, células gigantes multinucleadas (algumas de tipo Langhans) e necrose de tipo caseoso.


Doc. 6 (Macroscopia) – Complexo de Ghon: observe a consolidação duma área do parênquima pulmonar e o aumento do volume dum gânglio hilar.
Docs 7 e 8 (Macroscopia) – Tuberculose pulmonar disseminada (granúlia tuberculosa e tuberculose miliar).
Doc. 9 (Macroscopia) – Necrose de caseificação do pulmão.
Doc. 10 (Macroscopia) – Observe a cavitação do parênquima pulmonar (cavernas tuberculosas) e a disseminação granúlica das lesões de tuberculose


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