Plasmaferese consentimento informado



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Plasmaferese

CONSENTIMENTO INFORMADO

Por este instrumento particular o(a) paciente________________________________________ou seu responsável Sr.(a)_______________________________________, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei 8.078/90 que dá plena autorização ao (à) médico(a) assistente, Dr.(a)_________________________________, inscrito(a) no CRM-_________ sob o nº_______para proceder as investigações necessárias ao diagnóstico do seu estado de saúde, bem como executar o procedimento designado “ PLASMAFERESE”, e todos os procedimentos que o incluem, inclusive colocação de cateter apropriado para tal, podendo o referido profissional valer-se do auxílio de outros profissionais de saúde Declara, outrossim, que o referido(a) médico(a), atendendo ao disposto no art. 59º do Código de Ética Médica e no art. 9º da Lei 8.078/90 (abaixo transcritos) e após a apresentação de métodos alternativos, sugeriu o tratamento anteriormente citado, prestando informações detalhadas sobre o diagnóstico e sobre os procedimentos a serem adotados no tratamento sugerido e ora autorizado, especialmente as que se seguem:


DEFINIÇÃO: trata-se, a maioria das vezes, de doenças neurológicas com componente auto-imune (Guillain-Barré, miastenia gravis, polineuropatia crônica desmielinizante), doenças hematológicas (púrpura trombocitopênica trombótica), quadros de hiperviscosidade sanguinea, e algumas situações de mais rara ocorrência.
PROCEDIMENTO: através de uma máquina processadora de sangue, por um cateter de duplo lúmen previamente inserido em uma veia calibrosa do paciente, será feita a centrifugação e retirada de plasma e concomitantemente a reposição de solução de albumina ou plasma fresco congelado, conforme indicação.

SOLUÇÃO UTILIZADA: exceto na Púrpura Trombocitôpenica Trombótica, em que será utilizado plasma fresco congelado para substituir o plasma retirado, nas demais doenças será uma solução de albumina a 5%.
COMPLICAÇÕES:

1. Infecção no local da inserção do cateter.

2. Diminuição dos níveis de medicamentos previamente administrados.

3. Hipocalcemia: com tremores, náuseas e hipotensão e até mesmo parada cardiorespiratória.

4. Hipovolemia.

5. Reações ao líquido de reposição (ex: alergia).

6. Anemia decorrente de perda ou fragmentação de glóbulos vermelhos na máquina processadora.
CBHPM – 4.04.03.30-0 / 4.04.02.01-0 CID – D69-4 / D77 / G70-0 / G61-0 / G61-8
Infecção hospitalar:

A portaria nº. 2.616, de 12/05/1998 do Ministério da Saúde estabeleceu as normas do Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), obrigando os hospitais a constituir a CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar). Os índices de infecção hospitalar aceitos são estabelecidos, usando-se como parâmetro o NNIS (Nacional Nosocomial Infectores Surveillance – Vigilância Nacional Nosocomial de Infecção), órgão internacional que estabelece os índices de infecção hospitalar aceitos e que são:


1. Cirurgias limpas – 2% (são aquelas que não apresentam processo infeccioso e inflamatório local e durante a cirurgia, não ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário);

2. Cirurgias potencialmente contaminadas – 10% (aquelas que necessitam drenagem aberta e ocorre penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário);

3. Cirurgias contaminadas – 20% (são aquelas realizadas em tecidos recentemente traumatizadas e abertos, colonizadas por flora bacteriana abundante de difícil ou impossível descontaminação, sem supuração local). Presença de inflamação aguda na incisão cirúrgica e grande contaminação a partir do tubo digestivo. Inclui obstrução biliar e urinária.

4. Cirurgias infe ctadas – 40% (são aquelas realizadas na presença do processo infeccioso (supuração local) e/ou tecido necrótico.


Declara ainda, ter lido as informações contidas no presente instrumento, as quais entendeu perfeitamente e aceitou, compromissando-se respeitar integralmente as instruções fornecidas pelo(a) médico(a), estando ciente de que sua não observância poderá acarretar riscos e efeitos colaterais a si (ou ao paciente).

Declara, igualmente, estar ciente de que o tratamento adotado não assegura a garantia de cura, e que a evolução da doença e do tratamento podem obrigar o(a) médico(a) a modificar as condutas inicialmente propostas, sendo que, neste caso, fica o(a) mesmo(a) autorizado(a), desde já, a tomar providências necessárias para tentar a solução dos problemas surgidos, segundo seu julgamento.



Finalmente, declara ter sido informado a respeito de métodos terapêuticos alternativos e estar atendido em suas dúvidas e questões, através de linguagem clara e acessível.

Assim, tendo lido, entendido e aceito as explicações sobre os mais comuns RISCOS E COMPLICAÇÕES deste procedimento, expressa seu pleno consentimento para sua realização.

Araraquara (São Paulo) __________ de_______________ de______________.

____________________ ______________________________ ______________________

Assinatura do(a) paciente Assinatura do(a) resp. pelo(a) paciente Assinatura do(a) médico(a)

RG __________________ RG nº_________________________ CRM:_________________

Nome________________ Nome _________________________ Nome_________________

Código de Ética Médica – Art. 59º - É vedado ao médico deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta ao mesmo possa provocar-lhe dano, devendo, nesse caso, a comunicação ser feita ao seu responsável legal.

Lei 8.078 de 11/09/1990 – Código Brasileiro de Defesa do Consumidor: Art. 9º - O fornecedor de produtos ou serviços potencialmente perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. Art. 39º - É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços dentre outras práticas abusivas: VI – executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.












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