Physiotherapeutic intervention in a patient with glioblastoma multiforme: a case study



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INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA EM UM PACIENTE COM GLIOBLASTOMA MULTIFORME: UM ESTUDO DE CASO

PHYSIOTHERAPEUTIC INTERVENTION IN A PATIENT WITH GLIOBLASTOMA MULTIFORME: A CASE STUDY

Carla Cristina Magnani - carlinha-mag@hotmail.com

Carolláine da Silva Casa Grande - carollaine13@yahoo.com.br

Kertulem Larissa Aparecida Silvério Pastor - keerlari@hotmail.com

Graduadas do curso de fisioterapia pelo UniSALESIANO - Lins

Prof.ª Ma Ana Claudia de Souza Costa – anaclaudia@unisalesiano.edu.br

Prof.º Me Leandro Paschoali Rodrigues Gomes – hilinho@unisalesiano.edu.br

Docentes do UniSALESIANO - Lins


RESUMO

A fisioterapia em oncologia é uma especialidade que tem como objetivo preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas do paciente, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento oncológico. O fisioterapeuta participa ativamente da manutenção da qualidade de vida do doente, tanto no pré, durante, como no pós-operatório, ou nos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. Sendo assim, o presente estudo tem como objetivo verificar a importância da intervenção fisioterapêutica na melhora da qualidade de vida de um paciente com Glioblastoma Multiforme. A metodologia é baseada em um estudo de caso com abordagem qualitativa. Foram observados: equilíbrio, amplitude de movimento, força muscular e marcha em um paciente de 55 anos, que realizou uma cirurgia de retirada de um Glioblastoma Multiforme. As técnicas utilizadas foram a cinesioterapia, a eletroterapia e a bandagem funcional elástica. O estudo foi realizado em ambiente domiciliar; com frequência de (3x) por semana, com duração de cinquenta minutos de tratamento, em um período de sete meses. Após este período observou-se uma melhora significativa na marcha, no equilíbrio, nas atividades diárias, melhora do edema em membros inferiores, quadro álgico e na qualidade de vida em geral do paciente. Após relato do paciente verifica-se a importância que a intervenção fisioterapêutica pode ter na vida de um paciente em tratamento oncológico.

Palavras-chave: Fisioterapia. Glioblastoma Multiforme. Qualidade de Vida. Reabilitação Oncológica

ABSTRACT

Physical therapy in oncology is a specialty that aims to preserve, maintain, develop and restore the kinetic functional integrity of organs and systems of the patient, as well as prevent disturbances caused by cancer treatment. The therapist actively participates in maintaining the quality of life of patients, both pre, during and post-operatively, or the chemotherapy and radiation treatments. Therefore, this study aims to determine the importance of physical therapy intervention in improving the quality of life for a patient with Glioblastoma Multiforme. The methodology is based on a case study with a qualitative approach. Balance, range of motion, muscle strength and gait in a patient of 55 years who performed a surgery to remove a Glioblastoma Multiforme, were observed. The techniques used were cinesioterapia, electrotherapy and elastic taping. The study was conducted in the home environment; with frequency (3x) per week, lasting fifty minutes of treatment, over a period of seven months. After this period there was a significant improvement in gait, balance in daily activities, improvement of edema in lower, pain symptoms and quality of life overall patient members. After the patient's account, we see the importance that physical therapy can have in the life of a patient undergoing cancer treatment.





Keywords: Physiotherapy. Glioblastoma Multiforme. Quality of Life. Oncology rehabilitation
INTRODUÇÃO

O Glioblastoma, conhecido como Glioblastoma Multiforme, é o tipo de Astrocitoma de crescimento mais rápido, invadindo o tecido normal do cérebro e contém áreas de células mortas no centro do tumor. (INSTITUTO ONCOLOGIA, 2012).

A sintomatologia produzida pode dividir-se em específica e não específica. A específica é provocada pela localização intracraniana do tumor. Manifesta-se por sinais neurológicos lateralizadores como a paresia, a afasia e os déficits visuais. As convulsões são um sintoma comum, ocorrendo em cerca de 25% dos gliomas de alto grau e podem ser parciais ou generalizadas. As alterações do estado de consciência associadas a cefaleias sugerem uma hemorragia intracraniana, em vez de um enfarte cerebral. (CORREIA et al., 2009)

A sintomatologia não específica é representada pelas cefaleias, náuseas e vômitos, que são provocados pelo aumento da pressão intracraniana. Devido à disponibilidade da TC (Tomografia Computadorizada) e da RMN (ressonância magnética nuclear), o papiledema é, atualmente, visto em menos de 10% dos casos, mesmo quando os sintomas de aumento da pressão intracraniana estão presentes. (CORREIA et al., 2009).

A fisioterapia em oncologia é uma especialidade que tem como objetivo preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas do paciente, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento oncológico. Há alguns anos, a grande preocupação da equipe médica em relação ao câncer era a sobrevivência dos pacientes. Atualmente, o foco do tratamento mudou, ou seja, a preocupação passou a ser também a qualidade de vida que ele vai ter durante e após o tratamento oncológico. A fisioterapia oncológica é um dos procedimentos que estão sendo adotados nesse sentido, tanto antes, quanto após uma cirurgia de câncer, como também durante todo o tratamento. Esse recurso pode ser utilizado em todos os casos, como no de câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionados ao sistema músculo-esqueléticos (ossos e músculos). O fisioterapeuta participa ativamente da manutenção da qualidade de vida do doente, tanto no pré, durante, como no pós-operatório, ou nos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. (OLIVEIRA, 2009)

O objetivo deste trabalho é demonstrar a importância da fisioterapia na qualidade de vida de um paciente com Glioblastoma Multiforme através de um estudo de caso.

Este estudo procura responder o seguinte questionamento: até que ponto a fisioterapia, através de técnicas específicas, pode promover melhora da qualidade de vida de um paciente com Glioblastoma Multiforme?

É de suma importância o tratamento fisioterapêutico em um paciente oncológico. A aplicação de várias técnicas promove uma satisfatória reabilitação, minimizando possíveis complicações para alcançar o resultado almejado. A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias e oferecer a ele condições para isso. O tratamento engloba desde alongamentos, exercícios ativos, exercícios ativos-assistidos, exercícios passivos, fortalecimento muscular, treino de marcha, treino de equilíbrio, drenagem linfática, aplicação de bandagem elástica funcional. Os recursos foram aplicados de acordo com a necessidade específica do paciente.



1 ITENS DO DESENVOLVIMENTO

MÉTODOS

Foi realizado um estudo de caso com um voluntário do gênero masculino, supervisor de vendas, de 55 anos de idade, que apresenta diagnóstico de Glioblastoma Multiforme.

O grupo realizou uma visita á residência do voluntário em março de 2014, para conhecê-lo, criar laços de confiança, objetivando facilitar a realização do estudo.

Paciente relata que em novembro de 2013 sentiu uma dormência na mão direita, e devido a este sintoma procurou o pronto socorro da cidade em que residia, sendo diagnosticado como stress. Não obtendo melhoras no quadro, após seguir o tratamento para este referido diagnóstico, optou por investigar melhor o quadro.

Desde então foram solicitados vários exames diagnósticos, desde exames laboratoriais, até Raio-X, Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética.

Após esta bateria de exames, foi diagnosticado com lesão glial em região do giro do cíngulo à esquerda, sendo submetido à ressecção neurocirúrgica da lesão em dezembro de 2013. O resultado anatomopatológico foi glioblastoma multiforme. Sendo posteriormente encaminhado para tratamento adjuvante de quimioterapia e radioterapia (30 sessões em dosagem máxima).

Em abril de 2014, por apresentar convulsões foi levado ao hospital onde foi diagnosticado com outro glioma com proporções maiores que o anterior, por conta disso passou a maior parte do mês de abril internado. Em julho, realizou outra ressonância magnética onde mostrou uma evolução insignificante do tumor, no momento realiza quimioterapia uma vez ao mês.

Durante as hospitalizações foram realizados exercícios leves devido ao paciente estar acamado, pois qualquer intensificação dos exercícios lhe causava crises convulsivas.

Em outubro de 2014 foi realizada uma reavaliação clínica do paciente com intuito de observar a evolução do paciente nesses sete meses de acordo com o tratamento proposto.

AVALIAÇÃO

Para a realização das sessões de fisioterapia foi necessário uma avaliação do paciente, que apresentava-se com hemiparesia à direita, alterações de memória, instabilidade postural, equilíbrio precário e diminuição de força generalizada.

O paciente apresentava dificuldade em segurar objetos com a mão direita, fato este que o limitava na realização das atividades de vida diária (AVD’s), dificuldade em subir escadas, sendo este devido à limitação de ADM e equilíbrio. Não apresentava quadro álgico.

TESTES REALIZADOS

Equilíbrio: Apoio Unipodal. Este teste consistiu em pedir para o indivíduo equilibrar-se em apenas um dos pés com olhos abertos e depois com olhos fechados por no máximo 30 segundos. O tempo que o voluntário conseguiu ficar apoiado somente em um dos pés foi medido em três tentativas e considerada a melhor das três tentativas, ou seja, a que teve o maior valor.

Resultado da avaliação: Não conseguiu realizar, pois não consegue elevar a perna direita para ficar em um só pé. Porém, mesmo em duplo apoio, apresenta instabilidade postural.

Resultado da reavaliação: Conseguiu elevar a perna direita, porém não permanece por muito tempo, em duplo apoio apresenta estabilidade postural.

Flexibilidade: Banco de Wells

Realização do teste: pedir para o voluntário sentar-se de frente para o banco de Wells com as pernas estendidas e os pés descalços. O banco encostado na parede para dar sustentação. O avaliado deve posicionar as mãos uma sobre a outra com os braços estendidos acima da cabeça, o avaliador deve certificar-se de que o avaliado não irá flexionar os joelhos ao realizar o movimento. Pedir para o avaliado estender os braços sobre o banco tentando atingir a maior distância que conseguir. Realizar o exercício três vezes, e escolher a melhor. (GUEDES, 2006).

Resultado da avaliação: 10 cm

Resultado da reavaliação: 13 cm



Coordenação:

Index-index: Com o membro superior estendido lateralmente, o paciente é solicitado a tocar a ponta dos dedos indicadores. Repete-se a prova algumas vezes, primeiramente com os olhos abertos, depois, fechados. O paciente deve estar preferentemente de pé ou sentado.

Índex- nariz: Com o membro superior estendido lateralmente, o paciente é solicitado a tocar a ponta do nariz com o indicador. Repete-se a prova algumas vezes, primeiramente com os olhos abertos, depois, fechados. O paciente deve estar preferentemente de pé ou sentado. (FORTE, [s.d])

Índex-orelha: Com o membro superior estendido lateralmente, o paciente é solicitado a tocar a orelha com o indicador. Repete-se a prova algumas vezes, primeiramente com os olhos abertos, depois, fechados. O paciente deve estar preferentemente de pé ou sentado.

Diadococinesia: Determina-se ao paciente realizar movimentos rápidos e alternados, tais como abrir e fechar a mão, movimentos de supinação e pronação, extensão e flexão dos pés. (FORTE, [s.d])

Resultado da avaliação: realizou índex-index, índex-nariz, índex-orelha com dificuldade, devido à hemiparesia. Diadococinesia não conseguiu coordenar.

Resultado da reavaliação: não consegue realizar o índex-index, consegue realizar o índex-nariz, índex-orelha com dificuldade, devido à hemiparesia. Diadococinesia consegue realizar em membros superiores e não consegue em membros inferiores.

Força de MMII: Agachamento na cadeira sem carga.

Execução: sentado com os pés afastados na largura do quadril, levantar apoiando-se na barra fixa na parede e sentar novamente. (DELAVIER, 2000)

Resultado da avaliação: Não consegue levantar da cadeira sozinho, com e sem apoio.

Resultado da reavaliação: Consegue levantar da cadeira sozinho, sem apoio.



Força de MMSS: Força de membros superior.

Material: halter de 2 kg e cadeira de madeira.

O participante deverá estar sentado na cadeira com as costas apoiadas, os pés inteiros no chão e halter ao lado da cadeira. O avaliador ao lado do participante com o cronometro, ao seu comando o avaliado deverá realizar flexões de cotovelo, segurando o halter com a palma da mão virada para cima. O objetivo é realizar o máximo de flexões em 30 segundos. (ZAGO e GOBBI, 2005).

Resultado da avaliação: Membro superior esquerdo (14 flexões em 30 seg.) Membro superior direito, não consegue nem realizar o movimento livre.

Resultado da reavaliação: Membro superior esquerdo (14 flexões em 30 seg.) Membro superior direito (5 flexões livres em 30 seg.)

Short-Form 36 Health Survey (SF – 36)

O SF – 36 é um questionário composto por 36 itens que avalia a capacidade funcional, dor, aspectos sociais, saúde mental, estado geral de saúde, aspectos físicos, aspectos emocionais e vitalidade.

A capacidade funcional avalia atividades rigorosas, moderadas e atividades de vida diária.

O referido questionário é composto por dez itens. Contendo quatro itens, encontram-se a análise das limitações nas atividades de vida diária e atividades de vida prática, tempo de dedicação ao trabalho e também a quantificação das limitações trazidas no cotidiano e no trabalho.

Para avaliar aspectos emocionais, foram utilizados três itens que implicam a quantidade de dedicação ao trabalho ou outras atividades que impliquem problemas emocionais. A análise de aspectos sociais, frente à participação e níveis de atividades sociais é feita através de três itens. As dores no corpo, intensidade e as limitações trazidas foram avaliadas em dois itens. Quanto ao estado geral de saúde, avalia-se o bem-estar do indivíduo em cinco itens. A análise da saúde mental consta de cinco itens e avalia o comportamento, bem-estar psicológico e alterações de comportamento ou descontrole emocional. Foram destinados quatro itens para se verificarem a vitalidade, disposição, nível de energia, vigor, vontade, cansaço, fadiga e esgotamento. O resultado final da avaliação é obtido através do escore, que varia de 0 a 100, em que zero é a pior pontuação e 100, a melhor pontuação, indicando melhor estado de saúde. Dentre os 36 itens do questionário, alguns respondidos conforme a percepção do paciente compara a saúde do paciente quatro semanas atrás, com a sua atual situação da saúde após o tratamento realizado; estes fatores foram aliados importantes ao trabalho, analisando a visão das participantes perante o tratamento instituído. (SANTOS, ROSSINOLI, 2012)

Tabela 1- Qualidade de vida SF 36



Domínios

Avaliação

Reavaliação

Capacidade funcional

30

45

Limitação por aspectos físicos

25

0

Dor

100

100

Estado geral de saúde

85

75

Vitalidade

75

80

Aspectos sociais

0

37,5

Limitação por aspectos emocionais

100

33,3

Saúde mental

60

76

Média

59,37

55,85

Fonte: elaborado pelos autores, 2014.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

As atividades desenvolvidas foram alongamentos, exercícios ativos livres, ativos-assistido, treino de equilíbrio estático em posição ortostática e sentado, agachamento na cadeira sem carga, treino de marcha com andador, exercícios na bola suíça, bandagem elástica funcional e eletroterapia. O objetivo da fisioterapia é preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional, melhorando assim a qualidade de vida, AVD’s e autoestima. (OLIVEIRA, 2009)

Para realizar as atividades utilizaram-se os seguintes materiais:

Andador para a melhora da deambulação e para auxiliar as trocas posturais;

Faixa elástica para dar resistência aos exercícios;

Halter para fortalecimento muscular de membros superiores;

Medicine Ball para fortalecimento e como meio facilitador de alguns exercícios;

Tornozeleira para fortalecimento muscular de membros inferiores;

Bastão como meio facilitador de exercícios de membro superior;

Bola suíça como meio facilitador em exercícios de equilíbrio e exercícios de controle postural;

Bandagem Elástica Funcional para drenagem linfática de membro inferior direito e analgesia quando necessário

O atendimento foi realizado na residência do paciente com a supervisão da orientadora, com frequência de 3 vezes por semana, com duração de 60 minutos o atendimento.

O tratamento fisioterapêutico foi realizado de acordo com a condição física e emocional do paciente durante cada sessão. A primeira semana foi de adaptação do paciente aos exercícios, após adaptação houve uma progressão dos exercícios de acordo com a resposta do paciente.

Os exercícios foram realizados com resistência no braço esquerdo e livres no braço direito (hemicorpo afetado).



DISCUSSÃO

Segundo Sousa et al. (2002) o Gliobl\ stoma Multiforme é uma neoplasia cerebral primária e tem sua origem em suas células gliais (astrócitos), sendo mais frequentemente na fase adulta e atinge apenas 2% de todos os processos oncológicos, apesar de sua raridade o tumor está associado com grande deteriorização das capacidades e funções cerebrais, e com prognóstico muito reservado, fatos estes que contribuem para o impacto individual e social destes tumores.

A cirurgia visa não apenas a remoção do tumor, mas também dos tecidos sadios adjacentes, a fim de evitar a permanência de doença residual macro ou microscópica. Tal fato acarreta sequelas sensitivas, motoras, vasculares e respiratórias, dependendo da área afetada (INCA, 2010).

No referido estudo, o paciente foi submetido a uma neurocirurgia para a retirada de tumor glial, que acarretou em hemiparesia à direita, convulsões, movimentos involuntários em membro superior direito, cefaleias, disartria, déficit de equilíbrio, déficit de memória, perca de força muscular, edema de membro inferior direito e limitação de amplitude de movimento no hemicorpo direito.

Bernardo (2002) ressalta que apesar dos avanços nos tratamentos oncológicos, quando não é possível alcançar a cura surge à necessidade de cuidados específicos a estes pacientes, os cuidados paliativos. A inserção dos cuidados paliativos no tratamento dos mesmos visa melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade.

De acordo com Borges et al. (2008) a fisioterapia faz parte de uma equipe multidisciplinar de saúde e atua de forma bastante abrangente na sintomatologia dos pacientes oncológicos, tendo como principais objetivos sua reabilitação biopsicossocial e recuperação precoce da funcionalidade.

Marcucci (2004) relata que os cuidados paliativos adotam uma abordagem humanista e integrada para o tratamento de pacientes sem possibilidade de cura, reduzindo os sintomas e aumentando a qualidade de vida. Para isto necessita-se de uma equipe multiprofissional apta a compreender todas as necessidades físicas, psicológicas e espirituais presentes nestes casos.

A fisioterapia em oncologia tem como objetivo preservar, manter, desenvolver e restaurar a integridade cinético-funcional de órgãos e sistemas do paciente, assim como prevenir os distúrbios causados pelo tratamento oncológico. O fisioterapeuta deve saber lidar com as sequelas próprias do tratamento, atuando de forma preventiva para minimizá-las. As indicações para assistência fisioterapêutica são determinadas pelas disfunções causadas pelo tumor no paciente (INCA, 2010).

Bernardo (2002) descreve que os recursos utilizados pela fisioterapia, a cinesioterapia, fisioterapia respiratória e terapia manual, pode evitar o confinamento ao leito, e minimizar os demais sintomas decorrentes da doença, como a fadiga, dispnéia, dor, entre outros, que muitas vezes, leva os pacientes a sentirem-se incapazes de realizar suas atividades de vida diária (AVD’s) de forma independente, resultando em situações de desuso e imobilidade que afetam diretamente na qualidade de vida e na funcionalidade.

Isso demonstra a importância da fisioterapia para pacientes oncológicos, no presente estudo foi realizado um trabalho visando não só o bem estar físico, mas o paciente como um todo. Prevenindo, minimizando e tratando as possíveis complicações. Reabilitando o paciente e promovendo meios para que esse tenha uma vida saudável apesar de suas limitações e dificuldades.

Apesar de poucas publicações cientificas a respeito da atuação da fisioterapia em pacientes com glioblastoma multiforme, conhecendo-se os benefícios da fisioterapia e seus recursos para a melhora da sintomatologia e da qualidade de vida do paciente, podemos ressaltar neste estudo a importância da realização do tratamento fisioterapêutico.

CONCLUSÃO

Diante dos resultados obtidos ao longo dessa pesquisa conclui-se que a fisioterapia no caso de Glioblastoma Multiforme se mostrou uma aliada importante na reabilitação e na qualidade de vida em portadores dessa patologia e pacientes oncológicos em geral. A intervenção fisioterapêutica contribui não só para o bem estar físico, mas também mental e social do paciente, melhorando sua auto-estima. Através das atividades desenvolvidas o paciente conseguiu recuperar e desenvolver habilidades para realização de suas atividades de vida diária, demonstrando estar cada dia mais animado e empenhado. As técnicas empregadas pela fisioterapia promoveram funcionalidade, independência e redução do quadro álgico, quadro este que debilita o paciente em diversos aspectos de sua vida. Sugerem-se mais estudos na área a fim de disseminar informações e contribuir de maneira efetiva para a reabilitação física e qualidade de vida do paciente com Glioblastoma Multiforme e pacientes oncológicos de uma maneira geral.


REFERÊNCIAS
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%20de%20Souza%20Bernardo.pdf?sequence=1
> Acesso em: 15 out.2014.
BORGES, C. A. M. et al. Análise dos Métodos de Avaliaçao, dos Recursos e do Reconhecimento da Fisioterapia Oncológica nos Hospitais Públicos do Distrito Federal. Revista Brasileira de Cancerologia, Distrito Federal, 15 mai.2008. Disponivel em:

<http://www.inca.gov.br/rbc/n_54/v04/pdf/333_344_analise_dos_metodos_de_avaliacao.pdf> Acesso em 15 out. 2014.
CORREIA, J; et al. Glioblastoma multiforme. A propósito de um caso clínico. Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Viseu, vol.16, n.1, p.28, Jan/Mar, 2009. Disponível em: http://www.medicinanelsonfaidiga.com.
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Acesso em 17 de mar de 2014.
DELAVIER, F. Guia dos movimentos de musculação, abordagem anatômica. São Paulo: Manole, 2000.
FORTE, H.B.L. Exame Neurológico. PET Medicina- UFC. Ceará. [s.d]. Disponível em: <http://www.fisfar.ufc.br/petmedicina/images/stories/exame_neurolgico_i.pdf> Acesso em: 15 out. 2014
GUEDES, D.P.; GUEDES, J.E.P. Manual prático para avaliação em educação física. Barueri, S/P: Manole, 2006.
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MARCUCCI, F. C. I. O papel da fisioterapia nos cuidados paliativos a pacientes com câncer. Revista Brasileira de Cancerologia. Londrina. 01. Dez. 2004. Disponivel em: < http://scholar.google.com.br/scholar?q=O+papel+da+fisioterapia+nos+cuidados+paliativos+a+pacientes+com+c%C3%A2ncer&hl=pt-BR&as_sdt=0&as_vis=1&oi=scholart&sa=X&ei=7pFFVJuoJpKPNpf2gPAF&ved=0CBoQgQMwAA Acesso em 15 out.2014.
OLIVEIRA, L. Fisioterapia devolve qualidade de vida à pacientes com câncer. Fisioterapia Oncológica, Rio de Janeiro, 15 mar. 2009. Disponível em: Acesso em: 17 mar. 2014.
SANTOS, ROSSINOLI (FALTA ESSE)
SOUSA, G. et al. Glioblastoma Multiforme... com apresentação multifocal Coimbra; ACTA Médica Portuguesa, 2002
ZAGO, A. S.; VILLAR, R.; GOBBI, S. Bases teorico-praticas do condicionamento fisico. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.



Universitári@ - Revista Científica do Unisalesiano – Lins – SP, ano 7, n.15, jul-dez de 2016

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