Pflimlin, Pierre (n. 1907)



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José Adelino Maltez, Res Publica Letra P

Pflimlin, Pierre (n.1907) Dc membro do MRP e depois da UDF. Maire de Estrasburgo desde 1959.

Philip, André Militante do Movimento Europeu e socialista francês. Nos anos trinta, apesar de protestante, foi colaborador da revista Esprit, onde advogava as ideias de Henri de Man. Foi um dos precursores da CECA, propondo um modelo de aprovietamento das indústrias básicas europeias em 1949.


Pinay, Antoine

Pleven, René (n. 1901) Colaborador de De Gaulle durante a Resistência, passa, depois, a adepto da troisième force, sendo ministro da defesa e presidente do Conselho por algumas vezes, mas de forma episódica. Propôs em Outubro de 1950 a instauração da CED, que vai ser frustrada em 1954. Depois de 1958, alinha com a oposição centrista e europeia, aos governos gaullistas. Mas depois do Maio de 1968, apoia a V República, nomeadamente a candidatura presidencial de Pompidou. Entre 1969 e 1973, foi ministro da justiça dos governos de Chaban-Delmas e Pierre Messmer.
Poher, Alain
Político francês, antigo colaborador de Schuman. Foi presidente do Senado e candidato à presidência da república em 1969, contra Pompidou.
Pol Pot
Líder dos chamados khmers vermelhos, movimento de guerrilha comunista do Cambodja, inspirado no maoísmo, que instaurou um regime totalitário, depois de derrubar o regime pró-americano de Lon Nol.


Pompidou, Georges 1911-1974 Presidente da República Francesa entre 1969 e 1974. Professor de Letras, foi colaborador íntimo de Charles De Gaulle desde os anos quarenta, acabando por suceder-lhe em 1969. Responsável pela integração dos centristas no gaullismo, foi responsável pelo europeísmo francês que acabou com o veto à integração do UK na CEE, em Maio de 1971.
Pacchiani, C., ed., Filosofia Pratica e Scienza Politica, Albano e Pádua, Francisci, 1980.
Pacem in Terris Encíclica emitida em 11 de Abril de 1963.
Pacheco, António Faria Carneiro 1887-1957 António Faria Carneiro Pacheco. Professor de direito em Coimbra e Lisboa. Enquanto estudante, foi um dos combatentes monárquicos face à greve de 1907. Deputado durante o sidonismo. Ministro da instrução pública de 18 de Janeiro de 1936 a 28 de Agosto de 1940. Fundador da Mocidade Portuguesa. Embaixador no Vaticano e negociador da Concordata de 1940. Embaixador em Madrid.


Pacheco, Duarte 1899-1943 Engenheiro e professor universitário. Membro da União Liberal Republicana. Ministro da instrução pública de 18 de Abril a 10 de Novembro de 1928. Ministro das obras públicas e comunicações de 5 de Julho de 1932 a 18 de Janeiro de1936. Presidente da câmara municipal de Lisboa entre 1936 e 1938. Volta ao ministério das obras públicas de 25 de Maio de 1938 até à data da sua morte em 1943.

Pacifismo



Brock, Peter, A History of Pacifism, 3 vols., Princeton, Princeton, University Press, 1968-1972. Constantinescu-Gagdad, E., Études d’Histoire Pacifiste, 3 vols., Paris, 1924. Defrasne, Jean, Le Pacifisme, Paris, Presses Universitaires de France, 1983. Martin, David A., Pacifism. An Historical and Sociological Study, Londres, Routledge & Kegan Paul, 1965.
Pacifismo filantrópico e cosmopolita Depois do projecto de Saint-Simon e Thierry, de 1814, eis que o pacifismo filantrópico e cosmopolita, de matriz quaker, também vai grassando na Europa, promovendo uma série de congressos de sociedades de paz, entre 1843 e 1851. O movimento de constituição das sociedades de paz, apoiado pelos quakers, foi inspirado por um escrito de 1814, do norte-americano Noah Worcester, Revisão Solene da Prática da Guerra. Em 1816, depois de William Allen, ter fundado o jornal pacifista The Herald of Peace, o movimento propaga-se à Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda e Suíça, onde era mais fácil a ligação a movimentos protestantes. Cinco anos depois, as sociedades de paz (peace societies) chegam a França e, na década de trinta, já se espalham por quase toda a Europa. Em 1843, em Londres, já surge o I Congresso internacional das sociedades de paz, presidido pelo deputado britânico Charles Hindley, tendo como co-organizadores uma sociedade americana e uma sociedade britânica da paz. Nele se propõe a solução dos conflitos internacionais por meio da arbitragem e a renúncia à guerra como meio político. Em 1848 é a vez do II Congresso, realizado em Bruxelas, onde o tema forte já é o desarmamento.
O III Congresso realiza-se em Paris, em Agosto de 1849, sob a presidência de Victor Hugo. Aqui, o movimento já perde o carácter confessional dos primeiros tempos, apesar da iniciativa continuar a pertencer dominantemente a protestantes ingleses, dos quais se destaca Elihu Burrit.
O IV ocorreu em Francoforte, em 1850, e o V e último em Londres, no ano de 1851. Segundo as conclusões deste último congresso, defende-se, em primeiro lugar, uma propaganda pacifista para dessarreigar do coração dos homens os ódios hereditários, os ciúmes políticos e comerciais, que têm sido causa de tantas guerras desastrosas; propõe-se o estabelecimento da arbitragem, como forma de superação de diferendos; insiste-se num processo de desarmamento pela liquidação dos exércitos permanentes; criticam-se os empréstimos para a compra de armas; defende-se o princípio segundo o qual os povos devem ter a liberdade de regular os seus interesses próprios, condenando-se toda e qualquer intervenção armada, ou ameaçadora dos governos nos negócios internos dos Estados estrangeiros; reprova-se o sistema de agressões e violências empregado pelos povos civilizados para com as tribos semi-selvagens; e termina mostrando simpatia pela grande ideia que originou a exposição universal dos produtos industriais Este misto de liberalismo, pacifismo e filantropia vai continuar a influenciar vários autores, desde o austríaco A.H.Fried (1864-1921), autor de Handbuch der Friedensbewegung, de 1905, ao alemão Walter Schucking (1875-1935), autor de Die Organisation der Welt, de 1909. Do mesmo teor é a proposta do sueco A. B. Nobel (1833-1896) que vai estar na origem do Prémio Nobel da paz. Por seu lado, o milionário Andrew Carnegie (1835-1919), cognominado com o epíteto de rei do aço, vai criar a Fundação Carnegie para a paz Internacional, em 1910, e a Church Peace Union, em Fevereiro de 1914. Esta última instituição, destinada a procurar saber como a religião pode assegurar a paz, vai depois dar origem a uma Conferência Mundial das Igrejas, em 1 de Agosto de

1914.
Pacifismo republicano O posterior republicanismo, mais ou menos sustentado nas maçonarias, chegou a estruturar a reivindicação de uns Estados Unidos da Europa, invocando a ideia de pacifismo e de liberdade e tentando mobilizar o próprio princípio das nacionalidades, já depois da primavera dos povos de 1848. A corrente republicanista é tão heterogénea quanto os adversários que procurava combater. Se perante o belicismo da Prússia clama pelo pacifismo, não deixa de ser guerrilheiro com Garibaldi. A organização mais consequente que gerou foi a chamada Liga Internacional da Paz e da Liberdade, nascida 1867, que publicou o jornal Os Estados Unidos da Europa, dirigido por Charles Lemmonier. A organização, marcada pelas ideias de Mazzini, girava em torno dos chamados Congressos da Paz e da Liberdade que tiveram reuniões em Génova (1867), em Berna (1868) e em Lausanne (1869), mobilizando personalidades como Garibaldi e Victor Hugo.


Congresso de Génova (1867)

Congresso de Génova de 1867

Foi em Setembro de 1867 que reuniu em Génova o Congresso da Paz e da Liberdade sob a presidência de Garibaldi, com a participação de John Bright e John Stuart Mill, donde vai surgir a Liga Internacional da Paz e da Liberdade que tinha como divisa si vis pacem, para libertatem. Aí se proclamou, pouco depois de Bismarck ter invadido o Luxemburgo: Considerando que os grandes Estados da Europa se têm mostrado incapazes de conservar a paz, assim como de manter o desenvolvimento regular de todas as forças morais e materiais da sociedade moderna;Considerando mais que a existência e o aumento dos exércitos permanentes constituindo a guerra num estado latente, são incompatíveis com a liberdade e o bem-estar de todas as classes da sociedade e muito principalmente com a classe operária;O Congresso, desejoso de fundar a paz, a democracia e a liberdade:Decide:Que seja fundada uma liga da paz e da liberdade, verdadeira fundação cosmopolita;Que seja dever para cada membro desta liga o esclarecimento da opinião pública acerca da verdadeira natureza dos governos, executores da vontade geral, e acerca dos meios de extinguir a ignorância e os prejuízos que hoje alimentam as diferentes guerras;Que se envidem todos os esforços possíveis a fim de se operar a substituição dos exércitos permanentes pelas milícias nacionais;Que se ponha em plena evidência a situação das classes laboriosas e deserdadas, a fim de que o bem estar individual e geral venha a consolidar a liberdade política dos cidadãos;Além disto instituirá o congresso ainda um centro permanente, cujo órgão será um jornal franco-alemão, debaixo do seguinte título: Os Estados Unidos da Europa
Les États Unis de l'Europe (1867)

É a partir deste movimento que emerge o jornal Les États Unis de l'Europe que vem a ser dirigido por Charles Lemmonier. Em 1867, apenas são publicados dois números de divulgação, em Novembro e Dezembro de 1867; volta a ser publicado em Janeiro de 1869 (em Berna), mas sofre nova interrupção de nove meses, até que, em 1870, se instala em Génova. O segundo Congresso decorre em Berna, em Setembro de 1868. Reafirmando-se os princípios anteriores, acrescenta-se a ideia da separação absoluta entre o Estado e a Igreja e propõe-se a constituição de uma federação republicana europeia, ao mesmo tempo que se pugna pelo reconhecimento dos direitos políticos das mulheres.


Congresso de Lausanne (1869)

O terceiro Congresso é em Lausanne, Setembro de 1869. Decorre sob a presidência honorária de Victor Hugo e chega às seguintes conclusões: considerando que a causa fundamental e permanente do estado de guerra no qual se acha mergulhada a Europa, é a completa ausência de uma instituição jurídica internacional; considerando que a primeira condição para que um tribunal internacional substitua por decisões jurídicas as soluções que a guerra e a diplomacia em vão pedem à força e à astúcia, é que esse tribunal seja directamente eleito e instituído pelo povo, tendo, por regra, as decisões das leis internacionais, votadas por esses mesmos povos; considerando que, qualquer que seja a autoridade dum tribunal, a execução das suas decisões, para ser efectiva, deve ser sancionada por uma força coercitiva; considerando que uma tal força não pode legitimamente existir, a menos que não seja regulada e constituída pela vontade directa dos povos; considerando que o conjunto destas três instituições; uma lei internacional, um tribunal que aplica a lei, e um poder que assegura a execução das decisões deste tribunal, constitui um governo; o congresso decide: que o único meio de fundar a paz na Europa é a formação de uma federação de povos sob a denominação de Estados Unidos da Europa. Que o governo desta união deve ser republicano e federativo, isto é, filho da soberania do povo e da autonomia de cada um dos membros da confederação. Que a constituição deste governo deve ser perfectível; que nenhum povo pode entrar na confederação europeia a menos que não tenha já o pleno exercício: do sufrágio universal; do direito e votar e rejeitar o imposto; do direito da paz e da guerra; do direito de concluir ou de ratificar as alianças políticas ou os tratados de comércio; do direito de aperfeiçoar por si mesmo a constituição.


Packard, Vance, La Persuasion Clandestine, reed., Paris, Éditions Calmann-Lévy, 1984.
Pacta sunt servanda O princípio da inviolabilidade dos contratos, assumido pelo jusracionalismo de Grócio, considerando o mesmo como uma presunção não ilidível (iuris et de iure) da legitimidade dos governos, até porque iuris naturae est stare pactis. Deste princípio geral de stare pactis (é do direito natural respeitar os pactos), derivam os princípios específicos do respeito das coisas de outro, da restituição da propriedade, da obrigação de manter as promessas e da responsabilidade penal (o abster-se das coisas de outrem, a restituição do que pertence a outros e que nós detemos bem como o proveito que delas tiramos; a obrigação de manter os pactos; a reparação dos danos trazidos por culpa própria; o incorrer numa pena merecida pela transgressão). Aliás, este princípio da força vinculativa dos contratos é considerado por Grócio como provindo do princípio romanístico do pacta sunt servanda, desenvolvido pelo pretor, e até da confiança bíblica na promessa de Deus.
Pactismo

Pactismo,50,313.


pacto de governo

Pacto entre o rei e a pátria OSORIO,125,878


Pacto da Granja de 1876. Granja, Pacto da
Pacto Internacional relativo aos Direitos Civis e Políticos (de 16 de Dezembro de 1966), onde se prescreve no artigo primeiro que todos os povos têm o direito de dispor de si próprios.Em virtude deste direito, determinam livremente o seu estatuto político e asseguram livremente o seu estatuto político e asseguram livremente o seu desenvolvimento económico social e cultural
pacto social

pactum subjectionis

pactum unionis

Pactum unionis e pactum subjectionis SUAREZ,127,885



Padioleau, Jean

1982

L’État au Concret




Paris, Presses Universitaires de France

1986

L’Ordre Social. Principes d’Analyse Sociologique




Paris, Éditions L’Harmattan


Padovani, Umberto Antonio (1894-1968) Filósofo italiano, professor em Milão. Tomista.

1937

La Filosofia della Religione e il Problema della Vita






–Kant,25,163


Padrão do justo e do injusto,137,959
Padrões de comportamento EISENSTADT,135,934
Pádua, Marsílio de 1275 ?-1343? Médico, escritor e político. Nasce em Pádua. Reitor da Universidade de Paris a partir de 1312. Conselheiro do imperador Luís da Baviera, contra o papa João XXII, chega a exilar-se em Munique. Segundo Georges de Lagarde, é o primeiro teórico do Estado Laico. Marcado pelos averroísmo racionalista, é precursor do contratualismo moderno, quando defende a autonomia do poder político e o monismo político.

Defensor Pacis

(1324) (cfr. trad. fr. de Jeanine Quillet, Le Défenseur de la Paix, Paris, Librairie Vrin, 1968). Obra dedicada ao imperador Luís da Baviera.
Lagarde, Georges, Marsille de Padoue, le Premier Théoricien de l'État Laïque, 1934.Quilet, Jeanine, La Philosophie Politique de Marsile de Padoue, Paris, Librairie Vrin, 1970. Les Clefs du Pouvoir au Moyen Âge, Paris, 1972.
Page, Benjamin I., Greenberg, Edward S., The Struggle for Democracy, Nova York, Harper Collins, 1995.
Page, Edward C., Political Authority and Bureaucratic Power. A Comparative Analysis, Knoxville, The University of Tennessee Press, 1985.

Páginas de Política , 1938 Os escritos políticos de Raúl Proença foram reunidos em 4 vols., 1938, 1939, 1974 e 1975. Lendo a Apresentação de Raúl Proença feita por ele próprio, publicada em 1961, vemos que o autor se assume como um adepto da democracia liberal e socialista. Tenta conjugar o idealismo e o realismo. Diz distanciar-se de idealismos comoo anarquismo, o comunismo puro, o pacifismo e o absoluto universalismo e cosmopolitismo, mas quer combater o realismo determinista da Action Française, assumido, como ele diz, pelos integralistas portugueses. Considera que estes aceitam a redução do superior ao inferior quando advogam o naturalismo, o fatalismo e o determinismo da hereditariedade, da história, das tradições, das necessidades inelutáveis. Acusa-os de darwinistas sociais. Aceita o realismo mas apenas numa perspectiva relativista e progressista. Assim, contra a perspectiva das fórmulas nacionalistas, tradicionalistas, antidemocráticas e autoritárias do integralismo, quer vincar as suas ideias sobre pátria, tradição, democracia e autoridade. Sobre a pátria, tanto repudia o chamado universalismo visando a constituição de uma pátria humana, de uma cosmopolis, de uma república universal sem a realidade das fronteiras nacionais, como o belicismo e a necrolatria. Sobre a tradição considera que esta não pode ser um critário suficiente, devendo ser entendida como criação continuada. A democracia deveria ser liberal e socialista, conforme os modelos da Inglaterra, dos países escandinavos e da Austrália. A autoridade teria de conciliar-se com a liberdade, sendo o contrário do autoritarismo e da intolerancia. Mostra simpatia pelos radicais-socialistas franceses, citando Julien Benda e Alain, mas também invocando Hume e Stuart Mill.

Talvez tenha tido emoção de mais. Percebeu que a I República se esgotara em homens e ideias e percebeu que as soluções de futuro estavam a ser comandadas pelos integralistas, percebendo que teria de lhes fazer um combate doutrinal, pelo que se lançou nessa tarefa polémica. Teve intuição de uma perspectiva terceirista, mas não conseguiu elaborar um sistema completo de doutrina, até porque não teve suficiente integração numa corrente europeia.


Cfr. nova ed. dos vols. I e II, Lisboa, Seara Nova, 1972. No vol. I, destaque para «Acerca do Integralismo Lusitano», pp. 29 segs., e «Para um Evangelho duma Acção Idealista no Mundo Real», pp. 111 segs..


Pahlavi, Mohammad Reza (1919-1980) Sha da Pérsia desde 1941. Afastado pela revolta fundamentalista dos ayatollah
Paim, António (n. 1937) Estuda filosofia no Rio de Janeiro. Adere aos comunistas e chega a estudar na URSS. Preso durante dois anos na presidência do Marechal Dutra, regressa à liberdade com a eleição de Juscelino, abandonando então o PCB. Do Instituto Brasileiro de Filosofia. Defender a existência de uma filosofia nacional.

·A Filosofia da Escola do Recife

Rio de Janeiro, Editora Saga, 1966

·História das Ideias Filosóficas no Brasil

São Paulo, Grijalbo, 1967. Nova ed., São Paulo, Grijalbo, 1974.

·Cairu e o Liberalismo Económico

Rio de Janeiro, Ed. Tempo Brasileiro, 1968.

Problemática do Culturalismo

1977.

·Evolução Histórica do Liberalismo



1989. Com Ricardo Velez Rodrigues, Meira Penna, Francisco Martins e Ubiratan Borges de Macedo.

·Evolução do Pensamento Político Brasileiro

1989. Com Vicente Barreto, Ricardo Velez Rodrigues e Francisco Martins.

·Natureza dos Sistemas Económicos. O Caso Brasileiro

1992

·A Querela do Estatismo



1994

·Liberalismo Contemporâneo

1995
Paige, G. D., Political Leadership, Glencoe, The Free Press of Glencoe, 1972.
Paine, Joann Poparad, Everson, David H., An Introduction to Systematic Political Science, Homewood, Dorsey Press, 1973.



Paine, Thomas 1737-1809 Inglês, filho de quaker. Instalado em Filadélfia desde 1774, adere ao movimento independentista e em 1777 assume as funções de secretário do comité de negócios estrangeiros. Regressa à Grã-Bretanha em 1787, mas em 1791 já está em Paris, onde adere ao movimento revolucionário. A obra The Rights of Man foi publicada em duas partes. Na primeira parte, editada em 1791, faz um ataque Às teses de Burke, assumindo-se contra a tradição e os privilégios e defendendo o homem comum. Considera que cada geração deve fundar-se em si mesma e não no que aconteceu no passado, salientando que o fim do governo deve ser a felicidade de todos e não apenas os privilégios de alguns. Defende o sufrágio universal masculino, distritos eleitorais iguais, sufrágio secreto, abolição do carácter censitário das elegibilidades e o pagamento público aos deputados. Na segunda parte, estabelece a defesa da educação livre, do apoio à família e à maternidade, de pensões para os mais velhos, através da tributação progressiva, antecipando muitas das teses do Welfare State. A obra teve uma tiragem de 200 000 exemplares num só ano, o livro foi proibido e Paine teve de exilar-se em França. Feito cidadão francês em 26 de Agosto de 1792, foi eleito para a Convenção e, depois, membro da comissão de redacção da nova constituição. Pronuncia-se contra a condenação à morte de Luís XVI. Preso depois da queda dos girondinos em 1794. Robespierre condena-o à morte, mas consegue escapar da acção daqueles que qualifica como sanguinários. Volta à América em 1802, mas as teses expostas no seu último livro, onde condena qualquer religião organizada marginalizam-no no contexto da vida política norte-americana.


1776

Common Sense




Philadelphia, 1776.

Cfr. Rights of Man, Common Sense and Other Political Writings, ed. de Mark Philip, Oxford University Press, 1995.



1791

The Rights of Man




1791-1792. Obra publicada na Grã-Bretanha e dividida em duas partes. Na primeira um ataque às teses de Burke. Na segunda parte, publicada em 1792, defende um intervencionismo estadual.

1794

The Age of Reason




Paris, 1794, 1796 e 1807). Obra em 3 partes, onde defende o deísmo, criticando qualquer espécie de religião organizada.

Butler, Marilyn, ed., Burke, Paine, Godwin and the Revolution Controversy, Cambridge, Cambridge University Press, 1989Vincent, B., Thomas Paine ou la Réligion de la Liberté, Paris, Aubier, 1987.


País Do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. Significa o sítio onde se vive, o local, ambiente ou espaço geográfico onde se insere a nossa vida. Da mesma raiz, temos também a palavra paisagem. Mas, quando, além deste quadro geográfico, se inserem elementos de história, tradição e sangue, o país passa a pátria, à terra e aos seus mortos. Esta já tem uma significação geo-histórica, como transparece no beijar da terra levado a cabo por um chefe políticos antes do começo de uma batalha, como o fizeram Joana d’Arc ou o nosso D. Nuno Álvares Pereira. Quando esse quadro geo-histórico se assume politicamente, ligado a emoções colectivas e aos elementos gentílicos da nascença e da imaginação, a pátria pode volver-se em nação. Hippolite Taine refere que o território, entendido como pays é que constitui o elemento propulsor da marcha da história: "a raça modela o individuo; o país modela a raça. Um grau de calor no ar, a inclinação do chão é a causa primordial das nossas faculdades e das nossas paixões".
País na Constituição de 1976,68,449 País,4,28. Em seu lugar usa se e abusa se da expressão "país" .Com efeito, considera se que os deputados "representam todo o país" (art. 152º,nº3);que o Governo é "o órgão de condução da política geral do país" (art 185º); que o país é que pode ter "desenvolvimento" (art.88º) e "condicionalismos económicos e sociais" (art.

96º,nº2).



Pais, Álvaro (secs. XIV e XV) Também dito Álvaro Pelágio. Nasce entre 1275 e 1280; morre em 1352. Franciscano, bispo de Silves. Assume a defesa do papa na polémica com os adeptos da teocracia papal, e os partidários do Imperador, como Ockam e Marsílio de Pádua. Tenta uma conciliação entre o tomismo e o agostinianismo. Marcado por Egídio Romano, é encarregado por João XXII de refutar as teses dos partidários do Imperador. Assume-se também contra o averroísmo racionalista. Quanto à origem do poder político, aceita que o poder dos reis vem de Deus (potestas regia a Deo), mas que é instituído pela natureza e pelas instituições dos homens (mediante natura hominum ... et mediante humana institutione), aceitando, deste modo a tese da mediação popular.

De Statu et Planctu Ecclesiae

Lyon, 1330 e 1332 (cfr. trad. Port. Instituto de Alta Cultura, 1954-1956).

Speculum Regum

(cfr. trad. port. de Miguel Pinto Meneses, Espelho dos Reis, Lisboa, Centro de Estudos de Psicologia e História da Filosofia, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2 vols., 1955  1963).
Amzalak, Moses B., D. Álvaro Pais e o Pensamento Económico em Portugal, Lisboa, 1954.Barbosa, João Morais, «A Teoria Política de Álvaro Pais no "Speculum Regum". Esboço de uma Fundamentação Filosófico-Jurídica», Lisboa, 1972, in Boletim do Ministério da Justiça, nºs. 212-213.Silva, Lúcio Craveiro, O Agostianismo Político no “Speculum Regum” de Álvaro Pais, Braga, 1964.
Paideia Termo grego que exprime a ideia de formação, enquanto desenvolvimento das virtudes morais no sentido da responsabilidade cívica e da identificação de cada indivíduo com as tradições e os valores morais da comunidade onde se insere.


Pais, Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Militar. Professor da universidade de Coimbra, primeiro, de antropologia e, depois, de matemática. Apoiante de Brito Camacho Ministro do fomento de João Chagas, de 4 de Setembro a 3 de Novembro de 1911. Ministro das finanças do governo de Augusto de Vasconcelos, de 13 de Novembro de 1911 a 16 de Junho de 1912. Ministro de Portugal em Berlim. Presidente do ministério de 11 de Dezembro de 1917 a 9 de Maio de 1918, data em que tomou posse como presidente da república eleito até Dezembro de 1918, quando foi assassinado. Ver Teófilo Duarte, Sidónio Pais e o seu Consulado, Lisboa, Portugália, 1941.
Países Baixos Koninkrijk Nederlanden 34 182 km2 e 15 022 000 habitantes; segundo a fórmula de Cline, 23. Eram chamados os Países Baixos à Beira do Mar (lage landen bij de see). O Reino dos Países Baixos deriva das Províncias Unidas que se rebelaram contra os Filipes, em 1579; foi neste ano que as sete províncias protestantes do norte dos Países-Baixos, Guéldria, Holanda, Zelândia, Utreque, Frísia, Overissel e Groninga, constituíram uma república federal de carácter oligárquico, um pouco à maneira de Veneza.

Guerra com a Espanha

Entre 1580 e 1590, sofre a pressão terrestre das tropas espanholas estacionadas nas províncias do sul, mas frequentemente desviadas para intervenções em França; a partir de 1600, as forças já pendem para os exército de Maurício de Nassau, no qual dominavam os mercenários e os estrangeiros (em mais de uma centena de companhias, apenas existiam onze holandesas).

Expansão

Terminada a guerra com a coroa espanhola em 1608, logo a nova comunidade política se expandiu tanto para além dos mares, numa acção em que as principais vítimas foram os territórios portugueses, como também pela ocupação do norte de Brabant, em 1629.

Paz de Vestefália

Com a Paz de Vestefália, as Províncias Unidas definitivizam a respectiva independência, depois de oitenta anos de resistência ao poder dos Habsburgos espanhóis; a Holanda emerge como grande poder internacional, mas vai sofrer as consequências da política mercantilista adoptada pela Inglaterra, a partir de Cromwell, e da França, a partir de Colbert. O comércio báltico começa a ser comprimido pela emergência do poder sueco. A França de Luís XIV passa a constituir uma ameaça terrestre. Guerra com a Inglaterra (1672-1674) no tempo de Carlos II, aliado aos franceses. Guerra com a França que termina com a paz de Nymeguen de 1678-1679.
A independência holandesa vai ser assegurada depois da Guerra da Sucessão de Espanha entre 1700 e 1714. No início da guerra a França ocupa imediatamente os Países Baixos do Sul. No fim da guerra o espaço dos Países Baixos do sul passam para a Áustria. Os Habsburgos não deixam que os Bourbons de Espanha se mantenham nas terras que foram de carlos V e de Filipe II. Mas no fim desta guerra a Holanda já não é a potência que fora, dado que tem de empenhar grande parte do seu esforço militar na defesa das suas ronteiras terrestres do sul.
Em 1795, a França revolucionária ocupa o território, constituindo uma república Batávia, um verdadeiro satélite de Paris, que, em Junho de 1806, se transformou, por acção de Napoleão, no reino da Holanda, atribuído Luís, irmão de Napoleão e pai do futuro Napoleão III, que, quatro anos depois, parcelizado em 8 departamentos, era simplesmente anexado ao Império francês.

Reino dos Países Baixos



Com a queda de Napoleão, em 1814, os holandeses recuperam a independência, surgindo o reino dos Países Baixos que até 1830 vai integrar a Bélgica. O seu titular vai ser Guilherme I, filho do último dos stathouders da província da Holanda, desde sempre na posse da família Orange-Nassau, nome dado aos governadores espanhóis e que, durante o regime republicano, foi mantido para designar os altos-funcionários nomeados para o comando dos exércitos. Em 1848 surge uma constituição bicameral, com um parlamento eleito por sufrágio censitário.

Paiva, Vicente Ferrer de Neto (1798-1886) Doutor em cânones desde 1821. Nomeado lente-substituto em 31 de Julho de 1830, será demitido logo em 17 de Dezembro desse mesmo ano. Retira-se para a terra natal, Freixo, nos arredores da Lousã. Reintegrado em 14 de Julho de 1834, passa a assumir a cadeira de Direito público universal e das gentes. Deputado em 1838-1840 (faz parte da minoria cartista, com António Luís de Seabra, Joaquim António de Magalhães, jervis de Atouguia, Joaquim António de Aguiar e Oliveira Marreca) e em 1840-1842. Volta a Coimbra depois da subida ao poder de Costa Cabral. Critica publicamente a lei das rolhas de Costa Cabral em Fevereiro de 1850. Ministro da justiça dos históricos em 1857. Assume atitudes anticlericais na questão das Irmãs da Caridade. Amigo de Alexandre Herculano. Ministro da justiça de Loulé entre 14 de Março de 1858 e 16 de Março de 1859. Introdutor do krausismo em Portugal. Polémica com Rodrigues de Brito em 1869. Recusa o título de visconde do Freixo em 1870. Decide retirar-se da política depois da saldanhada de Maio de 1870.
A partir de 1843, começa a estruturar-se o chamado krausismo, essa mistura tipicamente peninsular entre o individualismo burguês e certa vulgata kantiana, introduzida pelas obras do professor da Université Libre de Bruxelas, Heinrich Ahrens (1807-1874), seguidor dos princípios de Karl Friedrich Krause (1781-1832). Ferrer, grande amigo de Alexandre Herculano, foi o principal responsável pela formação de toda uma geração de juristas e homens de Estado da segunda metade do século XIX. Diz nos Cabral de Moncada que a respectiva filosofia foi a filosofia jurídica do liberalismo burguês, enxertada na cepa do velho jusnaturalismo racionalista e que tudo quanto de individualismo liberal se encontra na mentalidade e cultura jurídica portuguesas da segunda metade do século XIX, no seu culto apaixonado pela liberdade e pela propriedade, se não tem em Ferrer a sua primeira origem, tem pelo menos nele, seguramente, embora sem grande originalidade, o seu definidor dogmático e o seu filósofo mais autorizado. Trata se de uma forma de filosofia intermediária para um povo que não seria um povo de filósofos, mas que adopta a filosofia do bom senso, um pouco talvez com fraco voo nos domínios da especulação abstracta, mas em contrapartida, com tanto mais forte sentido das realidades e com profundas raízes emocionais, sobretudo de ordem religiosa e ideológica. Aluno de Soares Barbosa no Colégio das Artes em Coimbra, bebeu a sua inspiração no jusracionalismo josefista austríaco, sobretudo através de Martini. E, invocando este humanitarismo do despotismo inteligente ou iluminado, conforme as sínteses de Luís António Verney e de Pombal, cabe-lhe ancorar as nossas ideias liberais nesse húmus contraditório. Apesar de em 1837 ter feito com que a Faculdade substituísse provisoriamente o manual de Martini pelos Élements de Droit Naturel de Burlamaqui, vai ensaiando o seu futuro manual, chamado Filosofia do Direito, a partir de 1850, através da publicação de Elementos de Direito das Gentes, de 1839, do Curso de Direito Natural e dos Elementos de Direito Natural.

Elementos de Direito das Gentes

1839

Elementos de Direito Natural ou de Philosophia do Direito



1844

Princípios Gerais de Philosophia do Direito

1850

Federalismo


Moral e direito

à moral pertence o domínio da interioridade e da intenção das acções humanas, enquanto o direito, porque visa regulamentar as relações puramente externas entre os homens, tem por objecto apenas garantir as condições indispensáveis para estes, em sociedade, poderem realizar os seus fins racionais, usando da sua liberdade. Considera, assim, que o direito é o complexo de condições internas e externas, dependentes da liberdade humana, e necessárias para a realização do destino racional, individual e social do homem e da humanidade. Ao direito cabe, pois, delimitar e garantir a esfera de acção jurídica de cada homem, dentro da qual cada um é livre de desenvolver como quiser a sua actividade. Fervoroso individualista, salienta que é preciso dar o máximo de extensão a esta esfera, que apenas pode limitar-se pela conciliação com esferas idênticas de outros: omite todas as acções exteriores, pelas quais se possa ofender a esfera da justa actividade dos outros. Assim, observa que o direito deve subministrar ao homem as condições necessárias para que este consiga o seu fim individual e garantir para isso a sua livre actividade; porém, importa que a liberdade dum seja limitada pela liberdade dos outros; e para que a esfera de liberdade de cada um seja a mais larga que é possível, é mister que todos os homens trabalhem não só pelo seu desenvolvimento individual, senão também pelo da vida social.

Elementos de Direito das Gentes

1839.


Elementos de Direito Natural ou de Philosophia do Direito

1844.


Princípios Gerais de Philosophia do Direito

1850.
Luís Cabral de Moncada, Vicente Ferrer Neto Paiva, in Jurisconsultos Portugueses do Século XIX, 2º vol., edição do Conselho Geral da Ordem dos Advogados, Lisboa, 1960, pp. 120 ss. Maltez, José Adelino, Princípios de Ciência Política, II O Problema do Direito, Lisboa, ISCSO, 1998, pp. 584-585.


Paiva Manso, Visconde de (1831-1875). Levy Maria Jordão de Paiva Manso. Primeiro visconde de Paiva Manso desde 1869. Não quer ser professor de direito, dedicando-se à advocacia desde 1853-1854. Deputado em 1861-1870. Maçon e judeu. Aplica o sistema krausista ao direito penal, sendo também autor da única história da filosofia do direito publicada em Portugal durante o século XIX. Aceita o panteísmo, isto é, a consideração do homem e da sociedade como um microcosmos, ou tentativa de imitação da ordem universal, perspectivada como um organismo dotado de vida. Assume, assim, uma espécie de metafísica suave, onde se proclama o fim humano da perfeição e um desenvolvimento progressivo, integral e harmónico. Advogado de Portugal na questão de Lourenço Marques em 1871, suscitando a sentença de Mac Mahon.
Paixão Hobbes, procurando aquilo que pensava serem as origens das sociedades humanas, considera que as mesmas não estão na razão, mas na paixão e na mais forte de todas elas, o medo da morte, muito especialmente da morte violenta provocada por outro. E é nela que faz assentar todo o respectivo modelo. Dessa paixão deriva o primeiro dos desejos, o de conservarmos a vida, bem como o primeiro dos direitos, o direito à vida. A partir de então, o facto moral essencial deixa de ser um dever e passa a ser um direito, o direito fundamental e inalienável à vida, o único direito incondicional e absoluto. Porque aquilo que verdadeiramente move os homens é o medo da morte, o desejo de conservação, a luta pela vida, pelo que não deixa de admitir-se que a razão é filha da necessidade e que a medida do direito é a utilidade. Assim, o direito, a moral e a política passam a ser explicados pelas categorias da física, onde, no movimento, há sempre uma imbricação das causas e de efeitos, num encadeamento que faz do mundo e do próprio indivíduo, meros mecanismos.
Paixão e graça da terra,57,367
Paixões políticas Segundo Pierre Ansart, cada sistema político gera um modelo próprio de gestão das paixões políticas Ansart, Pierre.
Palan, Ronen P., Gils, Barry, Transcending the State-Global Divided. A Neostructuralist Agenda in International Relations, Boulder, Lynne Rienner, 1994.
Palatinado do Reno (Rheinpfalz) O palatinado do Reno constituiu um dos eleitorados do Sacro-Império; o nome deriva dos condes palatinos que os imperadores estabeleciam em cada ducado, como representantes da autoridade imperial. Foi invadido pela Espanha em 1618, sendo entregue ao Duque da Baviera; invadido pela França em 1688.
Palavra Do italianao parlare. Palavra, extremo oposto da violência CLASTRES,74,495

Palavra,dever do poder,74,498

Palavra,direito do poder,74,498

Palavras mágicas que movem os homens,3,18


++

Pallieri, Giorgio Balladore n. 1905 Considera que "só a ciência do direito está em postura de dizer o que é o Estado", salientando que "todos os conceitos que dizem respeito ao Estado são conceitos jurídicos: cidadãos do Estado são aqueles que o Direito declara tais,órgãos do Estado são aqueles que o são,segundo o Direito,poderes do Estado são aqueles que o Direito lhe atribui;o Estado define se e qualifica se, inteiramente ,em termos de legalidade". No entanto,o próprio Pallieri logo assinala que se apenas o Direito "está em posição de definir o Estado,e de apresentá lo como aquilo que ele é e quer ser :uma ordem jurídica vinculante para os homens a que se destina", o facto é que "a concepção normativa do Estado nada significa,na medida em que não diz porque os Estados existem,porque as autoridades se apoiam umas nas outras,porque é que elas exercem ,de um ou de outro modo,os poderes de que estão investidas ,porque ora se propõem uns certos fins e ora outros,porque razão os homens umas vezes lhe obedecem e outras não". Para o mesmo autor à política é que deveria caber tanto "o estudo do Estado na medida em que ele é activo,destinado a fazer isto ou aquilo" bem como o "estudo dos fins para que as sociedades apareceram e que,em seguida,concretamente,as sociedades desenvolvem,no decorrer da sua existência;estudo dos meios,entre os quais é principal ,a organização social,adoptados ou a adoptar para se atingirem os intuitos queridos". É que para a política "o significado normativo das acções está presente como facto,que ela aproveita para os seus fins Adquirir o poder pode significar,para a política,não genericamente,instalar se como autoridade,mas instalar se como autoridade legal;fazer uma revolução não significa um simples emprego da força,mas emprestar a força para passar sobre as normas vigentes ,para derrogá las num caso particular,ou para as substituir por outras,mais conformes à nova ideologia política;conseguir fins concretos sem se arriscar em aventuras revolucionárias,significa procurar consegui los nos limites do direito vigente ou,em todo o caso,de modo a não provocar a reacção da ordem legal constituída". Em suma,a política,"que é ciência da acção,estuda as várias acções que dizem respeito ao Estado,no seu significado concreto,nas razões que as movem,nos fins que se propõem" Do mesmo modo Baladore Pallieri considera que "não é certamente expressar um paradoxo dizer que o princípio da personalidade do Estado foi introduzido com um determinado fim: o de despersonalizar; despersonalizar a autoridade política,a fonte capaz de dar ordens às colectividades humanas"

Dottrina dello Stato

Pádua, CEDAM, 1964 [trad. port. A Doutrina do Estado, 2 vols., Coimbra, Coimbra Editora, 1969].


Palmela, Duque de (1781-1850). Conde (em 1812), Marquês (1823) e Duque (1833) de Palmela. D. Pedro de Sousa Holstein. Herda, do pai, o título de conde de Sanfré, do Piemonte. Senhor dos morgados de Monfalim e Calhariz. Começa a destacar-se como diplomata, sendo representante de Portugal no Congresso de Viena de 1815 e, depois, embaixador em Londres. Nomeado ministro da guerra e dos negócios estrangeiros de D. João VI em 21 de Junho de 1817, mas só abandona o posto em 14 de Junho de 1820. Chega ao Rio de Janeiro em 23 de Dezembro de 1820, depois de passar por Lisboa, onde aconselha os membros da regência no sentido da convocação das Cortes. Apresenta, então, a D. João VI um projecto de Carta constitucional em 22 de Fevereiro de 1821. Deixa de ser ministro da guerra e dos negócios estrangeiros em 26 de Fevereiro de 1821. Ministro dos negócios estrangeiros de 1 de Junho de 1823 a 15 de Janeiro de 1825. Ministro do reino nesse governo, desde 14 de Maio de 1824. Par do reino desde 1826. Ministro dos negócios estrangeiros do governo da regência de D. Isabel Maria, nomeado em 8 de Junho de 1827, mas logo substituído por Saldanha, por se manter como embaixador em Londres. Faz parte da regência colectiva estabelecida por D. Pedro em 15 de Junho de 1829. Ministro dos negócios estrangeiros e do interino do reino, quando D. Pedro assume a regência individualmente, desde 3 de Março a 18 de Novembro de 1832. Mantém-se no reino até 29 de Julho de 1832 e de 25 de Setembro a 10 de Novembro de 1832. Volta à pasta dos negócios estrangeiros em 26 de Março e 21 de Abril de 1833. Forma governo, entre 24 de Setembro de 1834 e 28 de Abril de 1835, sendo substituído pelo segundo conde de Linhares. Ministro dos negócios estrangeiros de 16 de Fevereiro a 28 de Abril de 1835. Ministro dos negócios estrangeiros no governo de Saldanha, de 27 de Maio a 18 de Novembro de 1835. Presidente da Câmara dos Pares desde 1836, efectivo e vitalício. Acusado de alta-traição em Novembro de 1836, na sequência da belenzada. Volta a emigrar depois dessa data. Participa na Associação Eleitoral do Centro que concorreu às eleições de 1838. Senador eleito em 1838 e 1842. Membro do governo do Entrudo, em 7 e 8 de Fevereiro de 1842. Novamente chefe do governo de 20 de Maio de 1846 a 6 de Outubro de 1846. Morre em 12 de Outubro de 1850, com 69 anos de idade, durante o último governo de Costa Cabral.

Ver, Maria Amélia Vaz de Carvalho, Vida do Duque de Palmela, D. Pedro de Sousa e Holstein, 3 vols., Lisboa, 1898-1903.


Palmer, Jean-Michel, Les Écrits Politiques de Heidegger, Lausanne, L’Herne, 1968.
Palmer, Kenneth T., Guild, N. P., eds., Introduction to Politics. Essays and Reading, Nova York, 1968.


Palmerston, Henry John Temple Visconde (1784-1865). Membro do governo britânico responsável pela pasta da guerra entre 1809 e 1829, com os primeiros ministros Canning e Wellington. Será responsável pela pasta dos negócios estrangeiros entre 1830 e 1841, com Lorde Grey e depois entre 1846 e 1851. Primeiro-ministro em 1855-1858 e entre 1859 e 1865.
Palmela. Projecto de Carta. Já antes de 1820 D. João VI reunira à sua volta um grupo de conselheiros marcados pelos novos ventos, de que se destacam D.Pedro de Sousa Holstein, o futuro Marquês de Palmela (1781-1850) e Silvestre Pinheiro Ferreira (1769-1835), tendo o primeiro alvitrado um projecto de reforma constitucional, baseado nos seguintes princípios: 1º O poder executivo residirá indiviso na pessoa inviolável d'El Rei; 2º O poder legislativo será exercido colectivamente por El Rei e pelas Cortes, divididas em duas Camaras; 3º O poder judicial será administrado publicamente por tribunais independentes e inamovíveis, em nome de El Rei; 4º A liberdade individual, a segurança de propriedade e a liberdade de imprensa; a igualdade da repartição dos impostos sem distinção de privilégios, nem de classes; a responsabilidade dos ministros e dos empregados do ghoverno; a publicidade da administração das rendas do estado — serão garntidas para sempre e desenvolvidas pelas leis da Monarquia.


Palmieri, Matteo (1406-1575) Autor de Della vita civile, onde a sabedoria é uma consideração elevada das coisas superiores, admiráveis e divinas.
Pamplona Corte Real, Brigadeiro. Agraciado, a Partir de 1 de Maio de 1823 Com o título de Conde de Subserra). Natural de Angra. Maçon. Oficial do exército. Bacharel em matemática. Voluntário, com Gomes Freire no exército russo. Governador militar de Coimbra com Massena em 1810. Campanha do Rossilhão. Legião Portuguesa. Amnistiado pelas Cortes em 1821. Ministro da guerra entre 7 de Setembro e 13 de Outubro 1821, quando assumiu as funções de deputado pelos Açores. Voltou a exercer as funções de ministro da guerra, acumulando a pasta da marinha, de 1 de Junho de 1823 a 15 de Janeiro de 1825, na sequência da vilafrancada. Era então ministro assistente ao despacho. Preso de 1828 a 1832. Morre na prisão. V 447 Xvi 225 407
Pan-africanismo Movimento surgido depois da Grande Guerra. Teve uma primeira manifestação essencialmente racista com Marcus Mosiah Garvey, fundador da Associação Universal para o Progresso dos Negros, unida em torno do slogan Africa para os africanos . Segue-se a acção de William Edward Bughardt du Bois, negro norte-americano, doutor em Heidelberg e professor de sociologia em Atlanta, organizador de vários congressos pan-africanos. O primeiro realiza-se em Paris em Fevereiro de 1919, onde se pede que as colónias alemãs sejam confiadas à gestão da comunidade internacional e a criação de um organismo permanente visando o controlo da aplicação de leis destinadas à melhoria de vida dos africanos. O II congresso ocorreu em Setembro de 1921, com sessões em Londres, Bruxelas e Paris. O III em Londres, com uma sessão em Lisboa, promovida pela Liga Africana. O IV, em Nova Iorque, no ano de 1927, ainda com reivindicações moderadas. Contudo, no V congresso realizado em Manchester em Março de 1945 já se reclama a completa e absoluta independência para os povos da áfrica ocidental
Pan-americanismo Termo consagrado pela I Conferência dos Estados Americanos, ocorrida em Washington em 1889.
Pan-eslavismo
Pan-europeísmo
Pando, José Maria (1787-1840) Ex-seminarista.Embaixador do governo constitucional espanhol em Lisboa, no ano de 1820. Em 1824 passa ao Peru, sendo nomeado ministro da fazenda por Bolivar
Panebianco, Angelo Professor de ciência política em Bolonha.

1988

Political Parties




Cambridge, Cambridge University Press




Org.

1989

L’Analisi della Politica. Tradizioni di Ricerca, Modelli, Teorie




Bolonha, Edizioni Il Mulino

1990

Modelos de Partidos




Madrid, Alianza Universidad

1992

Relazioni Internazionali




1992.


Panenteísmo. Qualificação dada às teses do krausismo, segundo a perspectiva de Ahrens. Obedece à tríade: unidade, variedade, harmonia.Também dita realismo harmónico. Ver Krausismo. Defesa de um ser que é ao mesmo tempo imanente e transcendente, uma espécie de Deus que não está separado do mundo. Ahrens, tentando a superação do panteísmo, que proclama a identificação entre Deus e o Mundo, e do teísmo, defende o panenteísmo, que constitui uma terceira via também desenvolvida pelo romantismo alemão de Schleiermacher.
Deus não se identifica com o mundo, mas também não está separado do mundo. Uma concepção maravilhosa do universo, próxima do realismo fantástico.
Ahrens obedece à tríade unidade, variedade, harmonia, defendendo o chamado panenteísmo ou realismo harmónico, onde, ao contrário do panteísmo, que confundia Deus com o mundo, se advoga a existência de um ser que é ao mesmo tempo, imanente e transcendente, uma espécie de Deus que apenas não está separado do mundo
Paneuropa, 1923. Obra de Coudenhove Kalergi onde se defende a necessidade de liderança da Europa no mundo, considerando que a mesma estava ameaçada tanto pelo bolchevismo russo como pela dominação económica norte-americana. Neste sentido, propõe a criação de uns Estados Unidos da Europa, sem a Rússia e sem a Grã-Bretanha. A forma de união europeia que propõe, procurando respeitar as soberanias nacionais, assentava num Conselho composto por delegados dos Estados e numa Assembleia, com delegados dos parlamentos nacionais, sendo influenciada pelo modelo de pan-americanismo que, entretanto, fôra lançado pela Conferência de Santiago do Chile de 1922. A Paneuropa era perspectivada, aliás, como mera organização regional da Sociedade das Nações, ao lado de outros blocos, como a América do Norte, a América do Sul, a Commonwealth, a União Soviética e o Extremo-Oriente, devendo assentar na consolidação das finanças e da indústria europeia, para se enfrentar a concorrência dos Estados Unidos.
Panfleto Do inglês pamphlet. Livro com um número reduzido de páginas, destinado a satirizar uma determinada sistuação ou a combater pessoas ou instituições pelo uso da difamação.
Panitch, Leo Corporativismo não ideológico,93,630 PanitchErro! Marcador não definido., Léo, o Estado Providência gerou,inclusive, formas não ideológicas de Estado corporativo o que Léo Panitch considera como "um sistema particular de representação dos interesses que se opõe ao pluralismo e ao sindicalismo"e que Philippe Schmitter define como "um sistema de representação dos interesses no quadro do qual os actores são organizados num número limitado de categorias funcionais, obrigatórias, disciplinadas, hierarquizadas e ao abrigo de qualquer concorrência; elas são reconhecidas e admitidas ( senão criadas) pelo Estado e beneficiam dum monopólio de representação na medida em que eles conseguem como contrapartida em controlar a selecção dos seus dirigentes o tipo de procuras que se exprimem e o apoio que recebem"

1976

Social Democracy and Industrial Militancy. The Labour Party, the Trade-Unions and Incomes Policy. 1945-1974




Cambridge, Cambridge University Press, 1976.

1980

«Recent Theorizations of Corporatism. Reflections on a Growth Industry»




In British Journal of Sociology, vol. Jun., n.º 31, pp. 159-187, Londres, 1980.

pan-nacionalismo


Pannekoek, Anton 1873-1960 Marxista holandês. Matemático especializado em astronomia. Defensor do regime dos conselhos operários.
Pankhurst, Emmeline (1858-1928) Líder sufragista inglesa. Funda em 1889 a Women’s Franchise League e chega a militar no partido trabalhista independente em 1892. Desencadeia formas mais vivas de protesto a partir de 1903, inicando um processo de greves da fome a partir de 1906. Chega mesmo a actos de violência, nomeadamente a fogo posto, sendo presa por três vezes. Suspende as campanhas em 1914, apoiando o esforço de guerra. As mulheres passam a ter direito de voto em 1918, em nome do esforço de guerra e Emmeline decide aderir ao partido conservador.
Pantaleoni, Maffeo (1857-1924) –Teoria cientifica (basta adequar-se à lógica),8,69. Pantaleoni,por seu lado, refere que "uma teoria não tem que conformar se com a realidade,bastando lhe adequar se à lógica". Autor de Politica, 1918. Economista italiano.
PanteísmoEtimologicamente, quer dizer tudo é Deus. A expressão é usada pela primeira vez em 1705 por J. Toland. Passa a significar movimento de ideias que identifica Deus com a Natureza, entendidos como o que há de permanente em todas as coisas, com a substância de todas as coisas, conforme as teses de Espinosa, que, à maneira dos estóicos, considera que Deus é uma substância que se identifica com a natureza e entende os corpos e os espíritos como uma natura naturata, enquanto meros aspectos da natura naturans de Deus ou da natureza, com a consequente perspectiva do homem como modo ou aspecto da substância, onde a alma é o modo do pensamento e o corpo, o modo da extensão, pelo que a alma e o corpo se não relacionariam como duas substâncias, mas antes de acordo com a relação entre a ideia e o seu objecto, onde o corpo é o primeiro objecto da alma e a a alma, a ideia do corpo. O corpo é assim entendido como a proporção ou a harmonia entre o movimento e o repouso, estando constantemente submetido ao impacto dos múltiplos e variados corpos que o rodeiam. Daí conceber o homem como um ser imaginativo, como aquele ser que só tem conhecimento dos corpos externos através da imaginação, entendida como um conhecimento condicionado pela situação do corpo, do temperamento, da experiência prévia e dos próprios

preconceitos.




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