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Educação para a saúde junto às mães



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Educação para a saúde junto às mães


Observações:

A alternância de mamas na mesma mamada está desaconselhada, pois não possibilita que a criança receba o leite posterior, que contém maior teor de gordura;

O ganho ponderal esperado é em torno de 25 a 30 g/dia no 1º trimestre (700g/mês); 20g/dia no 2º trimestre (600g/mês); 15g/dia no 3 º trimestre (500g/mês); 10g/dia no 4º trimestre (400g/mês).

A suplementação de ferro deve ser realizada com 2 mg de ferro elementar/kg/dia, durante 2 meses, a partir dos 30 dias de vida (dose profilática).Após introdução de outros alimentos, manter 1 mg de ferro elementar/kg/dia até os 24 meses. A suplementação vitamínica deve ser introduzida a partir da 3ª semana de vida e mantida até o final do 1º ano de vida (prematuros).


STATUS NUTRICIONAL DA CRIANÇA E OUTROS GRUPOS POPULACIONAIS – DESNUTRIÇÃO


EPIDEMIOLOGIA:

Os resultados obtidos com a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN), em 1989, indicam que 31% das crianças brasileiras menores de 5 anos são desnutridas. Nos seis primeiros meses de vida, a ocorrência da desnutrição já é alta (21,8%). Isso acontece, em muitos casos, porque as mães acabam não amamentando os filhos até o sexto mês. A prevalência de desnutrição é maior na zona rural do que urbana com 49.4% e 29.5%, respectivamente






CAUSAS:

Baixo nível sócio-econôminco, abandono precoce do aleitamento materno, saneamento básico ausente ou inadequado, desajuste familiar, fraco vínculo mãe-filho, baixa escolaridade, baixa estimulação, baixo peso ao nascimento.


CONSEQÜÊNCIAS: Grande perda muscular e dos depósitos de gordura, provocando debilidade física; interrupção ou involução do crescimento; alterações psíquicas e psicológicas; alterações de cabelo e de pele; alterações sangüíneas (anemia); Alterações ósseas, como a má formação; alterações no sistema nervoso (depressão, apatia), alterações nos demais órgãos e sistemas respiratório, imunológico, renal, cardíaco, hepático, intestinal.



MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO:

Existem diversos métodos de diagnosticar a desnutrição. Eles vão desde uma avaliação clínica - observação de características como peso, altura, sexo e idade - até uma completa avaliação do estado nutricional do paciente, incluindo, além da análise clínica, dados sobre alimentação, avaliação bioquímica e imunológica, avaliação metabólica e diagnóstico nutricional.





DIETA E EDUCAÇÃO ALIMENTAR:

A dieta deve possibilitar a reposição, manutenção e reserva adequada de nutrientes no organismo. Havendo necessidade de elaboração de dieta individualizada específica encaminhar, se possível, para nutricionista com relatório . Manter acompanhamento concomitante na UBS.



SUGESTÕES PARA MELHOR APROVEITAMENTO DOS ALIMENTOS:

Orientar:

  • Consumir frutas e verduras frescas, da época e regionais, pois os nutrientes vão se perdendo com o amadurecimento e com o tempo de armazenamento;

  • Evitar bater esses alimentos no liquidificador para não perder algumas vitaminas, como a vitamina C;

  • Os vegetais não devem ser cozidos demais;

  • Aproveitar a água que sobrou do cozimento para preparar outro alimento, como sopas e cozidos;

  • Não colocar nenhuma substância para ressaltar a cor dos vegetais (como bicarbonato de sódio), pois as vitaminas se perdem.

  • Atentar para a importância da conservação, proteção dos alimentos e dos hábitos de higiene.

É importante dar orientações sobre a melhor forma de ter uma alimentação equilibrada, levando em consideração a realidade socioeconômica e cultural da população.

Higiene alimentar e pessoal

Combater as parasitoses intestinais, fator predisponente à desnutrição, devido diminuição da capacidade de absorção de nutrientes, hemorragias ocultas e diarréias.


Participação familiar e comunitária


Toda a família deve participar do processo de educação alimentar e das orientações sobre higiene, especialmente quando se trata de mudar ou de formar os hábitos das crianças. É bom lembrar que as crianças se espelham nos adultos e que o exemplo dos familiares, professores e amigos é muito importante.




SINAIS CLÍNICOS GRAVES DE DESNUTRIÇÃO / FLUXOGRAMA




Magreza extrema e atrofia muscular

Perda intensa de tecido subcutâneo

Abdômen proeminente devido magreza

Aspecto simiesco

Pele frouxa, sobretudo nas nádegas

Peso para idade sempre inferior ao percentil 3

Irritabilidade

Apetite preservado na maioria dos casos



Edema geralmente generalizado

Perda moderada de tecido subcutâneo

Hepatomegalia

Cabelo fraco, seco e descolorido

Alterações cutâneas são freqüentes

Peso para idade muito abaixo do percentil 3

Apatia

Anorexia


Características de marasmo com edema e sinais de kwashiorkor em crianças com perda intensa de tecido subcutâneo e peso para idade inferior ao percentil 3

Depois de curto período de tratamento, com desaparecimento do edema, apresentam características típicas de marasmo.



CONDUTAS NA ATENÇÃO BÁSICA PARA ALGUMAS SITUAÇÕES DE CRESCIMENTO EM CRIANÇAS COM ATÉ 6 ANOS:


  • Percentil entre 97 e 10 (curva descendente): Investigar possíveis intercorrências que justifiquem a diminuição da velocidade de crescimento. Tratar intercorrências presentes e retorno com 30 dias.

  • Percentil entre 10 e 3 (curva ascendente): Investigar possíveis causas com atenção para o desmame, dentição, intercorrências infecciosas, formas de cuidado com a criança e afeto, informar a mãe. Tratar intercorrências presentes e retorno com 30 dias.

  • Percentil entre 10 e 3 (curva descendente): Investigar possíveis causas com atenção para o desmame, alimentação, intercorrências infecciosas, formas de cuidado com a criança e afeto, higiene e informar a mãe. Tratar intercorrências presentes. Encaminhar para o serviço social e nutricionista, se disponível. Realizar nova consulta com intervalo máximo de 15 dias.

  • Percentil entre 3 e 0,1 (peso baixo): Orientar mãe sobre alimentação complementar adequada para idade (menores de 2 anos). Investigar possíveis causas com atenção para o desmame, alimentação, intercorrências infecciosas, formas de cuidado com a criança e afeto, higiene e informar a mãe. Tratar intercorrências clínicas. Encaminhar para serviço social e nutricionista, se disponível. Realizar nova consulta com intervalo máximo de 15 dias.

  • Abaixo de percentil 0,1 sem sinais clínicos de desnutrição (peso muito baixo): Investigar possíveis causas com atenção para o desmame, alimentação, intercorrências infecciosas, formas de cuidado com a criança e afeto, higiene e informar a mãe. Tratar intercorrências clínicas. Encaminhar para serviço social e nutricionista, se disponível. Realizar nova consulta com intervalo máximo de 15 dias.






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