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Etapas do Desenvolvimento – alguns aspectos relevantes



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Etapas do Desenvolvimento – alguns aspectos relevantes


  • O bebê começa a formar a imagem do seu corpo, a partir das atividades exploratórias de seu próprio corpo e também da comparação com a pessoa mais próxima, geralmente a mãe. Assim, nesse mundo a dois, vai constituir a noção de si mesmo.

  • Ao brincar, a criança transforma, de forma criativa, aquilo que lhe é estranho e inesperado em experiências que podem ser utilizadas por ela para construir de modo singular o seu mundo e suas relações.

  • A linguagem da mãe desempenha papel fundamental no desenvolvimento do bebê, pois propicia a primeira vinculação psíquica do bebê com um outro, nesse caso com a mãe.

  • Na fase pré-escolar (2 a 6 anos), estabelece-se o campo das diferenças. A criança começa a perceber o que é o “eu” e o “outro”.

  • Em torno dos 6 anos, a criança consegue adiar a realização de um desejo em virtude da aceitação e compreensão das proibições, como também levar em consideração o outro, suas próprias limitações e possibilidades.

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CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA / FLUXOGRAMA


PRIMEIRA AVALIAÇÃO

3 a 7 dias de vida


Exame clínico completo com ênfase para observação da atividade do bebê, coloração da pele (cianose, icterícia), padrão respiratório, ausculta cardíaca (verificar presença de sopros); exame de genitália e ânus; manobra de Ortolani para verificar luxação de quadril; enfatizar o aleitamento materno exclusivo; imunização (BCG e hepatite B, caso não tenha feito na maternidade); avaliar o equilíbrio psicoafetivo mãe-bebê; rever sumário de alta e atentar para cuidados especiais; colher teste do pezinho; avaliar situações de risco*.

PRESENÇA DE SINAIS DE ALERTA

Febre ou hipotermia, mudança da coloração da pele (cianose, pele marmórea, palidez intensa, icterícia), pausas respiratórias, desconforto respiratório, hipoatividade, irritação intensa, regurgitação freqüente, distensão abdominal, vômitos, diminuição ou recusa alimentar, ganho ponderal insuficiente ou perda de peso.





Sim

Não

Condutas


  • Pesar a criança e registrar o peso na Caderneta da Criança que fica em posse da mãe ou responsável e também anotar no prontuário. Medir também a estatura e perímetro cefálico até 1 ano;

  • Verificar e orientar quanto ao calendário de vacinação, vitamina A, sulfato ferroso, saúde bucal, alimentação; cuidados gerais e de higiene;

  • Acompanhar o desenvolvimento psicomotor e social da criança;

  • Se houver intercorrências patológicas ou eventos de saúde importantes ocorridos com a criança, anotar na caderneta da criança (no espaço destinado para tal finalidade);

  • Estimular o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida. Após os 6 meses continuar amamentando e orientar a alimentação complementar apropriada;

  • Verificar e estimular a atividade física regular, principalmente para crianças acima de 4 anos;

  • Avaliação oftalmológica antes de ir à escola, sempre que possível;

  • Prevenção de acidentes.




Grupos educativos

Calendário mínimo de consultas


1º ano de vida: 15 dias, 1º, 2º, 4º, 6º, 9º, 12º meses.

2º ano de vida: semestralmente

3º ao 10º ano de vida: anualmente

Crianças de risco deverão ter acompanhamento individualizado




*Situações de risco: prematuridade, baixo peso ao nascer, asfixia ao nascimento, pais com condições precárias de moradia e renda, mães com baixa instrução, filhos de adolescentes, antecedente familiar de morte antes de 5 anos.

Encaminhar para maternidade

no período neonatal (até os 28 dias), com relatório



Marcação de consultas subseqüentes

STATUS NUTRICIONAL DA CRIANÇA E OUTROS GRUPOS POPULACIONAIS

ANAMNESE NUTRICIONAL:


  • Avaliar ingesta dos alimentos consumidos das últimas 24 horas caracterizando o perfil dos alimentos consumidos e sua freqüência habitual de consumo, com observação da quantidade e qualidade, introdução, variedade dos alimentos, consistência e horários das refeições;

  • Dentição, mastigação, deglutição, ritmo intestinal, qualificação do apetite - intensidade e horários;

  • Alergias, intolerâncias, aversões e preferências alimentares.



ANAMNESE CLÍNICA:





  • Alterações de peso e ingestão da dieta;

  • Sinais e sintomas gastrointestinais;

  • Atividade física / profissional;

  • Relação entre doenças e necessidades nutricionais.


EXAME FÍSICO:
Distúrbios na boca, dentes e gengivas; observar mastigação e deglutição; alterações ósseas, cutâneas e mucosas; modificações no tecido gorduroso subcutâneo e muscular, edemas e ascite.



AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA

Peso corpóreo, comprimento (até 24 meses) ou altura (após 24 meses), perímetro cefálico.

Circunferência do quadril e cintura, índice de massa corpórea - correlacionar com sexo e idade.
INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS EM CRIANÇAS:
P/I (peso/idade): Reflete a situação global; não diferencia comprometimentos nutricionais agudos dos crônicos;

A/I (altura/idade): Examina o crescimento linear, sendo afetado por agravos ao crescimento de caráter crônico, de longa duração;.



P/A (peso/altura): Indica o peso apropriado para a altura atual, mesmo em pacientes com desnutrição crônica.




STATUS NUTRICIONAL DA CRIANÇA E OUTROS GRUPOS POPULACIONAIS – CONTINUAÇÃO

A referência recomendada pela OMS e adotada pelo Ministério da Saúde é do National Center for Health and Statistcs – NCHS

CRIANÇAS (menores de 7 anos)


PERCENTIL

DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL

≤ Percentil 0,1

Peso muito baixo para a idade

≥ Percentil 0,1 e < Percentil 3

Peso baixo para a idade

≥ Percentil 3 e < Percentil 10

Risco nutricional

≥ Percentil 10 e < Percentil 97

Adequado ou eutrófico

≥ Percentil 97

Risco de sobrepeso




ADOLESCENTES (≥ 10 anos e < 20 anos)


PERCENTIL DO ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA - IMC

DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL

< Percentil 5

Baixo peso

≥ Percentil 5 e < Percentil 85

Adequado ou eutrófico

≥ Percentil 85

Sobrepeso




ADULTOS (≥ 20 anos e < 60 anos)


IMC

DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL

≤ 18,5

Baixo peso

≥ 18,5 e < 25

Adequado ou eutrófico

≥ 25 e < 30

Sobrepeso

≥ 30

Obesidade





IMC

DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL

≤ 22

Baixo peso

> 22 e < 27

Adequado ou eutrófico

≥ 27

Sobrepeso


IDOSOS (≥ 60 anos)

STATUS NUTRICIONAL DA CRIANÇA E OUTROS GRUPOS POPULACIONAIS – CONTINUAÇÃO


RECOMENDAÇÕES PARA ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA:

Até 6 meses: Orientar amamentação materna exclusiva sempre que a criança quiser.Explicar que não é necessário dar outra comida ou líquidos (chá, água, suco). Desestimular o uso de mamadeiras e chupeta.

6 a 7 meses: Estimular a mãe a continuar a amamentar. Iniciar aos poucos, purês e papas de frutas e legumes amassados com garfo (com caldo de carne). Introduzir as frutas e legumes gradualmente (um de cada vez), para verificar possíveis alergias alimentares.

8 a 11 meses: Estimular a mãe a continuar a amamentar. Complementar com papas e purês acrescentando carne, frango, peixe ou miúdos desfiados ou bem picados. A comida servida aos outros membros da família pode ser oferecida, desde que amassada com garfo. Dê 3 vezes ao dia se estiver amamentando ou 5 vezes ao dia se não estiver mais no peito. Orientar a mãe a separar um prato só para criança e ajudá-la a comer.

12 a 23 meses: Estimular a mãe a continuar a amamentar. Orientar para mãe dar a mesma comida servida à família, distribuída em 5 porções diárias.

2 anos ou mais: Orientar a seguir a alimentação da família 3 vezes ao dia e acrescentar 2 lanches como frutas, biscoitos e sucos. Mesmo que faça sujeira, ela deve comer sozinha e mexer nos alimentos do seu prato para aprender. A mãe deve estar presente ajudando a criança comer o suficiente.
Em caso de doença: Orientar a mãe a manter o peito se estiver amamentando. Fazer as comidas preferidas e dar mais vezes ao dia. Aumentar pelo menos uma refeição até o final da doença.
Outros esclarecimentos veja site: www.saude.gov.br/alimentacao.


ORIENTAÇÕES SOBRE ACOMPANHAMENTO DO RECÉM-NASCIDO DE BAIXO PESO NA ATENÇÃO BÁSICA:

Classificação (peso de nascimento): Muito baixo peso (<1500g); Baixo peso (1500-2500g); Peso insuficiente (2500-2999g); Peso adequado (3000-3999g); Macrossomia (>4000g);

Proposta de ações:

Visitas domiciliares: na primeira semana após alta hospitalar; Dar orientações gerais e marcar 1ª consulta.

Agendamento das consultas: 1ª consulta na primeira semana após alta hospitalar; consulta semanal até atingir 2500g; consulta quinzenal até atingir 3000g; a partir de então marcar consultas mensais.



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