Paulo ganem souto


Critérios de encaminhamento de gestação de alto risco



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Critérios de encaminhamento de gestação de alto risco


  • Co- morbidades como HAS, cardiopatias, pneumopa-tias, endo-crinopatias, nefropatias, hemopatias, epilepsia, ginecopatias, doenças auto-imunes, anemia ferropriva de difícil controle

  • Doença obstétrica na gravidez atual: Pré-eclampsia, amniorrexe prematura, hemorragia, crescimento uterino inadequado, trabalho de parto prematuro.

  • História reprodutiva anterior: Abortamento habitual, síndrome hemorrágica ou hipertensiva, recém-nascido com crescimento retardado, pré-termo ou malformado




Avaliar causas ginecológicas

PRÉ-NATAL / CONTINUAÇÃO


Ganho ponderal esperado durante a gestação:

Varia de acordo com o índice de massa corpórea no início da gestação (IMC)

IMC menor que 19,8: 12,5 a 18 kg

IMC entre 19,8 e 26: 11,5 a 16 Kg

IMC entre 26 e 29: 7 a 11,5 kg

IMC maior que 29: < 6,8 kg






Rotina de exames laboratoriais solicitados no pré-natal

  1. ABO-Rh: primeira consulta;

  2. VDRL: primeira consulta e 30ª semana;

  3. Urina: primeira consulta e 30ª semana;

  4. Glicemia de jejum: primeira consulta e 30ª semana;

  5. HB/Ht: primeira consulta;

  6. Parasitológico de fezes:

  7. Oferta de Testagem anti-HIV 1.2 : primeira consulta.

  8. Sorologias para toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, AgHbs: 1ª consulta.


IMC = peso (kg)


Altura x altura (m)

IMC = PESO / ALTURA²

FONTE: IOM, 1992, adaptado / Manual Técnico Gestação de Alto Risco – MS/2000.

FONTE: IOM,1992, adaptado/ Manual Técnico Gestação de Alto Risco – MS/2000




PARTO


Sinais de trabalho de parto
Contrações rítmicas e dolorosas com duração de 50 a 60 segundos e freqüência mínima de 2 contrações a cada 10 minutos.

Dilatação cervical acima de 3 cm

Realizar manobra de Leopold para reconhecer apresentação fetal :cefálica, pélvica ou transversa.

Eliminação vaginal do tampão mucoso: muco espesso com rajas de sangue.

Bolsa rota


Orientações sobre sinais de trabalho de parto ou sinais de intercorrência, perda de líquido amniótico, sangramento, cefaléia e encaminhar para maternidade*.

Parto em período expulsivo e/ou sem tempo hábil para transferência?

Transferir para maternidade*.

Preparar material necessário para realização do parto: luvas, kit com tesoura, duas pinças hemostáticas ou barbantes;

Posicionar a mulher em decúbito dorsal com flexão máxima das coxas sobre o abdômen e abdução dos joelhos;

Realizar ausculta fetal;

Assepsia perineal;

No momento do desprendimento da cabeça, proteger o períneo posterior com compressa para proteção do local (evitar rupturas);

Limpeza da face e vias aéreas superiores após saída da cabeça;

Após desprendimento do pólo cefálico, aguardar que se complete a rotação fetal e auxiliar o desprendimento do ombro abaixando a cabeça para a saída do ombro anterior e elevação do pólo cefálico para a saída do ombro posterior;

Clampeadura e corte do cordão umbilical;

A expulsão da placenta dura, normalmente, de 10 a 20 minutos. Pode ser auxiliada com expressão do fundo uterino e torção da placenta durante a sua saída. Não se deve forçar a saída da placenta para evitar retenção placentária;

Realizar a revisão do colo uterino.



*CRITÉRIOS DE ENCAMINHAMENTO PARA MATERNIDADE

  • Perda de líquido amniótico;

  • Trabalho de parto com tempo hábil para transferência;

  • Ameaça ou parto prematuro - menor que 37 semanas;

  • Posição cefálica pélvica (principalmente em primigestas) e posição transversa;

  • Elevação da pressão arterial materna acima de 140 x 90 mmHg ou aumento da pressão sistólica maior ou igual a 30mmHg e/ou da PA diastólica maior ou igual a 15 mmHg confirmados em duas tomadas com a gestante em repouso (pode ser sinal de pré-eclampsia);

  • Convulsão materna – eclampsia;

  • Sinais de sofrimento fetal (batimentos cardíacos < 120 bpm ou > 160 bpm ou presença de líquido aminiótico meconeal).

Não

Sim

Sim

Não

CUIDADO NO PÓS-PARTO IMEDIATO


  • Em caso de parto domiciliar : Checar delivramento placentário;Fazer revisão de colo de uterino.

  • Verificar estado hemodinâmico da paciente (pulsos, PA, coloração das mucosas), presença de hemorragia , hipotonia uterina. Se houver qualquer alteração destes ítens prestar atendimento inicial com oxigenoterapia - se necessário, acesso venoso calibroso, reposição volêmica com cristalóides e encaminhar para serviço de referência.

  • Sempre no período pós-parto imediato (domiciliar ou na unidade básica) a paciente deverá ser encaminhada para maternidade de referência.


CUIDADOS COM O RN:

  • Manter o RN seco e aquecido.

  • Limpar vias aéreas

  • Checar presença de sinais de alerta: hipoatividade, cianose, desconforto respiratório (batimento de asa de nariz, tiragens), batimentos cardíacos abaixo de 100 por minuto (bradicardia fetal). Se tiver somente desconforto respiratório, porém com bom estado geral, mantê-lo com oxigênio inalatório (3 a 5 l/min) e encaminhar para unidade de referência. Se apresentar os sinais de gravidade acima citados, fazer ventilação com pressão positiva (ambu) após limpeza de vias aéreas, acesso venoso com infusão de 20 ml/kg de soro fisiológico e encaminhar o mais rapidamente para unidade de referência (com relatório).

  • Se RN saudável: Deve estar o mais precocemente com a mãe com estímulo ao aleitamento materno.


PUERPÉRIO / FLUXOGRAMA


  • Esclarecer dúvidas da puérpera

  • Anamnese (questionar sobre febre e dor local da ferida operatória; avaliação do estado emocional da puérpera – risco para depressão; avaliar condições de aleitamento materno e cuidados com RN; investigar sobre atividade sexual e anticoncepção; controle do calendário de vacinação)

  • Proceder a exame físico geral e ginecológico (verificar coloração das mucosas, palidez cutânea, amplitude dos pulsos, mensuração de temperatura e PA, estado nutricional, exame clínico das mamas, palpação abdominal (globo de segurança de Pinard, pesquisa das características dos lóquios e checar ferida operatória, avaliar necessidade de toque vaginal e pesquisar edemas para afastar trombose)

  • Oferecer atestado para licença maternidade, se necessário.

Iniciar o planejamento reprodutivo

Marcar consulta de retorno entre 30 a 42 dias

pós parto



Sinais de infecção

Oferecer atendimento inicial - vide fluxograma de urgência e emergência

Sinais e sintomas de depressão ou alterações do humor: irritabilidade, labilidade emocional, choro fácil, indisposição que estejam interferindo nas atividades e relações interpessoais da puérpera

  • Esclarecer dúvidas da puérpera e orientar sobre problemas que tenham surgido, aleitamento materno, possíveis sugestões de terceiros e orientações específicas a puérpera HIV positivo.

  • Completar imunização contra tétano, hepatite B, rubéola e suplementação de vitamina A, se necessário

  • Realização de exame preventivo para CA cervical , caso não tenha feito e orientar sobre retorno das atividades sexuais e métodos anticonceptivos.

  • Liberação para realização de exercícios físicos, caso se sinta bem e não apresente complicações;

  • Orientar para prevenção de desconfortos no puerpério – vide capítulo de reabilitação.

Puérpera portadora do HIV segue a mesma rotina de avaliação puerperal (8º e 42º dia) exceto em casos de complicações

Nenhuma alteração na história clínica e no exame físico

Encaminhar para unidade de referência/ Matermidade com relatório

Presença de alterações clínicas

Visita domiciliar ACS/ parteira ou demanda espontânea

Revisão puerperal precoce na U.B.S. 7 a 10 dias pós parto.


CLIMATÉRIO


Conceitos:

Climatério: Corresponde a fase de transição da vida reprodutiva a não reprodutiva. Segundo a Organização Mundial de Saúde, varia dos 40 aos 65 anos . É um fenômeno fisiológico, com repercussões sistêmicas e sobre o aparelho uro-genital.

Menopausa: É um período dentro do climatério e inicia com a última menstruação da vida da mulher, confirmada após um ano de ausência dos ciclos menstruais.
Alterações funcionais no climatério:

  1. Redução dos folículos ovarianos com a idade;

  2. Queda na produção de estrógeno;

  3. Irregularidade na liberação dos óvulos;

  4. Queda na produção de progesterona;

  5. Alterações menstruais até o fim da menstruação.





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