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AVALIAÇÃO CLÍNICA E DOS SEGUINTES CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA CARACTERIZAÇÃO DAS DEMÊNCIAS



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AVALIAÇÃO CLÍNICA E DOS SEGUINTES CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA CARACTERIZAÇÃO DAS DEMÊNCIAS:


  • Síndrome com comprometimento de múltiplas funções corticais superiores, memória, pensamento, orientação, compreensão, linguagem, cálculo, aprendizagem, julgamento, pensamento abstrato, alterações psicológicas do comportamento e personalidade, déficit comprometendo atividade profissional/ocupacional/social, a partir de níveis prévios de funcionamento.

  • Sem alteração de consciência;




  • Solicitação dos exames: hemograma, glicemia, hemossedimentação, uréia e creatinina, cálcio e fósforo, enzimas hepáticas, proteínas totais e frações, dosagem de vitamina B12 e ácido fólico, hormônios tireoidianos e sorologias para HIV, sífilis e toxoplasmose (neurosífilis e neurotoxoplasmose).

DOENÇA DE ALZHEIMER?

SÍNDROMES DEMENCIAIS / CONTINUAÇÃO



ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR A COMUNICAÇAO:
As pessoas com demências têm dificuldades para entender o significado do que é dito. As dicas a seguir poderão ajudar a comunicar-se melhor com essas pessoas:

  • Comece cada conversa identificando-se e declarando o nome da pessoa;

  • Dê orientações ou faça perguntas com calma, uma de cada vez;

  • Espere por uma resposta e, se não recebê-la, repita;

  • Demonstre os movimentos à pessoa que não consegue mais cuidar de si mesmo, estimulando a repetição;

  • Use as palavras que ele usa e os nomes, ao invés de "ele" ou "ela";

  • Faça perguntas que se possa responder com "não" ou "sim" ou gestos;

  • Repita as últimas palavras ditas pelo portador de demência, deixando-o continuar os pensamentos;

  • Demonstre respeito pelos sentimentos expressos, mesmo que os fatos sejam incorretos.





ORIENTAÇÕES GERAIS AOS FAMILIARES:


  • Manter um nível continuado e satisfatório de estimulação através de músicas, notícias, jornais, revistas, solicitações, tarefas, afazeres, etc;

  • Estimular a memória através de estórias e pedir para a pessoa repetir, utilizar fotos, conversar sobre fatos, viagens, etc.

  • Estimular a atenção a si próprio (atividades de higiene pessoal, alimentação, vestir-se, urinar e defecar sozinho sempre que possível, banho, barba, pentear-se);

  • Remover ou cobrir os botões do fogão quando não estiverem sendo usados;

  • Deixar fora de alcance ferros elétricos, torradeiras, liquidificadores, ferramentas e outros equipamentos elétricos;

  • Responsabilizar-se pela medicação do portador de demência;

  • Deixar uma luz da casa acessa à noite;

  • Acompanhá-lo se insistir em sair de casa;

  • Colocar uma identificação no portador de demência.





DEPRESSÃO


EPIDEMIOLOGIA:
A depressão é cerca de duas vezes mais comum entre 30 e 40 anos de idade, mas pode se iniciar em qualquer faixa etária. É mais comum na mulher. Um estudo epidemiológico realizado no Brasil indicou prevalência de depressão ao longo da vida de 16,6% da população. Ela é caracterizada pela perda de interesse e prazer nas atividades habituais e pela diminuição das atividades.

CLASSIFICAÇÃO:
A depressão pode ser considerada leve, moderada e grave:


  • Depressão Leve: indivíduo sente-se incomodado pelos sintomas, porém geralmente continua trabalhando e mantendo suas atividades;

  • Depressão Moderada: comprometimento nas esferas social, familiar e profissional. É mais evidente, pois, com freqüência, o indivíduo apresenta dificuldades em manter o mesmo padrão de atividades;

  • Depressão Grave: os sintomas são intensos e impossibilitam a manutenção das atividades habituais; o indivíduo interrompe suas atividades ou as reduz drasticamente. A internação, preferencialmente em Hospital Geral, pode ser necessária em função do alto risco de suicídio.

CRITÉRIOS PARA TRATAMENTO CONTINUADO (acompanhamento e uso contínuo de fármacos pelo resto da vida):


  • Pessoas que apresentam 3 ou mais episódios de depressão moderada ou grave ao longo da vida;

  • Um episódio grave, com tentativa de suicídio;

  • Pessoas com primeiro episódio após 50 anos de idade;

  • Pessoas que adoecem ainda durante o curso do tratamento.

DEPRESSÃO PÓS-PARTO


A intensidade dos sintomas geralmente define os diferentes quadros depressivos do período pós-parto. A depressão pós-parto (Postpartum blues), é um distúrbio emocional comum, podendo ser considerada uma reação esperada no período pós-parto imediato e que geralmente ocorre na primeira semana depois do nascimento da criança. Entre 50% a 80% de todas as mulheres apresentarão reações emocionais de várias formas de expressão.

Os sintomas incluem rejeição ao recém nascido, crises de choro, fadiga, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos curtos de memória. As reações emocionais não psicóticas ocorridas no período de pós-parto se resolvem espontaneamente em até seis meses, sendo que o manejo consiste em deixar a paciente verbalizar seus sentimentos, enfatizando a normalidade da sua alteração.



DEPRESSÃO / FLUXOGRAMA


Falta de concentração e atenção, a baixa auto-estima, sentimento de culpa ou inutilidade, pessimismo, alteração do apetite e do peso corporal, alteração no padrão de sono, libido diminuído, lentidão psicomotora, idéias suicidas (a persistência desses sintomas por 15 dias se não houve perdas significativas/luto ou mais de 60 dias caso haja perdas significativas/luto), caracterizam depressão.

Avaliação clínica

1) Encaminhar com relatório para unidade de referência especializada:

  • Casos graves e que não respondam ao tratamento na unidade básica de saúde/unidade de saúde da família em até 6 semanas;

  • Casos de transtorno bipolar, transtorno de ansiedade grave e casos que sejam identificados co-morbidade.

2) Manter acompanhamento concomitante à unidade básica de saúde.

Depressão?

Fase de continuação

período seguinte à melhora



Fase de manutenção

(paciente crônico)



Fase aguda

Manter a dose do antidepressivo.

Tratamento por um período ilimitado.

Terapêutica medicamentosa: iniciar com doses mínimas aumentando gradativamente até obtenção do efeito desejado. Rever o tratamento caso não obtenha melhora em 6 – 8 semanas.

Acompanhamento na UBS

Com melhora

Acompanhamento na UBS

NÃO

SIM




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