Paulo ganem souto



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GENGIVITE?


  • Remoção dos fatores retentivos de placa como, restos radiculares, próteses mal adaptadas, hiperplasia gengivais, restaurações mal adaptadas, s/n;

  • Fazer raspagem para retirada de tártaro, tecidos de granulação e toxinas da gengiva e polimento;

  • Prescrição de enxágües bucais com clorexidina;

  • Fluorterapia;

  • Revisão periódica para controlar a formação de novas placas bacterianas

Orientar:

  • Escovação dos dentes após refeições e uso diário do fio dental;

  • Atividade física, visando diminuir o estresse;

  • Dieta rica em cálcio.



Moderada


  • Realizar exodontia, se necessário;

  • Encaminhar para unidade de referência com relatório e manter acompanhamento concomitante com unidade de Saúde.

Atividade educativa, visitas domiciliares e procedimentos coletivos;

 Revisão periódica de acordo com a necessidade identificada.


SIM

Severa

Leve

NÃO


PERDA ÓSSEA?

PERIODONTITE?




CÂNCER DE BOCA


EPIDEMIOLOGIA:
Em 2002 o câncer de boca matou mais de 3500 pessoas no Brasil. Segundo estimativa do INCA (MS), são mais de dez mil novos casos por ano, sendo o oitavo câncer de maior incidência no país. Quase 40% dos casos da doença acabam em morte, portanto de alta letalidade. Na Bahia, a estimativa para 2005 foi de 710 casos novos.




FATORES DE RISCO E OUTROS FATORES ASSOCIADOS:


  • Idade superior a 40 anos;

  • Uso de tabaco em qualquer forma (cigarro, charuto, cachimbo);

  • Consumo de álcool;

  • Má higiene bucal;

  • Hábito de morder intensamente ou repetidamente a boca;

  • Dentes com pontas ou quebrados;

  • Uso de próteses dentárias mal-ajustada;

  • Exposição ao sol;

  • Desnutridos e imunodeprimidos;

  • Dieta rica em gordura;

  • Baixo nível socioeconômico.








DETECÇÃO PRECOCE:


  • Investigação dos fatores de risco;

  • Exame detalhado da porção interna da boca procurando por lesões esbranquiçadas (leucoplasias) ou avermelhadas (eritroplásticas), escuras ou violáceas, ulceradas ou vegetantes. As células podem ser retiradas por biopsia dessas regiões alteradas e examinadas num microscópio em busca de sinais de malignização.















PREVENÇÃO:


  • Orientar pessoas que são fumantes e/ou etilistas e portadores de próteses mal ajustadas e dentes fraturados, abster-se o fumo e o álcool;

  • Orientar o auto-exame da boca;

  • Orientar a higiene bucal e consulta odontológica de controle a cada ano;

  • Orientar dieta saudável, rica em vegetais e frutas;

  • Orientar a não exposição ao sol sem proteção (filtro solar e chapéu de aba longa).


CANCER DE BOCA / FLUXOGRAMA


Feridas na boca que não cicatrizam em 3 semana ou úlceras superficiais com menos de 2 cm de diâmetro e indolores, podendo sangrar ou não, manchas esbranquiçadas, avermelhadas, escuras ou violáceas nos lábios ou na mucosa bucal, dificuldade de deglutição e enfartamento ganglionar.

AVALIAÇÃO CLÍNICA


Identificação dos sintomas e lesões suspeitas ou minimamente suspeitas de câncer de boca.

Encaminhar para unidade de referência especializada com relatório;

Monitoramento concomitante do paciente na Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Saúde da Família.




AUTO-EXAME DA BOCA

ORIENTAR O PACIENTE A:


  • Lavar bem a boca e remover as próteses dentárias se for o caso;

  • Em frente o espelho, observar a pele do rosto e do pescoço. Procurar identificar alterações que não tenha notado antes;

  • Puxar com os dedos, o lábio inferior para baixo, expondo a mucosa. Solicite ao paciente que palpe todo o lábio e faça o mesmo procedimento na parte superior do lábio;

  • Examinar com o dedo a parte interna lado direito e esquerdo da bochecha;

  • Examinar com o dedo toda a gengiva superior e inferior;

  • Introduzir o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo e procurar palpar todo o assoalho da boca;

  • Inclinar a cabeça para trás e abrir a boca o máximo possível, examinar atentamente e palpar o céu da boca. Observar o fundo da garganta;

  • Por a língua para fora e observar a parte de cima. Repetir a observação com a língua levantada até o céu da boca. Observar também o lado esquerdo e direito da língua;

  • Esticar a língua para fora da boca e palpar em toda a sua extensão;

  • Examinar o pescoço comparando o lado esquerdo com o direito para identificar diferenças, caroços, áreas endurecidas e ganglios;

  • Introduzir o polegar por debaixo do queixo e palpe suavemente todo o seu contorno inferior.

O PACIENTE DEVE SER ORIENTADO A FAZER O AUTO-EXAME MENSALMENTE E CASO NOTE ALGUMA ANORMALIDADE PROCURAR A UNIDADE DE SAÚDE





TRACOMA


CONCEITO E EPIDEMIOLOGIA:
CONCEITO: É uma afecção inflamatória ocular, uma ceratoconjuntivite crônica recidivante que, em decorrência de infecções repetidas, produz cicatrizes, na conjuntiva palpebral superior, podendo levar à formação de entrópio (pálpebra com margem virada para dentro do olho) e triquíase (cílios em posição defeituosa nas bordas da pálpebra, tocando o globo ocular).
EPIDEMIOLOGIA: O tracoma é considerado um importante problema de saúde pública, enquanto causa de morbidade, deficiência visual e cegueira em grande parte dos países subdesenvolvidos. A Organização Mundial de Saúde estima a existência de 150 milhões de pessoas com tracoma no mundo, das quais, aproximadamente, 6 milhões estão cegas. É doença endêmica no Brasil, tendo as baixas condições sócio-econômicas como fator de ampliação de risco.

DEFINIÇÃO DE CASO:
Suspeito: indivíduos que apresentam história de conjuntivite prolongada ou referem sintomatologia ocular de longa duração (ardor, prurido, sensação de corpo estranho, fotofobia, lacrimejamento e secreção ocular), especialmente na faixa etária de 1 a 10 anos. Os comunicantes de casos confirmados também devem ser considerados casos suspeitos.
Caso confirmado: todo indivíduo que através do exame ocular externo e eversão da pálpebra superior e auxílio de uma lupa binocular de 2,5 capacidade de aumento apresente um ou mais dos seguintes sinais:


  • Inflamação Tracomatosa Folicular (TF): quando se verifica a presença de no mínimo 5 folículos de 0,5 mm de diâmetro na conjuntiva tarsal superior;

  • Inflamação Tracomatosa Intensa (TI): quando se verifica espessamento da conjuntiva tarsal superior com mais de 50% dos vasos tarsais profundos não sendo visualizados;

  • Cicatrização Conjuntival Tracomatosa (TS): presença de cicatrizes, com a conjuntiva tarsal superior com aparência esbranquiçada, fibrosa com bordas retas, angulares ou estreladas;

  • Triquíase Tracomatosa (TT): quando um dos cílios atrita o globo ocular ou há evidência de recente remoção de cílios, associados à presença de cicatrizes na conjuntiva tarsal superior (TS);

  • Opacificação Corneana (CO): caracteriza-se pela sua nítida visualização sobre a pupila com intensidade suficiente para obscurecer pelo menos uma parte da margem pupilar.






TRACOMA / FLUXOGRAMA



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