Paulo ganem souto



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EPIDEMIOLOGIA

Quase 27% das crianças de 18 a 36 meses apresentaram pelo menos um dente decíduo com cárie dentária, sendo que a proporção chega quase 60% das crianças de cinco anos de idade. Nos dentes permanentes, a incidência de cárie é medida pelo índice CPO - D, que é o número médio de dentes cariados, perdidos ou obturados por indivíduo. Os resultados do estudo demonstram que a cárie dentária tem um rápido avanço conforme a idade. A média do índice CPO - D é de 2,8 nas crianças de 12 anos, 6,2 nos adolescentes, 20,1 nos adultos e 27,8 nos idosos.



(Ministério da Saúde – Projeto SB Brasil/agosto 2004).


MEDIDAS PREVENTIVAS:

ORIENTAR O USUÁRIO A:


  • Diminuir a freqüência de ingestão de carboidratos, doces e balas. O ideal é só comer estes alimentos após as refeições e não entre as refeições;

  • Escovar os dentes sempre após as refeições, com uma escova que esteja com as cerdas parelhas e não deformadas, principalmente à noite antes de dormir;

  • Se possível, utilizar o fio dental pelo menos uma vez ao dia;

  • Visitar regularmente o dentista, no mínimo 1 vez ao ano.


CÁRIE DENTÁRIA / CONTINUAÇÃO
MÉTODOS ALTERNATIVOS PARA MANTER A HIGIENE BUCAL:


  • Na ausência de escova orientar o usuário a criar sua própria escova utilizando um pedaço de bambu (15 cm), fazer dois furos e amarrar um pedaço de bucha vegetal (2,5 a 5 cm) com barbante.

  • Caso a escova esteja bastante gasta e na impossibilidade de comprar outra, orientar o usuário a cortar as pontas das cerdas e aumentar a vida útil da sua escova.

  • Para amaciar as cerdas de uma escova dura, orientar o usuário a colocar as cerdas em água quente durante alguns minutos, tendo cuidado para não derreter o cabo.

  • Na impossibilidade de adquirir fio dental, orientar o usuário a utilizar tiras de ráfia ou linha de algodão fina e forte.


CRITÉRIOS DE ENCAMINHAMENTOS PARA ENDODONTIA:

  • Traumas;

  • Lesões endo-perio que requerem tratamento endodôntico e periodontal;

  • Cárie com comprometimento pulpar;

  • Fraturas de coroas;

  • Dentes com alteração de cor.


CRITÉRIOS DE ENCAMINHAMENTOS PARA PERIODONTIA:

  • Lesões endo-perio que requerem tratamento endodôntico e periodontal;

  • Lesões periodontais com perda de inserção superior a 4 mm;

  • Frenectomia;

  • Aumento da coroa clínica.


CRITÉRIOS PARA CIRURGIA:

  • Dente incluso/impactado;

  • Cistos

  • Lesões em tecido mole;

  • Extra numerários;

  • Cirurgia pré-protética;

  • Corpo estranho no interior dos tecidos moles da cavidade oral e outros.


C
Primeira fase: Mancha branca, opaca, leitosa e rugosa na superfície do dente, sem cavitação.

Segunda fase: Sucos escurecidos, sem sintomatologia.

Terceira fase: Superfície dentária passa a ficar castanho de claro a escuro, neste estágio a doença cárie evolui rapidamente passando muitas vezes a atingir dentina, com cavitação.

Quarta fase: destruição da coroa clínica sem possibilidade de restauração.

Avaliação odontológica na UBS


PRIMEIRA FASE:


  • Remoção dos fatores retentivos de placa como, restos radícula-res, próteses mal adaptadas, hiperplasias gengivais, restaura-ções mal adaptadas, s/n;

  • Fluorterapia, sessões de aplicação de fluoretos, normal-mente na forma de gel aplicado no consultório;

  • Marcar retorno conforme neces-sidade;

  • Realizar atividades educativas com enfoques individual e fa-miliar.

SEGUNDA FASE:


  • Remoção dos fatores retentivos de placa como, restos radicu-lares, próteses mal adaptadas, hiperplasias gengivais, restaura-ções mal adaptadas, s/n;

  • Tratamento e acompanhamento oportunos;

  • Fluorterapia, sessões de aplica-ção de fluoretos, normalmente na forma de gel aplicado no consultório;

  • Esclarecimento sobre os riscos de desenvolver cárie dentária;

  • Realizar atividades educativas com enfoques individual e fa-miliar.



CÁRIE DENTÁRIA?


QUARTA FASE:


  • Exodontia;

  • Realizar atividades educativas com enfoques individual e familiar.

OBS: Pacientes que usam fármacos e/ou radiação ionizantes requerem uma anamnese apurada.

TERCEIRA FASE:


  • Remoção dos fatores retentivos de placa como, restos radícula-res, próteses mal adaptadas, hiplerplasias gengivais, restau-rações mal adaptadas, s/n;

  • Restaurações das lesões cavi-tárias, com materiais restaura-dores, que devolvem a estética, a função, a cor e a forma origi-nal do dente;

  • Fluorterapia, sessões de aplica-ção de fluoretos, normalmente na forma de gel aplicado no consultório;

  • Marcar retorno conforme necessidade;

  • Realizar atividades educativas com enfoques individual e fa-miliar.


ÁRIE DENTÁRIA / FLUXOGRAMA


PERIODONTIA

EPIDEMIOLOGIA:
As gengivites atingem 75% da população maior de 25 anos. Menos de 22% da população adulta e menos de 8% dos idosos apresentam gengivas sadias (Ministério da Saúde – SB Brasil/2004). Pesquisas demonstram a inter-relação da doença periodontal com doenças sistêmicas, tais como doenças cardiovasculares, osteoporose, baixo peso, nascimento e parto prematuro de bebês, diabetes, acidente vascular cerebral e endocardite bacteriana. Há ainda pesquisas sugerindo que as doenças periodontais são fatores de risco para doenças respiratórias, como rinite, sinusite e a pneumonia.

Periodontite na gestação possibilita prematuridade de 34 semanas e peso inferior a 255g. de nascimento e o agravamento da condição periodontal pode se constituir em fator de risco de pré-eclampsia.



Gengivite gravídica: A gengivite gravídica acomete de 30 a 100% das mulheres grávidas, ocorrendo edema, eritema, aumento de sangramento, da mobilidade dentária, podendo haver uma resposta hipertrófica exagerada produzindo um granuloma gravídico, pode estar associada ao aumento dos níveis de progesterona na circulação.


FATORES DE RISCO:


  • FUMO: é considerado um fator potencializador de risco para o desenvolvimento da periodontite. Fumantes apresentam maior velocidade de progressão da doença e maior risco de perda dental. O fumo causa vasoconstrição nos tecidos gengivais, tem efeito deletério sobre a função leucocitária, diminui o nível sérico de anticorpos, e substâncias citotóxicas podem penetrar o epitélio prejudicando os fibroblastos e alteração da mucosa (estomatite nicotínica)

  • DIABETES MELLITUS: é considerado há muito tempo um fator sistêmico que predispõe e agrava a doença periodontal;

  • SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA: as doenças sistêmicas que comprometem a defesa do hospedeiro contra infecções, freqüentemente estão associadas às doenças periodontais mais severas;

  • USO DE ALGUMAS MEDICAÇÕES: anti-hipertensivos, ansiolíticos – gengivite fibromatose dilantínica;

  • OUTROS FATORES: osteoporose, fatores nutricionais (baixo consumo de cálcio e vitamina C, estresse, genética).



SINAIS E SINTOMAS:


  • Sangramento gengival;

  • Gengivas vermelhas, edemaciadas e lisas;

  • Gengivas que se afastam dos dentes (retração);

  • Alteração do formato das gengivas;

  • Presença de pus entre os dentes e gengivas;

  • Halitose persistente;

  • Comumente indolor;

  • Mobilidade dentária;

  • Presença de tártaros e placas bacterianas;

  • Abscesso periodontal.




CRITÉRIOS PARA REALIZAR EXODONTIAS EM USUÁRIOS COM DOENÇAS PERIODONTAIS NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE


  1. Dentes com mobilidade Vestíbulo/Lingual, mesio/distal e apical cujo diagnostico radiográfico comprove perda óssea;

  2. Dentes com comprovado diagnostico radiográfico de perda óssea em portadores de doenças crônicas sem motivação para manter a higiene oral;

  3. Pacientes parcialmente desdentado cujos remanescentes dentário devido à perda óssea não suportem a carga do uso de uma prótese parcial removível;

  4. Pacientes com recorrentes abscessos periodontais sem uma boa resposta clinica;

  5. Pacientes que já tinham feito tratamento especializado sem sucesso.

GENGIVITE/PERIODONTITE

FLUXOGRAMA


Gengivas com coloração vermelha ao invés de rósea, edemaciadas e móveis, halitose. Relato de sangramento da gengiva ao escovar os dentes ou comer.

Avaliação odontológica com solicitação de Rx interproximal e realização sondagem.

 Controle da placa bacteriana, com retirada de indutos, s/n;

 Prescrição de enxágües bucais com clorexidina para controle da placa e prevenção de infecções bucais;



Orientar:

 Escovação dos dentes após as refeições e uso diário do fio dental;






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