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MANEJO DAS INFECÇÕES CONGÊNITAS E PERINATAIS / CONTINUAÇÂO



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MANEJO DAS INFECÇÕES CONGÊNITAS E PERINATAIS / CONTINUAÇÂO

PATOLOGIA


FATORES DE RISCO

QUADRO CLÍNICO

LABORATÓRIO

TRATAMENTO

ACOMPANHAMENTO

Toxoplasmose

Mãe com histó-ria de contato com locais con-taminados, com fezes de gatos, ingesta de leite não pausteri-zado, ingestão de carne mal cozida, contato com carne ou ovos crus.

Viragem sorológica na gestação.

70% das crianças são assinto-máticas ao nascimento; podem apresentar coriorretinite, convulsão, micro ou hidrocefalia, febre, hipo-termia, calcificações cranianas, hiperproteinorraquia, ,hepatoesplenomegalia, ictericia,apnéia ou taquipnéia, linfoadenomegalia, vômitos, diarréia, pneumonite, diátese hemorrágica, rash cutâneo, catarata, glaucome, microftalmia. Mais raramente hidr-opsia fetal, retardo mental e miocar-dite. A forma subclínica é a mais comum com história materna, soro-logia positiva no RN, alterações leves no líquor e posteriormente seqüelas oculares e neurológicas.


Imunofluorescência indireta IgG seriada


ELISA IgM por captura

IgG quantitativo, parear título da criança com título materno (se título da criança superior ao materno considerar toxoplasmose congênita)

Líquor: aumento da celularidade e da proteína

Raios-X de ossos do crânio

Ultrassom transfonta-nela

TC de crânio

Oftalmoscopia e áudio-metria.

Obs: as sorologias do binômio mãe/bebê de-vem ser colhidas no mesmo dia e no mesmo laboratório, o mais pré-coce possível.


Sulfadianzina e pirime-tamina associado ao ácido folínico durante todo o primeiro ano de vida. Quando há comprome-timento do SNC e/ou ocular fazer uso de Prednisona oral, por quatro semanas.

Sulfadiazina: 100 mg/kg/dia, VO, 6/6h

Pirimetamina: 1 mg/kg/dia, VO, 12/12h

Acido folínico: 5 a 10 mg mg três vezes na semana

O tratamento específico deve ser iniciado nos casos sob risco mas ainda sem diagnóstico até haver o necessário esclareci-mento.


Fazer puericultura, esquema vacinal de rotina, orientações sobre sinais clínicos de toxoplasmose

e busca ativa para todas as crianças suspeitas, em investigação ou confirma-das de toxoplasmose congênita;

Em relação aos casos suspeitos:

Fazer visita precoce ao RN e agendar exame pediátrico na UBS (Unidade Básica de Saúde) o mais breve, se pos-sível na maternidade; A UBS deve solici-tar IgG e IgM por captura para toxo-plasmose da mãe e do Rn o mais breve possível. Encaminhar para consulta com oftamologista para realização de fundos-copia.

Encaminhar para avaliação com infec-tologia pediátrica para o 30º dia de vida;

Monitorar uso adequado da medicação dos RN suspeitos de mães com toxo-plasmose gestacional confirmada.



Em relação aos casos em investigação:

Só suspender o tratamento depois que for afastado a possibilidade de toxoplas-mose congênita. Deverá ser acompanha-do pelo infectologista desde o nascimento até alta após ser afastada a doença.



Em relação aos casos confirmados:

Fazer visita domiciliar bimestral nos lactentes confirmados; Monitorar uso da medicação, comparecimento às consultas de infectologia e eventuais intercorrên-cias;

Na detecção de sinais de coriorretinite ou uveíte em atividade, associar corticoide ao tratamento

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PATOLOGIA


FATORES DE RISCO

QUADRO CLÍNICO

LABORATÓRIO

TRATAMENTO

ACOMPANHAMENTO

Rubéola/ Síndrome da rubéola congênita

Gestante soronegativa, em contato com o agente viral.


Apenas 50% tem manifestações ao nascer. Pode ocorrer restrição do crescimento intra-uterino, cardio-patia congênita (PCA, estenose pulmonar),surdez neurossensorial, catarata, glaucoma, púrpura; na forma aguda ocorrem adenite, hepa-toesplenomegalia, icterícia, lê-sões ósseas, encefalite, meningite, mio-cardite, lesões oculares, anemia, plaquetopenia; manifestações tardi-as: déficit neurológico, defeitos de audição, autismo, retardo psico-motor, doenças da tireóide, diabetes mellitus.


Isolamento viral em uri-na, conjuntiva, líquor, nasofaringe

Inibição da hemaglut-inação

ELISA IgM por captura e IgG quantitativa da mãe e do bebê.

Obs: as sorologias do binômio mãe/bebê de-vem ser colhidas no mes-mo dia e no mesmo laboratório.

Líquor(hiperproteinorraquia)

Avaliação oftalmológica, cardiológica e áudioló-gica, US transfontanela, Tc de crânio

Nenhum específico. O pa-ciente deve ser acom-panhado por uma equipe multidisciplinar capaz de oferecer um maior suporte às possíveis seqüelas.


Citomegalovírus

Gestante com IgM positivo na gestação e gestante soronegativa

(IGM e IGG)

Apenas 10% tem manifestações clínicas sendo que 20 a 30% deste grupo apresenta doença grave. . Podem ocorrer baixo peso, premar-turidade, macro ou microcefalia, icterícia, coriorretinite, hepatoesple-nomegalia, pneumonia, hepatite, petequias, trombocitopenia, calcifi-cações cerebrais periventriculares, surdez neurossensorial, seqüelas neurológicas.O CMV está rela-cionado a anomalias do trato digestivo, genito-urinário e músculo –esquelético.


Cultura de urina, PCR no sangue e/ou urina, ELISA IgG quantitativo e IgM por captura do binô-mio mãe/bebê, teste de avidez para IgG, líquor, US transfontanela, oftal-moscopia, audiometria, hemograma,

Raio X de crânio,

TC de crânio

Obs: as sorologias do binômio mãe/bebê devem ser colhidas no mesmo dia e no mesmo laboratório.

Suporte clínico

Quando houver envolvi-mento do SNC e/ou ocular, pneumonite, vire-mia grave ou hepatite encaminhar para unidade de referência para uso de antivirais




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