Paulo ganem souto



Baixar 3.67 Mb.
Página32/58
Encontro21.10.2017
Tamanho3.67 Mb.
1   ...   28   29   30   31   32   33   34   35   ...   58

Situações especiais

A gravidez e o aleitamento materno não contra-indicam a administração dos esquemas de tratamento poliquimioterápico da hanseníase que são seguros tanto para a mãe como para a criança. Algumas drogas são excretadas pelo leite, mas não causam efeitos adversos. Os recém-nascidos, porém, podem apresentar a pele hiperpigmentada pela Clofazimina, ocorrendo a regressão gradual da pigmentação, após a parada da PQT.




ACOMPANHAMENTO DAS INTERCORRÊNCIAS PÓS-ALTA
Recidiva: Aquele que completar com êxito o tratamento PQT, e que tenha pelo menos 3 anos pós alta cura e venha eventualmente desenvolver novos sinais e sintomas da doença. A maior causa de recidivas é o tratamento PQT inadequado ou incorreto. O tratamento portanto, deverá ser repetido integralmente de acordo com a classificação Pauci ou Multibacilar. Deve haver a administração regular dos medicamentos pelo tempo estipulado no esquema.

Prevenção de incapacidades físicas, e para evitar complicações causadas pelas incapacidades, o paciente deve ser orientado para realizar regularmente certos auto cuidados apropriados ao seu caso. Aqueles que apresentam perda de sensibilidade protetora nos olhos, nas mãos e nos pés, com incapacidades devem ser orientados a observar-se diariamente, e a realizar auto cuidados específicos ao seu caso.Pacientes com hanseníase que não apresentam comprometimento neural ou incapacidades devem ser também alertados para a possibilidade de ocorrência dos mesmos e orientados para observar-se diariamente para procurar a unidade de saúde ao notar qualquer alteração neurológica, tais como dor ou espessamento nos nervos.


REABITAÇÃO E PREVENÇÃO DAS SEQÜELAS DA HANSENÍASE (vide capítulo de Reintegração e Reabilitação)


T
Multibacilar (MB)

Paucibacilar (PB)

Até 5 lesões de pele com alteração de sensibilidade

Acima de 5 lesões com alteração de sensibilidade

Paciente (PB)

Iniciar PQT/ PB – Rifampicina + Dapsona – 06 Doses Supervisionadas na UBS/ PSF e Dapsona auto administrada em domicilio

Iniciar PQT/ MB – Rifampicina + dapsona + clofazimina – 12 doses Supervisionadas na UBS/ PSF e Dapsona + Clofazimina auto administrada em domicilio

Notificar ao SINAN

Notificar ao SINAN

Acompanhamento do caso em uso de 6 doses supervisionadas em até 9 meses

Acompanhamento do caso em uso de 12 doses supervisionadas em até 18 meses


Após o período encerrar o caso e registrar a alta p/ cura no SINAN

Após o período encerrar o caso e registrar a alta p/ cura no SINAN


Iniciar a Vigilância dos contatos do Caso de Hanseníase

Paciente (MB)

Classificação operacional
RATAMENTO DA HANSENÍASE


TRATAMENTO DA HANSENÍASE/ FLUXOGRAMA - CONTINUAÇÃO


Não



Sim

Sem lesão de pele e/ou comprometimento neural

Lesão de pele sugestiva e/ou comprometimento neural

Encaminhar p/ BCG 2 doses

Aprazar avaliação dermatoneurológica

C/ cicatriz vacinal,

considerar como 1ª dose



S/ cicatriz vacinal

Aplicar p/ 2ª dose

Aplicar 1ª dose BCG

Agendar 2ª dose 6 meses

após a 1ª dose

Iniciar a Vigilância dos CONTATOS do Caso de Hanseníase

Encaminhar p/ BCG e orientar Vigilância de sinais compatíveis c/ Hanseníase

Iniciar PQT, PB ou MB

Alteração de sensibilidade e/ou comprometimento neural




Nódulos cutâneos eritematosos mais palpáveis do que visíveis, que podem ulcerar, geralmente associados a febre, mialgia, artralgia.

• Prescrever para pacientes do sexo masculino talidomida - 100 a 300 mg/dia, se sexo feminino fazer antinflamatório não hormonal;

• Notificar e investigar comunicantes se caso novo.

• Caso não apresente resposta ao uso da talidomida, encaminhar para Unidade de Referência com relatório



• Prescrever prednisona

• Caso não apresente resposta ao uso da prednisona, encaminhar para Unidade de Referência com relatório

Lesões cutâneas em placas eritemato-infiltradas e/ou dor em região de troncos nervosos

REAÇÃO HANSÊNICA?


REAÇÃO HANSÊNICA?


Tipo 2: Eritema nodoso

hansênico (Mb)

Tipo 1: Reação reversa



R EAÇÃO HANSENICA / FLUXOGRAMA

REAÇÃO ADVERSA A POLIQUIMIOTERAPIA / FLUXOGRAMA

• Rubor na face e tronco, rash cutâneo, prurido

• Alteração da cor da pele e suor

• Lesões bolhosas em pele e mucosa

• Anorexia, náuseas, ocasionalmente diarréia

• Dor abdominal com distensão, redução da eliminação de gazes e fezes ou com diarréia

• Náuseas, icterícia

• Púrpura, gengivorragia, epistaxe

• Febre, calafrios, mialgia, artralgias, cefaléia, astenia, hipotensão, redução do volume urinário

• Cianose, dispnéia, taquicardia, febre, icterícia leve


• Lesão bolhosa de pele mucosa

• Cianose e dispnéia

• Dor e distensão abdominal


PRESENTE

• Encaminhar para unidade de referência para hanseníase, com relatório

• Quando apenas alterações da cor da pele e suor, orientar como sendo reação freqüente e temporária. Manter medicação.


Suspender tratamento


Fazer visita domiciliar após avaliação da unidade de referência


AUSENTE


Em uso de PQT (Poliquimioterapia para hansenníase: clofazimina, dapsona)

REAÇÃO ADVERSA A PQT ?


Transferir para hospital de referência, com relatório.



Fazer visita domiciliar após alta hospitalar..





IMUNOPREVENÇÃO - TABELA I


Vacina


Composição

Início da vacinação

Vacinação básica

Intervalo entre as doses

Reforço

Contra-indicação













Recom.

Mínimo







Contra tuberculose – BCG

Bactéria viva atenuada

Ao nascer

1 dose

-

-

-

Peso abaixo de 2 Kg.

Síndrome da Imunodeficiência adquirida (AIDS)



Contra Poliomielite

Vírus vivo atenuado Tipos I, II e III

2 meses

3 doses

2 meses

30 dias

15 meses/

entre 4 a 6 anos



Diarréia e vômitos intensos

Tetravalente

Bactéria morta, toxinas e polissacarídeos

2 meses

3 doses

2 meses

30 dias

15 meses/ entre 4 a 6 anos

Reação anafilática sistêmica após aplicação de dose anterior

Contra difteria, tétano e coqueluche – DPT

Bactérias mortas e tóxicas

2 meses

3 doses

2 meses

30 dias

15 meses/ entre 4 a 6 anos

Crianças com 7 ou mais, doença neurológica ativa, reação grave a doses anteriores.

Vacina tríplice acelular - DTPa

toxinas

2 meses

3 doses

2 meses

30 dias

-

Choque anafilático provocado pela DPT ou PTPa, DT, dT ou TT; choque anafilático após essas vacinas; encefalopatia instalada.

Contra difteria e tétano – dupla adulto dT

Toxinas

7 anos (não vacinados com DPT)

3 doses

2 meses

30 dias

A cada 10 anos

Reação anafilática à dose anterior;

Encefalite;

Fenômeno Arthus




















Exceto gestante e acidente grave – 5 anos




Contra difteria e tétano – dupla infantil DT

Toxinas

Substitui a DPT (evento adverso)

3 doses

2 meses

30 dias

15 meses

Maiores de 6 anos

Reações anafiláticas à dose anterior



Contra tétano -TT

Toxoide tetânico

7 anos (na falta da dT)

3 doses

2 meses

30 dias

A cada 10 anos


Dor, calor, vermelhidão, enduração local e febre

Contra sarampo, caxumba e rubéola – tríplice viral - SRC

Vírus vivo atenuado

12 meses

1 doses

-

-

4 a 6 anos

-Mulheres em idade fértil (12 a 49 anos);

-Grupo ampliado de risco >12 anos.


Relatório prévio de anafilaxia à vacina

Contra sarampo e rubéola – dupla viral

Vírus vivos atenuados

12 meses

1 dose

-

-

-

Antecedente de reação anafilática sistêmica a vacina, gravidez, adm. De imunoglobulina humana normal.

Contra febre amarela


Vírus vivo atenuado


9 meses

1 dose


-

-

A cada 10 anos



Relatório prévio de anafilaxia à vacina

Contra hepatite B


DNA recombinante


Ao nascer


3 doses


2ª 1 mês da 1ª

3ª 6 meses da 1ª






-

Reações anafiláticas à dose anterior

Contra raiva

Vírus inativo

-

Vide fluxograma específico

-

Não há

IMUNOPREVENÇÃO / TABELA II

Vacina

Conservação

Volume da dose

Via de administração

Validade após abertura do frasco

Contra tuberculose – BCG

+ 2°C a 8° C

0,1 ml

Intradérmica

(ID)


6 horas

Contra Poliomielite

+ 2°C a 8° C

2 gotas

Oral

5 dias úteis

Tetravalente

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

Intramuscular

(IM)


5 dias

Contra difteria, tétano e coqueluche – DPT

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

Intramuscular

(IM)


Até o final

Vacina tríplice acelular - DPTa

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

Intramuscular

(IM)


Até 7 dias

Contra difteria e tétano – dupla adulto dT

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

Intramuscular

(IM)


Até o final

Contra difteria e tétano – dupla infantil DT

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

Intramuscular

(IM)


Até o final

Contra tétano - TT

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

Intramuscular

(IM)


Até o final

Contra sarampo, caxumba e rubéola – tríplice viral

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

Subcutânea

(SC)


8 horas

Contra sarampo e rubéola – dupla viral

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

Subcutânea

(SC)


8 horas

Contra febre amarela

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

Subcutânea

(SC)


4 horas

Contra hepatite B

+ 2°C a 8° C

0,5 ml < 20 a

1,0 ml ≥20 a



Intramuscular

(IM)


Até o final

Contra raiva

+ 20°C a 8° C

1,0 ml

IM

7 dias

OBS: Apresentação varia de acordo com o fabricante.

IMUNOPREVENÇÃO/ VACINAS ESPECIAIS – TABELA I


Vacina

Composição

Início da vacinação

Vacinação básica

Intervalo entre as doses

Reforço

Contra-indicação













Recom.

Mínimo







Contra Varicela

Vírus atenuado

12 meses

1 ou 2 doses

30 a 60 dias para ³ 13 anos

-

-

  • Para crianças com menos de 6 meses de idade e pessoas que apresentam hipersensibilidade imediata (reação anafilática) após o recebimento de qualquer dose anterior, ou de história de hipersensibilidade aos componentes da vacina;

  • Em gravidez e pacientes imunodeprimidos, excetuando-se casos com indicação.

Contra pneumococo

Polissacarídeos do Streptococus pneumoniae

2 anos

1 dose

-

-

Após 3 anos

Reação anterior de hipersensibilidade imediata (anafilaxia) a vacina.

Contra hepatite A

Vírus inativado

2 anos

Varia conforme a idade

Varia

-

-

História de hipersensibilidade a alguns dos componentes da vacina

Vacina contra meningococo A e C

Polissacarídeos capsulares dos meningococos

2 anos

1 dose

-

-

3 anos se indicação

  • Febre e doença infecciosa aguda;

  • Ocorrência de reação anafilática seguindo-se de aplicação à dose anterior

Contra vírus da influenza

(campanha)



Vírus inativado e purificado

6 meses

Varia conforme a idade

30 dias para menores de 9 anos na 1ª vez

-

anualmente

Para crianças com menos de 6 meses de idade e pessoas que apresentam hipersensibilidade imediata (reação anafilática) após o recebimento de qualquer dose anterior, doenças febris agudas ou de história de hipersensibilidade aos componentes da vacina.



IMUNOPREVENÇÃO / VACINAS ESPECIAIS – TABELA II




Vacina

Conservação

Volume da dose

Via de administração

Validade após abertura do frasco

Contra varicela

+ 2°C a 8° C ou –20° C

0,5 ml

SC

-

Contra pneumococo

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

SC ou IM

-

Contra hepatite A

+ 2°C a 8° C

0,5 a 1 ml

IM

-

Vacina contra meningococo A e C

+ 2°C a 8° C

0,5 ml

SC ou IM

-

Contra vírus da influenza (campanha)

+ 2°C a 8° C

0,25 ou 0,5 ml

IM

8 horas





IMUNOPREVENÇÃO/ EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO / FLUXOGRAMA - I

EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO?

REAÇÕES


INFLAMATÓRIAS LOCAIS:

Edema,calor,

eritema, dor, abcesso.

FEBRE

EPISÓDIO HIPOTÔNICO HIPORRESPONSIVO SEM CHOQUE:

palidez, diminuição ou ausência do tônus muscular e da resposta à estímulos, podendo ocorrer cianose, depressão respiratória, sonolência até perda da consciência



Liberar para domicílio com orientações

Transferir para hospital de referência, com relatório.

•Administrar analgésico

• Orientar uso de compressas frias

• Avaliar necessidade de drenagem de abcesso

• Notificar e investigar

• Orientar doses subsequentes


• Manter repouso em

ambiente ventilado

• Orientar hidratação TRO

• Prescrever antitérmicos, evitar AAS

• Avaliar possibilidade de infecção intercorrente

• Manter aleitamento , se nutriz

• Notificar e investigar diante de incidência significativa



Medidas de Suporte


Sem melhora



• Colocar paciente em posição Trendelemburg ou decúbito lateral, se vômitos

• Aspirar secreção VAS, s/n

• Folgar roupas

• Proteger língua c/ gaze dobrada

• Acesso venoso

• Administrar anticonvulsivante: Diazepam ou Fenobarbital

• Oxigenoterapia, s/n e s/p

• Avaliar doença neurológica, se crises múltiplas e prolongadas

• Se convulsão após DPT, doses subsequentes com DTP acelular

• Notificar e investigar

• Observar por mais tempo na UBS

CONVULSÃO: até 72h após a vacinação, geralmente nas primeiras 12h e com febre, sem sinais neurológicos focais



Com melhora






IMUNOPREVENÇÃO / EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO / FLUXOGRAMA - II

EVENTOS ADVERSOS PÓS VACINAÇÃO

Reação local grave: alergia ao timerosal, podendo apresentar dermatite de contato.



Reações Moderadas:

(petéquias, urticária, exantema, prurido cutâneo

(ocorrem mais de 2h após a vacinação)

Liberar para domicílio

com orientações

Transferir para hospital de referência, com relatório.



Se manifestar petéquias e/ou púrpuras generalizadas

Reações Graves:
(choque anafilático) ocorrem menos de 2h após aplicação da vacina. Alterações do tônus muscular, paralisia parcial ou com-pleta, palidez, cianose, resposta baixa ou ausente aos estímulos, depressão ou perda do estado de consciência, hipotensão, choque, alterações respiratórias e até PCR.

REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE


• Acesso venoso

• Administrar adrenalina, prometazina, hidrocortizona

• Manter vias aéreas permeáveis

• O2 sob catéter, s/p

• Contra-indicar doses subsequentes

• Notificar e investigar

• Administrar antihistamínicos VO no caso de urticária ou exantema pruriginoso

• Aplicar doses subsequente de vacinas com precaução

• Notificar e investigar



• Não há condutas específicas

• Não contra-indica doses subsequentes

LEPTOSPIROSE


EPIDEMIOLGIA:
É uma zoonose de grande importância social e econômica por apresentar elevada incidência em determinadas áreas, alto custo hospitalar e perdas de dias de trabalho, como também por sua letalidade, que pode chegar a até 40% dos casos mais graves. No Brasil é uma doença endêmica, tornando-se epidêmica em períodos chuvosos, principalmente em centros urbanos maiores, devido à aglomeração populacional de baixa renda em condições inadequadas de saneamento e à alta infestação de roedores infectados. Entre os casos notificados as maiores freqüências têm sido encontradas entre indivíduos do sexo masculino, na faixa etária de 20 a 35 anos. A maior parte dos casos ocorre entre pessoas que habitam ou trabalham em locais com más condições de saneamento e exposto à urina de roedores. No período de 1991 a 2000, foram confirmados no Brasil, 34.124 casos de leptospirose, com uma média anual de 3.414, variando entre 1.728 (1993) e 5.579 casos (1996), sendo observado em alguns lugares aumento da letalidade.


MEDIDAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO:


  • Controle da população de roedores: anti-ratização, desratização e corretivas do meio ambiente (manejo integrado);

  • Atividades educativas para alertar a população sobre a distribuição da doença, formas de transmissão, manifestações clínicas e medidas de prevenção da doença;

  • Redução do risco de exposição de ferimentos às águas/lama de enchentes ou outra situação de risco;

  • Medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos ao risco, através do uso de equipamentos de proteção individual como luvas e botas;

  • Limpeza e desinfecção de áreas físicas e domiciliares contaminadas, com solução de hipoclorito de sódio (100ml de água sanitária para 10 litros de água);

  • Utilização de água potável, filtrada, fervida ou clorada para consumo humano;

  • Vigilância sanitária dos alimentos, descartando os que entraram em contato com águas contaminadas;

  • Armazenagem apropriada dos alimentos em locais livres de roedores;

  • Destino adequado do lixo, principal fonte de alimento de roedores;

  • Manutenção de terrenos baldios, públicos e/ou privados, murados e livres de mato e entulhos, evitando condições à instalação de roedores;

  • Eliminar entulho, materiais de construção ou objetos em desuso que possam oferecer abrigo a roedores;

  • Construção e manutenção permanente das galerias de águas pluviais e esgoto em áreas urbanas;

  • Desassoreamento, limpeza e canalização de córregos.

Para viabilização de algumas medidas é necessário que a equipe de saúde articule com outros setores ou órgão competentes.




LEPTOSPIROSE / CONTINUAÇÃO
DEFINIÇÃO DE CASO:
SUSPEITO:

Indivíduo com febre de início súbito, mialgias, cefaléia, mal estar e/ou prostração, associados a um ou mais dos seguintes sinais e/ou sintomas: sufusão conjuntival ou conjuntivite, náuseas e/ou vômitos, calafrios, alterações do volume urinário, icterícia, fenômeno hemorrágico e/ou alterações hepáticas, renais e vasculares compatíveis com leptospirose ictérica (Síndrome de Weil) ou anictérica grave;



  • Indivíduo que apresente sinais e sintomas de processo infeccioso inespecífico com antecedentes epidemiológicos sugestivos nos últimos trinta dias anteriores à data de início dos primeiros sintomas.

Considera-se como antecedentes epidemiológicos sugestivos:

  • Exposição a enchentes, lama ou coleções hídricas potencialmente contaminadas;

  • Exposição a esgoto e fossas;

  • Atividades que envolvam risco ocupacional com coleta de lixo, limpeza de córregos, trabalho em água ou esgoto, manejo de animais, agricultura em áreas alagadas, dentre outros;

  • Manipulação de animais domésticos, como cães e gatos, em tosa, banho e exame clínico (no caso de funcionários de Pet Shops e veterinários);

  • Presença de animais infectados nos locais freqüentados pela pessoa.


CONFIRMADO:

Critério clínico laboratorial: presença de sinais e sintomas clínicos compatíveis, associados a um ou mais dos seguintes resultados de exames laboratoriais:

  • Isolamento da Leptospira (em sangue, líquor, urina ou tecido);

  • Reação de macroaglutinação reagente;

  • Teste ELISA – IgM reagente;

  • Soroconversão na reação de microaglutinação, entendida, como o aumento ou a diminuição, de 4 vezes ou mais, nos títulos entre amostras sanguíneas coletadas com um intervalo de 14 a 21 dias entre elas;

  • Imunohistoquímica positiva para leptospirose em pacientes suspeitos que evoluíram para óbito.

Critério clínico epidemiológico

  • Todo caso suspeito que apresente sinais e/ou sintomas inespecíficos associados com alterações nas funções hepáticas e/ou renais vasculares, e antecedentes epidemiológicos que por algum motivo não tenha colhido material para exames laboratoriais específicos, ou estes tenham resultado não reagente com amostra única coletada antes do 7º dia de doença;

  • Todo caso suspeito com o mesmo vínculo epidemiológico de um caso já confirmado por critério clínico-laboratorial que, por alguma motivo, não tenha colhido material para exames laboratoriais específicos, ou estes tenham resultado não reagente, com amostra única coletada antes do 7º dia de doença.


OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

O RESULTADO NEGATIVO (não reagente) de qualquer exame sorológico específico para a leptospirose (macroaglutinação, microaglutinação, ELISA - IgM, ou outros), com amostra sanguínea coletada antes do 7º dia do início dos sintomas, não descarta o caso suspeito. Outra amostra sanguínea deverá ser coletada, a partir do 7º dia do início dos sintomas, para auxiliar na interpretação do diagnóstico, conforme referido anteriormente (lembrar que, o pico de produção de anticorpos, dá-se a partir do 14º dia do início dos sintomas).



LEPTOSPIROSE / FLUXOGRAMA


Febre alta, de início abrupto, calafrios, cefaléia, mialgias, principalmente em panturrilhas. Náuseas, vômitos e diarréia são freqüentes, podendo levar à desidratação. História de exposição direta ou indireta, a materiais passíveis de contaminação por Leptospira.

Avaliação clínica/solicitação dos exames laboratoriais

FORMA ANICTÉRICA DA LEPTOSPIROSE

(LEVE, MODERADA OU GRAVE)?

  • Hidratar o paciente;

  • Uso de penicilina G cristalina, como alternativa podem ser utilizadas a Ampicilina, a tetraciclina ou a doxiciclina, se alérgico a penicilina sugere-se o uso defotriaxona ou clorafenicol. A antibioticoterapia deve ser iniciada até o 5º dia após o início dos sintomas.

  • A depender da gravidade encaminhar para Unidade Hospitalar com relatório;

  • Notificar;

  • Investigar.




Mialgias, exacerbadas nas panturrilhas, durante as duas primeiras semanas. Evolui para doença ictérica grave com disfusão renal, fenômeno hemorrágico, alterações hemodinâmicas, cardíacas, pulmonares e de consciência. Dor a palpação do abdômen e hepatomegalia em até 70% dos casos.

Avaliação clínica/solicitação dos exames laboratoriais

FORMA ICTÉRICA DA LEPTOSPIROSE

(MODERADA OU GRAVE)?




  • Encaminhar para Unidade Hospitalar de referência com relatório;

  • Notificar;

  • Investigar.



MENINGITE/MENINGOCOCCEMIA

EPIDEMIOLOGIA:

As meningites têm distribuição mundial e sua expressão epidemiológica varia, de região para região, dependendo de aglomerados populacionais, fatores climáticos, agentes circulantes e a falta de acesso à infra-estrutura adequada de serviços de saúde. Durante a década de 90 foram notificados, em média, 28.000 casos/ano de meningites, de todos os tipos, no Brasil, sendo que 18% desses corresponderam à meningite meningocócica - média de 5.000 casos anuais.




DEFINIÇÃO DE CASO DE MENINGITE:

CASO SUSPEITO: todo aquele que apresenta sinais e sintomas de meningite - febre, cefaléia, vômitos, rigidez de nuca, sonolência, alteração do humor, convulsões.

CASO CONFIRMADO: caso suspeito com isolamento bacteriano ou viral (cultura), ou detecção de antígeno polissacarídico (CIE – contra-imunoeletroforese cruzada e aglutinação pelo Látex) e PCR – reação em cadeia pela polimerase, bacterioscopia e quimiocitológico ou por critério clínico.

* Padrão ouro é a cultura

COMUNICANTE: moradores do mesmo domicílio, comunicantes de creche, pessoas diretamente expostas às secreções do paciente.

MENINGOCOCCEMIA: doença infecciosa causada pela Neisseria meningitidis, que inicia com mal-estar súbito, febre alta, calafrios, prostração acompanhada de manifestações hemorrágicas na pele (petéquias e equimoses). A doença se desenvolve de forma fulminante, podendo evoluir para óbito em poucas horas.




MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE:

  • Orientar a população para que seja encaminhado, a uma Unidade de Saúde, qualquer indivíduo com sinais e sintomas de meningite;

  • Diagnóstico precoce e tratamento oportuno;

  • Notificar de imediato e compulsoriamente todo caso suspeito às autoridades sanitárias;

  • Vacinas meningo (A e C); pneumococo

  • - Imunológicos especiais/CRIE





  • ;






































HIB e BCG – imunológicos de rotina.


  • Realizar de forma adequada, e em tempo hábil, a quimioprofilaxia dos contatos íntimos, quando indicado (meningite meningocócica, meningococcemia e meningite por haemophilus influenzae);

Quimioprofilaxia – Prevenção de casos secundários (droga de escolha é a rifamicina):

- Meningite meningocócica e meningococcemia: deve ser administrada precocemente, simultaneamente a todos os contatos, no prazo de até 10 dias preferencialmente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas do caso índice. É recomendado também a pacientes antes da alta, no mesmo esquema preconizado para os contatos, exceto se o tratamento da doença foi com ceftriaxona, droga capaz de eliminar o meningococo da orofaringe.

- Meningite por Haemophilus Influenzae - quimioprofilaxia esta indicado nas seguintes situações:

▪ Se houver crianças, com menos de 48 meses, no domicílio do caso índice, todos os contatos. O caso índice também deverá receber a quimioprofilaxia antes da alta, exceto se o tratamento instituído foi ceftriaxona, nas doses indicadas;

▪ Crianças menores de 5 anos, não vacinadas com tetravalente/ HIB ou com esquema vacinal incompleto, deverão ser vacinadas e também receber a quimioprofilaxia.

▪ Em creches que tenham crianças menores de 24 meses, não vacinadas ou com esquema incompleto, se o contato com o índice tiver sido superior a 25 horas semanais, os adultos e crianças deverão receber a quimioprofilaxia;

▪ Em creches e escolas, quando as crianças tiverem mais de 2 anos, a quimioprofilaxia é necessária se houver mais de um caso, em um período de 60 dias, adultos e crianças deverão receber quimioprofilaxia.


MENINGITE/MENINGOCOCCEMIA / FLUXOGRAMA



1   ...   28   29   30   31   32   33   34   35   ...   58


©aneste.org 2017
enviar mensagem

    Página principal