Paulo ganem souto



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DEFINIÇÃO

Hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, de evolução lenta, que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurológicos: lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés. O comprometimento dos nervos periféricos é a característica principal da doença, dando-lhe um grande potencial para provocar incapacidades físicas que podem, inclusive, evoluir para deformidades. Estas incapacidades e deformidades podem acarretar alguns problemas, tais como diminuição da capacidade de trabalho, limitação da vida social e problemas psicológicos. São responsáveis, também, pelo estigma e preconceito contra a doença.

Por isso mesmo ratifica-se que a hanseníase é doença curável, e quanto mais precocemente diagnosticada e tratada mais rapidamente se cura o paciente.

Sinais e sintomas:
Lesões de pele que se apresentam com diminuição ou ausência de sensibilidade. As lesões mais comuns são: manchas pigmentares ou discrômicas; placas; aumento da espessura e consistência da pele; pápula ou nódulo; Essas lesões podem estar localizadas em qualquer região do corpo e podem, também, acometer a mucosa nasal e raramente a cavidade oral. Ocorrem, porém, com maior freqüência, na face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas.
Lesões nos nervos periféricos com dor e espessamento dos nervos periféricos; perda de sensibilidade nas áreas inervadas, principalmente nos

olhos, mãos e pés; perda ou diminuição da força muscular. Alguns casos, porém, apresentam alterações de sensibilidade e motoras sem sintomas agudos de neurite. Esses casos são conhecidos como neurite silenciosa.


OBS: A classificação clínica da doença pode ser: indeterminada, tuberculóide, virchowiana e dimorfa. O Ministério da Saúde preconiza no entanto a classificação operacional (vide fluxograma)



HANSENIASE / CONTINUAÇÃO

ROTEIRO DE DIAGNÓSTICO CLÍNICO


Anamnese - obtenção da história clínica e epidemiológica; avaliação dermatológica - identificação de lesões de pele com alteração de sensibilidade.

Testar sensibilidade: Térmica (com tubos de ensaio contendo água fria e outro com água aquecida para ser testado nas áreas sãs e afetadas); dolorosa (tocando com a ponta de um alfinete nas áreas sãs e afetadas), e tátil (teste com mecha final de algodão) ; avaliação neurológica – palpação de troncos nervosos para identificação de dor local, espessamento e aderência aos planos adjacentes; identificação de neurites, incapacidades e deformidades; diagnóstico dos estados reacionais; diagnóstico diferencial; classificação do grau de incapacidade física.


OBS: As pessoas que têm hanseníase, geralmente, queixam-se de manchas dormentes na pele, dores, câimbras, formigamento e fraqueza nas mãos e pés. A investigação epidemiológica é muito importante para se descobrir a origem da doença e para o diagnóstico precoce de novos casos de hanseníase.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL


  • Doenças dermatológicas: Ptiríase Versicolor (pano branco), eczemátide (pápulas foliculares que acometem cada folículo piloso), tinha do corpo, vitiligo.

  • Doenças neurológicas: Síndrome do túnel do carpo; neuralgia parestésica; neuropatia alcoólica; neuropatia diabética; lesões por esforços repetitivos (LER).

DETECÇÃO ATIVA DA HANSENÍASE
Busca sistemática de doentes pela equipe da unidade de saúde por meio das seguintes atividades:

• investigação epidemiológica de um caso conhecido (exame de contatos);

• exame das pessoas que demandam espontaneamente os serviços gerais da unidade de saúde por outros motivos que não sinais e sintomas dermatológicos ou neurológicos;

• exame de grupos específicos - em prisões, quartéis, escolas, de pessoas que se submetem a exames periódicos, etc.;

• mobilização da comunidade adstrita à unidade, principalmente em áreas de alta prevalência da doença, para que as pessoas demandem os serviços de saúde sempre que apresentarem sinais e sintomas suspeitos. Em todas essas situações deve ser realizado o exame dermatoneurológico das pessoas, para o diagnóstico da hanseníase.

• vigilância de contatos, portanto, compreende a busca sistemática de novos casos de hanseníase entre as pessoas que convivem com o doente (nos últimos 5 anos), a fim de que sejam adotadas medidas de prevenção em relação às mesmas: diagnóstico e tratamento precoces. Uma vez identificados, os contatos do portador de hanseníase devem ser submetidos ao exame dermatoneurológico (vide fluxograma específico).

OBS: Os contatos cujo diagnóstico de hanseníase seja confirmado, devem receber o tratamento específico. Os contatos sem diagnóstico de hanseníase devem receber informações sobre a doença e sobre a necessidade de ficarem atentos ao aparecimento de sinais e sintomas da hanseníase, devendo neste caso procurar a unidade de saúde.




HANSENIASE / CONTINUAÇÃO

TRATAMENTO DA HANSENÍASE– Princípios Gerais

O tratamento integral de um caso de hanseníase compreende o tratamento quimioterápico específico - a poliquimioterapia (PQT), seu acompanhamento, com vistas a identificar e tratar as possíveis intercorrências, complicações da doença, prevenção e tratamento das incapacidades físicas.

Há necessidade de um esforço organizado de toda a rede básica de saúde no sentido de fornecer tratamento quimioterápico a todas as pessoas diagnosticadas com hanseníase. O indivíduo, após ter o diagnóstico, deve, periodicamente, ser visto pela equipe de saúde para avaliação e para receber a medicação. Na tomada mensal de medicamentos é feita uma avaliação do paciente para acompanhar a evolução de suas lesões de pele, do seu comprometimento neural, verificando se há presença de neurites ou de estados reacionais. Quando necessárias, são orientadas técnicas de prevenção de incapacidades e deformidades. São dadas orientações sobre os auto cuidados que deverá realizar diariamente para evitar as complicações da doença, sendo verificada sua correta realização.

O encaminhamento da pessoa com hanseníase para uma Unidade de Referência somente está indicado quando houver necessidade de cuidados especiais - no caso de intercorrências graves ou para correção cirúrgica. Nestes casos, após a realização do procedimento indicado, ela deve retornar para o acompanhamento rotineiro em sua unidade básica.




Casos multibacilares que iniciam o tratamento com numerosas lesões e/ou extensas áreas de infiltração cutânea poderão apresentar uma regressão mais lenta das lesões de pele. A maioria desses doentes continuará melhorando após a conclusão do tratamento com 12 doses. É possível, no entanto, que alguns desses casos demonstrem pouca melhora, nestas situações os pacientes deverão ser reavaliados em uma unidade de referência.





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