Paulo ganem souto


TUBERCULOSE PULMONAR COM BACILOSCOPIA POSITIVA/FLUXOGRAMA



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TUBERCULOSE PULMONAR COM BACILOSCOPIA POSITIVA/FLUXOGRAMA




Tratamento

Orientação / seguimento

ADULTO


Assintomático

Sintomático

Realizar Raio X de tórax se disponível

Orientação

Exame de escarro

Positivo

Negativo

CRIANÇAS

ATÉ 15 ANOS



Assintomático


Sintomático

Orientação

Tratamento

Medicação sintomática

Seguimento


Sugestivo de TB + sintomas clínicos


Normal

e sem sintomas clínicos

Raio X de tórax e/ ou baciloscopia na presença de escarro




Vacinadas


Não vacinadas


BCG


Raio X tórax


Não reator


Reator

Reator


PPD


Tratamento


Quimioprofilaxia

Sugestivo de TB + sintomas clínicos


Normal e sem sintomas clínicos







TUBERCULOSE / CONTINUAÇÃO

QUIMIOPROFILAXIA DA TUBERCULOSE



Dose: A quimioprofilaxia deve ser administrada a pessoas infectadas pelo M. tuberculosis, com a isoniazida na dosagem de 10 mg/kg de peso, com total máximo de 300 mg diariamente, durante seis meses.

Indicações:

  • Recém-nascidos coabitantes de foco tuberculoso ativo. A isoniazida é administrada por três meses e, após esse período, faz-se a prova tuberculínica. Se a criança for reatora, a quimioprofilaxia deve ser mantida por mais três meses; senão interrompe-se o uso da isoniazida e vacina-se com BCG.

  • Crianças menores de 15 anos, não vacinadas com BCG, que tiveram contato com um caso de tuberculose bacilífera, sem sinais compatíveis de tuberculose doença, reatores à tuberculina de 10 mm ou mais (em caso de contágio recente, a prova tuberculínica pode estar negativa. Deve-se portanto, nesse caso, repetir a prova tuberculínica entre 40 a 60 dias. Se a resposta for positiva, indica-se a profilaxia; se negativo, vacina-se com BCG).

  • Indivíduos com viragem tuberculínica recente (até 12 meses), isto é, que tiveram um aumento na resposta tuberculínica de, no mínimo, 10mm.

  • População indígena. Neste grupo, a quimioprofilaxia está indicada em todo o contato de tuberculose bacilífero, reator forte ao PPD, independente da idade e do estado vacinal, após avaliação clínica e afastada a possibilidade de tuberculose-doença, através de baciloscopia e do exame radiológico.

  • Imunodeprimidos por uso de drogas ou por doenças imunodepressoras e contatos intradomiciliares de tuberculosos, sob criteriosa decisão médica. Reatores fortes à tuberculina, sem sinais de tuberculose ativa, mas com condições clínicas associadas a alto risco de desenvolvê-la, como: alcoolismo, diabetes insulinodependente, silicose, nefropatias graves, sarcoidose, linfomas, pacientes com uso prolongado de corticosteróides em dose de imunodepressão, pacientes submetidos à quimioterapia antineoplásica, tratamento com imunodepressores, portadores de imagens radiográficas compatíveis com tuberculose inativa, sem história de quimioterapia prévia.

Observação: Estes casos deverão ser encaminhados a uma unidade de referência para tuberculose. Co-infectados HIV e M. tuberculosis Œ este grupo deve ser submetido a prova tuberculínica, sendo de 5 mm em vez de 10 mm, o limite da reação ao PPD, para considerar-se uma pessoa infectada pelo M. tuberculosis.



CRITÉRIOS PARA ENCERRAMENTO DO TRATAMENTO NAS UNIDADES DE SAÚDE



Alta por cura: Pulmonares inicialmente positivos - a alta por cura será dada se, durante o tratamento, o paciente apresentar duas baciloscopias negativas: uma na fase de acompanhamento e outra no final do tratamento(cura).

Alta por completar o tratamento: A alta será dada com base em critérios clínicos e radiológicos, quando: o paciente não tiver realizado o exame de escarro por ausência de expectoração, e tiver alta com base em dados clínicos e exames complementares; casos de tuberculose pulmonar inicialmente negativos; casos de tuberculose extrapulmonar.

Alta por abandono de tratamento: Será dada ao doente que deixou de comparecer à unidade por mais de 30 dias consecutivos, após a data prevista para seu retorno. Nos casos de tratamento supervisionado, o prazo de 30 dias conta a partir da última tomada da droga. A visita domiciliar realizada pela equipe de saúde, tem como um dos objetivos, evitar que o doente abandone o tratamento.

Alta por mudança de diagnóstico: Será dada quando for constatado erro no diagnóstico.

Alta por óbito: Será dada por ocasião do conhecimento da morte do paciente, durante o tratamento e independentemente da causa.

Alta por falência: Será dada quando houver persistência da positividade do escarro ao final do 4.º ou 5.º mês de tratamento. Os doentes que no início do tratamento são fortemente positivos (+ + ou + + +) e mantêm essa situação até o 4.º mês, ou os que apresentam positividade inicial seguida de negativação e nova positividade por dois meses consecutivos, a partir do 4.º mês de tratamento, são classificados como caso de falência. O aparecimento de poucos bacilos no exame direto do escarro, na altura do 5.º ou 6.º mês do tratamento, isoladamente, não significa, necessariamente a falência do tratamento. O paciente deverá ser acompanhado com exames bacteriológicos para melhor definição.



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